“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 25 de dezembro de 2016

A coluna vergada de José Serra

Domingo, 25 de dezembro de 2016
José Serra —aquele que ao ser nomeado chanceler das Relações Exteriores do governo Temer não sabia sequer o que era o BRICS, e muito menos os países que o compõem— já recebeu alta após cirurgia na coluna, procedimento realizado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

As línguas ferinas já espalham que ele teve de ser submetido à cirurgia em razão de há muito tempo vir cada vez mais vergando a coluna.

Diante dos poderosos que ele um dia, quando presidente da UNE, se comprometeu a combater.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Oposição quer convocação de Serra para explicar denúncia de compra de voto no Mercosul

Sexta, 19 de agosto de 2016
Do Congresso em Foco
Deputados e senadores querem que o ministro das Relações Exteriores comente noticiário com denúncias de que ele tentou comprar voto do Governo do Uruguai contra a posse da Venezuela no comando do Mercosul. Serra diz que não há democracia no país vizinho 
Por Fábio Góis
O vice-líder da Minoria na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), apresentou nesta sexta-feira (19) à Comissão de Relações Exteriores requerimento de convocação do ministro interino das Relações Exteriores, José Serra, para que ele explique denúncias sobre interferência da pasta para impedir que a Venezuela assuma a presidência do Mercosul, bloco comercial de países da América do Sul. A iniciativa do petista, cujo propósito também está em curso no Senado, quer saber se Serra também atua para interceder em questões internas dos venezuelanos. Nesta semana, o senador tucano licenciado figurou na imprensa do Uruguaia sob a acusação de tentar comprar o voto do governo uruguaio para que a Venezuela não seja alçada à liderança do grupo continental.

domingo, 10 de julho de 2016

Serra e o servilismo na política externa

Domingo, 10 de julho de 2016
Por Roberto Amaral*
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Roberto Amaral

Com tucano, ressurge a visão conservadora, travestida de moderna e pragmática, de um Brasil inevitavelmente dependente 

José Serra e Michel Temer em junho: no novo governo, a mudança no Itamaraty é a mais evidente
No discurso de transmissão do cargo de ministro das Relações Exteriores ao professor e empresário Celso Lafer (2001), aquele chanceler que se notabilizaria  por tirar os sapatos e as meias para ingressar nos EUA, o ministro Luiz Felipe Lampreia, resumindo a política externa do governo FHC (a dependência encantada), proclamou:

 "O Brasil não pode querer ser mais do que é".

Não se tratava, essa, de uma frase qualquer perdida no cipoal de um discurso protocolar, mas de síntese lapidar de como a classe dominante brasileira, alienada e colonizada – culturalmente, politicamente, ideologicamente – se vê a si mesma e como a partir dessa visão abastardada (o sempre presente ‘complexo de vira-latas’ diagnosticado por Nelson Rodrigues), vê o país e nosso papel no mundo. Ou, antes, nosso não-papel.

Lampreia falava como intelectual orgânico da classe dominante nativa, como falaria e agiria seu sucessor Celso Lafer e como fala agora José Serra.

domingo, 27 de março de 2016

Supremo desarquiva ações contra três ex-ministros de Fernando Henrique; são eles: José Serra (Planejamento), Pedro Malan (Fazenda) e Pedro Parente (Casa Civil)

Domingo, 27 de março de 2016
Da Tribuna da Bahia
A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), presidida pelo ministro Luis Roberto Barroso, derrubou no último dia 15 o arquivamento de duas ações de reparação de danos por improbidade administrativa contra os ex-ministros Pedro Malan (Fazenda), José Serra (Planejamento) e Pedro Parente (Casa Civil), entre outros integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). 
O arquivamento havia sido determinado, em abril de 2008, pelo ministro Gilmar Mendes. A decisão da 1ª Turma, enquanto estiver de pé, determina o prosseguimento das ações que tramitam na 20ª e 22ª varas federais do Distrito Federal.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Oferecimento perigoso

