Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sábado, 3 de dezembro de 2016

Mobilização pela liberdade de Rafael Braga ganha seis países além do Brasil

Sábado, 3 de dezembro de 2016
Da Ponte

O ex-catador de latas foi lembrado em pelo menos mais seis países durante o mês de novembro. Ato-sarau no Centro do Rio nesta sexta-feira (2/12) marcou a internacionalização da Campanha Pela Liberdade de Rafael Braga





2016.12.03-Luiza-RafaelBraga-Campanha-1
Cartaz na porta da Câmara Municipal
do Rio de Janeiro, em frente à qual
ocorreu ato-sarau da Campanha Pela
Liberdade de Rafael Braga.
Foto: Wallace Sousa
Um ato-sarau no Centro do Rio de Janeiro na noite desta sexta-feira (2) marcou a reta final de um mês inteiro de atividades relacionadas ao Caso Rafael Braga em diversos estados brasileiros e nos Estados Unidos, França, Portugal, Alemanha, Itália e Reino Unido. Criada após a injusta prisão do ex-catador de latas negro Rafael Braga, cujo rosto estampa muros pela cidade do Rio, a Campanha pela Liberdade de Rafael Braga já contava com a adesão de movimentos sociais, ativistas, intelectuais e artistas brasileiros, como os rappers Emicida e Criolo, e agora é internacional.

Organizações de direitos humanos entregam documento à OEA contra a PEC do Teto

Sábado, 3 de novembro de 2016
Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
Um grupo de 16 organizações de direitos humanos apresentará à Organização dos Estados Americanos (OEA) um documento com denúncias de ações do governo brasileiro que, segundo as entidades, ferem princípios do setor.

O documento será apresentado na terça-feira (6), em audiência temática da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA, na Cidade do Panamá. Entre outras entidades, assinam o documento a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a Ação Educativa, o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, a Artigo 19, o Instituto Alana, a Andi Comunicação e Direitos e o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde.

Mortes no Congresso

Sábado, 3 de novembro de 2016
Ontem, sexta (2/12), apesar de não haver tanta divulgação pela imprensa, houve várias mortes 😱😱 no Congresso. 

Calma!

Não é o que você pode estar pensando. É que foi realizada uma limpeza do espelho d'água do Congresso que resultou na morte de um montão de animais que habitavam o local. Muito peixe morto.

Imaginou? Deve ter gente imaginando por aí qual seria o resultado de uma limpeza no interior do Senado e da Câmara dos Deputados.

Será que os tubarões que sempre nadaram de braçada lá dentro e que agora estão em águas turvas, e turbulentas, especialmente nestes dias de tensão de Lava Jato, resistiriam a uma limpeza bem feita? Tem gente que jura que o índice de mortandade seria enorme. Falamos de sobrevivência e mortandade políticas. Fique claro.

Lava Jato recebe prêmio, e Dallagnol critica aprovação de pacote na Câmara

Sábado, 3 de novembro de 2016
Leia a matéria aqui

Comprovada a autoria, o Gama Livre publica o relato da professora sobre o que ela viu na manifestação da Esplanada dos Ministérios em 29 de novembro

Sábado, 3 de dezembro de 2016
Leiam este relato! É de uma professora que estava próxima ao início do conflito do dia 29/11. Narra com riqueza de detalhes as ações realizadas e, factualmente, desmancha a hipótese de "meia dúzia de infiltrados".

Muito relevante e emocionante.

A seguir o relato de Mauriene Freitas, professora da Universidade Estadual da Paraíba:

Saímos de Campina Grande-PB no domingo, dia 27. Éramos três professores: um do IF e dois da UEPB, e os demais 42 eram estudantes secundaristas e universitários. No dia da nossa chegada, nos concentramos na UNB.

