Quarta, 19 de agosto de 2021



“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
Quarta, 19 de agosto de 2021




“Odeio, odeio, odeio esse termo povo indígena” (ex ministro da Educação Abraham Weintraub em reunião ministerial de 22/04/2020)

Quarta, 18 de agosto de 2021
As contratadas são as empresas DOMED e OATI, que deveriam ofertar além de leitos, insumos e equipamentos necessários para os cuidados intensivos dos pacientes com COVID. As empresas também eram responsáveis pela contratação de mão de obra qualificada.
Fatos dessa natureza já não nos surpreendem, afinal, as buscas e apreensões tornaram-se rotineiras neste governo, que já teve muitos dos seus dirigentes com prisões decretadas. Mais que abuso de poder, trata-se de uma afronta aos cofres públicos, pois representa a falta de compromisso do governador, que criticou durante a campanha de 2018, o modelo do Instituto Hospital de Base (IHB), com argumentos de falta de transparência, compras malfeitas, gastos elevados, altos salários do corpo dirigente, contratações temporárias, regime precário e comissionamentos irregulares. O que mudou?
O que assistimos é um ato insano do governo em privatizar o Sistema Único de Saúde no DF em plena luz do dia e com requintes de perversidade para com a população que o elegeu. E mais grave, sob os olhos vendados da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Qual seria a saída para tamanha crise que coloca em risco a saúde e a vida de milhares de pessoas? Não é apenas reagir aos fatos sempre de caráter urgente, no apagar das luzes, mas sim mostrar à população que esse governo não tem compromisso com o SUS, não sabe sequer seu valor, logo, não governa, desmantela a Secretaria de Saúde, e, junto com ela, o fim agonizante do SUS. O governador precisa se explicar à população!
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*Enfermeira Sanitarista. Professora associada da Universidade de Brasília.

Quarta, 18 de agosto de 2021
Segundo o PT e o PSOL, a importação desses produtos é potencialmente lesiva aos trabalhadores das lavouras e à população em geral.
Do STF
O Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) ajuizaram, no Supremo Tribunal Federal (STF), a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6955, em que questionam lei estadual do Rio Grande do Sul que permite a importação e a comercialização de agrotóxicos e biocidas não aprovados pelos órgãos sanitários de seus países de origem. O relator da ação é o ministro Dias Toffoli.
Quarta, 18 de agosto de 2021
Francisco Feitosa foi preso em novembro de 2017, na Operação Mamon, por fraude em licitação quando chefiava o Departamento de Logística e Finanças da PM
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) obteve a condenação de Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues pelos crimes de concussão, quando é exigida vantagem indevida em razão do cargo ocupado (por 11 vezes), e associação criminosa. A pena foi fixada em 73 anos, 11 meses e 28 dias de reclusão. O julgamento foi realizado pela Auditoria Militar do Distrito Federal, com início no dia 16 de agosto e foi finalizado somente no final da tarde desta terça-feira, dia 17.
Quarta, 18 de agosto de 2021
Investigação apura crimes em contratação de leitos de UTI pelo Iges-DF
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em conjunto com a 3ª e a 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prossus), deflagrou na manhã desta quarta-feira, 18 de agosto, a Operação Ethon. São apurados crimes em contratação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) pelo Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). Foram cumpridos 61 mandados de busca e apreensão.
A investigação, que foi conduzida diretamente pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), revelou um esquema instalado no Iges-DF que resultou no desvio de milhões de reais em dois contratos destinados ao fornecimento emergencial de leitos de UTI’s, entre o período de março a outubro de 2020.
As empresas contratadas foram a DOMED, responsável por 50 leitos no Hospital Regional de Santa Maria e a Organização Aparecidense de Terapia Intensiva – OATI, que forneceu 20 leitos no Hospital de Base e outros 10 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Sebastião.
Para além do superfaturamento de preços ofertados pelas empresas que participaram da seleção e do direcionamento das contratações em favor das empresas DOMED e OATI, as investigações também apontaram que as empresas não forneceram insumos, medicamentos e mão de obra em quantidade e qualidade exigidos. As ilegalidades praticadas tiveram como consequência a ocorrência de altíssimas taxas de mortalidade nos leitos de UTIs de alguns hospitais administrados pelas empresas.