Sexta,11 de dezembro de 2015
Para a sua segurança, a partir de hoje nunca ofereça ao senador Serra uma taça de vinho.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Brasília: Sindicalistas pressionam parlamentares nesta terça (7/7) em defesa da Petrobras

Segunda, 6 de julho de 2015

A programação em defesa da Petrobras começa nesta semana com uma manifestação de dirigentes sindicais petroleiros, da educação e de outros sindicatos CUTistas no aeroporto de Brasília. A partir das 7h30 desta terça (7), os sindicalistas recepcionarão parlamentares para pressionar contra a aprovação do PLS 131, do senador José Serra (PSDB/SP), que ameaça alterar o modelo de exploração do pré-sal, retirando da Petrobras a função de operadora única e acabando com a participação obrigatória da empresa em todos os campos exploratórios. O projeto entreguista para o capital estrangeiro, que ameaça também retirar recursos do pré-sal para a educação e a saúde, está na pauta de votação do Senado e corre o risco de ser aprovado já nesta terça-feira (07).
Fonte: CUT Brasília e CUT Nacional

sábado, 10 de agosto de 2013

E eles ainda dizem que não sabiam de nada

Sábado, 10 de agosto de 2013
Documentos do tribunal de contas e do ministro público revelam que há cinco anos os tucanos paulistas foram alertados sobre as irregularidades no metrô e trens de São Paulo
 
Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas

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E AGORA?
Alckmin (à esq.) e Serra foram avisados sobre o propinoduto
Desde a eclosão do escândalo de pagamento de propina e superfaturamento nos contratos da área de transporte sobre trilhos que atravessou os governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, os tucanos paulistas têm assumido o comportamento de outra ave, o avestruz. Reza a crença popular que, ao menor sinal de perigo, o avestruz enterra a cabeça no chão para não enxergar a realidade. Não foi outra a atitude do tucanato paulista nos últimos dias. Como se estivessem alheios aos acontecimentos, líderes do PSDB paulista alegaram que nada sabiam, nada viram – e muito menos participaram. Documentos agora revelados por ISTOÉ, porém, provam que desde 2008 tanto o Ministério Público como o Tribunal de Contas vem alertando os seguidos governos do PSDB sobre as falcatruas no Metrô e nos trens. Apesar dos alertas, o propinoduto foi construído livremente nos últimos 20 anos. Além dos documentos agora divulgados, investigações anteriores já resultaram no indiciamento pela Polícia Federal de 11 pessoas ligadas ao partido. No entanto, questionado sobre o cartel montado por multinacionais, como Siemens e Alstom, para vencer licitações, o governador Geraldo Alckmin jurou desconhecer o assunto. “Se confirmado o cartel, o Estado é vítima”, esquivou-se. Na mesma toada, o seu antecessor, José Serra, declarou: “Não tomamos em nenhum momento conhecimento de qualquer cartel feito por fornecedores e muito menos se deu aval a qualquer coisa nesse sentido”. As afirmações agridem os fatos. Os documentos obtidos por ISTOÉ comprovam que os tucanos de São Paulo, além de verem dezenas de companheiros investigados e indiciados, receberam no mínimo três alertas contundentes sobre a cartelização e o esquema de pagamento de propina no Metrô. Os avisos, que vão de agosto de 2008 a setembro de 2010, partiram do Ministério Público estadual e do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Nos três casos, os documentos foram encaminhados aos presidentes das estatais, nomeados pelo governador, e publicados no Diário Oficial.


Fonte: Revista IstoÉ — Edição:  2282 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

No Dia de Finados, milhares vão à casa de José Serra

Sexta, 2 de novembro de 2012
A casa do candidato derrotado José Serra foi um dos grandes pontos de peregrinação neste Dia de Finados. Durante todo o dia, milhares de pessoas colocaram flores na porta da residência, em homenagem ao político. Janaína Ferreira, de 48 anos, foi uma das que prestaram a homenagem.

“Vim aqui porque gostei muito dele. Os genéricos foram muito bons. Pena que ele morreu cedo”, disse a eleitora.

