“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 14 de junho de 2025

NOSSO “PÁLIDO PONTO AZUL” PRECISA DE PAZ

Sábado, 14 de junho de 2025

NOSSO “PÁLIDO PONTO AZUL” PRECISA DE PAZ

Aldemario Araujo Castro
Advogado
Mestre em Direito
Procurador da Fazenda Nacional
Brasília, 13 de junho de 2025

"Estudo revela que 2024 foi o ano com maior número de conflitos armados das últimas oito décadas/Em 2024, o mundo vivenciou o maior número de conflitos armados desde 1946, superando 2023, que já era um ano recorde, de acordo com um estudo norueguês publicado nesta quarta-feira (11), que destaca os riscos globais associados ao desengajamento americano" (fonte: rfi.fr).

A notícia transcrita acima contrasta drasticamente com a busca pela paz, a solução pacífica de conflitos e a cooperação entre os povos. Esses são propósitos expressamente inscritos na Carta das Nações Unidas e em inúmeras constituições ao redor do mundo, inclusive na brasileira de 1988.

Não é preciso mais do que meio neurônio para concluir que a plenitude da aventura da vida, em todas as suas dimensões mais saudáveis e construtivas, exige um ambiente pacífico. Na ausência de agressões, todas as energias podem ser direcionadas ao crescimento intelectual e moral, ao trabalho produtivo, ao lazer, às atividades culturais e esportivas, ao desenvolvimento das diversas formas de afetividade e sociabilidade, entre outras esferas essenciais.

Os conflitos, especialmente quando degeneram para o uso da força e da violência em larga escala, seja em níveis locais, regionais, nacionais ou internacionais, alimentam o que há de pior na experiência humana: medos, traumas psicológicos, destruições físicas, dores, sofrimentos, ódios e mortes.