“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Candidatos já podem acessar resultado individual no Enem 2014

Terça, 13 de janeiro de 2015
Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
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Os candidatos já podem consultar o desempenho individual no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Para ter acesso ao resultado, é necessário o número de inscrição ou do CPF e a senha criada no momento da inscrição. A senha pode ser recuperada na própria página. Segundo o Inep, por causa do elevado número de acessos, estudantes podem ter dificuldades para fazer a consulta.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Começam hoje inscrições para o Enem

Segunda, 12 de abril de 2014
Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

      As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam hoje (12). Os interessados podem se candidatar no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), até o dia 23.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Inscrições no Enem começam hoje

Segunda, 13 de maio de 2013
Mariana Tokarnia Repórter da Agência Brasil
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam hoje (13), às 10h, e vão até o dia 27 de maio. Os interessados em fazer a prova devem se inscrever pela internet no endereço http://sistemasenem2.inep.gov.br/inscricaoEnem. O exame será aplicado nos dias 26 e 27 de outubro em todos os estados e no Distrito Federal.

O Enem é voltado para aqueles que já concluíram ou vão concluir o ensino médio até o fim de 2013, mas pode ser feito também quem quer apenas treinar para a prova. O resultado no exame é usado no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de educação superior. Além disso, uma boa avaliação no Enem é também requisito para participação do estudante nos programas Universidade para Todos (ProUni) e Ciência sem Fronteiras e para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Justiça determina que Inep disponibilize redações do Enem

Quinta, 3 de janeiro de 2013
Aline Leal
Repórter da Agência Brasil
A Justiça Federal no Ceará determinou hoje (3) que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilize para os alunos que fizeram o Enem 2012 as provas de redação corrigidas e acompanhadas das justificativas da pontuação. O Ministério Público Federal no Ceará e em Alagoas entraram com ação em caráter de urgência para garantir que a redação do Enem 2012 e o espelho da correção pudessem ser acessados pelos estudantes.

A previsão do Inep era disponibilizar a prova a partir do dia 6 de fevereiro, quase um mês depois do encerramento das inscrições no Sistema de Seleção Unificado (Sisu). O sistema usa a nota do Enem como critério para dar acesso às universidades.

Para o procurador da República Marcial Duarte Coêlho, a divulgação em fevereiro traria prejuízo aos estudantes, já que o período de inscrição Sisu vai de 7 a 11 de janeiro. Ele pede que o Inep adie o prazo de abertura do Sisu, para que os alunos possam ter acesso às suas redações e os critérios que determinaram suas notas antes do início das inscrições.

As ações na Justiça foram provocadas por um documento assinado por oito mil estudantes de todo Brasil, com a queixa de que as notas atribuídas não obedeceram aos critérios de correção expostos no edital. O Ministério da Educação que vai recorrer da decisão da Justiça Federal no Ceará.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

AGU recorre de decisão judicial que garante acesso às redações do Enem

Sexta, 20 de janeiro de 2012
Da Agência Brasil

Amanda Cieglinski, repórter da Agência Brasil
A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou hoje (20) o recurso para reverter decisão da Justiça Federal do Ceará , em caráter liminar, que determinou o acesso de todos os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 às provas de redação corrigidas.
O edital do Enem não prevê a possibilidade de o estudante recorrer da nota obtida na redação, por isso, muitos candidatos entraram com ações na Justiça pedindo vista da prova e, em alguns casos, revisão da pontuação. O Ministério Público Federal no Ceará entrou com ação para que o direito à vista da prova fosse estendido a todos os 4 milhões de participantes do exame.
Ontem (19) a Justiça Federal no Rio de Janeiro deu nova decisão sobre o mesmo tema, contrária ao entendimento do juiz do Ceará. Respondendo a um pedido da Defensoria Pública da União (DPU), que também queria que todos os estudantes tivessem acesso à redação, o juiz federal Rafael de Souza Pinto negou essa possibilidade.
Um dos argumentos que o Ministério da Educação (MEC) deverá levar à Justiça Federal para tentar derrubar a liminar é um acordo firmado com o Ministério Público Federal no Distrito Federal no ano passado para que o direito à vista da redação fosse concedido a partir de 2012. De acordo com o MEC, essa possibilidade estará garantida a partir da próxima edição do Enem, mas não haveria condições técnicas no momento para disponibilizar a correção da prova aos participantes que fizeram o exame no ano passado.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

MPF pede que nota da redação do Enem seja desconsiderada para seleção do Sisu

Terça, 3 de janeiro de 2012
Da Agência Brasil
Amanda Cieglinski - repórter
 
O Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) apresentou pedido à Justiça Federal para que a nota da redação dos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 não seja considerada no processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O argumento do procurador Oscar Costa Filho é que a redação é corrigida por uma metodologia diferente das provas objetivas e por isso as notas não poderiam ser combinadas.

