Terça, 19 de novembro de 2024
O general da reserva Mario Fernandes liderou o plano para executar o presidente Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes
Caroline Oliveira
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 19 de novembro de 2024

O general da reserva Mario Fernandes foi um dos homens de confiança de Bolsonaro no Palácio do Planalto - Isac Nóbrega/PR
O general da reserva Mario Fernandes foi um elo entre manifestantes bolsonaristas que atuavam por um golpe de Estado e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conforme apontado pela Polícia Federal (PF).
Fernandes foi preso preventivamente nesta terça-feira (19) no âmbito da Operação Contratempo, da PF, que investiga um plano de execução do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi um dos militares que liderou o planejamento, segundo a PF.
Na decisão de Moraes, que autorizou a operação de hoje, trechos dos relatórios da PF indicam que o general era o "ponto focal" do governo Bolsonaro com os manifestantes golpistas que estavam instalados em frente ao Quartel-General do Exército (QG-Ex), em Brasília, cuja participação no 8 de janeiro foi expressiva.
Em mensagens trocadas com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Fernandes aponta que conversou pessoalmente com o então presidente, em 8 de dezembro, e afirma que estava orientando "tanto o pessoal do agro quanto caminhoneiros que estão no QG".
A PF relata que o general "possuía influência sobre pessoas radicais acampadas no QG-Ex, inclusive com indicativos de que passava orientações de como proceder e, ainda fornecia suporte material e/ou financeiro para os turbadores antidemocráticos".
