NOSSO “PÁLIDO PONTO AZUL” PRECISA DE PAZ
Aldemario Araujo Castro
Advogado
Mestre em Direito
Procurador da Fazenda Nacional
Brasília, 13 de junho de 2025
"Estudo revela que 2024 foi o ano com maior número de conflitos armados das últimas oito décadas/Em 2024, o mundo vivenciou o maior número de conflitos armados desde 1946, superando 2023, que já era um ano recorde, de acordo com um estudo norueguês publicado nesta quarta-feira (11), que destaca os riscos globais associados ao desengajamento americano" (fonte: rfi.fr).
A notícia transcrita acima contrasta drasticamente com a busca pela paz, a solução pacífica de conflitos e a cooperação entre os povos. Esses são propósitos expressamente inscritos na Carta das Nações Unidas e em inúmeras constituições ao redor do mundo, inclusive na brasileira de 1988.
Não é preciso mais do que meio neurônio para concluir que a plenitude da aventura da vida, em todas as suas dimensões mais saudáveis e construtivas, exige um ambiente pacífico. Na ausência de agressões, todas as energias podem ser direcionadas ao crescimento intelectual e moral, ao trabalho produtivo, ao lazer, às atividades culturais e esportivas, ao desenvolvimento das diversas formas de afetividade e sociabilidade, entre outras esferas essenciais.
Os conflitos, especialmente quando degeneram para o uso da força e da violência em larga escala, seja em níveis locais, regionais, nacionais ou internacionais, alimentam o que há de pior na experiência humana: medos, traumas psicológicos, destruições físicas, dores, sofrimentos, ódios e mortes.