No dia seguinte, fomos ao local das atividades. Após concentração e distribuição do almoço no MEC, assistimos a fala da Maria Lúcia Fatorreli [coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida]. Em seguida, caminhamos para a concentração no Museu e de lá caminhamos em direção ao Senado. Nunca tinha visto tanta gente na rua lutando pela mesma causa. Não sou a melhor pessoa para números, mas acredito que tínhamos 50.000 pessoas na rua. A energia era forte, uma mistura de determinação e esperança. Nosso grupo rapidamente chegou ao gramado que antecede o espelho d'gua. Sem aparente identificação, os policiais já estavam posicionados para nos receber. Até então não tinha havido nenhum tipo de embate, apenas algumas pessoas dentro da água. Do lado oposto em que estávamos, uma mulher dizia algo para os policiais. Nesse momento tive a idéia de abrir a bolsa e pegar o celular. Nessa fração de segundo ouvi uma vaia generalizada e levantei os olhos: a mulher estava inerte na água. Todos se revoltaram com o fato do policial jogar spray de pimenta algumas vezes e ela não recuar. No entanto, a maior revolta foi a agressão física que a fez desmaiar na água: enquanto jogava o spray, ele a chutou no rosto. Lembrem-se que ela estava no nível mais baixo (na água) e ele no terraço do Senado. Sim, a polícia provocou e começou as agressões. Aí tudo virou um caos. Um grupo virou um carro branco, acendeu o fogo e em seguida o empurrou em direção aos policiais, numa espécie de barricada para tentar resgatar a moça. Outras pessoas foram de mãos para cima para tentar negociar a retirada da garota, mas também levaram spray de pimenta. Nesse momento, as bombas de gás lacrimogêneo começaram a cair por todos os lados. Uma caiu na nossa frente, saímos de lá com aquela sensação de queimor insuportável, mas, ao mesmo tempo, já estávamos com pequenas quantidades de vinagre (já que este e o leite de magnésio são eficazes para barrar os sintomas que o gás causa). Todas essas recomendações recebemos e propagamos na viagem, bem como as estratégias de rota de fuga (com uma montagem de um mapa do plano piloto) em caso de embate com a polícia, dispersamento ou desencontro.

A medida em que recuávamos, a polícia avançava. Ela não poupava ninguém. Quando o protesto começava a tomar corpo, já se aproximava do fim do expediente dos trabalhadores. Ninguém foi poupado. Vi idosos, mulheres com crianças, e nós, os militantes, apanharem muito. O desespero era fugir do gás e, simultaneamente, retirar quem estivesse atingido ao lado: foi a maior lição de solidariedade que vivi. 

Nossa janela de fuga (sim, porque 95% das pessoas que lá estavam não foram preparadas para uma guerrilha urbana) foi proporcionada pelos Blacks BLOCKs. Eles retardaram o avanço da polícia e criaram, junto com alguns militantes mais experientes, barricadas para conter o avanço policial. Eles também apanharam muito. Carros foram queimados para distrair atenção dos agressores, painéis e alguns prédios de ministérios foram quebrados na tentativa de diminuir as agressões e salvar as pessoas feridas.

Nesse momento percebemos os helicópteros (eu contei 4 diferentes). No início eu achei que era apenas para acompanhamento da movimentação da massa. Já no início da noite, algumas aeronaves começaram a fazer voos mais baixos e, logo em seguida, estourava uma nova bomba. Eu não vi cair nenhuma bomba dos helicópteros, mesmo porque o inferno estava no solo, mas a polícia estava muito longe para que as bombas chegassem a nós. O pior aconteceu quando a cavalaria entrou em ação. O pânico tomou de conta. As pessoas corriam enlouquecidas com medo de serem pisoteadas pelos cavalos. E o confronto seguiu nesse terror. Estávamos assustados demais para reagir e, em nosso grupo, a prioridade era proteger os alunos já que a maioria deles nunca tinham presenciado embates tão duros. Hoje percebo que o país inteiro não tinha vivido tão recentemente tamanha truculência. 

