Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Só a luta popular salva o SUS

Quinta, 23 de agosto de 2018
The Intercept Brasil

“O ORÇAMENTO DA saúde no Brasil é de R$  130 bilhões, o da educação é de R$ 110 bilhões. Então os cinco maiores bancos cobram, só de tarifa, mais que esses dois orçamentos, quase que o tamanho do déficit brasileiro. Se hoje em dia as pessoas soubessem como funcionam as coisas, os pobres e a classe média fariam uma revolução”.

A contundente afirmação que você acabou de ler não é de um candidato da esquerda à presidência da República, nem de um intelectual universitário ou de um militante do movimento da reforma sanitária brasileira. Seu autor é Eduardo Moreira, economista e ex-sócio do antigo Banco Pactual. Curiosamente, um ex-banqueiro é quem identifica a perda de combatividade da luta popular, que só tem resultado em derrotas.

O Sistema Único de Saúde, parido pela Constituição Federal de 1988, é a política social de maior envergadura da Nova República. De lá pra cá, são 30 anos de um equilíbrio instável entre conquistas e também imposições de limites à sua expansão. O subfinanciamento é a maior expressão dessa tensão. Segundo dados de 2017 divulgados pela Organização Mundial de Saúde, a OMS, os gastos públicos do Brasil com saúde estão entre os mais baixos do mundo, atrás da média de gastos dos países das Américas, da África e da Europa.

Leia a íntegra em:

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Entre extremos de vinculação e discricionariedade, o SUS (des)caminha

Sexta, 18 de agosto de 2017
Nosso federalismo opera no limite da disfuncionalidade há décadas, mas, nas últimas semanas, o desvio das suas finalidades constitucionais superou todos os limites de razoabilidade.

por Élida Graziane Pinto*

Nosso federalismo opera no limite da disfuncionalidade há décadas, mas, nas últimas semanas, o desvio das suas finalidades constitucionais superou todos os limites de razoabilidade.

Nada justifica que emendas parlamentares ditas impositivas e repasses federativos vinculados a programas asseguradores de políticas públicas essenciais tenham sua execução orçamentária, no âmbito da União, condicionada à arbitrária pretensão do Poder Executivo de direcionar o sentido e mitigar o alcance da competência fiscalizatória do Poder Legislativo.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Crise e futuro do SUS em debate na TV

Segunda, 31 de julho de 2017
Da Abrasco
Associação Brasileira de Saúde Coletiva
O atual quadro financeiro do Sistema Único de Saúde esteve em debate na última edição do programa de entrevistas “Domínio Público”, transmitido no último dia 23. Alcides Miranda, professor do programa de pós-graduação e do curso de graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e dirigente da Abrasco foi um dos entrevistados.
“O SUS sempre foi subfinanciado, uma política pública com uma aposta no acesso universal, sendo o Brasil o único país com mais de 100 milhões de habitantes com um sistema de saúde universal. Os países que têm essa política gastam cerca de 8% do seu produto interno bruto em saúde. No caso brasileiro, nunca passou dos 3,7%, destacou Alcides Miranda ao apresentador e jornalista Jairo Jorge. Participou também do programa Diego Espíndola, secretário de saúde do município de Piratini, presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado (COSEMS-RS) e dirigente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems).
“Domínio Público” é produzido por um canal independente e fica disponível na plataforma de vídeos YouTube. Assista abaixo a edição na íntegra.
Publicado em 24 de jul de 2017
Domínio Público debate os desafios do Sistema Único de Saúde