Domingo, 11 de setembro de 2022

Um governo que se posiciona contra a Ciência e a Cultura
Por Wanderley de Souza.
9 De Setembro De 2022
Só nos resta esperar do Congresso um grito de independência
Nos dias de hoje, não há exemplo de nação desenvolvida e com sólida economia que não esteja lastreada no desenvolvimento científico e tecnológico. Este deve ser baseado não apenas nas riquezas naturais, mas também, e de forma crescente, no domínio de modernas tecnologias que permitam agregação de valor ao que se produz, tanto para consumo interno como para exportação.
No caso do Brasil estamos assistindo a um contínuo processo de desindustrialização. O agronegócio continua crescendo, muito na base da exportação de commodities, não se percebendo um esforço na ampliação do valor agregado no que é exportado.
Os avanços recentes no processo de edição gênica prometem uma grande revolução neste setor, que vem recebendo investimentos crescentes em países como Estados Unidos, China, Índia e União Europeia, o que poderá modificar o panorama comercial deste setor. Há indicações de forte investimento da China em vários países da África, sobretudo naqueles voltados para o Oceano Índico, com maior proximidade dos grandes consumidores asiáticos.
Uma simples análise da evolução orçamentária da Embrapa, ou dos editais lançados pelo Governo Federal para a área agropecuária, indica que não estamos investindo o suficiente em Ciência e Tecnologia para este setor e poderemos perder espaço nos próximos anos.
O atual Governo Federal tem dado sinais inequívocos de que não acredita no poder transformador do conhecimento, alicerçados fundamentalmente em Educação, Ciência e Tecnologia e Cultura. Sem esta tríade, não vamos a lugar nenhum.