Conseguimos enviar boa parte do grupo para o ônibus, mas ainda tínhamos que pegar os outros no nosso ponto de fuga. Criou-se assim uma espécie de equipe de resgate. Nesse momento trocamos de blusas, tiramos botons/adesivos e jogamos as bandeiras fora. O mais importante era restabelecer em segurança o grupo. E as bombas continuavam a cair. Um dos aspectos que a bomba causa é o impacto psicológico: elas tem um som ensurdecedor e treme o chão quando toca o solo. Ainda assim, depois de juntarmos quase todos e o clima aparentemente ter  acalmado, ainha tínhamos os desaparecidos. Só tínhamos duas alternativas: hospital ou cadeia. A ajuda dos companheiros que não estavam no protesto foi fundamental. Eles nos ajudaram a localizar várias pessoas, entre elas, nossa companheira desaparecida que estava no hospital da UNB. Ela foi socorrida por uma enfermeira que tinha na mão o magnésio e a achou desacordada debaixo de uma árvore. Não sabemos seu nome, apenas que salvou nossa aluna. Para esta pessoa os meus mais sinceros agradecimentos. Não são todos que se dispõe a salvar a vida do outro, colocando a sua própria vida em jogo. Não podemos esquecer da equipe médica que a atendeu. Não tenham dúvidas de que foi um belíssimo trabalho, já que nossa aluna possuía uma fragilidade pulmonar que complicou os sintomas do gás em seu corpo. Obrigada equipe médica da UNB.

Ao acordar, nossa aluna conseguiu passar as informações para o pessoal do hospital, que entraram em contato com familiares e professores de sua unidade de ensino que, por sua vez, entraram em contato conosco. Ela nos relatou que o hospital estava cheio e que, em sua maioria, mulheres eram as principais vítimas, sobretudo as que estavam com os seios desnudos. Impossível não fazer um leitura sociológica desse fenômeno.  Ela também nos relatou um caso de uma criança de (aparente) 10 anos. Ela e sua mãe estavam muito machucadas: a mãe com marcas roxas pelo corpo causado pelo cacetete, a criança com 15 pontos na boca em direção às maçãs do rosto. A mãe foi buscá-la na escola vestindo uma camisa do "Fora Temer" e, por azar, estava no olhou do furação. A mãe foi agredida pelo policial que, não satisfeito com o espancamento, partiu para agredir a criança.

Pude perceber que existia prazer em alguns policiais em agredir as pessoas, outros, nos indicavam com um olhar uma rota de fuga. Pessoas e pessoas. 

Não posso deixar de mencionar o papel de alguns cidadãos de Brasília. Mesmo não estando no protesto, eles nos indicavam os possíveis caminhos para fugir daquela insanidade. Muito obrigada. 

Já passava das 21h e ainda tínhamos alunos desaparecidos. Ficamos sabendo que a polícia tinha fechado a rodoviária e estava prendendo militantes dentro dos ônibus estacionados nas imediações da rodoviária. Ao mesmo tempo, dois dos nosso alunos estavam em outra localidade com uma delegação diferente. Decidimos pegar um táxi e entrar na rodoviária para procurarmos o último desaparecido. Para nossa sorte, recebemos mensagem de que ele tinha encontrado nosso transporte e estava a salvo. Assim retornamos ao ônibus e saímos de Brasília naquele mesmo momento. 

Sentimos falta da presença da CUT e MST.  Acredito que se eles estivessem lá o resultado poderia ser diferente. No entanto, as entidades que estavam, nos deram maior apoio possível, inclusive, de ordem tática. Não foi a toa que a polícia deu voz de prisão aos manifestantes que estavam no alto do trio elétrico chamando a militância a resistir ao avanços dos policiais. 

Acredito que o protesto de ontem [29/11] e seus desdobramentos deram início a outro momento na história do país. E o protagonismo será da juventude. Cabe a nós, os professores, o papel de elaborar proteger, orientar, salvar, zelar e agir por nosso jovens. 

Me desculpem eventuais erros e equívocos, mas ainda estamos na estrada rumo ao nosso destino. Ao menor sinal de Internet, recebemos muitos pedidos de informações e, por este motivo, fiz esse relato.

Nesse momento, 20:56 do dia 30/11/16, em algum lugar desta enorme Bahia, decidi escrever esse texto como forma de informação, mas também de expurgo para a compreensão geral dos chocantes acontecimentos de ontem.

