Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

MPF reafirma posicionamento contra marco temporal para demarcação de terras indígenas

Segunda, 24 de setembro de 2018
Do MPF
MPF orienta membros a não utilizarem a data da promulgação da Constituição de 1988 como marco temporal para demarcação de terras indígenas
Foto: Fotos Públicas Mayke Toscano GEMT
Foto: Fotos Públicas Mayke Toscano GEMT
Para o MPF, a avaliação da AGU viola direitos das comunidades assegurados na Constituição e em diversos tratados internacionais de direitos humanos. O parecer normativo da AGU foi editado sob o argumento de dar cumprimento ao entendimento do STF em matéria de terra indígena com base no julgamento do Caso Raposa Serra do Sol (PET 3388). Na ocasião, a Suprema Corte considerou o marco temporal pontualmente no caso, mas não tornou a decisão vinculante a todos os casos relacionados a terras indígenas. Em outros processos de demarcação, o próprio Supremo afastou a tese do marco temporal, como no julgamento da ADI 3239, relacionada a terras quilombolas.Reafirmando o posicionamento contrário à tese do marco temporal como paradigma para a demarcação de terras indígenas, a Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do Ministério Público Federal (6CCR/MPF) editou três enunciados para nortear a atuação dos procuradores da República em todo o país na temática. O entendimento reforçado pela 6CCR rebate o Parecer 001/2017 da Advocacia-Geral da União (AGU), que só considera terras indígenas aquelas que estavam efetivamente ocupadas por índios em 1988 – quando a nova Constituição foi aprovada. Os enunciados são diretrizes elaboradas pela Câmara para direcionar os membros do MPF que atuam diretamente na defesa dos direitos de indígenas.

Atendendo pedido liminar de Marina Silva (Rede) juiz anula decisão sobre patente de remédio para hepatite C

Segunda, 24 de setembro de 2018
André Richter – Repórter da Agência Brasil

A Justiça Federal de Brasília decidiu hoje (24) anular a decisão do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) que, na semana passada, concedeu à empresa farmacêutica norte-americana Gilead o pedido de patente do medicamento Sofosbuvir no Brasil, usado para o tratamento da hepatite C.

A decisão foi proferida pelo juiz Rolando Valcir Spanholo, da 21ª Vara da Justiça Federal, e atendeu a um pedido liminar protocolado pela candidata à presidência Marina Silva (Rede) e seu vice, Eduardo Jorge (PV).

OAB Pernambuco: Nota de repúdio – Música ofensiva às mulheres na Marcha da Família do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro

Segunda, 24 de setembro de 2018

A Comissão da Mulher Advogada (CDMA) da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Pernambuco, manifesta seu profundo repúdio a uma das músicas cantadas neste domingo (23.09) durante a “Marcha da Família” do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, que aconteceu no bairro de Boa Viagem, na cidade do Recife.
A letra, entoada em coro, afirma que às feministas deve ser dada “ração na tigela” e que as mulheres “de esquerda têm mais pelo que cadela”.
Os estarrecedores trechos da música acima transcritos reduzem as mulheres à condição análoga de seres irracionais e incitam o ódio, a violência e o preconceito contra aquelas que se reconhecem feministas e/ou que têm orientação política diversa do aludido candidato.
Em tempos em que, a cada dois segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil, segundo dados do Relógios da Violência do Instituto Maria da Penha, não se pode admitir que, sob o manto da liberdade de expressão, qualquer partido político, seja ele de direita ou de esquerda, ofenda publicamente uma coletividade de mulheres, reforçando a cultura machista e misógina que, infelizmente, ainda insiste em matar muitas mulheres todos os dias.
Ana Luiza Mousinho
Presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB PE.

Olha o golpe contra o povo!!! Temer vai procurar sucessor para fazer reforma da Previdência este ano

Segunda, 24 de setembro de 2018

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Revelação foi feita a empresários americanos

Por Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil
O presidente Michel Temer disse hoje (24), durante reunião-almoço com empresários em Nova York, promovida pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos (US Chamber of Commerce), que vai procurar o presidente eleito para propor a retomada da reforma da Previdência tão logo as eleições de outubro sejam concluídas. Temer fica no comando do Executivo até 1º de janeiro, quando o eleito assume o Planalto. Até lá, ele pretende convencer seu sucessor da necessidade de revisão imediata do sistema.
“Tenho a certeza de que, ao procurá-lo, ele atentará para o fato de que a medida é indispensável. Isso não é essencial para um governo: é essencial para o Brasil”, disse, ao alertar sobre o déficit previdenciário brasileiro. Em um discurso pautado na exaltação da credibilidade do país diante dos empresários americanos, Temer disse acreditar na continuidade da agenda de reformas coordenada por seu governo. “[Tenho] confiança na nossa democracia, na solidez de nossa economia, na nossa capacidade de crescer com justiça social”, completou.

