Sábado, 20 de junho de 2026
O bolsonarismo é fruto do retrocesso neoliberal brasileiro
20 de junho de 2026
Pedro Augusto Pingo*
A divisão simplista das populações mundiais em direita e esquerda reflete o nível dos desenvolvimentos culturais a que chegaram as civilizações. É uma simplificação necessária para o baixo nível intelectual que domina a menos de um século a civilização ocidental. Mas também reflete o processo mais amplo da própria evolução dos estágios do homo sapiens. Denominar-se-ão questão civilizatória, a dimensão antropológica, e dimensão política, as questões socioeconômicas mais recentes, com o advento do neoliberalismo financeiro.
O Brasil serve de exemplo com a eleição para presidente do País de Jair Messias Bolsonaro e a criação do bolsonarismo como verdadeiro partido político no Brasil.
A QUESTÃO CIVILIZATÓRIA
O antropólogo, professor do Collège de France, Pascal Picq (“Sapiens face à Sapiens”, 2019) escreve: “O povoamento da Terra pelo sapiens foi um acontecimento inaudito na história da vida, e tão brutal que foi mal interpretado. O poder ecológico dos humanos cresce do Homo erectus ao Homo sapiens, mas se amplia, com grande aceleração, a partir da última era glacial, a tal ponto que, 12 mil anos depois, ou seja, hoje, ameaça sua própria sobrevivência — em todo caso, tal como se a conhece no início de terceiro milênio”.