Outro túmulo muito visitado foi o do Orkut. 
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"Notícia" publicada no Sensacionalista

sábado, 5 de maio de 2012

O esquema Cachoeira e o governo Serra

Sábado, 5 de maio de 2012
Da IstoÉ, edição:  2217

CPI e Ministério Público investigam como o grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira atuou em São Paulo através de contratos da construtora Delta com a Prefeitura e o Estado em obras na marginal Tietê

Pedro Marcondes de Moura

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CONEXÃO
Em conversas telefônicas, Cachoeira (acima) fala sobre
contratos públicos em São Paulo nas gestões de Serra e Kassab
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Os desdobramentos da Operação Monte Carlo, que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com governos estaduais e municipais, chegaram ao principal bunker da oposição: o Estado de São Paulo. Em Brasília, parlamentares que compõem a “CPI do Cachoeira” já tiveram acesso a conversas telefônicas gravadas com autorização judicial entre junho do ano passado e janeiro deste ano. Elas apontam que a construtora Delta, braço operacional e financeiro do grupo do contraventor, foi favorecida nas gestões de José Serra (PSDB) e de seu afilhado político Gilberto Kassab (PSD) na prefeitura e também quando o tucano ocupou o governo do Estado. Em 31 de janeiro deste ano, por exemplo, Carlinhos Cachoeira telefona para Cláudio Abreu, o representante da empreiteira na região Centro-Oeste, atualmente preso sob a acusação de fraudar licitações e superfaturar obras. Na ligação (leia quadro na pág. 43), o bicheiro pergunta se Abreu teria conversado com Fernando Cavendish, oficialmente o dono da construtora, sobre “o negócio do Kassab”. Em seguida, diz a Abreu que o prefeito de São Paulo “triplicou o contrato”. Essa conversa, segundo membros da CPI e do Ministério Público de São Paulo, é um dos indícios de que a organização de Cachoeira também teria atuado com os tucanos e seus aliados em São Paulo. “Os depoimentos de Cachoeira e Abreu serão fundamentais para que se descubra o alcance das relações entre a empreiteira e políticos”, diz o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG).

A Delta começou a prestar serviços à capital paulista em 2005, quando Serra assumiu o comando do município. Inicialmente, os contratos somavam R$ 11 milhões. A partir de 2006, quando Serra deixou a prefeitura e venceu as eleições para governador, os negócios da empreiteira com o município se multiplicaram, em muitos casos sem licitação. Em 2010, ano em que o tucano disputou a Presidência, os repasses chegaram a R$ 36,4 milhões. Entre 2008 e 2011, os pagamentos da prefeitura para a Delta ultrapassaram R$ 167 milhões. O que chama mais a atenção da CPI e do Ministério Público de São Paulo, porém, é o fato de a Delta ter vencido em outubro do ano passado uma concorrência para limpeza urbana no valor de R$ 1,1 bilhão. O MP abriu um inquérito para apurar se houve fraude na licitação. Há suspeitas de uso de documentos falsos e de edital dirigido. “Se a Delta cometeu essas irregularidades em outros Estados e municípios, precisamos apurar se isso ocorreu também em São Paulo”, diz o promotor Silvio Marques, do Patrimônio Público. Na quarta-feira 2, ele encaminhou ofício à PF, solicitando acesso às investigações da Operação Monte Carlo. Leia a íntegra

sábado, 22 de janeiro de 2011

Serra cobra oposição

Sábado, 22 de janeiro de 2011 
Por Ivan de Carvalho
A configuração de poder no Brasil para o futuro em médio prazo – até 2014, para quando estão previstas as próximas eleições federais e estaduais – é francamente desfavorável às oposições.
            
          Há algumas dificuldades também na situação, mas, vistas de agora as coisas, são pouco relevantes quando comparadas às dificuldades oposicionistas.

O governo da presidente Dilma Rousseff enfrenta problemas na área financeira. Está delineada faz já algum tempo uma crise cambial, que não é exclusiva do Brasil, mas nos atinge severamente e tende a se agravar. O Banco Central está encontrando cada vez maior dificuldade para conter a apreciação do real frente ao dólar e isto prejudica as exportações e estimula as importações.