O mago inventor

Setembro
24
O mago inventor

No ano de 1912, o mago Houdini estreou, no circo Busch de Berlim, seu novo espetáculo.

A câmara de tortura aquática!

O invento mais original desta época e de todas as épocas.

Era um tanque cheio de água até a boca, hermeticamente lacrado, onde Houdini se submergia, de boca para baixo, com grilhões que atavam suas mãos e seus tornozelos. O público podia ver, através de uma parede de vidro, Houdini metido na água sem respirar, até que, no fim de um tempo longo feito séculos, o afogado emergia do tanque.
Houdini não suspeitava que muitos anos depois essa asfixia seria a tortura preferida das ditaduras latino-americanas, e a mais elogiada pelo especialista George W. Bush.
 
Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias (Um calendário histórico sobre a humanidade), 2ª Edição, L&PM Editores, 2012, página 304.

domingo, 23 de setembro de 2018

Livro aborda mentiras contadas por presidentes do Brasil em 100 anos

Domingo, 23 de setembro de 2018
Obra mostra que a mentira não tem ideologia
Por Gilberto Costa - Repórter da Agência Brasil
O ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill citava que havia “uma enorme quantidade de mentiras circulando pelo mundo, e o pior que metade delas é verdade”. Mais cáustico, o brasileiro Millôr Fernandes escreveu “ninguém é dono da verdade. Mas a mentira tem acionista à beça”.

