Domingo, 20 de agosto de 2023

Delegado Leonardo de Castro Cardoso disse que ninguém foi preso injustamente - Rinaldo Morelli / Agência CLDF
Presidente da CPI dos Atos Antidemocráticos destaca gravidade da revelação e pede prorrogação da Comissão
Valmir Araújo
Brasil de Fato | Brasília (DF)
O diretor do departamento de combate à corrupção e ao crime organizado da Polícia Civil do DF, Leonardo de Castro Cardoso, foi ouvido nesta quinta-feira (17) pela CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
O depoente prestou esclarecimentos sobre todas as investigações, inclusive sobre as tentativas de atentados contra a infraestrutura do DF. Segundo ele, além da tentativa de explosão no Aeroporto de Brasília e na subestação de energia de Taguatinga, os bolsonaristas também planejaram explodir um viaduto da Rodoviária do Plano Piloto.
“[Eles] chegaram a conversar no acampamento. Colocar um explosivo no viaduto da Rodoviária central de Brasília. Ele disse que isso foi cogitado entre os organizadores. Essa conversa também constou em outros depoimentos”, afirmou o delegado, citando os depoimentos dos extremistas George Washington e do Alan Diego, que estão presos pelas tentativas de atentados.
“A Rodoviária nós sabemos que passam 700 mil pessoas diariamente ali. Portanto, explodir a Rodoviária do Plano Piloto seria matar milhares de pessoas”, disse o presidente da CPI, Chico Vigilante, acrescentando que “não eram pessoas que estavam ali [acampamentos golpistas] rezando. Eram terroristas, que queriam efetivamente implantar o terror e o caos no Brasil”.