Não fosse o excelente desempenho das comodities – principalmente alimentos – e a balança comercial já estaria em crise total. Uma outra ajuda que o país tem recebido é a oferta “generosa” de investimentos estrangeiros, especulativos, muitos, direcionados à produção ou ao comércio e serviços, outros. Isso está ajudando a manter sem traumas o balanço de pagamentos.

Mas o governo Dilma enfrenta a ainda moderada, mas perigosíssima (por causa da tradição brasileira) herança maldita da inflação deixada pelo último ano do mandato de Lula, o ano eleitoral, da gastança eleitoreira sem censura. Inflação agravada pelo progressivo inchaço da máquina de poder federal durante os oito anos de mandato do ex-presidente.

Por conta dessa inflação, o Copom acaba de inverter a tendência de queda de juros, elevando em 0,5 por cento a taxa básica de juros (Selic). O reajuste real do salário mínimo será de 0,16 por cento ao dia. Cortes profundos estão sendo planejados para os orçamentos setoriais, inclusive no setor da Saúde, no qual, em relação direta, quando se cortam reais, cortam-se vidas. Uma maldade inominável.

E o governo também enfrenta problemas políticos. Os principais, por enquanto, relacionam-se com a insatisfação contida, mas não vencida, do PMDB com a posição subalterna reservada ao grande e fundamental aliado pelo novo governo petista.

Mas pior estão as coisas nas oposições. Vejamos apenas, ligeiramente, os dois maiores partidos. O Democratas está empenhado numa luta fratricida entre duas facções por causa de um prefeito, Gilberto Kassab, de São Paulo, que ninguém sabe (talvez nem ele mesmo saiba ainda) se ficará no DEM ou passa para o PMDB. E o DEM, ou boa parte dele, já vê com maus olhos seu papel tradicional de coadjuvante do PSDB.

Enquanto isso, no PSDB, o maior partido oposicionista, os dois principais políticos militantes, José Serra e Aécio Neves, treinam para o embate que sabem inevitável, já que nenhum deles se dispõe a deixar de concorrer a presidente (Serra pela terceira vez) da República em 2014. Serra luta para manter-se à tona, trabalhando para ser eleito presidente nacional da legenda. E, pasmem, pede ao partido que faça oposição de verdade (ele que nem no governo paulista e nem mesmo na campanha eleitoral para presidente fez isso). Aécio lutará com armas que ainda não exibe. Sua postura de oposicionista ante o governo Dilma espera por definição. E seu trabalho de atração do PMDB tem que esperar que surjam a oportunidade e o momento certos.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia deste sábado.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Bolinha

Quarta, 5 de janeiro de 2011


Todos jogando o foco em cima de Dilma. Quanto a Serra...nem bolinha de papel.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Financiamento de bancos aos presidenciáveis de 2010


Quarta, 1 de dezembro de 2010
Deu na Auditoria Cidadã da Dívida
Doações de bancos desequilibram corrida presidencial
Os jornais noticiam que foi divulgada hoje a prestação final de contas da campanha dos dois candidatos à presidência que foram ao segundo turno: Dilma Rousseff e José Serra. Tais prestações de contas mostram as empresas que doaram recursos para a campanha eleitoral destes dois candidatos melhor colocados nas pesquisas, sendo que grande parte delas são bancos.

No caso da prestação de contas da candidata eleita Dilma Rousseff, verifica-se que vários bancos doaram quantias expressivas, a exemplo do Itaú/Unibanco (R$ 4 milhões), Banco Pactual (R$ 1,5 milhão) e Banco Santander (R$ 1 milhão). O Diretório Nacional do PT – que distrubuiu recursos para vários candidatos do partido, inclusive para a Presidência da República – teve como alguns doadores o Banco Alvorada (R$ 3,78 milhões), Bankpar-Bradesco (R$ 6,4 milhões), BMG (R$ 1,1 milhão), Bradesco (R$ 1,76 milhão), Banco Cruzeiro do Sul (R$ 2,1 milhões), Banco Mercantil do Brasil (R$ 1 milhão) e Banco Opportunity (R$ 700 mil).