“NA DITADURA TUDO ERA MELHOR”. ENTENDA A MAIOR FAKE NEWS DA HISTÓRIA DO BRASIL

Domingo, 23 de setembro de 2018



Do
The Intercept

Por João Filho

22 de Setembro de 2018
O CAPITÃO JAIR BOLSONARO acredita que a ditadura militar foi uma época dourada para o Brasil. “Era completamente diferente de hoje. Naquele tempo você tinha liberdade, segurança, ensino de qualidade, a saúde era melhor.”
Apesar de nem as vírgulas dentro dessas aspas serem verdadeiras, a lorota de Bolsonaro tem colado com certa facilidade. Não é raro encontrar jovens defendendo o regime militar. Há também os que viveram a época e garantem que tudo era melhor. Todos da minha geração tem um tio, um pai ou um avô que afirma com muita convicção que o ensino público era fantástico, que não havia corrupção, que a economia bombava e que se podia andar tranquilamente nas ruas sem medo da violência. Mas essas experiências particulares não refletem exatamente o que se passava com a totalidade dos brasileiros naquele período. A bolha do seu tio não representa o Brasil.
A verdade é que os brasileiros conhecem pouco sobre a ditadura militar instalada no país. Pesquisa Datafolha de 2008 revelou que oito entre dez brasileiros nunca ouviram falar do AI-5, o principal símbolo do período militar. O AI-5 autorizou os militares a fechar o Congresso e a cassar mandatos, suspendeu direitos políticos de todos os cidadãos, estabeleceu a censura prévia à imprensa, entre outras arbitrariedades próprias de ditaduras.
Talvez alguns considerem que esse foi o custo a se pagar para termos uma boa segurança pública, uma economia forte e uma educação qualidade. Bom, nós não tivemos nada disso. Ao fim da ditadura, os militares devolveram aos civis um país em frangalhos em todas essas áreas.  A herança maldita até hoje não foi superada e muitos dos nossos problemas atuais foram originados naquele período.
O capitão Bolsonaro e o general Mourão apostam no desconhecimento do brasileiro e se apresentam como os representantes do período militar. E até aqui estão se saindo muito bem nessa missão.
O tão falado “milagre econômico” durou apenas cinco anos entre os 21 do regime. De 1968 a 1973, enquanto o nível de repressão aumentava com o AI-5, o crescimento do PIB foi gigantesco, com média de 10% de crescimento ao ano, alcançando 14% em 1973. O que Bolsonaro e sua turma não contam é que embutido nesse boom econômico veio o boom da concentração de renda e da desigualdade social. Quando estourou a crise da dívida externa, o PIB despencou, chegando a ter índices negativos em 1981 e 1983, dando início à chamada “década perdida”.
Logo no início do regime, a inflação caiu bastante graças ao arrocho salarial, ou seja, às custas do trabalhador. Caiu de 92% para 34% no primeiro ano, mas disparou nos anos 1980, chegando em 1985 com um número espantoso de 242%. A dívida externa em 1964 era de US$ 3,4 bilhões. Em 1985, era de US$ 91 bilhões. Esse é o legado econômico que os militares deixaram para o país. E quem leu o projeto de Bolsonaro para economia tem certeza de que o futuro pode ser ainda pior.
Para o ensino público brasileiro, a ditadura também foi uma tragédia. Apesar de ter aumentado o contingente de alunos após tornar o ensino obrigatório, os investimentos em educação foram pífios. A combinação de professores com baixos salários, falta de material básico e contratação de docentes sem formação piorou consideravelmente a qualidade de ensino. No fim da ditadura, em 1982, o Banco Mundial divulgou um estudo em que o Brasil aparecia com o menor percentual de gasto público em educação da América Latina: 6,5% do PIB, aproximadamente o mesmo percentual gasto hoje. O cenário era tão miserável que, em algumas regiões, era bastante comum ter professores sem o 1º grau completo dando aula para estudantes do 1º grau.
Segundo a professora Renata Machado de Assis, da Universidade Federal de Goiás, em um artigo acadêmico sobrena estrutura física das escolas, que apresentaram condições precárias de uso; no número de professores leigos, que aumentou entre 1973 e 1983, fato que se mostrou mais grave na região Nordeste, onde 36% do quadro docente tinha apenas o 1º grau completo; e nos salários e condições de trabalhos dos professores, que sofreram um crescente processo de deterioração”.
A violência urbana também aumentou durante a ditadura. Os números da criminalidade são muito menores do que os de hoje, mas maiores do que no período anterior ao golpe. Não era a calmaria que Bolsonaro apregoa por aí. Foi justamente durante o regime militar que a criminalidade começou a aumentar. Em artigo para a Gazeta do Povo no ano passado, Maurício Brum conta como o endurecimento do regime não teve nenhum efeito na redução dos crimes. “Um caso sintomático é o de São Paulo, maior cidade do Brasil. Segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo em 2012, até o início da década de 1960 o índice de homicídios na cidade raramente superava 5 a cada 100 mil habitantes. Em 1985, ao final da ditadura, esses números haviam subido para 36,9. O índice seguiria subindo até o final dos anos 1990, antes de entrar em declínio – hoje a taxa de homicídios em São Paulo é de 7,4 a cada 100 mil paulistanos.” Então, pode acrescentar mais isso na conta dos militares: o alto índice de criminalidade no Brasil também é um legado da ditadura.
Nessa semana, encontrei alguns vídeos* no Youtube que ilustram bem o drama que o Brasil vivia ao final da ditadura militar. Recortei cinco trechos que mostram rebeliões em presídios, greves, corrupção, enfim, tudo aquilo que Bolsonaro garante nunca ter existido durante esses tempos de escuridão.

Globo Repórter de 31 de janeiro 1982
Procurador que investigava a Fraude da Mandioca no Banco do Brasil foi assassinado por um major. Parece mesmo que na ditadura do Bolsonaro reinava a paz e a ética na política.

Globo Repórter de 01 de janeiro de 1983 – Retrospectiva 1982
Rebeliões em presídios e trabalhadores sem receber salário apanhando por protestar. No regime militar era tudo diferente, né?


Edição do Jornal Nacional de julho de 1984
O preço do trigo e farinha nas alturas porque o FMI mandou reduzir os subsídios. Essa era a realidade da época que Bolsonaro trata como anos dourados.

Edição do SPTV do dia 26 fevereiro de 1985
A ditadura militar havia acabado de chegar ao fim. Diferentemente do que prega Bolsonaro, o caos imperava no Brasil. Greves, crise econômica e violência nas ruas. Foi assim que a ditadura militar entregou o país para os civis. A violência urbana era tão grande que o então secretário de segurança pública Michel Temer prometeu colocar mais Rota, a tropa de elite mais temida do país, na rua.

*Todos os trechos foram recortados de vídeos postados pelo canal Pedro Janov.