As quatro provas objetivas do Enem são corrigidas por meio da Teoria da Resposta ao Item (TRI), uma metodologia diferente das utilizadas nos vestibulares tradicionais. Pela TRI, leva-se em conta para o cálculo da nota não apenas o número de acertos do candidato, mas o nível de dificuldade de cada item. Uma questão que teve baixo índice de acertos é considerada “difícil” e, portanto, tem mais peso na pontuação final. Aquelas que têm alto índice de acertos são classificadas como “fáceis” e contam menos pontos na nota final.

Já a redação do Enem é corrigida por dois professores e, caso haja divergência maior do que 300 pontos – a nota varia de zero a mil – um terceiro corretor é chamado para avaliar e dar a nota final. O pedido do MPF está em um aditamento de outra ação civil ajuizada pelo órgão que pede que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC) responsável pelo Enem, explicite os critérios de correção das provas objetivas já que houve reclamação de alguns candidatos a respeito da pontuação obtida.

As inscrições para o Sisu começam no sábado (7). A ferramenta foi criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2009 para unificar o processo de seleção de universidades públicas e permite ao estudante disputar vagas em diferentes instituições a partir da nota obtida no Enem. Para o primeiro semestre de 2012, serão disponibilizadas 108.552 vagas em 95 instituições.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Procurador diz que mais estudantes foram beneficiados com vazamento do Enem

Sexta, 9 de dezembro de de 2011
Da Agência Brasil

Carolina Pimentel e Luana Lourenço
Repórteres da Agência Brasil
O procurador da República no Ceará Oscar Costa Filho disse hoje (9) que mais estudantes foram beneficiados com o vazamento de questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além dos 639 alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, que tiveram parte da nota anulada pelo Ministério da Educação (MEC).

Pelo menos mais 300 estudantes tiveram acesso às questões do pré-teste do Enem antes da aplicação da prova, segundo o procurador. Os beneficiados são alunos matriculados no cursinho pré-vestibular ligado ao Colégio Christus. “O colégio tem um curso pré-vestibular e o MEC não tem como identificar esses estudantes, que também podem ter tido acesso as questões”, disse.

Costa Filho declarou que a Polícia Federal (PF) repassou a informação ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) há cerca de um mês, mas o governo não tomou providência. “O MEC e Inep não estão investigando essa situação. Receberam a informação, não foram transparentes e não tomaram nenhuma providência”.

O MEC confirmou envio de correspondência do Inep para a Polícia Federal, em que questionava se as investigações apontavam o vazamento das questões do pré-teste também para os alunos do pré-vestibular. A partir da resposta da PF, o Inep mantem "o entendimento" de que a anulação das questões continua valendo somente para os alunos do Colégio Christus, informou o ministério.

O procurador é o autor da ação que pediu a anulação da prova do Enem em todo o país, mas que foi derrubada pela Justiça Federal. Costa Filho defende que as 14 questões sejam anuladas pra todos os candidatos que fizeram o Enem, e não apenas para o estudantes do Colégio Christus.

Os alunos do colégio tiveram acesso antecipado a 14 questões do Enem por meio de uma apostila distribuída pela escola semanas antes da aplicação do exame. Os itens vazaram na fase de pré-testes da prova, da qual estudantes do Christus participaram em outubro do ano passado.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

MPF protocola novo recurso contra decisão da Justiça sobre Enem

Segunda, 14 de novembro de 2011
Da Agência Brasil

Amanda Cieglinski - Repórter
O Ministério Público Federal (MPF) protocolou na noite de sexta-feira (11) um novo recurso para reverter a decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) que anulou 14 questões da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para alunos do Colégio Christus, de Fortaleza (CE). O recurso foi encaminhado por meio da Procuradoria Regional da República da 5ª Região.

Os alunos do colégio cearense tiveram acesso antecipado a 14 questões do Enem por meio de uma apostila distribuída pela escola semanas antes da aplicação do exame. Os itens vazaram na fase de pré-testes da prova, da qual estudantes do Christus participaram em outubro do ano passado.

