Domingo, 6 de março de 2022

EUA têm participação direta ou indireta em conflitos militares na Somália, Iêmen e Síria
Fernanda Paixão
Brasil de Fato | Buenos Aires, Argentina
A morte do líder do Estado Islâmico, Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurayshi, em uma missão do exército estadunidense na Síria, foi comunicada pelo presidente Joe Biden como uma ação para "fazer do mundo um lugar mais seguro". Da mesma forma, ao anunciar as sanções que aplicaria à Rússia após o início dos ataques na Ucrânia, Biden reforçou que as medidas chegam como resposta à agressão do presidente russo Vladimir Putin.
“Putin é o agressor. Putin escolheu essa guerra. Ele e seu país irão sofrer as consequências”, disse Biden.
A Casa Branca sugere buscar a paz nos países que invade e não economiza esforços para tal: segundo o projeto "Custos da Guerra", desenvolvido na Universidade Brown, desde 2001, os Estados Unidos gastaram US$ 8 trilhões (cerca de R$ 40,4 trilhões) em guerras e ações militares pós-11 de setembro no Oriente Médio e na Ásia. A cifra é superior ao gasto total do governo norte-americano no ano fiscal de 2021, de US$ 6,8 trilhões, segundo o Departamento do Tesouro.