‘É um alívio poder dizer que meu pai não é mais um desaparecido político’

Domingo, 23 de setembro de 2018
Da
https://ponte.org

Para Fabiano Casemiro, filho de Dimas, operário morto pela ditadura militar, enterrar o pai, considerado desaparecido por 47 anos, é encerrar um ciclo da história da família

Fabiano Casemiro com a foto do pai | Foto: arquivo pessoal

Fabiano tinha 4 anos quando seu pai, Dimas Antônio Casemiro, o “Rei”, foi assassinado pelo regime militar. Mas o corpo, até pouco tempo, não tinha sido encontrado. Dimas era mais um dos desaparecidos da ditadura. Agora, 47 anos depois, o publicitário pôde finalmente enterrar os restos mortais de seu pai. Para ele, a sensação não é de felicidade, mas de alívio por encerrar essa parte da história de sua família. “O maior alívio é poder dizer que meu pai não é mais um desaparecido político. Meu maior desejo é de que todas as pessoas que participaram disso comigo e que também esperam por seus entes, possam encontrá-los e enterrá-los”, declara Fabiano, em entrevista à Ponte.

Celulares irregulares serão notificados a partir deste domingo

Domingo, 23 de setembro de 2018
Bloqueio dos aparelhos começa em dezembro, usuários serão informados

Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) inicia neste domingo (23) a notificação de portadores de aparelhos de telefone celular irregulares em 10 estados. São considerados irregulares os aparelhos adulterados, roubados, extraviados e não certificados pela Anatel.

Segundo a agência, a medida atinge os usuários de celulares de estados das regiões Centro-Oeste, Sul, Norte e Sudeste.

Eliana Pedrosa vira alvo das fakes news … mais uma vez

Domingo, 23 de setembro de 2018
A assessoria da campanha de Eliana Pedrosa desmentiu qualquer união com o atual governador do DF tanto no primeiro turno, quanto num possível segundo turno.

Do Portal ContextoExato e Blog do Dony Silva

Que a campanha política de 2018 seria alvo de fake news, ninguém tinha dúvida. Vendo a liderança em todas as pesquisas da candidata do Pros ao Governo do Distrito Federal, Eliana Pedrosa, os adversários decidiram pipocar notícias falsas na tentativa desesperada de confundir o eleitor do DF. A última, por exemplo, dá conta de um possível apoio do atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), à campanha de Eliana, caso ele não vá para o segundo turno. Pura enganação ao eleitor.

sábado, 22 de setembro de 2018

Saúde e Bem-Estar 38: Para não comer IX — Adoçantes artificiais e certos adoçantes naturais

Sábado, 22 de setembro de 2018

Por
Aldemário Araújo Castro


Da série
SAÚDE E BEM-ESTAR
50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Veja todos os escritos em: http://www.aldemario.adv.br/saude.htm

Saúde e Bem-Estar 38: Para não comer IX — Adoçantes artificiais e certos adoçantes naturais

O doutor Joseph Mercola é mundialmente conhecido no campo da “medicina natural” em função de seus livros e intensa atuação profissional. O site mercola.com é considerado o portal mais pesquisado na internet acerca de saúde natural. 

Mercola, no livro “Cura sem esforço”, dedica um capítulo aos alimentos reconhecidos amplamente como saudáveis mas que devem ser evitados. São eles: a) cereais integrais; b) adoçantes naturais como agave; c) produtos de soja não fermentada; d) óleo vegetal; e) a maior parte dos peixes e f) iogurte tradicional. 

Em escrito anterior desta série, afirmei: “registre-se, desde logo, que os adoçantes artificiais, como o ciclamato, a sacarina, o aspartame e a sucralose, não parecem opções saudáveis. Inúmeros e crescentes estudos demonstram os males relacionados com o seu consumo regular, inclusive produção de substâncias tóxicas para o cérebro. As alternativas mais recomendadas, sem abusos, recaem na estévia, no eritritol e no xilitol (adoçantes naturais)”. 

O doutor Mercola é categórico em relação aos adoçantes artificiais: “não use”. Ele destaca que os vários perigosos dessas substâncias, sobretudo do aspartame, estão amplamente documentados. Mercola chegou a escrever um livro específico sobre o assunto (“Sweet Deception”).