De acordo com o TRF-5, o recurso protocolado pela procuradoria deverá ser julgado na sessão de quarta-feira (16). O MPF quer que essas questões sejam anuladas para todos os 4 milhões de candidatos que participaram do Enem. O órgão havia conseguido uma liminar na Justiça Federal para garantir essa situação, mas ela foi cassada no dia 4 de novembro por decisão do presidente do TRF-5 que decidiu pela anulação das questões apenas para os alunos do Christus, opção também defendida pelo Ministério da Educação (MEC).

Para o MEC, a decisão do TRF “fez justiça a um episódio circunscrito aos alunos do colégio de Fortaleza”. De acordo com a assessoria da pasta, o ministério mantém o entendimento de que a extensão das medidas aos alunos do resto do país é “desnecessária e exagerada”.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Justiça decide anular questões do Enem apenas para alunos de colégio cearense

Sexta, 4 de novembro de 2011
Da Agência Brasil

Alex Rodrigues - Repórter
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) acatou o recurso da Advocacia-Geral da União e suspendeu a liminar que anulava 13 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para todos os participantes da prova. De acordo com a decisão, essas questões serão anuladas apenas para os alunos do colégio cearense que tiveram acesso prévio às perguntas. Segundo o tribunal, os alunos cearenses não serão prejudicados uma vez que a pontuação das questões anuladas será redistribuída.

A determinação é do presidente do TRF-5, Paulo Roberto de Oliveira Lima, e anula o efeito da liminar concedida pela Justiça Federal do Ceará na última segunda-feira (31) a pedido do Ministério Público Federal no Ceará. Na ocasião, o juiz Praxedes Vieira da Silva afirmou que a divulgação prévia de parte do conteúdo da prova fere o princípio da isonomia. A Advocacia-Geral da União (AGU) questionou a decisão de Silva e ontem (3) à tarde entrou com um recurso pedindo que ela fosse suspensa.


Para o presidente do TRF-5, a anulação das questões apenas para os 639 alunos do Colégio Christus, de Fortaleza (CE), e a manutenção integral da prova para os demais estudantes é a solução mais razoável para um “assunto grave” que “atinge a esfera de interesses de cerca 5 milhões de estudantes, espraiando seus efeitos para o ingresso deles nas várias universidades públicas do país, com repercussão na concessão de bolsas, na obtenção de financiamentos e na orientação de políticas públicas”.


Lima, no entanto, reconhece que sua decisão não restabelecerá as condições de igualdade para todos os estudantes que realizaram a prova nos dias 22 e 23 de outubro. “Anular ‘somente’ as questões dos alunos beneficiados não restabelece a isonomia. É que eles continuariam a gozar, para o bem ou para o mal, de situação singular (afinal a prova, para os tais, findaria com menos questões). E certamente a solução não teria a neutralidade desejável, [ou seja] o resultado não seria o mesmo, com e sem a anulação. De outro lado, anular as questões para ‘todos’ os participantes também não restauraria a igualdade violada. Como se vê, nenhuma das soluções tem condições de assegurar, em termos absolutos, a neutralidade e a isonomia desejáveis”, assinala o magistrado.


O MEC defendia que as provas fossem integralmente anuladas para os 639 alunos do colégio cearense e que eles voltassem a prestar o exame no final de novembro, quando as provas serão aplicadas à população carcerária.


As 13 questões foram incluídas em uma apostila distribuída pelo Colégio Christus aos estudantes semanas antes da aplicação das provas. De acordo com o MEC, o vazamento ocorreu na fase de pré-testes do exame, da qual a escola participou em outubro de 2010.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O futuro do país


Quinta, 3 de novembro de 2011
De Alex Ferraz na coluna "Em Tempo", Tribuna da Bahia.

O futuro 
do País (I)
Mais uma falha vergonhosa no Enem. O problema foi gerado a partir de uma escola particular de Fortaleza. Aí, revoltados com a possibilidade de ter que fazer nova prova, estudantes do Sudoeste e Sul não pouparam vergonhosos espetáculos de preconceito, racismo, nas tais redes sociais. Abaixo, dois, apenas dois, exemplos de mensagens que, é claro, os covardes não assinaram com os próprios nomes:
“Se esses nordestinos filhos da puta aprontarem ano que vem de novo no Enem, eu jogo uma bomba nuclear lá.”
“Nordestinos de merda, que povinho inútil, putz!”