Os mandados de busca e apreensão expedidos foram cumpridos no Distrito Federal e em cidades do Amazonas, Bahia, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.
No DF, o MPDFT contou com o apoio da Polícia Civil do Distrito Federal – PCDF. Nos demais estados, prestaram apoio no cumprimento das buscas os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Amazonas, da Bahia, de Goiás, do Rio de Janeiro e de Tocantins. Além deles, também atuou na Operação o Departamento de Operações Policiais Estratégicas – DOPE/PCSP.
O nome da operação faz alusão a ETHON que, segundo a mitologia grega, era o abutre enviado por Zeus diariamente ao monte Cáucaso para devorar o fígado de Prometeu. O fígado de Prometeu se reconstituía completamente para, no dia seguinte, voltar a ser devorado por Ethon.
Fonte: MPDF
Quarta, 18 de agosto de 2021
Terça, 17 de agosto de 2021
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

Criado em 2002, só agora o Parque Ecológico Bernardo Sayão deverá ser cercado para evitar as agressões ambientais e preservar a natureza. Foto de Dênio Simões – Agência Brasília
Terça, 17 de agosto de 2021
por Siro Darlan | ago 17, 2021

DESTAQUES, DIREITOS HUMANOSIgualdade e respeito. Vidas negras importam MAZOLA, 1 dia
Por Siro Darlan
Nestes tempos, um mundo em mudança está sobre nós — um que exige um exame minuto da igualdade, liberdade e humanidade.
No centro desse exame crítico estão questões de raça, colonialismo e os legados da escravidão. À medida que as comunidades exigem o fim da desigualdade racial, a urgência de lidar com as dores e realidades do passado vem na frente e no centro.
Embora a história da escravidão tenha sido fortemente centrada nos Estados Unidos, na realidade, essas empresas globais floresceram em todo o mundo, criando seres humanos e mercadores de homens, mulheres e crianças, na América do Norte, América do Sul, Caribe, Ilhas do Pacífico, Australasia e outras terras. Só navios portugueses levaram milhões de africanos à escravidão durante um período de quatro séculos a partir de meados do século XV.
Mesmo após a abolição formal da escravidão, a colonização tornou-se uma forma renomeada de subjugação e subordinação humana, vista vividamente através das lentes dos alcances imperiais da Europa na Ásia e África, um precursor das formas modernas de escravidão e das formas predatórias em que as sociedades modernas exploram o ambiente não humano. A violência e exploração que resultaram continua sendo um ponto de trauma social, legal, cultural e até mesmo ecológico.
Esses temas marcantes da humanidade que levaram o homem a ser o lobo do homem, e, embora o Criador os tenha criado à sua imagem e semelhança, ao descobrir o egoísmo da propriedade privada, o homem entendeu que podia exercer o império da força e tratar com superioridade a diversidade humana. O ricos escravizaram os pobres, os brancos os pretos, os héteros às diferentes maneiras de viver a sexualidade, os colonizadores os colonizados, e assim o fosso que nos separa foi crescendo até ficar de um lado do Mar Vermelho os poucos detentores do muito e do outro lado a multidão a quem nada restou senão as migalhas. E esse é o maior drama desse planeta em extinção.
Precisamos retomar o rumo dessa história para nos debruçar nos princípios filosóficos da igualdade e fraternidade e colocar essas questões urgentes na vanguarda do nosso engajamento, baseando-se em direito, história, arte, sociologia, psicologia, política e cultura para dar muita atenção ao passado, ao mesmo tempo em que desenhamos lições e esperança para o futuro.
Como princípio, é necessário começar pelo respeito às crianças e adolescentes aos quais estamos legando um ambiente sócio-político devastador e que para que respirem os oxigênio de uma democracia é preciso ensinar a respeitar o Planeta e as regras de convivência pacífica e duradoura. É necessário replantar o planeta e respeitar suas regras naturais. Buscar nos nativos essa inspiração para dialogar com a Mãe Natureza e aprender as lições de um paraíso sem proibições, mas um desenvolvimento sustentável e de qualidade.