Os invisíveis: População de rua deve ficar fora do Censo 2020; IBGE diz que assunto está em estudo, mas ainda sem previsão

Sábado, 22 de setembro de 2018
Tânia Rêgo/Agência Brasil/Agência Brasil 

Por Leandro Melito - Repórter da Agência Brasil

Pauta antiga de entidades da área de direitos humanos, a informação sobre o número de pessoas em situação de rua no país deve continuar desconhecida após o Censo 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o instituto, o assunto é estudado pela equipe técnica, porém ainda sem previsão de inclusão no levantamento.

No Gama, ex-administradora e aspirante à deputada distrital pelo partido de Paulinho da Força sobe no ringue de MMA para lutar e é nocauteada em poucos segundos. Veja o vídeo

Sábado, 22 de setembro de 2018
Armou-se o espetáculo do MMA no último domingo (16/9) na Pizzaria São Paulo, vizinha ao prédio da Administração Regional do Gama e quase em frente à 14ª Delegacia de Polícia, no Centro da cidade. Casa cheia, plateia vibradora, luzes, holofotes, e ringue no meio do salão. Tudo necessário a um bom espetáculo de luta.

Torcedores a postos, eis que sobe ao ringue uma mulher para lutar. Ela é Maria Antônia, até há pouco  (6/4) administradora regional do Gama, indicada para o cargo pelo grupo político do deputado Augusto Carvalho, do Solidariedade. Subiu ao ringue com todo o gás para lutar, lutar para faturar votos da platéia para a sua candidatura a deputada distrital pelo partido do Paulinho da Força.

Apesar da disposição para a luta, e teimosia em não cair, foi nocauteada em poucos segundos. Anunciado o nome da lutadora, ela logo pega o microfone e começa bravamente a lutar, a tentar ganhar votos, muitos votos. Mas eis que a sua adversária era muito forte, uma barreira intransponível: a torcida presente. Que a nocauteou com vaias e apupos. E como dizem por aí na gíria: "Deu ruim".

A seguir, o vídeo que tem circulado pelos Whatasaps da vida, mostrando o nocaute.
Vídeo postado no Youtube por Joaquim Dantas

P.S.: É a tal coisa, se perde a amizade, mas não se perde a piada. Verdade que não é bem uma piada. É sim um fato jornalístico, especialmente em época de eleições.

"Importante é estar entre amigos", diz Gervásio Baptista em homenagem

                      Marcelo Camargo/Agência Brasil/Agência Brasil

Sábado, 22 de setembro de 2018
Ícone do fotojornalismo, ele recebeu a Medalha Ranulpho Oliveira

Por Ana Cristina Campos - Repórter da Agência de Brasil

Rodeado de amigos, o repórter fotográfico Gervásio Baptista foi condecorado hoje (22) com a Medalha Ranulpho Oliveira, da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), destinada aos maiores nomes do jornalismo que trabalharam na imprensa da Bahia.

Ícone do fotojornalismo brasileiro, Gervásio emocionou-se com a homenagem e mostrou que o lado brincalhão e bem-humorado ainda predomina. “O importante é estar com os amigos”, destacou.

Brincalhão e bem-humorado, Gervásio Batista ficou emocionado com a homenagem Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao receber a medalha, Gervásio, com 95 anos, repetiu com seu chapéu o gesto do presidente Juscelino Kubitschek, acenando com a cartola para o povo na inauguração de Brasília, em 21 de abril de 1960 – flagra que Gervásio captou com suas lentes, em uma de suas fotos mais emblemáticas. “Tenho saudade do velho JK”, disse. “Para mim, é uma surpresa agradabilíssima relembrar JK”.

A partir deste sábado, candidatos só podem ser presos em flagrante

Sábado, 22 de setembro de 2018
Lei Eleitoral veda detenções nos 15 dias anteriores à eleição

Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil 
A partir deste sábado (22), candidatos a cargos eletivos nas eleições de outubro não poderão ser presos, a menos que seja em flagrante. A Lei Eleitoral veda prisões nos 15 dias anteriores à eleição. Após o primeiro turno, no dia 7 de outubro, a restrição valerá apenas para os candidatos que forem disputar o segundo turno.