É impressionante o crescimento individual deste grupo de alunos. Eles estão mais coesos e solidários. No início da viagem houve pequenos ruídos por causa dos posicionamentos de um grupo de alunos com outro grupo que tinha orientação  lgbt. Neste exato momento estou sentada entre dois grandes grupos que estão debatendo questões específicas. Os rapazes mais conservadores estão discutindo gênero com parte do grupo lgbt e o outro discutindo formas de exploração do trabalho. Se tornaram homens e mulheres, literalmente, do dia pra noite. Eu apenas os observo, afinal quem mais está aprendendo aqui sou eu. E meu coração está inundando de amor e felicidade.

A PEC passou e irá passar. Mas o sentimento de que fiz (fizemos) tudo que estava ao meu (nosso) alcance me conforta, mas não me resigna. Saio mais convicta da necessidade da luta.

Mauriene Freitas, professora da UEPB

Transparência Internacional: Operação Lava Jato ganha prêmio mundial de combate à corrupção

Sábado, 3 de dezembro de 2016
Da Tribuna da Bahia/Estadão Conteúdo

Para a entrega do prêmio, os procuradores brasileiros foram até o Panamá, com seus próprios recursos

A Força Tarefa da Operação Lava Jato e seus procuradores são escolhidos como a maior iniciativa contra a corrupção no mundo e recebem o prêmio do ano da entidade Transparência Internacional.

O anúncio está sendo feito neste sábado (3/12) em um evento no Panamá, onde a organização destaca os "esforços persistentes da Lava Jato para acabar a corrupção endêmica no Brasil".

Crise na República. Os efeitos da ditadura do Congresso: AI-5 do Congresso tornará Justiça e Ministério Público reféns dos bandidos

Sábado, 3 de dezembro de 2016
Pacote anticorrupção desfigurado pela Câmara atinge em cheio a autonomia do MP: processos de violência doméstica, por exemplo, ficarão impossibilitados por causa do risco de processo criminal contra o promotor, caso o marido seja inocentado
Por Natália Lambert/Correio Braziliense/Blog do Sombra /Foto: CUT


Uma mulher, agredida pelo marido, decide denunciá-lo, mas a delegacia da mulher está fechada ou em greve. Ela, então, vai ao Ministério Público pedir ajuda. É recebida pelo promotor, que a escuta e instaura um processo investigativo. Os projetos de lei que estão em debate no Senado, com a intenção de reformular os crimes de abuso de autoridade, colocam em risco essa rotina. Caso os textos sejam aprovados como estão, esse promotor, provavelmente, teria de mandar a mulher para casa sem atendê-la porque correria o risco de responder criminalmente se o marido fosse inocentado.

Estátua de Iemanjá que protege pescadores e banhistas há 50 anos é vandalizada na Paraíba

Sábado, 3 de dezembro de 2016
Os Tincoãs - Canto pra Iemanjá
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Da Ponte

Doado pela Federação Espírita da Paraíba em 1966, o monumento é um patrimônio público de João Pessoa

Sob a escuridão da noite e longe dos olhos testemunhas, a estátua de Iemanjá na praia do Cabo Branco, sofreu um violento ataque de intolerância religiosa, a cabeça foi arrancada e seus dedos estilhaçados a golpes furiosos. O crime aconteceu em março de 2016, em João Pessoa, capital da Paraíba, ano em que imagem completou 50 anos.
Nove meses depois, nem a polícia e nem a prefeitura identificaram os autores do ataque. O segundo deste tipo, pois, em abril de 2013, a estátua foi parcialmente destruída por intolerantes. A imagem segue sem cabeça e dedos, porém, inspirando a fé, a compaixão e a resistência das pessoas.

Estátua de Iemanjá, Praia do Cabo Branco, outubro/2016


Diariamente, muito antes do nascer do sol, pescadores voltam os olhares para Iemanjá e pedem sucesso na empreitada no mar e proteção para que turistas e banhistas não se afoguem nas praias da capital paraibana, que atualmente conta com 801 mil habitantes.

“Pedido de desculpas” da Odebrecht está envolto numa desfaçatez inaceitável

Sábado, 3 de dezembro de 2016
Da Tribuna da Internet
Jorge Béja
A nota de duas páginas “Desculpe, a Odebrecht errou”, que a empresa estampa hoje nos jornais, é uma lástima. A nota é dirigida a quem? A pergunta faz sentido, porque a nota não tem destinatário. E acima deste título está escrito “Expressão de Opinião”, o que estraga e desmerece ainda mais a nota. É mera “Expressão de Opinião”, e não um Ato de Contrição. E a primeira frase desta nota sem destinatário contém uma mentira que não tem mais tamanho. Uma mentira tão gigantesca quanto o tamanho da empresa e o estrago que ela cometeu por causa da corrupção.