Tais recursos foram aplicados na impressão de farto material de campanha (panfletos, faixas, placas, adesivos), produção de programas de TV de alta qualidade, contratação de muitos “marqueteiros”, aviões para transporte, dentre muitos outros produtos e serviços, que desequilibram a disputa eleitoral, prejudicando os candidatos que não são financiados pelos rentistas da dívida pública.

sábado, 6 de novembro de 2010

Seria também uma lástima

Sábado, 6 de outubro de 2010
“Outra lástima. Por isso votei nulo e disse que os dois não serviam.” (Plínio de Arruda Sampaio, do Psol, hoje no twitter, ao ser perguntado se Serra eleito seria também uma lástima)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Serra

Segunda, 1 de novembro de 2010
E ele desceu Serra abaixo.

Tribuna da Imprensa: Dilma presidente, nenhuma surpresa. Agora começará uma espécie de terceiro turno. Entre ela e Lula, ela e o PT, ela e o lobista PMDB. O país é o mesmo, os personagens, iguais?

Segunda, 1 de novembro de 2010
Helio Fernandes, hoje, na Tribuna da Imprensa:

"Não havia a menor possibilidade de erro: Dilma ganharia a eleição, o que deveria ter ocorrido no primeiro turno. O que aconteceu de circunstâncias, adiando a decisão para 28 dias depois, nem interessa. O importante e irrefutável: Serra não tinha uma possibilidade em um milhão de ser presidente.

Ele mesmo errou na análise e nas conclusões. Afirmou textual e taxativamente: “Tive 33 por centos dos votos, Dilma 46 e Marina 20 por cento. Somando os meus votos e os de Marina, chegávamos a 53 por cento, provando que o povo queria segundo turno”.

Impressionante a falta de compreensão de Serra para os fatos. Digo há 8 anos que “Serra jamais será presidente”, ele não conseguiu obter vantagem nem mesmo enfrentando candidata sem experiência política ou eleitoral, sem capacidade de articulação, sem carisma, sem competência, sem projeto, sem programa, sem compromisso.
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Leia o artigo completo de Helio Fernandes.

Divisão da sociedade

Segunda, 1 de novembro de 2010 
Por Ivan de Carvalho
    Ontem, antes do fim da apuração do pleito presidencial, com a contagem oficial anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral atingindo 99,19 por cento, já estavam disponíveis números capazes de mostrar, grosso modo, como se posicionou a sociedade brasileira, representada por seus 135.804.433 eleitores, conforme o total oficial fornecido pelo TSE.

    Citando o que já esteve e continua em todos os noticiários de televisão, rádio e jornais. Compareceram 105.958.167 eleitores e, destes, 98. 852.433 votaram em Dilma Rousseff, governista do PT ou José Serra, oposicionista do PSDB. Dos que compareceram para votar, 7.119.440 votaram em branco ou anularam, deliberadamente (a maior parte) ou não, seus votos.

    A abstenção foi alta. Superou a abstenção já elevada do primeiro turno, como, aliás, se esperava, pois já não havia eleições para as Assembléias Legislativas, o Congresso Nacional e muitos governadores de Estados, alguns dos quais com grande ou média densidade eleitoral (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Ceará, Pernambuco). Ontem, segundo o TSE, com aqueles 99,19 por cento de sessões eleitorais apuradas e computadas, a abstenção era de 21,44 por cento, de forma que se pode dizer com grande aproximação, que 21,44 por cento do eleitorado se abstiveram.

    De qualquer modo, dos 135 milhões de eleitores brasileiros, 37 milhões presumivelmente não se interessaram em votar em Dilma ou Serra. Dos 99 milhões que votaram em um dos dois candidatos, 56 por cento (55.345 mil, aproximadamente) preferiram a candidata petista do governo Lula e 44 por cento (aproximadamente 43.506 mil) optaram pelo candidato oposicionista, do PSDB.

