Segunda, 7 de março de 2022

Aeroporto do Galeão, concedido em 2014, será devolvido à União - Divulgação/Infraero
Empresas que compraram direito de administrar terminais decidiram devolvê-los e querem indenização por investimentos
Vinicius Konchinski
Brasil de Fato | Curitiba (PR) | 07 de Março de 2022
A ideia de privatizar a administração de aeroportos brasileiros deve acabar criando uma dívida para o governo federal junto a empresas do setor. A União, que esperava ganhar com a venda do controle dos terminais, agora calcula quanto deve gastar para indenizar companhias que pagaram para assumir os espaços e depois se arrependeram do negócio.
O Ministério da Infraestrutura, agora sob a supervisão do presidente Jair Bolsonaro (PL), pretende realizar ainda neste ano a sétima rodada de leilões de aeroportos e, com isso, privatizar a administração dos últimos terminais antes mantidos pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), uma estatal.
Acontece que a concessão de três aeroportos, leiloados durante as três primeiras rodadas de negociação de terminais, já fracassaram. Companhias que pagaram bilhões de reais pelo controle dos espaços alegam que o movimento previsto para eles não se concretizou. Por isso, decidiram devolver os aeroportos à União, mas desejam ser reembolsadas por obras realizadas e até por parte da outorga que pagaram.
