“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 17 de março de 2017

Alvos de Janot no DF receberam mais de R$ 7 milhões de empreiteiras

Sexta, 17 de março de 2017
Doações foram feitas pela Odebrecht, Via Engenharia e Andrade Gutierrez, responsáveis pelo Centro Administrativo e Estadio Mané Garrincha.

Fontes:
Por Kelly Almeida e Juliana Cavalcante/Rafaela Felicciano/Metrópoles
Blog do Sombra
Responsáveis pelas maiores obras conduzidas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) nos últimos anos, as empreiteiras Odebrecht, Via Engenharia e Andrade Gutierrez repassaram, em 2014, mais de R$ 7 milhões aos políticos do DF incluídos na lista de pedidos de abertura de inquérito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Os valores foram declarados por eles nas prestações de contas da última eleição da capital.

Os ex-governadores Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR), além do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), do ex-senador Gim Argello (sem partido), Geraldo Magela (PT) e do distrital Robério Negreiros (PSDB) declararam ter recebido as cifras vultosas à Justiça Eleitoral como doação de campanha.

Auditoria encontra graves irregularidades no contrato de concessão do Centro Administrativo do DF

As construtoras ergueram duas obras faraônicas na capital federal: o Estádio Nacional Mané Garrincha, de responsabilidade do consórcio formado pela Andrade Gutierrez e pela Via Engenharia; e o Centro Administrativo do DF (Centrad), em Taguatinga, parceria entre a Odebrecht e a Via. No âmbito local, os espaços bilionários e ociosos estão no meio do imbróglio da Operação Lava Jato e são apontados como possíveis escoadouros de propina.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Agnelo, Arruda, Gim Argello e Robério Negreiros figuram na lista que Janot enviou ao STF

Quarta, 15 de março de 2017
Por Ana Maria Campos-Correio Braziliense/Foto: Lula Marques/ Fotos Públicas 

E Blog do Sombra
Políticos do DF na lista de Janot.

A nova lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atinge nomes de expressão na política do DF. Os ex-governadores Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR), que já respondem a várias ações por outras denúncias, foram citados nas delações dos executivos da Odebrecht colhidas pela força-tarefa da Lava-Jato e deverão ser investigados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Eles estão listados entre os 211 pedidos de remessa dos casos para a Justiça nos estados por se tratarem de políticos que não têm foro no Supremo Tribunal Federal (STF). Preso em Curitiba, o ex-senador Gim Argello também é citado. O relator da Lava-Jato, ministro Edson Fachin, deverá remeter essas petições ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal que, por sua vez, deverá encaminhar a promotores do DF. Entre os citados, está também um deputado distrital: Robério Negreiros (PSDB). O contexto dessas citações ainda está sob sigilo, mas Janot pediu a quebra do segredo de justiça. Outros políticos do DF também foram listados e devem aparecer na terceira lista de Janot sobre obras da Andrade Gutierrez. Dois empreendimentos estão no olho do furacão: o Centro Administrativo do DF e o estádio Nacional Mané Garrincha.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Léo Pinheiro diz a Moro que está disposto a contar tudo o que sabe e diz que se reuniu com Gim para barrar CPI da Petrobras

Terça, 13 de setembro de 2016
André Richter - da Agência Brasil

O ex-presidente da empreiteira OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, investigado na Operação Lava Jato, disse hoje (13) que está disposto falar “tudo o que sabe”. Pinheiro voltou a prestar depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Na primeira vez, ele permaneceu em silêncio diante de Moro.


No depoimento, Pinheiro confirmou que participou de uma reunião com o ex-senador Gim Argello para discutir como barrar as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, encerrada em 2009. Na época, a comissão apurava suspeitas de desvios de recursos na estatal e buscava a convocação de empreiteiros ligados à estatal.

Léo Pinheiro confirma propina a Gim, Marco Maia e Vital do Rêgo

Terça, 13 de setembro de 2016
Do Metrópoles
Em depoimento prestado nesta terça-feira (13/9) ao juiz Sérgio Moro, o ex-presidente da OAS afirmou que o dinheiro seria destinado ao caixa 2 de campanhas em troca de empreiteiras não serem convocadas para depor na CPI da Petrobras
Por Lilian Tahan, Kelly Almeida, Maria Eugênia

Em depoimento prestado na tarde desta terça-feira (13/9) ao juiz Sérgio Moro, o ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro confirmou que o ex-senador Gim Argello pediu doação à Paróquia São Pedro, em Taguatinga. A quantia, segundo o executivo, seria destinada ao ex-parlamentar na condição de propina. Pinheiro, que tenta uma delação premiada, também afirmou ter repassado R$ 2,5 milhões ao ex-senador e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, sendo R$ 1 milhão de doação oficial para o PMDB nacional.