Sábado, 5 de novembro de 2022
© Sputnik / Mikhail Voskresenskiy
Agência Sputnik de Notícias
A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votou esmagadoramente para condenar o embargo econômico promovido pelos EUA a Cuba.
Na votação na ONU, 185 membros entre 193 apoiaram a resolução cubana, que condena e pede o fim do embargo à economia do país. Estados Unidos e Israel foram os únicos que se opuseram, e o Brasil e a Ucrânia se abstiveram.
"Ilegal", "inaceitável", "criminoso", "desumano", "agressão econômica": esses foram alguns dos termos usados pelos palestrantes no púlpito da ONU. Na resolução, Cuba defende a "não ingerência em seus assuntos internos" e as liberdades "de comércio e de navegação" diante do embargo, imposto em fevereiro de 1962, durante a Guerra Fria.
Chanceler cubano, Bruno Rodríguez disse hoje (3) que o governo de Joe Biden, presidente dos EUA, continua a política de "pressão máxima" de Donald Trump.
O conselheiro político dos EUA na ONU, John Kelley, defendeu a postura norte-americana. Ele alegou que os Estados Unidos "continuam comprometidos com a busca da liberdade e dignidade do povo cubano".
Em seguida, fez críticas ao regime político cubano, argumentando que o país perseguiu manifestantes e "usou penas de prisão severas, mesmo contra menores, intimidação, táticas, prisões, interrupções na Internet, multidões patrocinadas pelo governo e condições horrendas nas prisões para tentar impedir que os cubanos exercessem seus direitos humanos".
O vice-representante permanente de Cuba na ONU, Yuri Gala, respondeu que "se o governo dos Estados Unidos realmente se importasse com o bem-estar, direitos humanos e autodeterminação do povo cubano, poderia suspender o embargo".


