Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 11 de maio de 2026

CHINA: DO IMPÉRIO DO MEIO À INICIATIVA DO CINTURÃO E ROTA

Segunda, 11 de maio de 2026

CHINA: DO IMPÉRIO DO MEIO À INICIATIVA DO CINTURÃO E ROTA

 

Pedro Augusto Pinho*

Países com tradições milenares, incorporadas ao cotidiano da vida dos seus habitantes, tendem a ser resistentes a alterações no quadro psicossocial de suas relações, especialmente com estrangeiros, de culturas mais recentes, mesmo quando adotam as mais novas conquistas tecnológicas e investem em inéditas áreas das ciências.


Há um termo, em chinês, corrente na literatura, que se encontra em Lao Zi (571 a.C.-531 a.C.) e em Confúcio (558 a.C.-489 a.C.), que é o “Caminho” (Tao).


Em Din Cheuk Lau (1921-2010), na Introdução de “Os Analectos” (L&PM, 2006), lê-se: “O termo “Caminho” parece cobrir a soma total de verdades sobre o universo e sobre o homem; e não apenas do indivíduo mas ,também do Estado, diz-se que possui ou não o Caminho”.


Em Anne Cheng (“História do Pensamento Chinês”, 1997) encontra-se: Tao “é um termo corrente significando “estrada”, “via”, “caminho” e, por extensão, “método”, “maneira de proceder”, que cobre o sentido literal e o sentido figurado”.