O futuro 
do País (II) 
Corta para Curitiba, onde, numa escola pública, os alunos – pasmem, quase a maioria! – aprontaram tanto com uma colega negra que a menina, em choque, teve que ser transferida para outro colégio. Os ataques racistas culminaram com o espancamento da garota, festejado em mensagens nas redes sociais (detesto essas redes, mas tenho que reconhecer que revelam o verdadeiro caráter do brasileiro, escondido na covardia do anonimato).
Uma das mensagens:     “Espancamos tanto a macaca que ela quase desmaiou. Kkkkk.”
Pois é, senhores, essas são as cabeças que deverão liderar, seja na política, seja no setor privado, o Brasil de amanhã, que, pelo visto, em nada será diferente do atual.Ou talvez pior...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Tudo dá errado, mas ele continua

Sábado, 22 de janeiro de 2011

Em qualquer organização que se preze, um gerente com o desempenho apresentado pelo ministro Fernando Haddad seria demitido. O gerente da Educação (?) só nos últimos tempos falhou várias vezes. Vazamentos de provas do Enem pipocaram por todos os lados. Agora é o Sisu, que aproveita para as faculdades públicas os melhores concorrentes do Enem. Só deu problema.

Enem o ministro sequer ficou sisudo. Dá desculpas para tudo. E continua no emprego.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Reitora da UniRio vai assumir presidência do Inep

Terça, 18 de janeiro de 2011
Da Agência Brasil
Paula Laboissière - Repórter

O Ministério da Educação (MEC) informou hoje (18) que a reitora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Malvina Tuttman, foi convidada para assumir a presidência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A nomeação de Malvina já está publicada no Diário Oficial da União.
A exoneração de Joaquim Soares Neto também foi publicada hoje. De acordo com o MEC, o ex-presidente do Inep pediu demissão do cargo. A gestão de Neto foi marcada por falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que chegou a ser reaplicado para estudantes prejudicados.
Desde o último domingo (16), o MEC enfrenta ainda o registro de diversos problemas no acesso ao site de inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

domingo, 14 de novembro de 2010

A dívida e o salário mínimo

Domingo, 14 de novembro de 2010
Da "Auditoria Cidadã da Dívida"
Dívida impede o aumento do salário mínimo
A Folha Online de sexta à noite mostrou como a dívida pública impede o aumento do salário mínimo, e divulgou uma importante conclusão do Relatório Final da recente CPI da Dívida na Câmara dos Deputados:  as altas taxas de juros foram o fator principal para o crescimento do endividamento, ou seja, a dívida não serviu para o desenvolvimento nacional. A reportagem cita a proposta do PSOL de elevar o mínimo para R$ 700 no ano que vem:

“Na matemática do deputado federal reeleito Ivan Valente, a conta fecha. "Para ter R$ 700, seriam necessários R$ 46 bilhões. Isso dá 44 dias de pagamento de juros da dívida pública, se pegarmos os R$ 380 milhões pagos em 2009, 36% do orçamento", disse.  A sugestão, afirma, não é dar calote nessa dívida, mas questionar as altas taxas de juros. Valente lembra que o PSOL propôs a CPI da dívida pública, cujo relatório final foi apresentado no primeiro semestre. O documento reconhece que o inchaço da dívida se deve, principalmente, aos juros elevados.

Em julho, o deputado escreveu artigo sobre o tema para a Folha. Nele, afirma que "dados levantados pela CPI revelam como a dívida se tornou o nó da política econômica brasileira. De 1995 a 2009, ela saltou de R$ 60 bilhões para R$ 2 trilhões, sendo que R$ 1 trilhão foi pago apenas em juros e amortizações".

Enquanto isso, o Presidente Lula e a futura presidente Dilma defendem o salário de somente R$ 550, e ainda condicionando que este aumento adicional seja descontado do aumento real a ser concedido em 2012. Segundo a Folha Online:

“As equipes de Lula e Dilma avaliam que esse seria o valor mais aceitável do ponto de vista fiscal, sinalizando ao mercado financeiro que haverá uma busca de controle dos gastos públicos.”

Ou seja: o governo prefere atender ao mercado financeiro, sinalizando o compromisso total com o pagamento da questionável dívida, do que cumprir com a Constituição em seu art 7º (salário mínimo digno) e art 26 das Disposições Transitórias (auditoria da dívida).

A dívida pública também impede o cumprimento do art. 6º da Constituição, que define a Educação com um direito de todos. Nesta semana, estudantes de todo o país foram às ruas para protestar contra os problemas do ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio, cujo pano de fundo revela uma realidade injusta na educação nacional: a falta de universidades públicas para quem deseja chegar ao ensino superior. Cerca de três milhões de estudantes – que já possuem condições de chegar à Universidade em 2011 - disputam no ENEM menos de 100 mil vagas nas universidades federais, considerando todas que, de alguma forma, irão utilizar as notas da prova. Isto significa que, de cada 30 candidatos, apenas um encontrará sua vaga no ensino superior público e gratuito.

Além do mais, os estudantes provenientes das escolas públicas possuem um rendimento no ENEM bastante inferior aos estudantes provenientes do ensino médio privado. Os dados já disponíveis, referentes ao ENEM de 2008 (Tabela 5), mostram que os alunos provenientes das escolas particulares obtiveram média de 56,12 nas questões objetivas, valor 50% maior que a média dos alunos provenientes das escolas públicas (37,27). O que mostra a necessidade de se investir mais tanto no ensino público básico como também no ensino público superior, melhorando as condições de trabalho dos professores e disponibilizando vagas para todos.

Porém, para isso, será necessário enfrentar o problema do endividamento público, que consumiu em 2009 R$ 380 bilhões, ou seja, mais de 5 vezes a receita de todo o FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), ou 23 vezes os gastos federais com educação superior no ano passado.
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Acesse "Auditoria Cidadã da Dívida"

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

TRF5 suspende decisão da Justiça Federal do Ceará e libera Enem 2010

Sexta, 12 de novembro de 2010
Do TRF da 5ª Região
12/11/2010 - O Presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, Des. Luiz Alberto Gurgel de Faria, suspendeu, na manhã desta sexta-feira, a decisão da Juíza Federal da 7ª Vara/CE que impossibilitava o prosseguimento do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM 2010. O magistrado atendeu a pedido formulado pelo INEP (organizador do ENEM) na Suspensão de Antecipação de Tutela nº 4208-CE. Na decisão, o Presidente do TRF5 ressaltou que a suspensão de um certame envolvendo mais de 3 milhões de estudantes traria transtornos de monta aos organizadores e candidatos de todo o Brasil e que a alteração do cronograma do ENEM repercutiria na realização dos vestibulares promovidos pelas instituições de ensino superior, porquanto diversas dessas entidades utilizarão as notas do ENEM, fatos que possibilitariam a ocorrência de grave lesão à ordem administrativa. Destacou, ainda, a possibilidade de um elevadíssimo prejuízo ao erário, da ordem de R$ 180 milhões, decorrente da contratação da logística necessária à realização de um novo exame. Por fim, defendeu que a decisão do Juízo Federal cearense, louvada em eventual irregularidade nas provas de menos de 0,05% dos candidatos, equivalente a 2.000 estudantes, finda por prejudicar todos os demais (cerca de 3.000.000), afrontando o princípio da proporcionalidade.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Questão do Enem (Exame Nacional de Erros Medíocres)

Quarta, 10 de novembro de 2010
Marque um X nas alternativas corretas. Não use lápis, só vale (o exame é que não vale) caneta com tinta preta.

(  ) O Enem foi um fracasso no ano passado, quando roubaram provas.
(  ) O Enem foi um fracasso em 2010, quando tudo saiu errado.
(  ) O Inep (Instituto Nacional de Embromação Pedagógica) e o MEC (Ministério de Erros Consecutivos) errarão também em 2011.
(  ) O Inep, o Mec, e o presidente da República estão querendo transferir as responsabilidades pelo fracasso do Enem para os alunos.
(  ) Todas alternativas anteriores estão corretas.

Observação: Esperamos que a Justiça não impeça a publicação do gabarito da questão acima.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Agência Estado: Justiça Federal do Ceará suspende divulgação do gabarito do Enem

Terça, 9 de outubro de 2010
Juíza considerou medida importante para que não haja ânimos acirrados entre candidatos

Da Agência Estado
A Justiça Federal do Ceará, por meio da juíza da 7º Vara Federal, Karla de Almeida Miranda Maia, determinou nesta terça-feira, 9, a suspensão da divulgação do gabarito do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010.

Segundo o Ministério Público Federal do Ceará, a juíza considerou importante que o gabarito não seja divulgado, porque poderá acarretar ânimos acirrados entre os candidatos eventualmente aprovados e aqueles que não obtiveram resultado positivo.

Leia mais.

Novo ministro

Terça, 9 de outubro de 2010
Ministro Haddad, da Educação, diz que problemas não justificam novo Enem.

Mas que justificaria um novo ministro da Educação, justificaria.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Reprovado

Segunda, 8 de novembro de 2010
Parece que o governo não aprendeu a lição. Primeiro foi o furto de provas do Enem em exame anterior. Agora vem essa história de troca de cabeçalho da folha de respostas. Os iluminados se preocuparam tanto com o lápis que o aluno não deveria levar para a prova e erraram no cabeçalho da folha de respostas.

O que virá de errado no próximo Exame Nacional do Ensino Médio?

O governo, mais uma vez, tirou zero no Enem. E ainda dizem por aí que Fernando Haddad pode continuar ministro da Educação quando Dilma assumir a presidência do Brasil.

domingo, 7 de novembro de 2010

OAB orienta candidatos do Enem a procurar Ministério Público e não descarta pedir anulação da prova

Domingo, 7 de novembro de 2010
Da Agência Brasil
Amanda Cieglinski - Repórter
Os candidatos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que tiverem sido prejudicados pelo erro de impressão da folha de respostas da prova de ontem (6) devem procurar o Ministério Público (MP) para relatar o problema. A recomendação é do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante. Uma das possibilidades, segundo ele, é que o exame seja anulado e aplicado novamente.

Ontem, a folha em que os estudantes marcam as respostas das questões estava com o cabeçalho das duas provas trocado. O exame tinha 90 questões, sendo a primeira metade de ciências humanas e o restante de ciências da natureza. Mas, na folha de marcação, as questões de 1 a 45 eram identificadas como de ciências da natureza e as de 46 a 90, como de ciências humanas.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o erro foi detectado logo que as provas começaram e todos os fiscais das 128 mil salas de prova teriam sido avisados para orientar os estudantes que seguissem a ordem numérica das questões. O Inep garantiu ontem que nenhum estudante será prejudicado, caso tenha sido mal orientado. O órgão vai disponibilizar nesta semana um site na internet para que os candidatos abram um requerimento e peçam a correção invertida da folha de marcação.

Para Cavalcante, a sinalização do Inep não é suficiente para que o direito dos inscritos esteja garantido. Segundo ele, o MP deve investigar se o erro pode “redundar em um comprometimento do rendimento dos alunos” e, caso não seja possível aproveitar a prova já feita, o caminho é a anulação e reaplicação do exame.
“Não se pode ter sobre o exame qualquer tipo de dúvida a respeito de sua credibilidade. A simples declaração de que vai ser feita uma correção diferente para quem foi prejudicado tem que ser tomada com certa reserva. É necessário que haja uma verificação por parte do MP de como isso vai ser feito, até porque milita contra o exame uma carga de incompetência e falta de cuidado na confecção da prova”, afirmou.

Candidatos de um mesmo local de prova receberam orientações distintas sobre erro no Enem

Amanda Cieglinski


No Colégio Sigma, um dos maiores locais de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Distrito Federal, a maioria dos estudantes parece não ter sido prejudicada pelo erro de impressão da folha de respostas da prova de ontem (6). Ainda assim, apesar de fazerem prova no mesmo lugar, os candidatos receberam informações desencontradas e orientações distintas sobre a marcação do cartão.

Ontem, a folha em que os estudantes marcam as respostas das questões estava com o cabeçalho das duas provas trocado. O exame tinha 90 questões, sendo a primeira metade de ciências humanas e o restante de ciências da natureza. Mas na folha de marcação, as questões de 1 a 45 eram identificadas como ciências da natureza e as de 46 a 90, como ciências humanas.

As irmãs Ana Elisa e Camila Thereza Oliveira fizeram prova em salas diferentes e receberam orientações distintas de como proceder a marcação. Segundo Ana, de 20 anos, logo nos cinco primeiros minutos de prova o fiscal avisou o erro aos candidatos e disse para eles seguirem a ordem numérica das questões. “Não teve problema porque eles foram rápidos e a orientação muito clara”, afirma. Já na sala de Camila, de 19 anos, não houve qualquer tipo de advertência sobre o problema.

