Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Superintendente da Região Sul (Gama e Santa Maria) assume Secretaria de Saúde?

Sexta, 25 de maio de 2018
Do SindSaúde
Uma circular no SEI [Sistema Eletrônico de Informações] (veja abaixo), divulgada nesta sexta-feira (25), traz medidas de urgência na Saúde do DF diante da crise provocada pela greve dos caminhoneiros em todo o Brasil.
Uma das medidas é SUSPENDER os atendimentos nas unidades básicas de saúde, no dia de hoje (25) e segunda-feira (28). Também haverá suspensão de todas as cirurgias eletivas nas mesmas datas. Assim, como atendimentos nos CAPS.
O mais intrigante é que o superintendente que resolveu DECIDIR como secretário de Saúde, determina que os servidores lotados nas UBS's devem se apresentar às gerências de emergência dos hospitais HRT e HRSM (que fazem parte de sua superintendência) para trabalharem onde forem designados. Diz ainda que: TODOS os outros servidores devem ficar de "prontidão" para qualquer convocação!
Qual a lógica utilizada por esse gestor descompensado? Se não há combustível para o servidor ir para a UBS, onde trabalha, como irá para o hospital regional? E qual a eficácia de se desmarcar atendimento ambulatorial, deslocando os servidores para outros serviços?
Isso só poderia sair da mente de um colaborador de Rollemberg...
Detalhe: o aspirante a secretário desmarcou os atendimentos do dia 25, no mesmo dia às 15h!
"Qual a eficácia disso? Só pantomima e factóides! Será que os servidores deverão expulsar os pacientes das unidades, no meio do expediente vespertino e saírem "voando" para os hospitais? Esse governo é sádico! Gosta de fazer o povo e os servidores sofrerem" , dispara Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde-DF.

Os servidores que não conseguirem ir trabalhar, por falta de combustível e forem retaliados pelas chefias, deverão procurar o Jurídico do Sindsaude para adoção de providências. "Não aceitaremos que façam o servidor da Saúde de bode expiatório de uma crise que não é nossa! Não somos mágicos e nem fabricamos combustível. Se não tem abastecimento e nem transporte público acessivel, cabe à administração pública viabilizar a logística para fazer os serviços funcionarem. Ninguém trabalha sob chicote!", finaliza a presidente do Sindsaude.

Vamos ver qual será a posição da SES diante dessa pataquada! E o que virá da cabeça brilhante dos outros superintendentes?

"Quando não há comando, os oportunistas fazem a festa!"



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CLDF: Apresentada nesta quarta (23/5) a emenda em defesa da Casa da Cultura do Gama [republicação]

Sexta, 25 de maio de 2018
Matéria publicada originariamente ontem (24/5/2018)


Maquete da Casa da Cultura do Gama

Foi protocolada nesta última quarta-feira (23/05) na Comissão de Assuntos Fundiários da Câmara Legislativa do Distrito Federal, uma emenda aditiva, de autoria da distrital Luzia de Paula, que busca fazer com que o Lote 1, da Praça 01, Lado Leste, do Setor Central do Gama continue sendo destinado à implantação da Casa da Cultura da cidade. A emenda foi proposta ao Projeto de Lei Complementar nº 132/2017, que institui a Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS), a qual traz em seus anexos a transformação do terreno da Casa da Cultura para atividades diversas, como comércio, prestação de serviços e residência, ou seja, usos totalmente contrários aos interesses dos artistas da cidade, que conquistaram há quase três décadas o direito de ter uma área exclusiva à instalação de seu espaço cultural.

A criação da Casa da Cultura contou ao longo de sua história com o envolvimento efetivo da comunidade artística, e essa movimentação caminhou no sentido da elaboração do projeto de arquitetura pela Administração Regional do Gama, trabalho esse que na época ficou a cargo do arquiteto Antônio Eustáquio, que possuía larga experiência na criação e transformação de espaços culturais. Entretanto, mais tarde, depois de muitas idas e vindas, coube ao arquiteto gamense Ariomar da Luz Nogueira elaborar o projeto final. Naquele tempo os artistas Narciso Quaresma, Divino Gomes, Cláudio Alcântara, Simão de Miranda e Hermínio Tadeu ficaram incumbidos de coordenar os trabalhos pela construção da Casa da Cultura.