Começa assim: “A Odebrecht reconhece que participou de práticas impróprias em sua atividade empresarial”. E desde quando crimes reiterados contra o erário nacional, contra o dinheiro do povo brasileiro, contra a Nação Brasileira podem ser etiquetados como “práticas impróprias”? Ou seja, a empresa demonstra querer abrandar o que não pode ser abrandado. Tornar leve, suave e suportável o que é monstruosamente pesado e insuportável.
PRESSÕES EXTERNAS? – E prossegue: “Não importa se cedemos a pressões externas, tampouco se há vícios que precisam ser combatidos ou corrigidos no relacionamento entre empresas privadas e o setor público”.
Importa, sim. E como importa! Ou vocês da Odebrecht acham que o povo não sabe o que é cidadania, que o povo brasileiro detesta a desonestidade, sabe o que é decência e não aceita a corrupção? E mais: “Vícios”? Quer dizer então que os crimes que a empresa e seus dirigentes cometeram contra o povo foram meros “vícios”? Vício é prática repetida de mau hábito. É conduta imprópria.
É de se reconhecer que os senhores usaram um substantivo suave para se referir aos hediondos crimes de lesa-pátria que cometeram, sejam como corruptores e/ou corrompidos ou as duas coisas juntas.
AGRESSÃO A VALORES – “Foi um grande erro, uma violação dos nossos princípios, uma agressão a valores consagrados de honestidade e ética. Não admitiremos que isso se repita”.
Que saiba esta empresa, que apesar de sua inegável tradição e dos relevantes serviços prestados, os crimes cometidos jamais poderiam ter ocorrido, no passado, no presente e no futuro. Logo, prometer que daqui para frente os crimes não mais se repetirão não é uma virtude, mas comezinho dever no relacionamento da empresa com o setor público, relacionamento que a empresa desprezou e deu no que deu.
E essa frase “Por isso, a Odebrecht pede desculpas, inclusive por não ter tomado antes esta iniciativa” não externa arrependimento. Muito menos arrependimento eficaz. O pedido era para ser de perdão. Pedir desculpas é muito pouco. Desculpas se pede quando alguém, sem querer esbarra na outra pessoa, na rua, no ônibus, quando dá um encontrão no outro… Para se redimir da reiterada prática de atos criminosos contra o povo, o mínimo que se espera é pedir perdão. Pedir perdão por toda a vida. E pedido de perdão tendo o povo brasileiro como destinatário.
VÁRIAS LIÇÕES – E acrescenta a nota: “A Odebreccht aprendeu várias lições com os seus erros. E está evoluindo. Estamos comprometidos, por convicção, a virar essa página”.
Se vê que do início ao fim a empresa rotula os crimes que cometeu como meros “erros”. E garante que está evoluindo, que está comprometida, por convicção a “virar essa página”. Não, senhores, não foram “erros”, mas crimes hediondos. E nem era preciso dizer que está evoluindo… que está comprometida, por convicção, a virar essa página. São garantias que não precisam ser prometidas.
E aqueles 10 compromissos que os senhores assumem no verso da página da nota nem precisavam estar escritas. “Não tolerar a corrupção”, “dizer não à desonestidade”… e os demais compromissos deveriam ter sido sempre rotineiramente praticados. É obrigatório. É civilidade. É ordem. É da lei. É da moral.
Por fim, o pior da nota: “A sociedade quer elevar a qualidade das relações entre o poder público e as empresas privadas”. Que barbaridade afirmar isso! Deixa a impressão que nós, a sociedade, o povo brasileiro, é que baixamos a qualidade das relações, quando, na verdade, quem as tornaram promíscuas e imundas foram os senhores e os administradores públicos. Não fomos nós, o povo brasileiro.

