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(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 7 de novembro de 2024

GOVERNO PRESSIONADO —Corte é demanda do mercado financeiro; na verdade, há enorme carência de gastos públicos, diz economista

Quinta, 7 de novembro de 2024

Diogo Santos explica cobrança do setor para governo Lula reduzir investimentos; interesses têm a ver com especulação

Kaique Santos —
Brasil de Fato | São Paulo (SP)
| 06 de novembro de 2024 às 17:09

Governo Lula fez série de reuniões com ministros, entre eles Fernando Haddad, da Fazenda, para definir cortes que serão anunciados nesta semana - Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O governo federal deve anunciar até o fim da semana novas medidas para reduzir gastos públicos e atender a meta fiscal. As medidas são definidas pelo presidente Lula com a equipe econômica do governo e demais ministérios, já que alguns podem ser mais atingidos do que outros.

Uma série de reuniões foram feitas entre esta segunda (4) e terça-feira (5). Já nesta quarta (6), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que foram concluídas todas as conversas sobre o assunto. Os detalhes das propostas podem ser divulgados a qualquer momento. Segundo Haddad, há consenso entre os ministros sobre o cumprimento de regras fiscais.

A movimentação do governo para realizar novos cortes de despesas acontece diante da pressão do mercado financeiro, como explica o economista Diogo Santos, que também é doutorando na área na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ele explica que não há um problema de gasto público excessivo e que o Estado carece de investimento, o que prejudica o equilíbrio.

"Temos, na verdade, enorme carência de gasto público, de programa social, de investimento público para superar os enormes desafios que nós temos em diversas áreas. O que nós precisamos do nosso país é um plano mais robusto de programa social e de investimento público para fazer com que o país cresça ao mesmo tempo em que ele reduz a desigualdade", explica Santos.

O especialista conta que a força do mercado financeiro, aliada à cobertura de veículos da considerada mídia hegemônica, faz o governo se movimentar conforme seus interesses por causa de especulações feitas, por exemplo, contra a moeda brasileira.