Com relação ao aspecto normativo, a Casa da Cultura do Gama foi criada pela Lei nº 1.840, de 6 de janeiro de 1998, que posteriormente encontrou abrigo na Lei Complementar nº 728, de 18 de agosto de 2006, que instituiu o Plano Diretor Local do Gama (PDL Gama), cujo art. 31 estabelece que “O Lote 1 da Praça 1 do Setor Central será destinado a equipamento público comunitário de cultura (Casa da Cultura do Gama), com nível de restrição R2 e coeficiente de aproveitamento 3,0 (três).”  É necessário ressaltar que a alteração de destinação do terreno, conforme proposta no atual projeto de LUOS, contraria o art. 250 da Lei Orgânica do Distrito Federal, o qual institui que “é vedada a extinção de qualquer espaço cultural público sem a criação de novo espaço equivalente, ouvida a comunidade local por intermédio do respectivo Conselho Regional de Cultura.”, e, como se sabe, não há nenhum dispositivo no referido projeto destinando uma nova área equivalente para a construção do empreendimento cultural.

Esta é a terceira vez que o Governo do Distrito Federal encaminha a Câmara Legislativa projeto tratando da instituição da LUOS, só que nas vezes anteriores o PLC 57/2012 e o PLC 79/2013, que não chegaram a ser votados, mantiveram a destinação do terreno para equipamento público, mesmo assim a deputada Luzia de Paula, já naquela ocasião, apresentou uma emenda buscando garantir a construção da Casa da Cultura, tendo em vista que a destinação para equipamento público não assegura obrigatoriamente a implantação do estabelecimento de arte e cultura.

Com 2.400 metros quadrados, localizado no coração do Gama, o lote da Casa da Cultura é extremamente atraente para o mercado imobiliário. Pelos parâmetros de edificação constantes na atual proposta de LUOS, poderá ser edificado no local um prédio de 7 andares, limitado a 23 metros de altura, com coeficiente máximo de aproveitamento correspondente a 4 vezes o tamanho do terreno, taxa máxima de ocupação de 70% e de permeabilidade de 20%, podendo contar ainda com 2 subsolos, ou seja, uma maravilha para os empreendedores imobiliários.

Em sua nova emenda, Luzia de Paula busca manter o

lote no curso certo, qual seja a sua destinação original para Casa da Cultura. “Não posso concordar de forma alguma que seja levada adiante uma proposta que agride os interesses dos valorosos artistas gamenses, que lutam há décadas pela implantação definitiva do seu espaço cultural, por isso acredito na importância da aprovação da emenda, que busca de forma inequívoca atender ao interesse público e as normas vigentes”, afirma a distrital.


O projeto de LUOS encontra-se em análise na Comissão de Assuntos Fundiários da Câmara Legislativa, que em sua última reunião abriu espaço para receber sugestões de alterações propostas pelos deputados distritais, para então ser elaborado o parecer de mérito que será submetido à aprovação dos deputados que integram a referida comissão. Em seguida a proposta deverá ser analisada pela Comissão de Meio Ambiente, Comissão de Economia, Orçamento e Finanças e Comissão de Constituição e Justiça, para depois ser votada em plenário, quando todos os parlamentares se posicionarão por sua aprovação ou não. No caso de sua aprovação a proposta será enviada para ser sancionada pelo governador do Distrito Federal.

Na Administração Regional do Gama, discussão sobre a primeira proposta de projeto arquitetônico da Casa da Cultura.


Maquete elaborada a partir do projeto do arquiteto Ariomar da Luz Nogueira e os artistas incumbidos de encaminhar os procedimentos para a implantação da Casa da Cultura.

  
Veja mais imagens

A imagem seguinte mostra a emenda parlamentar, mais acima referida, ao projeto da LUOS (Lei de Uso e Ocupação do Solo), projeto que tramita na CLDF. De autoria da deputada Luzia de Paula, a emenda —que os moradores do Gama esperam ser aprovada pelos deputados distritais— corrige o projeto enviado pelo Executivo e que, lamentavelmente, dava ao lote da Casa da Cultura do Gama, outro destino, como, por exemplo, fins comerciais e ou residenciais. Como dito mais acima, a distrital Luzia de Paula protocolou ontem, quarta (23/5), na CAF, Comissão de Assuntos Fundiários, como se pode constatar no carimbo (tinta em azul) da primeira imagem abaixo.



