“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador Pedro Augusto Pinho "Enraizamento no Passado ou criação do futuro?. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pedro Augusto Pinho "Enraizamento no Passado ou criação do futuro?. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de dezembro de 2021

ENRAIZAMENTO NO PASSADO OU CRIAÇÃO DO FUTURO?

Sábado, 11 de dezembro de 2021

Pedro Augusto Pinho*
Os Estados Unidos da América (EUA) são os sucessores do Império Inglês em toda linha: na imposição do idioma, na violência, no arbítrio, na espoliação dos recursos naturais e da mão de obra das “colônias”, na doutrinação cultural, enfim, fazendo com que os povos, que não os estadunidenses, se sintam inferiores e gratos às migalhas deixadas pelo colonizador.

Em artigos que temos tratado da pedagogia colonial é detalhada esta dominação que reduz a condição de liberdade, de autonomia e do próprio espírito humano. Como temos exposto, a pedagogia colonial é um instrumento de poder de uma classe, de um grupo, de um estamento. Logo também é aplicada no país ou entre os que dela usufruem. Toda classe financista ou que a apoia, tem sido vítima da pedagogia colonial.

Os EUA constituem um exemplo de aplicador e vítima do financismo que domina o mundo desde os anos 1980. Em poucos países suas classes dirigentes conseguiram entender estes malefícios e tomaram o rumo do desenvolvimento industrial e tecnológico. Estes países independentes são rotulados pelos EUA, e pelos outros dominados pelas finanças, de ditaduras, de terroristas, de comunistas e são, ainda, agredidos com bloqueios, sanções e outros entraves às relações entre os povos.

No entanto, os próprios EUA começam a se dar conta que o financismo também lhe fez mal. No número de novembro/2021 (volume XXVIII, n.06) do jornal “Solidariedade Ibero-americana”, o Editorial e alguns artigos tratam deste atraso estadunidense, principalmente no campo militar em confronto com as conquistas da Federação Russa e da República Popular Chinesa, com os mísseis hipersônicos e os submarinos nucleares. Aliando esta situação externa com a violência urbana, a insatisfação manifestada nas urnas nesta última eleição estadual (novembro/2021) e a miséria que se espalha por todos os EUA, a redatora Elisabeth Hellenbruich, de Wiesbaden (Hesse, Alemanha) escreve “Joe Biden e Donald Trump: para onde vão os EUA?” no citado jornal.