Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Setorial de Mulheres do PSOL protesta contra o cancelamento da Greve Nacional de 5 de dezembro

Sexta, 1º de dezembro de 2017
A nota foi divulgada durante Seminário Nacional de Mulheres do Psol realizado hoje (1º/11) em Luziânia, Goiás. O Seminário faz parte das atividades do 6º Congresso Nacional do Psol que será realizado neste sábado e domingo também em Luziânia.

Leia a nota:

Nós, mulheres do PSOL reunidas em Luziânia no Seminário Nacional de Mulheres do partido fomos surpreendidas no dia de hoje pela decisão de algumas centrais sindicais (CUT, UGT, e Força Sindical) de cancelar a greve nacional do dia 5 de dezembro. Acreditamos que isso representa um grande retrocesso e um fortalecimento da política do Governo Temer que tem como principal agenda política a aprovação da Reforma da Previdência. Essa reforma atingirá principalmente as mulheres trabalhadoras, pobres, negras e consequentemente travestis e transexuais haja vista que a expectativa de vida dessas pessoas é 35 anos.

Manifestamos nosso apoio a manutenção da greve geral e estaremos nas ruas com os sindicatos e movimentos sociais contra a Reforma da Previdência e pelo #ForaTemer! Fazemos um chamado a todas as mulheres que protagonizam diversas lutas contra todas as tentativas de retirar nossos direitos. Seguimos: Pela Vida das Mulheres!

Setorial de Mulheres do PSOL

Luziânia-GO, 1º de dezembro de 2017

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Nota do Psol sobre a Reforma previdenciaria de Rollemberg

Terça, 12 de setembro de 2017
Mais uma iniciativa do governador Rollemberg (PSB) que detona o patrimônio previdenciário dos servidores do GDF!!!
O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) apresentou na Câmara Legislativa em caráter de urgência o Projeto de Lei Complementar 122/2017, que prevê a unificação dos regimes de previdência e de seus fundos no âmbito do Distrito Federal, nada mais é do que uma operação tipo "tapa buraco". Tirar do fundo que tem dinheiro e depositar nos fundos deficitários para cobrir o rombo histórico, causado pela má gestão e corrupção. Tudo com o dinheiro dos próprios servidores! Isso tem nome: Estelionato com o dinheiro público!
A reforma da previdência também autoriza o aumento de 11% para 14% da contribuição previdenciária, o que significa uma diminuição real dos salários dos servidores públicos corroídos pela inflação acumulada e pelo calote do GDF aos servidores públicos.
Além de retirar recursos dos servidores para tampar buracos da má gestão, Rollemberg aponta para um futuro precário dos trabalhadores do GDF. O novo modelo previdenciário não garantirá na velhice o amparo necessário de que todos os trabalhadores necessitam quando se aposentam, pois estabelece o limite do pagamento de aposentadorias pelo teto do INSS e estabelece a criação de um fundo de Previdência Complementar que coloca nas mãos de banqueiros e do mercado financeiro a aposentadoria de milhares de servidores sem qualquer garantia do direito à aposentadoria.
Para aprovar mais este ataque, o governador tenta convencer com discurso do medo e repete a velha política ao distribuir cargos comissionados no Executivo e liberar emendas parlamentares para comprar apoio dos deputados distritais, igual a outras unidades da Federação em que o Estado lava as mãos e joga o pagamento da crise nas costas dos servidores.
O PSOL é contra a reforma da previdência de Rollemberg e se solidariza com os servidores do GDF e com suas organizações representativas, além de se colocar à disposição para integrar todas as iniciativas legais e de mobilização popular que visem derrotar o modelo previdenciário a ser implantado no GDF.
Tirem as mãos do dinheiro dos servidores!
Executiva do PSOL-DF
11 de setembro de 2017

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Nota do Psol sobre renúncia de Eduardo Cunha à Presidência da Câmara dos Deputados

Sexta, 8 de julho de 2016
1.    A renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados era uma demanda de toda a sociedade brasileira. Manter um réu da Operação Lava Jato à frente do Legislativo brasileiro era uma anomalia que escandalizava a todos e expunha ainda mais nossa já cambaleante democracia. É graças a ele que o golpe que levou Michel Temer à Presidência da República, ainda que interinamente, tem chances de prosperar.

2.    A decisão do Supremo Tribunal Federal, que acolheu pedido da Procuradoria Geral da República de afastar Eduardo Cunha de suas funções à frente da presidência da Câmara dos Deputados, foi decisiva para sua renúncia. Mas também foi decisiva a mobilização de milhares de ativistas, mulheres, jovens, militantes dos movimentos sociais organizados, que desde o ano passado impulsionaram a campanha pelo #ForaCunha. O PSOL se orgulha de ter participado ativamente desde o início deste processo de mobilização popular contra o corrupto parlamentar.

3.    A renúncia de Eduardo Cunha, embora favorável por permitir a eleição de um novo presidente para a Câmara dos Deputados, não pode representar uma manobra para a salvação de seu mandato. A ação movida pelo PSOL demonstrou, com farta base material, que Eduardo Cunha mentiu na CPI da Petrobrás ao afirmar que não possuía contas na Suíça. Por isso, a luta contra os desmandos de Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados só pode ter fim com a cassação de seu mandato.

4.    Mas não nos contentamos com isso. O PSOL exige que, comprovadas as inúmeras denúncias de corrupção que pesam contra Eduardo Cunha, ele responda criminalmente. Para nós, o lugar de políticos como Eduardo Cunha é a cadeia.

5.    Poderosas forças se movimentam para tentar salvar Eduardo Cunha. O governo ilegítimo de Michel Temer, principal aliado do ex-presidente da Câmara dos Deputados, se move para garantir que Cunha não tenha o mandato cassado nem seja preso, o que poderia revelar de forma ainda mais concreta as relações espúrias entre a cúpula do PMDB e a corrupção na Petrobrás.

6.    Além de perder seu mandato, Cunha deve pagar pelos crimes que cometeu. Por isso, a bancada do PSOL seguirá lutando contra qualquer manobra que possa resultar em absolvição no plenário da Câmara dos Deputados. Nesse sentido, o PSOL apresentará um programa de gestão democrática e transparente da Casa.

Bancada do PSOL na Câmara dos Deputados
Brasília, 8 de julho de 2015