Olá,
Já são quase dois anos que seguimos perguntando e exigindo respostas para o assassinato de Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes. São dois anos em que repetimos sem parar, para todo o mundo, que o assassinato de uma defensora de direitos humanos é uma tentativa de silenciar e colocar medo em todas e todos que também lutam e defendem nossos direitos. Dois anos é tempo demais! A impunidade não pode ser a resposta das autoridades. É hora de intensificar a mobilização e exigir #JustiçaParaMarielle! Não nos calaremos! Compartilhe nas suas redes a nossa petição com seus amigos e amigas!
E quando digo nós, ..., estou me referindo ao nosso movimento e incluindo você. Porque sem seu apoio e mobilização, a força da nossa pressão não teria sido a mesma. Você foi fundamental para que atuássemos no caso desde o primeiro dia!
Fomos às ruas e ocupamos espaços. Mobilizamos as redes e a Anistia Internacional em todo o mundo para aumentar a pressão sobre as autoridades do Estado do Rio de Janeiro, responsáveis pelo caso, e as Embaixadas do Brasil no exterior. Percorremos países juntos com a família de Marielle e entregamos para eles mais de 30 mil cartas de solidariedade da campanha global Escreva Por Direitos. Fica aqui o nosso muito obrigada <3 strong="">3>
Ao longo destes dois anos de investigações, temos exigido transparência das autoridades e mobilizado milhares de pessoas a cobrarem uma resposta definitiva para a pergunta: Quem mandou matar Marielle, e por quê? No Brasil e no mundo inteiro, o grito por justiça cresceu!
No dia 14 de março de 2019, junto com a família de Marielle, fomos recebidos pelo Procurador-Geral de Justiça do Estado, Eduardo Gussem, e pelo governador do Rio, Wilson Witzel. Na ocasião, ouvimos a promessa do total comprometimento com as investigações e entregamos um manifesto com 780 mil assinaturas, resultado da mobilização nacional e internacional.
Um ano se passou e este período foi marcado por silêncio das autoridades, vazamentos de informações e aparente uso político do caso. Falta transparência, falta compromisso com a verdade e com a justiça, faltam respostas! Defensores de direitos humanos são pessoas que atuam por um mundo mais justo para todas e todos, são pessoas que se dedicam a garantir nossos direitos mais básicos. Infelizmente, Marielle não foi a primeira defensora de direitos humanos assassinada no Brasil e, para nós, a falta de resolução do brutal assassinato da vereadora do Rio de Janeiro é um forte indicador de que as autoridades toleram as violências cometidas contra ativistas.
Precisamos da sua ajuda para continuar a pressão. Você que já assinou a petição, agora é hora de convidar a sua rede a somar forças para exigir que as investigações do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes sigam até que os autores intelectuais sejam identificados e levados à justiça.
Não vamos parar! Exigimos respostas! Não descansaremos até que se faça justiça para Marielle e Anderson, e até que todos os defensores e defensoras de direitos humanos estejam seguros para atuar neste país.
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Seguimos juntos e juntas,
Jurema Werneck
Anistia Internacional Brasil |
“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 6 de março de 2020
Nos ajude a aumentar a mobilização por #JustiçaParaMarielle
Sexta, 6 de março de 2020
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quinta-feira, 14 de novembro de 2019
Marielle: 20 meses é tempo demais
Quinta, 14 de novembro de 2019
Olá,
Diante de todas as notícias
das últimas semanas, acredito que eu e você compartilhamos do mesmo sentimento:
a sensação de angústia de estarmos dentro de um labirinto de notícias sobre o
caso Marielle. Hoje, escrevo esta carta e te convido a continuar com a gente na
mobilização, porque a única saída possível é justiça para Marielle!
Foi no dia 14 de março de
2018, há exatos 20 meses, que um crime mudou para sempre a história do Brasil e
do mundo. Nesta data, foram
brutalmente assassinados a defensora de direitos humanos e parlamentar no
exercício do seu mandato Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes. Suas
mortes levaram consigo sonhos individuais e coletivos, a alegria de duas
famílias e uma interlocutora fundamental para uma série de cidadãos e cidadãs
do Rio de Janeiro que eram beneficiados pela atuação de Marielle, incluindo aí
jovens, negros e negras, moradores de favelas, mulheres, pessoas LGBTI,
policiais vítimas da política de segurança pública e seus familiares. A
demora na solução deste caso arrasta consigo a credibilidade de autoridades e
instituições brasileiras.
