Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sábado, 27 de maio de 2017

A CONEXÃO DA CRACOLÂNDIA COM O REINO DA CORRUPÇÃO

Sábado, 27 de maio de 2017
Há um aumento redobrado dos antigos problemas sociais, que agora explodem de forma conjunta e sob os mais variados aspectos: cracolândia, redução de direitos trabalhistas e previdenciários, desemprego estrutural, predação ecológica, aumento da violência urbana, corrupção com o dinheiro dito público, falência dos serviços públicos de educação e saúde, crise no topo das instituições do Estado, falência das contas públicas, favelização crescente, etc.

Do Blogue Náufrago da Utopia
Por Dalton Rosado


"Nada é permanente nesse mundo cruel. Nem
mesmo os nossos problemas" (Charlie Chaplin)
.
Há 22 anos moro no mesmo lugar, sempre fazendo o mesmo percurso de casa até o escritório. Assim, tendo de passar sempre pelo mesmo semáforo, pude acompanhar a evolução (ou involução) daquele menino de 14 anos, saudável, que lavava pára-brisas para ganhar alguns trocados. 

Papeávamos. Éramos antagonistas futebolísticos, então ele sempre zoava comigo quando o Ceará (meu time) perdia, recebendo o troco nas derrotas do Fortaleza. perdia. Tínhamos uma relação cordial.

Com tempo ele foi decaindo: os dentes, antes sadios, ficaram cheios de cáries; a roupa, cada vez mais suja e rota; a barba crescendo de modo descuidado; e o seu ar já não era alegre, mas sombrio. O crack fez dele um zumbi ambulante, desinteressado pelo que acontecia ao redor, esquecido do futebol.

Equipes terceirizadas removerão à força dependentes químicos da Cracolândia; Portugal vai instalar salas de consumo assistido para usuários de drogas

Sábado, 27 de maio de 2017
Em Portugal, nem o consumo aumentou, nem o país se tornou ponto de encontro de toxicodependentes de outras partes do mundo

Bruno Bocchini – da Agência Brasil
Equipes terceirizadas, contratadas pela prefeitura de São Paulo, serão as responsáveis por conduzir a uma avaliação médica coercitivamente (contra a vontade da pessoa) os dependentes químicos que frequentam a região da Cracolândia. A ação deverá começar na próxima semana.

Eleições 2018: Pré-candidatos queimam-se na brasa dos escândalos

Sábado, 27 de maio de 2017
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna


 
A evolução da crônica policial judiciária tem representado para Brasília uma peneira prévia dos nomes que tentam alçar o poder local.

Por Chico Sant’Anna
Quem pensava que as eleições de 2018 seriam um filé, já percebe que vai ser um osso duro de roer. Antes mesmos da operação Panatenaico, que levou presos os ex-governadores José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz, o ex-vice Tadeu Filippelli e que aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal para saber se faz o mesmo com o ex-governador tampão, Rogério Rosso, vários atores políticos, que se consideravam na linha de frente para a sucessão do Buriti, já tinham sido queimados pelas delações dos irmãos Friboi. Se não vejamos:

 

PSDB
O PSDB, hoje o partido com mais filiados no DF, trabalha Izalci Lucas. Izalci, que está inserido na dívida ativa de União pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional no valor de R$ 458 mil, tinha no presidente nacional de seu partido, Aécio Neves um grande reforço. Aécio, como se sabe, venceu o segundo turno das eleições em Brasília contra Dilma Roussef. Mas foi afastado do parlamento e do PSDB em decorrência das gravações de que havia pedido propina de R$ 2 milhões aos irmãos Friboi. Com o líder máximo mergulhado nos escândalos de corrupção, os Tucanos perdem a máscara que tentam construir de paladinos da ética. Vale lembrar, que outro presidente do PSDB, o ex-senador Eduardo Azeredo, foi condenado a 20 anos e dez meses de prisão por peculato e lavagem de dinheiro no escândalo Mensalão Mineiro.

 

PMDB
Outro forte candidato era Tadeu Filippelli (PMDB), tido por muitos como herdeiro do rorizismo e que pensava ter a caçula do clã, Liliane Roriz (PTB) como sua vice. Por decisão do TRE-DF, ela já está inelegível por 12 anos. Para Filippelli esta semana deve ter sido daquelas em que jogam água na brasa do churrasco. Todos os sonhos viraram fumaça. Num dia, seu padrinho, Michel Temer, cai nas páginas do noticiário policial e noutro, ele mesmo é levado pra cadeia sob a acusação de receber propinas das obras do Estádio Mané Garrincha. O esquema teria desviado R$ 900 milhões da obra, segundo a Polícia Federal. Dependendo do desfecho desse caso, em vez de se instalar no Buriti, o fará na Papuda.

