Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador mercosul. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mercosul. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Oposição quer convocação de Serra para explicar denúncia de compra de voto no Mercosul

Sexta, 19 de agosto de 2016
Do Congresso em Foco
Deputados e senadores querem que o ministro das Relações Exteriores comente noticiário com denúncias de que ele tentou comprar voto do Governo do Uruguai contra a posse da Venezuela no comando do Mercosul. Serra diz que não há democracia no país vizinho 
Por Fábio Góis
O vice-líder da Minoria na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), apresentou nesta sexta-feira (19) à Comissão de Relações Exteriores requerimento de convocação do ministro interino das Relações Exteriores, José Serra, para que ele explique denúncias sobre interferência da pasta para impedir que a Venezuela assuma a presidência do Mercosul, bloco comercial de países da América do Sul. A iniciativa do petista, cujo propósito também está em curso no Senado, quer saber se Serra também atua para interceder em questões internas dos venezuelanos. Nesta semana, o senador tucano licenciado figurou na imprensa do Uruguaia sob a acusação de tentar comprar o voto do governo uruguaio para que a Venezuela não seja alçada à liderança do grupo continental.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Venezuela será incorporada hoje ao Mercosul em cerimônia no Palácio do Planalto

Terça, 31 de julho de 2012
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
A cerimônia de incorporação da Venezuela ao Mercosul está marcada para hoje (31) a partir das 9h15, no Palácio do Planalto, quando chegam os presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina) e José Pepe Mujica (Uruguai). A presidenta Dilma Rousseff se reúne com os demais chefes de Estado por volta das 10h. Haverá uma foto oficial e assinatura de atos.

A previsão é que os presidentes Dilma, Chávez, Cristina e Mujica façam uma declaração à imprensa às 12h30, no Planalto. Depois, eles seguem para um almoço no Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty. Chávez planeja conceder uma entrevista coletiva após o almoço. Mas a assessoria da Embaixada da Venezuela no Brasil não havia confirmado essa parte da agenda até a noite de ontem (30).

A cerimônia que oficializa o ingresso da Venezuela não significa que o país será integrado imediatamente ao bloco. A incorporação na prática só ocorrerá no dia 13 de agosto, quando todos os prazos tiverem sido cumpridos, segundo as normas do Mercosul.

Suspenso do bloco desde o final de junho, o Paraguai não participa da solenidade nem aprovou o ingresso da Venezuela. Porém, a ausência do voto dos paraguaios, segundo diplomatas, não afeta a incorporação dos venezuelanos ao grupo.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Direita declara guerra contra integração da Venezuela ao Mercosul

Sexta, 20 de julho de 2012
Por Breno Altman
As forças oposicionistas não previram a movimentação liderada pela presidente Dilma Rousseff em Mendoza

Uma onda conservadora desponta no cenário político do subcontinente. Seu mote é evitar o ingresso venezuelano no Mercosul. Mais afamado solista dessa ópera, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso veio a público atacar posição do governo brasileiro, em companhia de outros menestréis e escribas.

A saraivada de argumentos apresenta cardápio variado. Uns acenam com detalhes jurídicos que supostamente teriam sido desrespeitados, tanto na suspensão do Paraguai por quebra da cláusula democrática quanto na inclusão da Venezuela à revelia de um governo usurpador. Outros vislumbram faltas burocráticas cometidas por Caracas. Há ainda os que lançam suspeitas de que o presidente Chávez estaria planejando ludibriar obrigações junto ao organismo regional. Pouco importa que as razões jurídicas e políticas tenham sido apoiadas pela unanimidade dos membros plenos e democráticos do Mercosul, em conformidade com as regras da instituição.

Tal enxurrada de pretextos mal-ajambrados parece revelar que o reacionarismo tomou um susto. Afinal, era no Senado do Paraguai, controlado por bandos de cores diversas, que estava bloqueado o processo de ampliação do Mercosul. Quando as forças de direita, logo acolhidas por Washington, deram o bote contra Fernando Lugo, possivelmente imaginavam continuar dificultando o processo de integração. Foram surpreendidas, tudo indica, pela resposta liderada por Dilma Rousseff, a despeito de resistências no próprio corpo diplomático brasileiro.
Leia a íntegra no Opera Mundi