Clique nas imagens abaixo para melhor visualizá-las 



Abaixo, imagem da Lei nº 1.840, de 6 de janeiro de 1998, citada pela deputada Luzia de Paula na justificativa da emenda apresentada ontem (23/5/2018) ao projeto da LUOS ora em tramitação na CLDF. Observe que a Lei nº 1.180/1998 dispõe sobre a criação da Casa da Cultura do Gama, e isto  acontecido ainda na década de 90.


Agora veja a Lei Complementar 728 de 2016, o PDL (Plano Diretor Local) do Gama. Também citada na justificativa da emenda que a deputada distrital apresentou ao projeto da LUOS. Leia, na imagem abaixo, o Art. 31 do PDL do Gama. O que diz? Diz que:

"Art. 31. O Lote 1 da Praça 1 do Setor Central será destinado a equipamento público comunitário de cultura (Casa da Cultura do Gama), com nível de restrição R2 e coeficiente de aproveitamento 3,0 (três).



Agora, abaixo, temos um trecho da LODF, a Lei Orgânica do Distrito Federal, que é a nossa constituição de Brasília. A distrital foi enfática, e certeira, em sua emenda ao projeto da LUOS, quando assinalou textualmente que "há que se observar qua a alteração prevista na atual proposta de LUOS fere frontalmente a Lei Orgânica do Distrito Federal, onde o art. 250 é cristalino ao estabelecer que "É vedada a extinção de qualquer espaço cultural público sem a criação de novo espaço equivalente, ouvida a comunidade local por intermédio do respectivo Conselho Regional de Cultura".

E foi além na sua feliz justificativa, assinalando: "Ressalte-se que no projeto de LUOS em tramitação nesta Casa não existe qualquer dispositivo que trata da criação de um novo espaço equivalente para a instalação da Casa da Cultura do Gama, consoante determina a Carta Magna local".



Emenda de Luzia de Paula já em 2013
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Leia também: 

Após ação popular, Justiça anula tramitação da Luos (Lei de Uso e Ocupação do Solo) na CLDF

Reaja, Gama! Deu a louca no Governador? Ele toma o terreno da Casa da Cultura do Gama para destinar até à venda de gás de cozinha; ferro velho; materiais de construção, incluindo cal, areia, pedra britada, tijolos e telhas; posto de gasolina, mercearia e supermercado, açougue e peixaria; produtos eróticos, funerários, carvão e lenha [republicação]

Sexta, 25 de maio de 2018
Materia publicada originariamente na segunda (21/5/2018)

O título da postagem fere todas as recomendações de como deve ser. É longo, muito longo. Mas não tão longo quanto a sacanagem que o Executivo está querendo fazer com o Gama e em especial com a Casa da Cultura do Gama, cujo terreno foi destinado pelo PDL, Plano Diretor Local da cidade. Quando uso a palavra sacanagem, acho que não está  deslocada, pois no terreno da Casa da Cultura o governador Rollemberg autoriza até a instalação de comércio de produtos eróticos. É ou não de f.... 

Claro que este estupro contra o Gama só será concretizado se os deputados distritais aprovarem o projeto da LUOS —Lei de Uso e Ocupação do Solo— que o governador enviou à CLDF, e que ora tramita naquela casa de leis.

O Gama tem de reagir a esta estupidez do Executivo contra a cidade. Há de se mobilizar o movimento da cidade ligado à cultura, mas não só aquele vinculado diretamente, mas também todos os movimentos que nas diversas áreas lutam pelos legítimos interesses do Gama. Necessário que também se busque o apoio de todo o movimento da cultura no DF. Somar forças, neste momento, é indispensável.

Veja a seguir algumas das destinações propostas por Rollemberg para o que hoje é o terreno da Casa da Cultura do Gama e responda se não é sacanagem com a cidade. Ele quer trocar Cultura até por:

— Comércio varejista de gás liqüefeito de petróleo (GLP);

— Comércio varejista de combustíveis para veículos automotores

— Comércio varejista de materiais de construção em geral

— Comércio varejista de cal, areia, pedra britada, tijolos e telhas
— Comércio varejista de madeira e artefatos

— Comércio varejista de tintas e materiais para pintura

— Comércio varejista de carnes e pescados - açougues e peixarias

— Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados

— Comércio a varejo de peças e acessórios usados para veículos automotores;

— Comércio varejista de produtos eróticos, carvão e lenha.