Infelizmente, Marielle não
foi a primeira defensora de direitos humanos a ser vítima de violência no
Brasil, mas
a repercussão de sua história, somada à demora em dar respostas por parte das
autoridades, ressoa cada vez mais alto nos ouvidos de todas as pessoas que
atuam pela defesa do bem coletivo: vocês não estão seguros e seguras. Pior,
somamos cada vez mais vítimas, como é o caso do indígena Paulo Paulino
Guajajara, assassinado no início do mês no Maranhão. Ele era um guardião da
floresta e defendia o território de seu povo.
Desde as primeiras horas
dos assassinatos da Marielle e do Anderson, a Anistia Internacional cobrou
justiça. E, para nós, a justiça só estará garantida quando todos os
envolvidos nessas mortes tiverem sido identificados, levados à justiça e
submetidos a julgamentos justos, imparciais, transparentes e céleres. Hoje, 20
meses depois, estamos bem longe disso. O labirinto do caso Marielle
Franco, que apresentamos no início deste ano e expressava 23 perguntas sem
respostas relacionadas às execuções de Marielle e Anderson, só aumentou.
Nos últimos dias,
assistimos a uma inundação de denúncias, acusações, disputas políticas,
desencontros de versões e silenciamentos por parte daqueles que deveriam estar,
desde o primeiro dia, trabalhando de forma colaborativa com o objetivo de
esclarecer este caso: as autoridades políticas e policiais do Estado do Rio e
do país. Como palco, a imprensa. A velocidade com que são publicadas e
avidamente consumidas as inúmeras notícias com as reviravoltas das investigações
mostram a sede da sociedade por informações sobre a elucidação do crime. É
um sentimento legítimo de quem se vê, há tanto tempo, sem respostas.
Entretanto, é preciso ter
calma. O que existe hoje não são respostas e há pouquíssimas e
insuficientes versões oficiais. Assistimos a uma espetacularização em torno do
caso, que traz consigo uma grande confusão e nos distancia cada vez mais da
pergunta que realmente importa: quem mandou matar Marielle Franco, e
por quê?
É fundamental que não fiquemos presos nas paredes desse labirinto. Nós, sociedade civil e comunidade global, que somamos mais de 780 mil pessoas que exigimos uma solução para o caso em petição entregue ao Govenador do Rio, Wilson Witzel, e ao Procurador Geral do Ministério Público do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, em março deste ano, precisamos estar vigilantes e atentos. A quem interessa o vazamento de tantas informações que supostamente deveriam estar sob sigilo? Quem está por trás destes vazamentos?
É fundamental que não fiquemos presos nas paredes desse labirinto. Nós, sociedade civil e comunidade global, que somamos mais de 780 mil pessoas que exigimos uma solução para o caso em petição entregue ao Govenador do Rio, Wilson Witzel, e ao Procurador Geral do Ministério Público do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, em março deste ano, precisamos estar vigilantes e atentos. A quem interessa o vazamento de tantas informações que supostamente deveriam estar sob sigilo? Quem está por trás destes vazamentos?
Vazamento não é resposta e
transparência não é quebra de sigilo. Desde o início das
investigações, demandamos a criação de uma comissão de especialistas
independentes para acompanhar os trabalhos e atestar se estavam obedecendo a
todos os procedimentos legais e corretos. A guerra de informações a que
assistimos agora de forma atordoante é impulsionada pela falta de
transparência.
É imprescindível que as
autoridades responsáveis pelas investigações disponham de todos os recursos
para identificar os envolvidos neste crime bárbaro, doa a quem doer. À
sociedade, pedimos cautela. Às autoridades, exigimos transparência e
resposta. Não descansaremos até que se faça justiça para Marielle e Anderson, e até que todos os defensores e defensoras de direitos humanos estejam seguros para atuar neste país.