Fórum de Combate aos Agrotóxicos realiza em Brasília encontro anual nos dias 6 e 7 de dezembro

Sábado, 3 de dezembro de 2016
Do MPT
Reunião vai discutir o uso dos agroquímicos e os alimentos transgênicos e os efeitos de ambos na saúde do trabalhador e no meio ambiente


O Dia Mundial de Combate aos Agrotóxicos, instituído no dia 3 de dezembro, pauta o encontro anual do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, que tem início às 9h da terça-feira (6), na Procuradoria-Geral do Trabalho (PGT) em Brasília.  Além de abordar os produtos agroquímicos, a reunião discute a temática dos alimentos transgênicos, bem como os efeitos de ambos na saúde do trabalhador e no meio ambiente.

McDonald’s descumpre acordo trabalhista com Ministério Público do Trabalho e terá que pagar multa

Sábado, 3 de novembro de 2016
Do MPT
Devido às reincidências de irregularidades, empresa foi convocada para audiência pública dia 13 de dezembro em São Paulo
Brasília - A rede americana de fast food McDonald's, que tem a empresa Arcos Dourados como operadora da franquia no Brasil,  descumpriu o acordo judicial com o Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre a jornada de trabalho de seus empregados. Foi o que constatou o MPT em força-tarefa realizada nas unidades da empresa.

Football Leaks: Ronaldo e Mourinho suspeitos de fuga aos impostos

Sábado, 3 de dezembro de 2016
Do Esquerda.Net


Novo caso de fuga aos impostos recorrendo a empresas "offshore" exposto pelo consórcio europeu de investigação, que inclui semanário Expresso.
Cristiano Ronaldo no lançamento de um perfume com o seu nome, em setembro, em Madrid.
Cristiano Ronaldo no lançamento de um perfume com o seu nome, em setembro, em Madrid. Foto de Angel Diaz/EPA/Lusa.

No futebol, os casos mais recentes de fuga aos impostos recorrendo a esquemas de empresas offshore foram os dos jogadores internacionais do Barcelona Lionel Messi e Neymar Jr. Agora, o semanário Expresso revela o Football Leaks, uma nova investigação do consórcio europeu de investigação que indica que Cristiano Ronaldo e José Mourinho podem estar envolvidos num caso de evasão fiscal.

A importância da força das ruas no domingo

Sábado, 3 de dezembro de 2016
Do Correio da Cidadania
www.correiocidadani.com.br
por Marcelo Castañeda

Imagem
Protestos convocados inicialmente pelo “Vem pra Rua” causam polêmica no campo das esquerdas brasileiras. Neste momento em que o arranjo Temer se encontra nas cordas, as esquerdas optam por “denunciar” o “golpe dentro do golpe” nos sites de rede social Facebook e Twitter, com raras exceções, como Pablo Ortellado e Salvador Schavelson. Os grupos tidos pelos mais puristas esquerdistas como “direita” prometem lotar as ruas das capitais brasileiras exercendo uma pressão que pode ser fatal para o governo que se estabeleceu a partir do impeachment da ex-presidente Dilma. E pelo visto vão colher os louros disso como mobilizadores da sociedade brasileira.

Quero destacar que existem algumas diferenças entre o Movimento Brasil Livre (MBL) e o “Vem pra Rua”. Esses dois grupos parecem estar num dissenso. O MBL se cacifa como o elo entre o governo Temer e o esboço de sociedade civil que temos construído e o “Vem pra Rua” como uma plataforma de mobilização sociotécnica que parece pressionar o arranjo que nos governa. No extremo oposto desses dois grupos fica a Mídia Ninja como mediadora do campo das esquerdas. Tudo isso numa visão bem esquemática que pretendo desenvolver como parte da minha pesquisa atual “Revoltas conectadas: movimentos em rede e midiativismo”.

Desembargadora permite volta de Renilson Rehem à direção do Hospital da Criança

Sábado, 3 de dezembro de 2016
Do Metrópoles
Diretor estava afastado do cargo desde o dia 18 de novembro, após pedido do Ministério Público do DF e Territórios

Pedro Alves
A desembargadora Carmelita Brasil, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), suspendeu a liminar que determinava o afastamento do diretor-geral do Hospital da Criança de Brasília, Renilson Rehem, do cargo. Segundo a magistrada, a saída do gestor foi “uma medida extrema, que poderia resultar em dano desproporcional de difícil reparação para o Estado”.