Tem mais, mas os itens aí acima já dão uma boa noção da proposta sem noção de Rollemberg de tomar o terreno da Casa da Cultura do Gama.

Reaja, Gama!


A seta amarela no mapa indica o terreno da Casa da Cultura do Gama.


clique na imagem acima para melhor visualizá-la 

‘Eu sou o CAIC [do Gama], e quando o demolirem, uma parte de mim estará sendo demolida com ele’


Sexta, 25 de maio de 2018
Por
Juan Ricthelly* 

Lembro que sou da primeira geração de crianças que estudou nessa escola, foi no CAIC que comecei a ter os meus primeiros lapsos de compreensão da realidade, onde comecei a conviver com outras crianças de histórias e realidades diferentes e semelhantes a minha, lembro com carinho do meu primeiro dia de aula e que fui o único que não chorou na minha turma quando a minha mãe me deixou lá pela primeira vez, estava ansioso para estudar, acho até que foi um dos dias mais felizes da minha vida.

Enquanto escrevo essa mensagem, meus olhos enchem d'água e sigo lembrando das professoras que tive, seus rostos e nomes...

Alguns anos depois fui aluno da Escola Classe 28 que também foi fechada e teve que ser demolida, e tivemos que estudar no CAIC, e mais memórias vão chegando...

Lembro da minha querida e já falecida professora Delite me repreendendo por algumas coisas erradas que fiz e em outro momento me elogiando pelos textos que produzia, das brigas na hora da saída, das primeiras paixões infantis...

Dos treinos de karatê no ginásio com o professor Abdias, de jogar pedra na cobertura de metal do ginásio só para ouvir o barulho legal que fazia, de me imaginar escalando e descendo como um escorregador gigante a mesma cobertura, da vez que choveu tanto granizo que nós brincamos de 'guerra de bola de gelo' em pleno Cerrado.

A questão é que uma escola jamais será somente uma escola, é lá que alguns de nós vivenciamos algumas das experiências e amizades mais marcantes que teremos em nossas vidas, a escola é parte de nós e nós somos parte dela também.

Nesse ponto já chorei antes de terminar de escrever essa mensagem e lamento com grande pesar e tristeza, o fim indigno que esse espaço que tanto fez por mim terá.

Assim como milhares de pessoas, eu sou o CAIC, e quando o demolirem, uma parte de mim estará sendo demolida com ele.

*Juan Ricthelly é advogado, nasceu e mora no Gama, ambientalista e ativista social.

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Saiba mais sobre a ruína e a demolição do CAIC do Gama em:

Risco dedesabamento: CAIC do Gama interditado e estudantes sem aula


Preço dos combustíveis: promotores de Justiça de Santa Maria fiscalizam postos da cidade

Sexta, 25 de maio de 2018
Do MPDF
Ministério Público, com apoio da PCDF, iniciou investigação sobre aumento abusivo de preços nos postos de Santa Maria
WhatsApp Image 2018 05 25 at 16.34.32 600 x 474A Promotoria de Justiça de Santa Maria, em ação conjunta com a 33ª Delegacia de Polícia, realizou vistoria, nesta quinta-feira, 24 de maio, em todos os postos de combustível da cidade, seis estabelecimentos no total. Foram coletadas informações para apurar eventuais condutas criminosas decorrentes do possível aumento abusivo dos preços praticados nos últimos dias em razão da greve dos caminhoneiros.

Justiça mantém condenação de ex-gestores da Saúde do DF por compra de robôs sem licitação para HRC, HBDF, HRG, HRT e HRSobradinho

