“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Até quando vão abusar da nossa paciência?

Segunda, 27 de dezembro de 2021

Escrito por Paulo Metri
27 Dezembro

Queremos novas condições, novos rumos que já deveríamos estar desfrutando

Acontecimentos planejados e condições ideais de eventos aleatórios favoreceram muito o saque da riqueza nacional, representada pelos recursos naturais, pela infraestrutura hoje existente e pelo acordo para a apropriação futura dos rendimentos dos negócios. O sucesso dos conservadores foi imenso e, por isso, todos os atos neoliberais, principalmente aqueles após o ano de 2015, devem ser bem estudados, visando a edição de atos revogatórios.

O casamento de três crises contribuiu muito para a construção do caos perfeito: a crise econômica, a crise sanitária e a crise moral. Mesmo sendo competentes, muitos dos pretensos destruidores da nossa Nação, como os da "Ponte para o Futuro", não planejaram e nem executaram o caos com tanta perfeição. Nossos recursos naturais e nossa infraestrutura já construída estão sendo abocanhados por empresas do exterior. O mercado consumidor brasileiro, que chegou a ser pensado, durante a Constituição, como pertencente ao patrimônio do Estado brasileiro, hoje, está infestado de empresas estrangeiras auferindo muito lucro, cuja maior parte é remetida para o exterior.

O planejamento da destruição incluiu uma ação coordenada de parte do Judiciário, de grande ala do Congresso Nacional e de políticos em geral, de entidades empresariais, da mídia do capital, de muitos dos militares reformados e de alguns da ativa, sempre mais reservados. As ações de dominação entre Estados Nacionais são planejadas e coordenadas do exterior por quem se beneficia com a perda de soberania do Estado colonizado. Sofremos uma Guerra Híbrida, da qual saímos perdedores. Frequentemente, durante a Guerra Hibrida, ocorrem acusações falsas de corrupção de agentes do Estado, podendo existir também acusações verdadeiras. Contudo, as falsas servem de pretexto para escamotear o roubo da soberania e de tudo mais acarretado por sua ausência.