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(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 10 de março de 2023

ATO CONTRARIA TCU —Ministro de Temer que colocou joia como item personalíssimo usou foto com Michelle em campanha. Ronaldo Fonseca é pastor e ex-deputado federal pelo DF

Sexta, 10 de março de 2023

Em novembro de 2018, na transição de governo, Ronaldo Fonseca assinou portaria que contrariou TCU e beneficia Bolsonaro

Paulo Motoryn
Brasil de Fato | Brasília (DF) | 10 de Março de 2023

 
Material com CNPJ da campanha de Ronado Fonseca tem foto de ex-minisro ao lado de Michelle Bolsonaro - Reprodução/Facebook

Uma portaria assinada em novembro de 2018 pelo pastor e ex-deputado federal Ronaldo Fonseca, então ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo de Michel Temer (MDB), contrariou uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) e tem sido usada como argumento para defender que joias, como as recebidas por Jair Bolsonaro e pela primeira-dama Michelle Bolsonaro, sejam incorporadas ao acervo privado do mandatário e não ao acervo patrimonial da Presidência.

Candidato a deputado federal pelo PP do Distrito Federal em 2022, Fonseca perdeu a eleição. Na campanha, exibiu orgulhoso fotos com o casal ex-presidencial beneficiado por sua medida, tomada no apagar das luzes do governo Temer, já durante a transição para o governo Bolsonaro. O Brasil de Fato localizou uma peça de promoção eleitoral do ex-ministro com a foto de Michelle Bolsonaro, a quem uma remessa das joias teria sido direcionada.

Como ministro de Temer, já durante o período de transição para a gestão bolsonarista, Fonseca assinou a Portaria nº 59 de 8 de novembro de 2018, que "dispõe sobre a política para gestão de bens históricos e artísticos da Presidência". O texto, que foi tema de reportagem do site Come Ananás, inclui joias como um dos “bens que forem de natureza perecível ou personalíssima”, que não precisam ser incorporados ao acervo do Planalto.