No Brasil, após 358 anos da abolição da escravatura, vidas negras ainda são “a carne mais barata do mercado” e não importam tanto quanto as vidas de brancos. Anualmente vidas negras são sequestradas, aprisionadas, sequestradas e seviciadas como objetos descartáveis e de pouca ou nenhuma importância. A opção que a sociedade brasileira oferece aos seus irmão originários da África é sempre as masmorras do sistema penitenciário ou o cemitério.
Crianças e adolescentes negros entre 14 e 25 anos são os mais matáveis por uma polícia essencialmente e estruturalmente racista.

George Floyd, afro-americano, 46 anos, antecedentes criminais, foi sufocado por policiais há pouco tempo: “Não consigo respirar”. Ele fez o mundo ouvir o grito de vidas negras importam. Mas, logo em seguida, na favela do Jacarezinho, 28 pessoas foram mortas em uma operação deflagrada pela polícia civil do Rio de Janeiro, sob a alcunha de Exceptis (do latim exceptus.a.um.: exceto), que nos mostrou que existem exceções.
A emoção tomou conta dos humanos, mas só dos humanos e não eram meus familiares. Não eram meus amigos. Eram irmãos de minha cor, como versa a composição de Bôscoli e Simonal. Eu sou magistrado do Estado do Rio de Janeiro há 40 anos. Nordestino e de pele escura, sei bem o que é essa política de estado de extermínio dos indesejados. Estou ambientado com o mundo do crime julgando meus semelhantes e tenho empatia com todos os que são apresentados para julgamento porque sei que antes do meu julgamento eles já foram filtrados pela polícia e pelo ministério público, duas instituição marcadamente voltadas para a perseguição dos negros e pobres como demonstram as estatísticas. Barbárie. Genocídio. Não era o Covid-19. Era o racismo estrutural operando pela sua veia mais eficaz: a necropolítica.
Uma sociedade acometida por hipermetropia precisa dar distância para enxergar melhor. O grande problema é que distância em termos de fatos, é sinônimo de decurso de tempo. E, em matéria de Direito, quase sempre o tempo cristaliza injustiças, extirpando direitos, sacramentando violações. A exposição dos rostos das pessoas mortas dentro do Jacarezinho é sinônimo de desumanização não só das vítimas quanto de seus familiares. Não há motivos humanos para revitimização. Antecedentes criminais não concedem licença para matar.
A Chacina da Jacarezinho deixa para trás um rio de sangue, mas deixa também duras provas do papel perverso das instituições na produção da violência. A operação que deu início a chacina ocorreu durante a vigência da decisão do Supremo Tribunal Federal que suspendeu as incursões policiais em comunidades, determinando que as operações deveriam permanecer restritas aos casos excepcionais justificados, informados e acompanhados pelo Ministério Público.
No caso do Jacarezinho o Ministério Público alega que a cautela se deve ao necessário respeito à presunção de inocência. Muito diferente de como funciona no dia a dia do sistema de justiça criminal quando a retórica dos promotores criminais costuma expor suas convicções sobre a culpa dos acusados antes mesmo do curso do inquérito ou da oitiva das testemunhas.
O problema é que vidas negras não importam. O problema é que o RACISMO, a palavra que nem o MP, nem os especialistas mencionam, é baseado em DESUMANIZAÇÃO. É simples, assim. O racismo da polícia é aliado do racismo do judiciário que aliado do racismo de especialistas que insistem em achar que o problema está em outro lugar.
Quem puxou os gatilhos?


SIRO DARLAN – Editor e Diretor do Jornal Tribuna da imprensa Livre; Juiz de Segundo Grau do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ); Mestre em Saúde Pública, Justiça e Direitos Humanos; Pós-graduado em Direito da Comunicação Social na Universidade de Coimbra (FDUC), Portugal; Coordenador Rio da Associação Juízes para a Democracia; Conselheiro Efetivo da Associação Brasileira de Imprensa; Conselheiro Benemérito do Clube de Regatas do Flamengo. Em função das boas práticas profissionais recebeu em 2019 o Prêmio em Defesa da Liberdade de Imprensa, Movimento Sindical e Terceiro Setor, parceria do Jornal Tribuna da Imprensa Livre com a OAB-RJ.
