Sábado, 2 de julho de 2016
Do Correio da Cidadania
Por Otaviano Helene*
O objetivo deste texto é fazer uma contraposição à afirmação de que o
Estado não tem dinheiro e é por isso que a educação vai tão mal em São
Paulo. De fato, a educação básica paulista é muito ruim: os professores
são mal remunerados e sobrecarregados, as escolas são insuficientemente
equipadas e os alunos são tratados de forma indigna. A combinação desses
e de muitos outros problemas que conhecemos levam a um baixo desempenho
escolar dos estudantes e a altas taxas de abandono escolar antes da
conclusão do ensino médio.
Quanto ao ensino superior, o grande problema em São Paulo é a
privatização: apenas 7% das vagas de ingresso estão em instituições
públicas, sejam elas universidades, faculdades isoladas ou faculdades de
tecnologia. Essa pequena participação do setor público é inferior à
metade do que se observa nos demais estados e não encontra par em nenhum
país. Mas nada disso tem a ver com falta de possibilidades econômicas:
essas coisas são frutos de uma política deliberada. Os números falarão
por si mesmos.
