“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 24 de abril de 2018

Estudo da USP indica relação de câncer com consumo de alimentos ultraprocessados

Terça, 24 de abril de 2018
Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil

Estima-se que pelo menos 15 mil casos de câncer por ano no Brasil, ou 3,8% do total, poderiam ser evitados com a redução do excesso de peso e da obesidade. E esse número deve ainda crescer até 2025, quando se estima que mais de 29 mil novos casos de câncer atribuíveis à obesidade e sobrepeso devam surgir por ano, índice que vai representar 4,6% de todos os novos casos da doença no país.
Os dados são de um estudo epidemiológico feito no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em colaboração com a Universidade de Harvard (Estados Unidos).

domingo, 4 de março de 2018

“Rico em fibras”, “caseiro” e “natural”: o marketing enganoso e abusivo dos ultraprocessados para ludibriar o consumidor

Domingo, 4 de março de 2018

Do IHU
Instituto Humanitas Unisinos
Por: João Vitor Santos | Edição: Patricia Fachin

Infelizmente, ao consumirmos um alimento industrializado ou ultraprocessado, ainda não temos como saber o que de fato estamos comendo apenas lendo as informações contidas nos rótulos dos alimentos, “porque o formato e a localização das informações importantes sobre os alimentos não permitem entender o que realmente estamos comendo”, diz Ana Paula Bortoletto, nutricionista, em entrevista por e-mail à IHU On-Line. O aprimoramento da rotulagem nutricional, defende, “é um passo importante na garantia do direito à informação do consumidor e da promoção de hábitos alimentares mais saudáveis”.
De acordo com a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – Idec, embora seja direito do consumidor ter acesso à informação de fácil compreensão acerca do que ele está consumindo, as letras pequenas, “a presença de termos técnicos e números, a necessidade de cálculo de porção e a poluição visual do rótulo, que dá mais destaque à publicidade do produto do que às informações nutricionais”, dificultam a compreensão da leitura dos rótulos de alimentos.
Na avaliação dela, um dos maiores desafios relacionados ao consumo de alimentos ultraprocessados “é a publicidade enganosa e abusiva. A indústria de alimentos se utiliza de estratégias de comunicação mercadológica, como personagens e brindes, direcionadas a crianças, um público vulnerável e facilmente ludibriado pelo marketing. Além disso, alegações nutricionais nos rótulos de alimentos não saudáveis, como ‘rico em fibras’, ‘caseiro’, ‘natural’, ‘zero gordura trans’, competem com a informação nutricional e confundem o consumidor sobre o real conteúdo do produto”.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Indústria de alimentos ultraprocessados jamais colocará interesses de saúde pública na frente do seu lucro

Sábado, 20 de janeiro de 2018

Do IHU
Instituto Humanitas Unisinos

Por: Patricia Fachin | Edição: Vitor Necchi | 19 Janeiro 2018
Pesquisas realizadas desde os anos 1980 demonstram que vem crescendo de maneira expressiva e contínua a presença de alimentos ultraprocessados na alimentação dos brasileiros. Eles já representam mais de 20% das calorias ingeridas. “Ou seja, estamos trocando nossas refeições tradicionais, nosso arroz e feijão, pelas refeições prontas”, critica a doutora em Nutrição e Saúde Pública Maria Laura Louzada.
Apelos não faltam para sustentar a escolha por esse tipo de alimento, afinal, eles são convenientes, práticos, portáteis e hiperpalatáveis. “Além disso, estudos de diversos países já mostraram que o consumo de alimentos ultraprocessados está associado com maior consumo de açúcar e gorduras, e menos fibras e diversas vitaminas e minerais, além de aumentarem o risco da ocorrência de obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis”, afirma Louzada. “Impossível não destacarmos os prejuízos ambientais desses alimentos.”