🇭🇹✊🏿OS JACOBINOS NEGROS (LIVRO)📖
Sábado (14/08) foi aniversário de 230 anos (1791) do marco inicial da Revolução Haitiana, que viria a ser finalizada em 1804, coincidentemente foi quando terminei de ler Os Jacobinos Negros de C. L. R. James em meio a uma viagem de fim de semana para o Parque Estadual da Terra Ronca no Goiás.
Eu sabia alguma coisa sobre a Revolução Haitiana, e sempre tive a curiosidade de me aprofundar mais no assunto, até mesmo para entender melhor a situação atual da República do Haiti, que vez ou outra aparece no noticiário
Também pelo fato do nosso país ter capitaneado uma "missão de paz" da ONU por meio das Forças Armadas, que chegou a ter o fascista do General Heleno como comandante, numa atuação controversa e cheia de denúncias de violações contra a população Haitiana com protagonismo de militares brasileiros.
Parte da esquerda exalta essa atuação brasileira, como algo digno de se orgulhar, e até se ofendem quando a palavra "invasão" é mencionada nesse contexto. Eu pessoalmente lamento e repudio que o nosso país tenha tomado parte nessa história imperialista, que já contou com o protagonismo de nações como França, Inglaterra, Estados Unidos e Espanha.
Agora voltando ao livro.
Para quem não sabe, o Haiti foi a primeira nação independente da América Latina, conquistando a sua independência por meio de um processo que durou 13 anos (1791-1804), no contexto da Revolução Francesa, que teve a abolição da escravidão como um objeto de disputa feroz, em que pese a histórica Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, reconhecesse que todos os homens nascem livres e iguais, parte da burguesia escravocrata da França lutou para que esse princípio não se aplicasse aos negros.
Diante de séculos de crueldade, e com forte influência dos debates da França Revolucionária, os negros do Haiti se rebelaram contra os seus senhores para fazer valer a sua condição de seres humanos livres.
Sob a liderança de Toussant L'Ouverture o Haiti se converte no primeiro território a abolir a escravidão nas Américas, sem qualquer pretensão inicial de romper com a metrópole francesa, apenas para garantir o fim da escravidão.
Chegaram a expulsar os ingleses, que tentaram se aproveitar do momento de crise e a ocupar o lado espanhol, levando a abolição da escravidão para toda a Ilha Hispaniola, que hoje compreende o Haiti e a República Dominicana.
Com a ascensão de Napoleão Bonaparte, simpático aos pleitos da burguesia escravocrata, houve uma tentativa de restaurar a escravidão nas colônias, e uma expedição de 60 mil soldados foi enviada ao Haiti, tendo sido derrotada pelos ex-escravos, que preferiam morrer lutando a abrir mão de sua liberdade conquistada com tanto sacrifício.
Toussant era um homem genial, mas tinha um perfil conciliador, e embora fosse totalmente seguro em relação à abolição da escravidão, não o era quando o assunto chegava na independência do Haiti. Acabou se rendendo e baixando as armas em nome de uma paz que nunca existiu, e foi traído pelos franceses, que o enviaram para morrer num calabouço do outro lado do mar.
Diante disso, coube a outro negro assumir a liderança, Jean Jacques Dessalines, que deu o golpe final nas tropas metropolitanas, tornando o Haiti uma nação independente.
Pouco tempo depois, Dessalines ordenou que todos os brancos da ilha fossem exterminados, para acabar de uma vez com toda e qualquer possibilidade de retorno à escravidão.
As elites escravocratas americanas e europeias, ficaram chocadas e o temor de que o mesmo pudesse acontecer em outros lugares nasceu. Todo mundo tinha medo de virar o próximo Haiti.
É importante mencionar, que os haitianos receberam Simón Bolívar enquanto este estava exilado, o ajudando com dinheiro e armas, no que seria uma expedição decisiva para a independência do que conhecemos hoje como Venezuela, Colômbia, Panamá, Equador, Peru e Bolívia, com uma única condição, que a escravidão fosse abolida dos territórios libertos.