“Eu marquei na ordem numérica sem nem perceber, ainda bem. Quando cheguei a minha casa é que fui saber do erro”, disse. Para Ana Elisa, ainda que elas não tenham sido prejudicadas, a falta de uma orientação padronizada é uma injustiça.

Segundo ela, com o episódio, o Enem perde credibilidade como um concurso sério. “Esses fatores afetam o resultado. A ideia de um exame unificado é excelente, mas precisa ser aperfeiçoada a questão da organização”, acredita. Ela espera que o Enem aumente suas chances de conseguir uma vaga em um curso de medicina.

Os colegas Diego Cardozo, 17 anos, e Gabriel Percinote, 19 anos, também receberam orientações distintas apesar de fazerem prova no mesmo colégio. Segundo Gabriel, o aviso sobre o erro na folha de respostas só veio por volta das 15h. Na avaliação dele, tempo suficiente para que algum candidato já tivesse marcado o gabarito de forma incorreta.

Já Diego percebeu durante a prova que havia diferença na ordem das questões entre o caderno de provas e a folha de marcação. Ele conta que chamou o fiscal, que o orientou a preencher as respostas na ordem numérica. “Mas ele disse isso só para mim, não comunicou a sala inteira”, lembra. Apesar do desencontro de informações, Diego e Gabriel não se sentiram prejudicados e disseram que o erro não tumultuou a aplicação da prova.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o erro foi detectado logo que as provas começaram e todos os fiscais das 128 mil salas de prova foram avisados para orientar os estudantes que seguissem a ordem numérica das questões. O Inep garantiu ontem que “nenhum estudante será prejudicado”, caso tenha sido mal orientado. O órgão vai disponibilizar um site na internet para que os candidatos possam requerer a correção invertida da folha de marcação.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Enem não serve para avaliar qualidade de escola, diz especialista

Segunda, 19 de julho de 2010
Da Agência Brasil
Paula Laboissière - Repórter

Brasília – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não deveria ser utilizado para avaliar as escolas brasileiras, de acordo com a representante do Conselho de Governança do movimento Todos pela Educação, Wanda Engel. Segundo ela, a prova, por ser voluntária, é capaz de avaliar apenas o desempenho do próprio aluno.

“Quando a gente diz que a escola tal teve melhor resultado, temos que ver qual o percentual de alunos que fez o exame. Podem ter pego os melhores estudantes. O Enem não é resultado para listar escola, mas para dar oportunidade no acesso à universidade. Só faz o Enem o aluno que tem alguma intenção de ir pra universidade, uma minoria”, disse.

O Insituto Nacional de Educação e Pesquisa (Inep) divulgou hoje (19) o resultado do desempenho por escola no Enem 2009. Somente duas instituições públicas aparecem em meio às 20 melhores avaliadas, sendo que ambas são federais. Já as 20 últimas da lista são todas estaduais e municipais.

Em entrevista à Agência Brasil, Wanda avaliou que somente um exame universal e obrigatório ao final do ensino básico será capaz de listar as melhores e as piores escolas do país. “Não se sabe nem quantas escolas fizeram esse Enem”, disse, ao se referir à lista de mais de 36 mil instituições divulgadas pelo Inep. Várias delas chegam a aparecer até três vezes no ranking – com uma média relativa ao ensino regular, uma relativa ao Ensino de Jovens e Adultos (EJA) e uma geral. Há ainda colégios citados como avaliados, mas que não têm nota mencionada.

Outro fator importante a ser considerado em relação ao uso do resultado Enem como referência de qualidade da instituição de ensino, de acordo com a especialista, é que algumas escolas avaliadas inscrevem cerca de 90% de seus alunos enquanto outras ficam em torno de 10% de inscritos. “É uma má utilização usá-lo [o resultado do Enem] para avaliar escolas”, reforçou.

Entretanto, Wanda destacou um ponto positivo com a realização do Enem. Segundo ela, desde o momento em que ferramentas de controle de desempenho da educação foram adotadas pelo governo, estados e municípios passaram a cobrar mais de suas próprias redes de ensino. “A gente não pode deixar de reconhecer que as escolas públicas têm feito um esforço crescente na melhoria de qualidade”, disse. “Pode ser uma injustiça com as escolas públicas colocá-las como últimas. Elas ainda não chegaram lá, mas estão caminhando nesse sentido”, completou.

Atualmente, a rede de ensino do país é constituída da seguinte forma: 85% dos colégios são estaduais, 3% municipais, 1% federais e 11% particulares.