Esta carta é para marcar
nossa posição diante das últimas atualizações deste caso absurdo. E hoje, para
nós, é um dia de luta. Passamos o dia todo mobilizados, exigindo justiça para
Marielle. Junte-se a nós: se você já assinou nossa petição, divulgueeste chamado em suas redes.
Compartilhe também nas
redes sociais mensagens exigindo resposta. Nós estaremos usando a
#JustiçaParaMarielle, e você?
Contamos com seu apoio
Jurema Werneck
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Memória:
Marielle e os dois pilares do poder e do capitalismo: o patriarcado e o aparato do Estado penal racista
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quinta-feira, 12 de julho de 2018
Anistia Internacional quer comissão independente no Caso Marielle
Quinta, 12 de julho de 2018
Deu em DW
Deutsche Welle
12.07.2018
ONG de direitos humanos critica falta de conclusões dos órgãos de segurança do Rio de Janeiro após quase quatro meses de investigações e defende especialistas e peritos que não façam parte do aparato estatal.
A vereadora Marielle Franco era voz crítica à violência policial em operações em favelas do RJ
Quase quatro meses após o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do seu motorista Anderson Gomes, há mais dúvidas do que conclusões por parte da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que ainda não concluiu o inquérito sobre o caso que chocou o país. Esse cenário de incertezas levou a Anistia Internacional a pedir por uma comissão externa e independente para acompanhar as investigações do assassinato.
A ONG internacional de direitos humanos questiona a falta de conclusões da investigação, mesmo com indícios graves sendo revelados pela imprensa nesse período, como o uso de munição de um lote roubado da Polícia Federal e que o modelo de submetralhadora utilizado na execução seria idêntico ao de um arsenal da própria Polícia Civil do Rio.
Nesse período, a Polícia Civil apenas divulgou que considera que o crime foi doloso, quando há a intenção de matar, descartando a possibilidade de tentativa de assalto.
"Após quatro meses sem solução, a credibilidade do sistema de justiça criminal está em xeque. Está claro que as instituições não têm credibilidade, eficácia, competência ou vontade de resolver o caso", afirmou a diretora de pesquisa da Anistia Internacional, Renata Neder, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
Uma comissão externa da Câmara dos Deputados foi criada na época dos assassinatos. O presidente da comissão, deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), em nota publicada na quarta-feira (11/07) no portal da Câmara, reforçou as críticas da Anistia Internacional. Ele disse que vários ofícios encaminhados pela comissão aos órgãos de segurança que investigam o duplo homicídio continuam sem respostas.
Renata Neder elogiou a existência de uma comissão da Câmara para acompanhar o caso, mas explicou que a proposta da Anistia é que um grupo de especialistas e peritos que não façam parte do aparato estatal acompanhem as investigações, nos moldes de comissões criadas para investigar execuções na Nicarágua e para acompanhar a apuração do assassinato da líder indigenista Berta Cáceres, em Honduras.
O caso Marielle
Na noite de 14 de março deste ano, o carro onde estava Marielle, Anderson e mais uma assessora sofreu uma emboscada no Centro do Rio de Janeiro, após a vereadora sair de uma reunião de mulheres negras.
Marielle levou quatro tiros na cabeça, e Anderson três balas nas costas. Os dois morreram no local. A assessora foi atingida por estilhaços e teve ferimentos leves. A execução da vereadora, que era uma liderança de comunidades carentes do Rio e voz crítica aos excessos da Polícia, teve repercussão internacional.
O inquérito sobre a morte de Marielle e Anderson segue sob sigilo, e a Secretaria de Estado de Segurança e o Gabinete da Intervenção Federal no Rio não comentaram as declarações, segundo a reportagem do Estado de S. Paulo.
HP/ots
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PROTESTOS CONTRA A MORTE DE MARIELLE EM IMAGENS
Comoção na despedida
Sob forte emoção de amigos e familiares, o corpo da vereadora Marielle Franco foi enterrado no final da tarde de quinta-feira (15/03) no cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária. Antes, Marielle e o motorista Anderson Gomes foram velados na Câmara Municipal do Rio de Janeiro
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