Dia sem Automóvel

Setembro
22

Dia sem Automóvel

Os ecologistas e outros irresponsáveis propõem que por um dia, no dia de hoje, os automóveis desapareçam do mundo.
Um dia sem automóvel? E se o exemplo se contagia e esse dia passa a ser todos os dias?
Que Deus não permita, e o Diabo tampouco.
Os hospitais e os cemitérios perderiam sua clientela mais numerosa.
As ruas se encheriam de ciclistas ridículos e patéticos pedestres.
Os pulmões já não poderiam respirar o mais saboroso dos venenos.
As pernas, que tinham se esquecido de caminhar, tropeçariam  em qualquer pedrinha.
O silêncio aturdiria os ouvidos.
As autopistas seriam desertos deprimentes.
As rádios, as televisões, as revistas e os jornais perderiam seus mais generosos anunciantes.
Os países petroleiros ficariam condenados à miséria.
O milho e a cana-de-açúcar, agora transformados em comida de automóveis, regressariam ao humilde prato humano.
Eduardo Galeano, no livro “Os Filhos dos Dias”. Editora L&PM, 2ª Ed., pág. 302.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Botânico registra árvores gigantes de até 64 metros de altura da Mata Atlântica; livro será lançado em novembro

Sexta, 21 de setembro de 2018

Por Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil  São Paulo

Centenárias araucárias, sequoias, figueiras, paus-brasis e jequitibás ilustram o registro do botânico Ricardo Cardim, mestre no assunto pela Universidade de São Paulo (USP), após várias expedições pela Mata Atlântica em busca das árvores gigantes. No dia em que se comemora o dia da árvore, 21 de setembro, o botânico revela em fotos com exclusividade à Agência Brasil, algumas de suas descobertas.

A mais impressionante, uma espécie de 64 metros de altura, fica numa reserva no Nordeste. Outra, de 40 metros, está no interior paulista. A importância dessas gigantes para a regulação da floresta está na interação com outras plantas e animais que dependem de suas imensas copas, que geram sombra e habitat perfeito para diversas espécies.

Direitos Humanos: Ministra assegura trâmite de ação ajuizada pela DPU em favor de comunidade quilombola

Sexta, 21 de setembro de 2018
Do STF

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), julgou procedente Reclamação (RCL 22614) para cassar decisão da Justiça Federal que afastou a legitimidade da Defensoria Pública da União (DPU) para defender direitos coletivos de uma comunidade quilombola de João Pessoa (PB). A relatora reconheceu a legitimidade concorrente da DPU com o Ministério Público da União para o ajuizamento da ação civil pública e determinou o regular prosseguimento do processo na instância de origem.

Briga de torcidas: integrantes da Mancha Verde são condenados em Brasília; um foi condenado a 20 anos de prisão, o outro a 7 anos e meio

Sexta, 21 de setembro de 2018
Do MPDF
Crime ocorreu no intervalo da partida Flamengo X Palmeiras, em junho de 2016. Vítima ficou com sequelas permanentes
A Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Brasília obteve, nesta quinta-feira, 20 de setembro, a condenação de Lucas Alves Lezo e Gabriel Augusto Silva. Os dois haviam agredido um torcedor durante partida de futebol no Estádio Nacional. Lucas foi condenado a 20 anos de reclusão por tentativa de homicídio duplamente qualificado e Gabriel, a 7 anos e 6 meses por lesão corporal gravíssima.

Espetáculo gratuito traduz o balanço do metrô em movimentos de dança e teatro

Sexta, 21 de setembro de 2018
Por
Assessoria de Imprensa do Percepção Urbana
O balanço de uma viagem de metrô refletido em movimentos de dança e teatro: assim nasceu o “Percepção Urbana”, espetáculo que será apresentado no Distrito Federal, gratuitamente, a partir de outubro. Três regiões administrativas receberão a iniciativa: Ceilândia, Gama e Taguatinga, nos dias 10, 11 e 12, com duas sessões cada uma.

Em cena, 12 profissionais se revezarão usando das expressões corporais para contar a história do dia a dia nos trens. Eles vão traduzir, por meio da dança de salão, desde gestos simples, com o caminhar das pessoas, até movimentos mais complexos, como a forma com a qual os passageiros se seguram quando o trem freia bruscamente. Isso, sem deixar de lado a particularidade de cada personagem.

Civilização ou barbárie?