A decisão foi publicada nesta sexta-feira (2/12). Na quinta (1º), o juiz da Terceira Vara de Fazenda Pública do DF, Jansen Fialho de Almeida, havia aceitado a indicação da médica Ana Patrícia de Paula, para que assumisse a direção do hospital temporariamente. Indicada pela Secretaria de Saúde, ela ocuparia o posto a partir de segunda (5). Com a suspensão do afastamento de Rehem, é ele quem deverá voltar ao cargo na data.

Leia a íntegra no Metrópoles

Foi um fracasso a manobra de Renan, Lindbergh e Requião para desmoralizar Moro

Sábado, 3 de dezembro de 2016
Da Tribuna da Internet
Carlos Newton

Teve efeito contrário a manobra arquitetada pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), para desmoralizar o juiz Sérgio Moro, ao convidá-lo a participar de uma audiência especial no plenário sobre abuso de autoridade. O presidente do Senado acredita que só havia duas possibilidades, ambas desfavoráveis ao magistrado: – 1) o juiz Moro se recusar a comparecer, situação que o transformaria num saco de pancadas, recebendo críticas implacáveis dos senadores da bancada da corrupção, que inclui parlamentares de todos os partidos; – 2) Moro comparecer, ser confrontado pela bancada da corrupção e depois ser contestado por juristas que se dispusessem a demolir suas teses, capitaneados pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo, que apoiara publicamente Renan quando ele apresentou o projeto para punir abusos de autoridade.

Ministério da Saúde aluga prédio de Paulo Octávio sem licitação. Servidores vão à Justiça

Sábado, 3 de dezembro de 2016
Do Metrópoles
Contrato vai custar R$ 31,2 milhões anuais à pasta da Saúde. Funcionários da Anvisa questionam transferência e recorrerão ao MPU e ao TCU

Por Kelly Almeida
O Ministério da Saúde decidiu transferir boa parte de seus funcionários para um novo endereço. Entre os órgãos que terão de se mudar, está a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os servidores deixarão o Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) para ocupar um prédio na 701 Norte, de propriedade do empresário e ex-vice-governador do DF Paulo Octávio. O contrato de aluguel foi firmado via chamamento público e sem licitação, ao custo de R$ 31,2 milhões anuais. A transferência, porém, deve acabar na Justiça, pois os servidores da Anvisa alegam que não houve transparência na decisão.

Tragédia anunciada do voo da Chape e as emendas da meia-noite: similitudes e diferenças (no esporte e na política) do País que trafega nas sombras das madrugadas

Sábado, 3 de dezembro de 2016
Moro e Gilmar: divergências no debate do Senado…


…e Mario Sergio, morto no voo da Chape: talento e rebeldia

ARTIGO DA SEMANA
Madrugadas de sombras: do voo da Chape às emendas da meia-noite

Vitor Hugo Soares
Madrugadas temerárias estas que atravessamos, no Brasil da transição de novembro, ao desembocar como uma pororoca (ou filme de terror) no último mês da folhinha deste ano de 2016, de tantas expectativas que se desfazem da noite para o dia. Esperanças de superação humana, de grandes conquistas no esporte e sopros alentadores da vida democrática desabam de repente, ou são esquartejadas em fração de horas. Nesta semana foi assim na política, na economia, no governo e na chamada vida real, marcada para sempre por dois episódios referenciais em matéria de exemplos e possibilidades de reflexão.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Por unanimidade, Tribunal ordena consulta prévia aos indígenas para a usina Teles Pires

Sexta, 2 de dezembro de 2016
Do MPF
Em sentença de primeira instância, a Justiça já havia ordenado a consulta prévia, mas o governo e os donos da usina recorreram e perderam. Decisão não entra em vigor por causa de suspensão de segurança

Por unanimidade, Tribunal ordena consulta prévia aos indígenas para a usina Teles Pires
Foto: Ascom/PRR1
Por unanimidade, a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) ordenou a realização de consulta prévia, livre e informada com os povos indígenas Kayabi, Munduruku e Apiaká, atingidos pela obra da usina hidrelétrica de Teles Pires, no rio de mesmo nome, na divisa dos estados do Pará e Mato Grosso. A consulta deve ser feita nos moldes do previsto na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho e já havia sido ordenada por sentença de primeira instância, mas o governo brasileiro e a Companhia Hidrelétrica Teles Pires recorreram e perderam novamente na segunda instância.