O Haiti sofreu um embargo econômico de 60 anos, tendo a sua economia arruinada e ainda teve que assumir uma dívida gigantesca com a França para ter a sua independência reconhecida, por meio de um empréstimo junto a bancos franceses, assumido posteriormente pelos Estados Unidos, com altas taxas de juros abusivos, só terminando de saldar o débito na década de 1940, tendo essa mesma dívida sido usada para justificar a invasão dos Estados Unidos entre 1915 e 1934.
Fora isso tudo, ainda se soma desastres naturais, como terremotos e furacões, que não cansam de devastar um país já devastado.
É uma leitura indispensável para compreender o Haiti de hoje, uma nação com uma história formidável e inspiradora, que teve o seu destino e futuro sabotados pelo imperialismo capitalista, o Haiti é um país fodido hoje, porque ferraram com o Haiti ao longo da história, e o Brasil infelizmente participou disso.
*Juan Ricthelly nasceu, foi criado e mora na Vila Roriz, é advogado, ambientalista e sempre lutou pelo Gama e por sua 'Vila'.
O Blog Gama Livre sugere a leitura de mais três curtos textos sobre o Haiti:
Terça, 17 de agosto de 2021
Os efeitos da eventual denúncia do tratado de direitos a povos tradicionais foram debatidos durante seminário virtual realizado nessa segunda-feira (16)
Do MPF
A Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) não pode ser denunciada validamente. Esse foi o tom do debate durante o webinário “Convenção 169/OIT: vigor ou denúncia? Os impactos da eventual saída do Brasil do tratado internacional que garante direitos a povos e comunidades tradicionais”, realizado nessa segunda-feira (16). Promovido pela Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do Ministério Público Federal (6CCR/MPF), o evento virtual reuniu juristas e membros do MPF para debater o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 177/2021. A proposta autoriza o presidente da República a denunciar a Convenção e, com isso, deixar de cumprir uma série de obrigações assumidas perante a comunidade internacional para assegurar a participação e proteção das populações tradicionais.
Sob o argumento de que “a legislação brasileira não necessita de nenhuma complementação” e que a Convenção 169 não supera a Constituição Federal, o que a torna “supérflua”, o texto do projeto de decreto legislativo é, na visão dos expositores que participaram do evento da 6CCR, mais uma tentativa de dirimir a conquista de direitos dos povos tradicionais. Para a subprocuradora-geral da República e coordenadora da 6CCR, Eliana Torelly, é fundamental a participação do Ministério Público e de toda a sociedade para frear movimentos com esse intuito. “Para nós, quanto mais pessoas estiverem envolvidas nesse debate, mais enriquecedora e efetiva se torna a nossa atuação”, ponderou ao abrir o evento.
Terça, 17 de agosto de 2021
Raphael Montenegro e outros servidores são investigados por negociar transferências de presos com facção
O Ministério Publico Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, nesta terça-feira (17/08), operação para desarticular esquema criminoso estabelecido na cúpula administrativa da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro (SEAP/RJ). Batizada de Simonia, a operação apura a existência de negociações espúrias entre o primeiro escalão da SEAP/RJ e lideranças da facção criminosa fluminense Comando Vermelho. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região deferiu os pedidos de prisão do Secretário da pasta, Raphael Montenegro, e outros dois servidores da Secretaria, além de busca e apreensão em seus endereços e a quebra de sigilo telefônico e telemático deles. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPF/RJ (Gaeco) também colaborou nas investigações.
De acordo com a apuração, Montenegro realizou diligências para viabilizar o retorno, ao Rio de Janeiro, de integrantes da facção que estavam presos na penitenciária federal de Catanduvas (PR), a fim de beneficiar a atuação da organização no Estado. Além disso, foi identificado que servidores da pasta facilitavam a entrada de pessoas e itens proibidos em unidades prisionais estaduais, tendo, inclusive, realizado a soltura irregular de criminoso de altíssima periculosidade, contra quem havia sabidamente mandados de prisão pendentes de cumprimento.
Quinta, 4 de agosto de 2022 Fonte: AEPET* Publicado em 04/08/2022 Escrito por Maria Lucia Fattorelli O problema do Brasil não é falta de re...