Sexta, 21 de setembro de 2018
Por

O quadro de outubro próximo, visto pura e simplesmente do ponto de vista eleitoral, ou seja, na sua aparência, ensejará, a escolha entre o capitão e a alternativa representada por Fernando Haddad ou Ciro Gomes.
Na primeira hipótese, teremos a transição, pela via eleitoral (anunciada para o segundo turno), do Estado autoritário para a ditadura fascista, aqui (como em toda parte) apoiada, em suas origens, por grandes contingentes populares (açulados pela grande imprensa e pelo neopentecostalismo primitivo) e por poderosos setores econômicos e militares, espalhados nas tropas e nos comandos entre oficiais superiores da reserva (os mais falantes) e da ativa.
O caráter politico-ideológico de nossos dias (inédito na vida republicana, seja pela contundência do discurso da extrema-direita, seja pelo apoio popular por ele alcançado) repete as características gerais das experiências do fascismo – cujo centro é a violência e a irracionalidade que conheceram seus extremos com o nazifascismo na primeira metade do século passado, medrando em uma Europa e uma Ásia abertas ao totalitarismo. Deu no que deu. Em face daquelas experiências, todavia, a ameaça representada pelo crescimento eleitoral do capitão traz o ineditismo de rejeitar alguns dos tópicos mais sagrados do catecismo fascista, a saber, a defesa do Estado e a pregação nacionalista, o que aumenta a surpresa com a qual é recebido o apreço que lhe dedicam as Forças Armadas que, também entre nós, sempre perfilaram o discurso de defesa dos interesses nacionais, incluindo as soberanias econômica e política.
Na segunda hipótese, pela qual lutamos, isto é, a eleição de Haddad ou Ciro, não obstante a vitória eleitoral, poderemos ou não haver assegurado a continuidade da via democrática. É o ponto de partida, essencial, conditio sine qua non para a restauração democrático-representativa, mas estaremos ainda muito distantes do ponto de chegada. Pois o novo presidente precisará ganhar – política e eleitoralmente – em condições de poder tomar posse (que estará ameaçada como estiveram as de Getúlio, de JK e de Jango), e, uma vez empossado, precisará de forças e poder governativo, o que, por exemplo, não foi dado ao Getúlio Vargas das eleições de 1950, a João Goulart (recomendo a leitura de 1964 na visão do ministro do trabalho de João Goulart, Almino Affonso) em 1961 e, mais recentemente, a Dilma Rousseff.
A ex-presidente, consabidamente, começou a cair (condenada à ingovernabilidade como passo preparatório para o impeachment) quando sagrou-se vencedora por pequena margem de votos, e teve a legitimidade de sua vitória, límpida, contestada pelo PSDB, herdeiro da tradição golpista levada ao extremo entre nós pelo lacerdismo e pela UDN. Adita-se, como igualmente uma consequência da vitória parca em votos, de que resultou a minoria parlamentar, a atuação desastrada do governo na eleição para a presidência da CD [Câmara dos Deputados] daquele ano, em que se sagrou vencedor, e poderoso, em todos os sentidos, o meliante Eduardo Cunha. Essa contestação, no caso das eleições deste ano, já foi pré-anunciada, em dobradinha, pelo comandante do Exército e ecoada pelo seu candidato. O general Villas Boas, em entrevista ao Estadão (9/9/2018) declara, sem rebuços nem meias palavras, que a “Legitimidade de novo governo pode até ser questionada”. Por quem, cara pálida? Diz o general que se o capitão não for eleito poderá dizer que sua campanha foi prejudicada pelo atentado e, por outro lado, os eventuais derrotados poderão alegar que o vitorioso foi beneficiado pelo atentado. Ou seja: a legitimidade será contestada por quem perder e, como sempre haverá um perdedor… E, em tal hipótese, a que papel se reservam as tropas comandadas hoje pelo general Villas Boas? Contestação daqui, contestação dali…
Do seu leito de hospital, o capitão candidato do general já declara que sua derrota será o atestado de uma rotunda fraude eleitoral, e anuncia, desde já, suas suspeitas relativas ao sistema fundado das urnas eletrônicas, vigente desde as eleições de 1996, e por meio do qual ele mesmo se elegeu cinco vezes, e outras vezes, em seu nepotismo eleitoral, já elegeu dois ou três filhos. Em síntese e em resumo, é não apenas fundamental interromper a caminhada do capitão, mas impor-lhe uma derrota eleitoral que, pelos seus números, ateste a consagração, pelo país, da via democrática, tão arduamente reconquistada em 1985 após 21 anos de ditadura militar, com todo o seu elenco característico de violações: supressão das liberdades, imposição da censura, cassações de mandatos eletivos, atentados terroristas, prisões, sequestros, tortura e assassinatos, ademais de corrupção larvar.