Polícia Federal indicia Sérgio Cabral e mais 15 pessoas na Operação Calicute

Sexta, 2 de dezembro de 2016

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) concluiu nesta sexta-feira (2) o inquérito da primeira fase da Operação Calicute, que investigou crimes de corrupção na gestão do ex-governador Sérgio Cabral, atualmente preso no Complexo Prisional de Bangu.

Fidel Castro, o Quixote que deu certo

Sexta, 2 de novembro de 2016
Por


Fidel, com seus erros e seus méritos, abraçou o império da realidade objetiva e entrou para a história
Em Santa Clara, cubanos fazem homenagem a Fidel nesta quinta-feira 1º
Em Santa Clara, cubanos fazem homenagem a Fidel nesta quinta-feira 1º
O ancião alquebrado que acaba de nos deixar venceu todos os adversários com os quais se defrontou, e sempre em condições extremamente desvantajosas, e nenhum deles era moinho de vento, pois todos inimigos ferocíssimos, riquíssimos, e o mais perigoso de todos, o império norte-americano, armado com modernos escudos, lanças e mesmo garras e dentes atômicos.
Fidel Castro, que o processo histórico transformaria no principal líder latino-americano do século XX, líder libertário da relevância de Ho Chi Minh e Nelson Mandela, foi, para os oprimidos de todos os continentes, para o grande universo dos subdesenvolvidos e particularmente para nós, latino-americanos, uma luz, uma esperança, animando vontades e ajudando a realizar sonhos de libertação nacional.
Aquele bastião de pé dizia que a luta continuava.
Com sua partida, encerra-se a saga dos heróis cervantinos da Revolução Cubana, Fidel, Camilo Cienfuegos – que não conheceu o poder – e Ernesto ‘Che’ Guevara, que desprezou o poder e o repouso do guerreiro: deixou saudade e saiu de cena admirado pelo que não conseguiu fazer; sua imagem é icone de amigos e adversários, multiplicada pelo sistema que não conseguiu abalar.

Fotos da manifestação do dia 29 de novembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (I)

Sexta, 2 de dezembro de 2016
As fotos são do jornalista Leonardo Prado.
Clique nas imagens para ampliá-las.





Fotos da manifestação do dia 29 de novembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (II)

Sexta, 2 de dezembro de 2016
Fotos do jornalista Leonardo Prado
Clique nas imagens para ampliá-las.




Fotos da manifestação do dia 29 de novembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (III)

Sexta, 2 de dezembro de 2016
Fotos do jornalista Leonardo Prado
Clique nas imagens para ampliá-las.




Combate à violência doméstica será afetado caso PLC 80/2016 seja aprovado (cria o crime de abuso de autoridade para magistrados e membros do Ministério Público)

Sexta, 2 de novembro de 2016
Do MPDF
O Núcleo de Gênero do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) produziu nota técnica contrária à aprovação do Projeto de Lei da Câmara 80/2016, que cria o crime de abuso de autoridade para magistrados e membros do Ministério Público. Segundo os promotores de Justiça que assinam o documento, a proposta teria efeitos negativos sobre o combate à violência doméstica contra a mulher.

GDF: Bomba-relógio na previdência

Sexta, 2 de dezembro de 2016
“Com um novo desfalque, ele armou de vez uma bomba relógio que pode destruir a aposentadoria dos servidores públicos do Distrito Federal em médio e longo prazos”
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Do SindMédio/DF


O governo Rollemberg age de forma temerária ao apresentar como única solução para a quitação de obrigações – sejam elas de qualquer natureza – outro saque do caixa do Fundo Previdenciário do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF). “Com um novo desfalque, ele armou de vez uma bomba relógio que pode destruir a aposentadoria dos servidores públicos do Distrito Federal em médio e longo prazos”, aponta o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho.