Quarta, 15 de outubro de 2025
Impunidade segue apesar de denúncias de estupros e coerção de vulneráveis; ONU proíbe sexo com população civil
Brasil de Fato — São Paulo (SP)
15.out.2025
Um pão com manteiga de amendoim. Foi o que atraiu a então adolescente de 16 anos Janila Jean para perto de um soldado brasileiro da missão da ONU no Haiti, a Minustah. O estupro que se seguiu não apenas tirou sua virgindade, mas a deixou grávida. O estuprador, brasileiro, nunca mais foi visto por ali.
Relatos assim foram amplamente registrados ao longo dos últimos 20 anos. Nos seus 13 anos (2004 – 2017) de atuação, a chamada Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti – Minustah, deixou um legado pouco edificante de violência, doença e abusos sexuais no país.
No aniversário de oito anos do final da missão comandada por militares brasileiros, nesta quarta-feira (15), o Brasil de Fato relembra o caso dos órfãos brasileiros abandonados no Haiti.