    Esse é o dado básico do qual se há de partir para qualquer análise política abrangente do cenário nacional a partir do pleito de ontem. O eleitorado brasileiro – que, pelo princípio democrático e pela óbvia realidade, representa a sociedade – não embarcou em um só projeto.

   O governismo, por um somatório bastante conhecido de fatores favoráveis (esmagadoramente favoráveis em relação aos desfavoráveis), obteve um vantagem de 12 pontos percentuais (desta vez, os institutos de pesquisa eleitoral conseguiram acertar – quem sabe se eles não houvessem errado tanto antes, na campanha para o primeiro turno, os resultados de ontem teriam sido bem diferentes, porque a campanha para o pleito de 3 de outubro poderia ter tomado rumos bem diversos dos que assumiu).

   Mas a oposição, mesmo tendo traçado e executado estratégias tão ineficazes quanto equivocadas desde 2005 (razão essencial pela qual perdeu as eleições presidenciais de 2006), conseguiu 44 por cento dos votos válidos. Se temos 56 a 44 por cento, temos um país politicamente dividido (não no sentido de divisão maligna, mas de divisão que evita o esmagamento de um dos lados e enseja o exercício do contraditório democrático, caso a oposição exerça efetivamente, com a eficácia que faltou de 2005 para cá, a função que o eleitorado acaba de lhe atribuir).

   Resta ainda assinalar que, apesar do poderosíssimo poderExecutivo federal ao qual lhe cabe se opor (desde que não quando se tratar do interesse público), a oposição não ficou desvalida. Mesmo perdendo cadeiras no Congresso Nacional, manteve os governos dos poderosos Estados de São Paulo (PSDB) e Minas Gerais (PSDB), aos quais acrescentou, ainda no primeiro turno, Paraná (PSDB), Tocantins (PSDB), Santa Catarina (DEM), Rio Grande do Norte (DEM) e ontem elegeu quatro governadores do PSDB: Roraima (Anchieta), Alagoas (Teotônio Vilela, o filho), Pará (Simão Jatene) e Goiás (Marconi Perillo). A eleição deste último foi uma derrota pessoal de Lula, que tudo fez para impedir a reeleição de Perillo. Ao todo, a oposição tem dez governadores, ao que se acresce Omar Aziz, do Amazonas, filiado ao PMN. Com boa vontade, assim, a oposição chega a 11.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta segunda.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sem

Quarta, 27 de outubro de 2010
Em tempos de sem-terra, sem-teto, sem-trabalho, agora temos dois sem-projetos: Dilma e Serra.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Abobrinhas

Segunda, 25 de outubro de 2010
Triste Brasil! Vai sair de um processo eleitoral em que nada foi tratado sobre o terrível problema da dívida —externa e interna—, passando pelos exorbitantes juros pagos aos grandes investidores financeiros nacionais e estrangeiros.

Dos 13 itens do que Dilma achou por bem apresentar hoje como sendo seu programa —e só hoje, faltando menos de uma semana para o segundo turno— nenhum se refere diretamente aos juros, à dívida. E veja que enquanto o governo gasta uma merreca em saúde, educação e segurança, o Projeto de Lei Orçamentária de 2011, que é proposta do governo Lula (de Dilma) reserva mais de R$950 bilhões para pagar juros e amortização da dívida.

É... mexer com interesses da banca não é coisa para Dilma. E nem também para Serra.

Os “programas” (assim mesmo, entre aspas) de Dilma e Serra são verdadeiros monumentos às abobrinhas.

Triste país o nosso!

Madalena

Bobina de Serra pode enrolar Lula

Segunda, 25 de outubro de 2010
Acusado por Lula de ter participado de uma fraude no episódio da agressão de petistas a Serra, quando o candidato tucano foi atingido na cabeça quando fazia campanha no Rio de Janeiro, o médico Jacob Kligerman deu entrada hoje (25/10) à noite no STF —Supremo Tribunal Federal— com pedido de explicações contra o presidente da República. Serra foi vítima de uma "bobinada" de fita adesiva na última quinta-feira. (Com informações da Folha/Uol)