Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Reflexões para Teoria do Estado Nacional: necessária reorientação nacionalista

Quarta, 26 de outubro de 2022
Reflexões para Teoria do Estado Nacional: necessária reorientação nacionalista

Por Felipe Quintas e Pedro Augusto Pinho*

25 De Outubro De 2022

A partir de 64, questão democrática substitui a questão nacional

O nacionalismo foi a nota dominante do ideal político brasileiro em quase todo século 20. Como toda força dominante, desdobrava-se em frentes e vertentes de distintas colorações, como analisamos em artigos anteriores.

A política transpirava nacionalismo, de modo que era impossível qualquer força política se legitimar sem recorrer ao nacionalismo e sem trabalhar para a construção do Estado Nacional. Mesmo liberais, cosmopolitas ideológicos como Roberto Campos, tinham que se mostrar em alguma medida antenados aos interesses nacionais.

Isso tudo, no entanto, começou a mudar a partir de 1964, quando a solução militar de força, para o impasse institucional que se arrastava desde a renúncia de Jânio Quadros, proscreveu o nacionalismo de esquerda, atirado ao balaio comunista. Ideologia que, desde 1935, servia de espantalho para preservar as posições de poder das classes dominantes.