Sexta, 25 de maio de 2018
Do MPDF
Tecnologia, que não é incorporada pelo SUS, custou aos cofres públicos quase R$ 3 milhões
O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) conseguiu a manutenção da sentença que condenou o ex-secretário de Saúde Rafael Barbosa e os gestores Túlio Roriz, Elias Miziara, Marinice Cabral e a empresa Pace Med Comércio de Equipamento e Material Hospitalar Ltda. por improbidade administrativa pela aquisição de robôs sem procedimento licitatório. A decisão da 6ª Turma Civil do Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) é da última quarta-feira, 23 de maio.
Em 2013, teve início procedimento para aquisição de solução robótica para uso em procedimentos invasivos nos hospitais de Base, de Ceilândia, do Gama, de Taguatinga e de Sobradinho. O termo de referência, genérico, não demonstrou a vantagem da aquisição dessa tecnologia, que não está incorporada ao SUS, para os hospitais da rede pública. Além disso, como não havia recursos para a aquisição desses equipamentos, houve desvinculação de verbas com outras finalidades imprescindíveis.
Para o MPDFT, o contrato foi firmado de forma temerária. Além de não verificar a possibilidade de outras opções no mercado, os gestores não prepararam os hospitais da rede pública para receber os equipamentos, que necessitam de uma infraestrutura diferenciada. Após um ano da aquisição dos aparelhos e integralizado o pagamento, apenas um estava em uso no Hospital de Base, mas sem informação da produtividade.
A Justiça manteve a condenação dos gestores à perda da função pública, ao ressarcimento solidário, ao pagamento de multa civil de duas vezes o valor do ressarcimento. Quanto à suspensão dos direitos políticos, eles conseguiram reduzir de oito anos para três anos.
Os réus, incluindo a empresa Pace Med, ficam proibidos de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos. Juntos, deverão ressarcir, solidariamente, a quantia de R$ 2.812.257,60 aos cofres públicos.
Processo: 2015011066611-5

Mortos de fome; Ministério da Saúde atuou contra o SUS; uma epidemia; descaso na saúde indígena; mais câncer; Johnson & Johnson: culpada; controle biológico; febre amarela

Sexta, 25 de maio de 2018

Do site Outras Palavras/Outra Saúde
No Brasil, a desnutrição mata mais idosos do que crianças

O resumo desta e de outras notícias você confere aqui em sete minutos.

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MORTOS DE FOME
Um tema pouco ou nada discutido é abordado hoje pelo Intercept: no Brasil, a desnutrição mata mais idosos do que crianças há 25 anos e, nos últimos 10, tem sido cinco mil mortes por ano. É que, enquanto o país consegue reduzir a desnutrição infantil, pouco se faz em relação ao mais velhos. Não existe, por exemplo, uma política como o Bolsa Família voltada para essa população. A assistência é prestada por instituições filantrópicas, e o Estado não faz muito além de fiscalizar, dizem membros dessas instituições ouvidos pela reportagem.

A “epidemia silenciosa” que mata 13 idosos por dia tem várias causas. Entre elas, o abandono familiar e, principalmente, a exploração econômica dos idosos por pessoas próximas. Nos próximos anos, com a população envelhecendo, o país em crise e os gastos sociais congelados, a coisa só deve piorar.

Pesadelo e saga em uma madrugada à procura de gasolina pelas quebradas de Brasília

Sexta, 25 de maio de 2018
Meu querido bujão de gasolina!

Rapaaaazzz! Acordei hoje de madrugada, dei um pulo da cama, botei debaixo do sovaco meu bujão em que compro gasolina em dias de desabastecimento. E saí a pé, de quebrada em quebrada, feito um louco de posto em posto, procurando algum que ainda tivesse o combustível. E não é que encontrei um? Que felicidade! Aproveitei e mandei o moço da bomba de gasolina encher o vasilhame até a tampa. Só que ele disse que a quantidade vendida por cliente estava sendo controlada e que por isso ele não poderia encher todo o vasilhame. Era o jeito, então. Pedi, assim, para ele botar o máximo possível. E voltei alegre, e a pé, com meu bujão quase cheio, carregando-o embaixo do sovaco, escondendo-o. Vai que podia encontrar um assaltante de gasolina, e iria perder meu sagrado líquido. E meu querido bujão.

Após ação popular, Justiça anula tramitação da Luos (Lei de Uso e Ocupação do Solo) na CLDF

Sexta. 25 de maio de 2018
Do Metrópoles
Caio Barbieri
A Vara do Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do Distrito Federal decidiu invalidar parte da tramitação da Lei Complementar de Uso e Ocupação do Solo (Luos) na Câmara Legislativa (CLDF).
Em sentença comunicada ao presidente da Casa, Joe Valle (PDT), o juiz Carlos Frederico Maroja de Medeiros anulou os atos de convocação das audiências públicas relativas ao debate sobre o projeto ainda no âmbito do Governo do Distrito Federal (GDF), que ocorreram em 17 de novembro e 1º de dezembro de 2016, por classificá-los como “insuficientes”. A sentença é resposta à ação popular impetrada por Eliane Estrela Galvão, moradora do Lago Sul.
Segundo o magistrado esclareceu, “a anulação dos atos que são necessários à legitimidade do processo legislativo respectivo contamina de nulidade os atos subsequentes, devendo a sanatória da consulta popular preceder o debate do projeto de lei perante a casa legislativa competente”. Em outras palavras, todas as etapas vencidas a partir de novembro de 2016 passam a perder a validade oficial.

Leia a íntegra no Metrópoles

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Do Gama Livre:

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Maus tratos: Essa é a rotina de instituições para pessoas com deficiência

Quinta, 24 de maio de 2018
Por
Com informações de The Intercept Brasil


Mais de 5 mil adultos com deficiência física ou mental, no país, mora nesse tipo de instituição, segundo o censo recente do SUAS

Entre novembro de 2016 e março deste ano, a organização internacional Human Rights Watch visitou 19 instituições de acolhimento, e descobriu inúmeros casos de abusos, maus tratos e condições degradantes.


Por Bruna de Lara, da The Intercept Brasil
Carolina* não tem mais controle sobre sua vida. Sobrevivente de uma agressão grave, cometida por um familiar, ela desenvolveu uma deficiência física. Há uma década, o problema de saúde foi considerado justificativa plausível para uma interdição. Declarando-a como incapaz, um juiz retirou dela o direito de tomar decisões sobre sua vida financeira e pessoal. Desde então, Carolina, hoje com 50 anos, vive em uma instituição para pessoas com deficiência nos arredores de Brasília – onde foi confinada pelos filhos, seus responsáveis legais, contra sua vontade.

GDF suspende aulas nas escolas públicas em razão da greve de caminhoneiros

Quinta, 24 de maio de 2018

Do GDF

O governador Rodrigo Rollemberg determinou à Secretaria de Educação que suspenda as aulas, nesta sexta-feira (25), nas escolas públicas do Distrito Federal. A medida visa garantir a segurança das crianças diante da possibilidade de novas interrupções, assim como melhorar a mobilidade no trânsito da cidade.

AGU já conseguiu 17 liminares para desbloquear rodovias federais

Quinta, 24 de maio de 2018
Por André Richter - Repórter da Agência Brasil  

A Advocacia-Geral da União (AGU) já obteve até agora 17 decisões liminares que proíbem a obstrução de rodovias federais. A ministra da Advocacia-Geral da União (AGU), Gracie Mendonça, disse hoje (24) que cerca de 100 advogados públicos estão atuando em todo país para garantir o trânsito livre nas estradas.

Segundo a AGU, as liminares foram obtidas nos estados de Sergipe, São Paulo, Paraná, Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba, Rondônia, Distrito Federal e Rio Grande do Sul durante as manifestações de greve de caminhoneiros. Há estados com mais de uma estrada desbloquedada por liminares.

Justiça autoriza apoio do Exército para retirar caminhões de estrada

Quinta, 24 de maio de 2018
Por Léo Rodrigues - Repórter da Agência Brasil

A Justiça Federal expediu liminar nesta tarde (24) determinando a reintegração de posse do trecho da rodovia federal BR-101 que se encontra sob gestão da concessionária Autopista Fluminense. Trata-se de 322 quilômetros, entre Niterói e a divisa do Rio de Janeiro com o Espírito Santo, incluindo a Ponte Rio-Niterói.

Nota sobre a política de preços da Petrobras

Quinta, 24 de maio de 2018
Da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET)



A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial "Política de preços de Temer e Parente é 'America First!' ", de dezembro de 2017. 
A Petrobrás adotou nova política de preços dos combustíveis, desde outubro de 2016, a partir de então foram praticados preços mais altos que viabilizaram a importação por concorrentes. A estatal perdeu mercado e a ociosidade de suas refinarias chegou a um quarto da capacidade instalada. A exportação de petróleo cru disparou, enquanto a importação de derivados bateu recordes. A importação de diesel se multiplicou por 1,8 desde 2015, dos EUA por 3,6. O diesel importado dos EUA que em 2015 respondia por 41% do total, em 2017 superou 80% do total importado pelo Brasil.