Quarta, 23 de março de 2022
Petróleo nacional entra com 94% no refino, mas PPI não leva em conta
Essa é uma opção para otimizar processo industrial específico.
Estudo da área econômica da Federação Única dos Petroleiros (FUP) revela que a participação do petróleo importado no processo de refino brasileiro atinge atualmente apenas cerca de 6%, sendo aproximadamente 94% do processamento feito com óleo produzido no país. Tecnicamente, a presença do produto nacional poderia chegar a até 100%, atendendo às necessidades de derivados do país. Isso não acontece porque as refinarias utilizam o óleo importado, não por insuficiência da produção ou da oferta nacional, mas como opção para otimizar processo industrial específico.
O estudo, sobre a autossuficiência do Brasil na produção de petróleo, seus impactos sobre o refino, e a política de Preço de Paridade de Importação (PPI), adotada pela gestão da Petrobras, que não leva em conta os custos nacionais de produção do petróleo e derivados mostra que o PPI, implantado em outubro de 2016, reajusta os preços dos combustíveis com base na cotação do petróleo no mercado internacional, variação cambial e custo de importação.
“Se houvesse dificuldades de importação de petróleo, as refinarias brasileiras não teriam problema de suprimento, pois poderiam operar com 100% de petróleo nacional”, afirma o documento, destacando que as refinarias brasileiras estão adaptadas para processar os vários tipos de petróleo nacional e produzirem derivados, com exceção de lubrificantes.

