Segunda, 29 de novembro de 2021
Sem investimentos em energia limpa e sem aumentar a capacidade de produção das refinarias, o Brasil continuará dependente das importações de combustíveis e a Petrobrás caminha cada vez mais para se consolidar como uma empresa exportadora de óleo cru, com foco na geração de renda para os acionistas e não para a sociedade
Da AEPET, com informações da FUP
29 Novembro
A atual gestão da Petrobrás anunciou com estardalhaço o Plano Estratégico de Negócios e Gestão (PNG) para 2022-2026, onde prevê investimentos de US$ 68 bilhões, montante 24% acima do atual, mas que representa menos de 30% dos valores investidos pela empresa no quinquênio 2010–2014. Neste período, os investimentos da Petrobrás somaram US$ 214,6 bilhões, ou seja, mais do que o triplo do montante anunciado pela atual gestão.
Em nota à imprensa, o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, questionou a alta concentração dos investimentos previstos para os próximos cinco anos na área de exploração e produção (E&P), grande parte dele no pré-sal. Mesmo com os investimentos anunciados para o refino, a capacidade de produção das refinarias da Petrobrás deve encolher dos atuais 2,2 milhões de barris/dia para 1,2 milhão em 2022.