Por isso mesmo os candidatos do campo democrático precisam assumir a responsabilidade de identificar o adversário comum. Antes de mais nada, Haddad e Ciro devem evitar a autofagia que só beneficiará o inimigo de todos, o projeto fascista, e assim fugir da idiotice levada a cabo pelos marqueteiros de Dilma Rousseff que, em 2014, demonizando e desconstituindo a candidatura de Marina Silva, levaram seu eleitorado e o de Eduardo Campos para o colo de Aécio Neves, com os resultados conhecidos.
Desta feita, porém, está claro como a luz do dia que o país está sendo chamado para decidir entre democracia e fascismo, entre civilização e barbárie, e todos estamos sendo postos em face de uma definição que não comporta dúvida, tergiversações e meios termos. Não há espaço para um ‘centro’ politicamente autista, indiferente ao futuro do país: todos seremos responsáveis pelo governo que a voz das urnas ditará em outubro.
A mobilização emocional, a característica da presente campanha de Haddad, pode cativar votos, o que é vital no processo eleitoral, mas não assegura a mobilização das massas no segundo tempo inevitável, o da governabilidade. Para tal, os discursos de campanha dos candidatos do campo democrático não podem abdicar da politização, da defesa clara de teses e da exposição igualmente clara dos desafios que aguardam o futuro governo, a saber, se se tratará, como desejamos, de um governo tão forte quanto necessário para enfrentar os arreganhos das vivandeiras dos quartéis e a insaciabilidade das forças econômicas retrógradas.
O governo democrático que nascer das urnas precisará estar fortalecido, política e eleitoralmente, vale dizer, carecerá do apoio claro e manifesto das grandes massas, para adquirir condições de realizar o compromisso, a ser assumido claramente na campanha, de, garantindo o império da democracia e da Constituição (o que também significa fazer retornar certos Poderes às suas ‘caixinhas’), revogar as medidas antipopulares e antinacionais do governo ilegítimo, que vive, desde o nascimento, seus estertores.
Para isso nosso governo precisará de capacidade de negociação com as forças políticas – como logrou Juscelino, enfrentando seguidas insurreições militares e seguidas tentativas de impeachment –, mas, nas circunstâncias atuais, precisará, acima de tudo, e até para lograr a construção de uma base político-partidária, do apoio das massas, que, mobilizadas no processo eleitoral, deverão permanecer mobilizadas durante todo o governo, sustentando-o (o que Dilma Rousseff não logrou), e assegurando-lhe condições objetivas de realizar as promessas de campanha, sem o que nada terá valido a pena.
O novo governo, que necessita ser um governo forte, e somente será um governo forte se respaldado, repito mil vezes, em manifesto e sistemático apoio popular, não poderá descartar, como segurança para sua estabilidade e força para a realização de seus compromissos, a convocação e realização de consulta plebiscitária sobre seu projeto, apresentado claramente na campanha eleitoral, fortalecendo-o, assim, em face, por exemplo, de um Congresso hostil e de um Poder Judiciário extraviado dos limites constitucionais, extravasando os limites de sua competência.
O apoio popular, organizado, ativo, será a defesa e o ataque em face de uma imprensa sem compromissos éticos, e de uma ordem partidária falida, como o atestam a ascensão do candidato fascista (amparado em um partido de existência apenas jurídica, mas sustentado pelas estruturas militares espalhadas país afora), o desmilinguir-se do candidato tucano e a irrelevância do candidato do ex-PMDB, que já foi de Ulisses Guimarães – o estadista das ‘Diretas-já’ e da ‘Constituição cidadã’, e hoje é um valhacouto chefiado por Michel Temer, o energúmeno.
Roberto Amaral
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A chantagem de sempre – Grita em manchete de sua página B1 o Estadão: “ Influência eleitoral. Disparada da moeda americana reflete a preocupação dos investidores com o rumo das eleições, que também levou a Bolsa a recuar 0,58% e fez os juros futuros registrarem máximas, com taxas de 10% em janeiro de 2021”.
Marielle, sempre – Quando a polícia fluminense e a força militar interventora anunciarão os nomes dos mandantes e dos executores do assassinato da vereadora Marielle Franco? Ficaremos esperando, assim de braços cruzados, até que chacina caia no esquecimento? O PSOL, pelo menos, poderia nos dizer o que está fazendo.
Estratégia petista- Aguarda-se que o PT explique as estratégias adotadas para as eleições para governador de São Paulo e Rio de Janeiro. 
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Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia