Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 2 de julho de 2017

CORRUPÇÃO NO GOVERNO: Agonia de Temer alonga a crise no Brasil

Domingo, 2 de julho de 2017
Do El País Brasil

Encurralado pela corrupção, o presidente se agarra ao cargo e afunda o país na incerteza política que se prolonga desde 2013

Presidente Michel Temer em evento no Palácio do Planalto.  AFP

Um presidente pode sobreviver com uma rejeição de 80% dos eleitores, uma denúncia do procurador-geral por receber subornos e um programa de reformas impopulares? Esse presidente –que nem sequer ganhou nas urnas, mas chegou ao poder através de uma conspiração parlamentar– tem, além disso, oito ministros sob investigação por corrupção. O país inteiro pôde ouvi-lo falar às escondidas com um bilionário corrupto, que lhe relata suas manobras enquanto o presidente dá mostras de assentimento. O país inteiro viu as fotos de seu principal assessor pegando uma mala com 500.000 reais das mãos de um enviado do empresário corrupto. Sobre sua relação com esse bilionário, que agora trata de “bandido notório”, o presidente mentiu ostensivamente: negou, por exemplo, que este lhe tivesse emprestado seu jato particular, até que as provas o deixaram em evidência.

sábado, 4 de março de 2017

O governo Temer sob a ameaça da solidão

Sábado, 4 de março de 2017

O governo Temer sob a ameaça da solidão


Quase só: o presidente Michel Temer no Planalto. Seu núcleo de confiança se reduziu a um ministro – Moreira Franco, também ameaçado pela Lava Jato.

Fontes: 
Por BRUNO BOGHOSSIAN-Revista Época
Blog do Sombra

O afastamento de Eliseu Padilha deixa claro que a Lava Jato pode enfraquecer o governo Temer no momento em que muitos acreditavam na recuperação.
Na primeira metade de dezembro, quando começaram a ser revelados os primeiros detalhes da delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, o então assessor especial José Yunes procurou auxiliares do presidente Michel Temer para avisar que procuraria o Ministério Púbico Federal e prestaria um depoimento. Dizia que seus advogados recomendavam que ele se antecipasse à provável investigação que seria iniciada a partir da declaração do ex-executivo da empreiteira, de que ele havia recebido, em seu escritório em São Paulo, um envelope com R$ 4 milhões durante a campanha eleitoral de 2014. Aborrecido, Yunes dizia aos interlocutores de Temer que não havia negociado nenhum repasse financeiro com a Odebrecht e que só recebeu o envelope por solicitação de Eliseu Padilha, então ministro do governo Dilma Rousseff e hoje ministro-chefe da Casa Civil.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A perspectiva é de aprofundamento da crise

Sexta, 20 de janeiro de 2017
Por

A economia patina e as delações virão por aí. A possibilidade de convulsão social não é alarmismo catastrofista

Eliseu Padilha e Michel Temer: a crise não acabou
A deposição da presidente Dilma Rousseff foi a panaceia receitada em prosa e verso para todas as nossas mazelas. Consumado o golpe parlamentar, empossados o presidente e seus áulicos (Jucá, Geddel, Padilha, Moreira et caterva), ao invés do céu na terra, a realidade dos primeiros oito meses do mandarinato de Michel Temer aponta para um rotundo fracasso, representado pelo agravamento da crise brasileira sob todos os ângulos segundo os quais a examinemos.
A começar pelo ponto de vista ético (o presidente é acusado na Operação Lava Jato como receptador de propina) e do ponto de vista político, em face de sua irrecuperável ilegitimidade, legal, política e popular. 
Dominante é o agravamento da depressão econômica, para a qual tanto tem contribuído o monetarismo arcaico de Meirelles e sua trupe, ainda festejado pela imprensa brasileira, jornalões e revistonas à frente.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O governo Demer. Ou seria Temerd? ¡Mucha merd!

Segunda, 27 de junho de 2016
O jornalista José Roberto de Toledo assinala hoje (27/6) no Estadão, sob o título O governo ‘Demer’, que pesquisa da Ipsos aponta que na opinião pública a gestão Temer é quase uma extensão da administração Dilma. Não poderia ser diferente, pois o atual governo (???) do Brasil tem o DNA do anterior. Ou seria o anterior que tem o DNA do PMDB de Renans, Jaderes, Temeres, Cunhas?

Pela pesquisa, Temer é desaprovado por 70 por cento dos brasileiros. Enquanto Dilma é desaprovada por 75 por cento. Fato que não causa surpresa: a desaprovação dele vem aumentando. A de Dilma, caindo.

¡Mucha merd!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Henrique Eduardo Alves (PMDB) é o terceiro ministro de Temer a ser derrubado pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado

Quinta, 16 de junho de 2016
Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil



Brasília - O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, é alvo da Operação Catilinárias. A PF cumpre mandados no Distrito Federal e em sete estados (José Cruz/Agência Brasil)
Depois de um mês no cargo, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pede demissão. Ele foi citado nos depoimentos de Sérgio Machado, dados em acordo de delação premiada à força-tarefa da Lava Jato   —José Cruz/Agência Brasil
Após ser citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pediu hoje (16) demissão do cargo. A informação foi confirmada pela Assessoria de Imprensa da Presidência da República.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Governo Temer: Nova secretária de Mulheres é acusada de desviar dinheiro

Sexta, 3 de junho de 2016
Do Congresso em Foco
PGR acusou a ex-deputada Fátima Palaes de ter destinado dinheiro de emendas parlamentares para empresas fantasmas e ficado com parte do dinheiro. Sua nomeação também casou repercussão por ela ter se manifestado contra a descriminalização do aborto

Apontada pelo Ministério Público Federal (MPF) como integrante de uma “articulação criminosa”, a ex-deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) foi nomeada nesta sexta-feira (3) a nova secretária de políticas para mulheres do governo Temer, órgão atualmente vinculado ao Ministério da Justiça. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União. Leia a íntegra

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Temer diz que Jucá continuará auxiliando governo fora do ministério; que não seja pelo telefone

Segunda, 23 de maio de 2016 
Pelo Telefone
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Ivan Richard* - Repórter da Agência Brasil
Apesar de o ministro do Planejamento, Romero Jucá, anunciar que vai se licenciar da pasta para aguardar uma manifestação da Procuradoria-geral da República (PGR) sobre a conversa que teve com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, sobre a Operação Lava Jato, Jucá será exonerado do cargo para reassumir o mandato no Senado e a portaria com a exoneração será publicada nesta terça-feira (24).