Domingo, 12 de junho de 2022

A especialista do ICAP Tânia Parra Fonseca esteve no estado e conheceu o Instituto de Educação Josué de Castro e o Memorial Luiz Carlos Prestes - Reprodução
Tânia Parra Fonseca integra o Instituto Cubano de Amizade Com os Povos (ICAP) e esteve em rápida passagem pelo estado
Pedro Neves Dias
Brasil de Fato | Porto Alegre | 12 de Junho de 2022
A chanceler diplomática Tânia Parra Fonseca visitou o Brasil durante a última semana do mês de maio. Tânia é integrante do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP). Em rápida passagem pelo Rio Grande do Sul, ela conheceu o Instituto de Educação Josué de Castro (IEJC), em Viamão, à convite da Associação Cultural José Martí. Em Porto Alegre, visitou o Memorial Luiz Carlos Prestes e realizou agenda com o presidente da Assembleia Legislativa do RS, deputado Valdeci Oliveira (PT).

Chanceler diplomática Tânia Parra Fonseca, durante sua visita ao RS / Reprodução
Além do RS, Tânia também visitou outros estados, como Santa Catarina, São Paulo e Pará, conversando com integrantes de movimentos sociais e de instituições amigas de Cuba. Conforme explicou, ela é a especialista principal da equipe Cone Sul, da direção de América Latina e Caribe do ICAP. O Instituto foi fundado em 1962, idealizado por Fidel Castro. "Foi criado para receber os muitos amigos do mundo, no princípio da revolução, que estavam interessados em saber o que se passava em Cuba", explicou.
Ela recordou ainda que, até hoje, a instituição recebe amigos de toda a parte do mundo. Muitos deles vão até a ilha para participar de brigadas de trabalho voluntário, em grupos de diferentes temáticas, de acordo com o interesse dos visitantes.
Confira a conversa realizada por telefone com a chanceler. Em pauta, a situação atual de Cuba, no período pós-pandemia.
Brasil de Fato RS - Gostaríamos que comentasse sobre a atual situação de Cuba. Como estão lidando com o bloqueio econômico, mesmo com a pandemia.
Tânia Parra Fonseca - Nosso país é bloqueado há 60 anos. Lembramos que, desde antes do triunfo da revolução, já havia sanções. Por outro lado, o bloqueio foi instaurado pelo governo Kennedy. Os bloqueios foram reforçados em 1992 pela Lei Torricelli, e depois pela Lei Helms-Burton, no governo Clinton.
