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(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 31 de março de 2026

A nação que não quer ser um país: de 1951 ao neoliberalismo

Terça, 31 de março de 2026

A nação que não quer ser um país: de 1951 ao neoliberalismo


Pedro Augusto Pinho*
Este artigo foi originalmente postado no  Pátria Latina de 31de março de 2026

O Golpe de 1945 encontrou o Brasil importador de US$ 460 milhões, mais da metade (US$ 265 milhões) de bens de consumo não duráveis, de acordo com os dados apresentados por Cibilis da Rocha Viana (“Reformas de Base e a Política Nacionalista de Desenvolvimento – De Getúlio a Jango”, 1980). Após cinco anos, em 1950, as importações brasileiras ascenderam a US$ 8.694 milhões (Conjuntura Econômica, abril de 1951 – Fundação Getúlio Vargas), fundamentalmente devidos ao Governo Dutra, 31/1/1946 a 31/1/1951. Cibilis Viana, na obra citada, ao analisar este período histórico, chama atenção às “medidas fiscais e de contenção da despesa pública”, com objetivo de equilibrar a execução orçamentária nos governos Dutra.

Como se vê, o teto de gasto sempre foi o meio de evitar o desenvolvimento nacional e, ainda pior, a educação pública universal, obrigatória, gratuita e laica.