Govenantes ladrões abriram os dentes (e encheram os bolsos) para os ladrões da Fifa na Copa de 2014 (republicação de postagem de exatos dois anos)

Sábado, 27 de maio de 2017
Espero que vocês não tenham aberto os dentes também.
 
A postagem original aconteceu em 29 de maio de 2015. Hoje, com as denúncias explodindo contra governadores, vices, secretários e o escambau a quatro, a postagem se torna mais atual ainda. 

Veja dois excelentes vídeos de protesto contra a Copa do ano passado. 
 
Da banda baiana Universo Groove Cênico

 
 
Edu Krieger
Desculpe, Neymar

Justiça prorroga por cinco dias prisões dos ex-governadores Agnelo e Arruda e do ex-vice governador Tadeu Filipelli (homem de confiança de Roriz, Arruda, Agnelo, Temer e de quem venha pela frente)

Sábado, 27 de maio de 2017
Paulo Victor Chagas - da Agência Brasil
 

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), prorrogou hoje [ontem] (26) por cinco dias a prisão temporária dos detidos na Operação Panatenaico, ocorrida na última terça-feira (23), entre eles o ex-governadores do Distrito Federal Agnelo Queiroz e José Roberto Arruda, além do ex-vice-governador do DF, Tadeu Filipelli, que até ser preso era assessor do presidente Michel Temer. Na decisão, o juiz nega os pedidos de liberdade provisória apresentados por nove dos custodiados e acata requerimento do Ministério Público Federal para prorrogação de todas as prisões efetuadas.

“Sucateamento do SUS coloca em risco a expansão da Medicina de Família e Comunidade”, avalia médico de família

Sábado, 27 de maio de 2017
Do Saúde Popular

Artigo publicado no Saúde Popular em 19/05/2017

Neste 19 de maio  celebra-se o Dia Mundial do Médico de Família e Comunidade; para médicos desmonte do SUS pode afetar a especialidade
por Juliana Gonçalves, especial para o Saúde Popular

A partir dos conceitos da Atenção Primária à Saúde, a Medicina de Família e Comunidade está presente em quase todo o Brasil. Atualmente cerca de 100 milhões de brasileiros são assistidos pela Estratégia Saúde da Família (ESF), sendo 32 mil equipes atuando em 99% dos municípios brasileiros, segundo dados da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC).

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Empresa terceirizada serve comida estragada para acolhidos

Sexta, 26 de maio de 2017
Do Site 'Ataque aos Cofres Públicos'

Alguns tiveram problemas gastrointestinais; Secretaria diz que está apurando os problemas junto à empresa

Fora todos os absurdos cometidos nas últimas ações repressoras e higienistas da Prefeitura e do Governo de São Paulo junto aos usuários da Cracolândia, mais um problema surge. Desta vez, no Centro Emergencial Prates, onde uma empresa terceirizada, contratada pelo município, serviu comida estragada para os acolhidos da região da Luz.

A comida provocou diarreia nos atendidos e também um princípio de tumulto na noite desta quinta-feira (25). Tudo porque os pratos de arroz, feijão, almôndegas e macarrão ao molho estavam repletos de comida estragada.
A reportagem do G1 conversou com seis acolhidos que confirmaram o problema. Dois deles passaram mal durante a madrugada. O Governo alega que as refeições foram servidas em marmitas de isopor, por uma empresa terceirizada. Um desacerto atrás do outro na gestão do Prefeito João Dória, um entusiasta da privatização e terceirização de unidades públicas, seja por meio de Organizações Sociais ou PPPs.
Leia aqui a matéria do G1

Pau d’Arco Urgente: testemunhas oculares do massacre reforçam tese de execuções

Sexta, 26 de maio de 2017
Da Pública
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
Posseiros dizem ao Ministério Público que colegas foram rendidos antes de serem mortos; uma testemunha está desaparecida: teria sido levada pela polícia no dia dos assassinatos no Pará

Três testemunhas oculares ouvidas pelo Ministério Público do Pará e pelo Ministério Público Federal deram depoimentos que reforçam a suspeita do CNDH de que os posseiros mortos na fazenda Santa Lúcia, no município paraense de Pau D’Arco, foram executados.

Os posseiros reafirmaram em seus depoimentos que foram surpreendidos pela polícia na última quarta-feira, quando as mortes ocorreram. Chovia muito naquela manhã. “Por conta do barulho da chuva, a Polícia conseguiu se aproximar sem ser ouvida”, disse à Pública o presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), Darci Frigo, que está acompanhando as diligências do MP. Quando perceberam a polícia se aproximando, alguns posseiros deixaram suas casas.

TCDF acolhe pedido de Celina Leão para que Metrô pague adicional de periculosidade

Sexta, 26 de maio de 2017
Ascom deputada Celina Leão

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) acatou o pedido da deputada Celina Leão (PPS) que reivindicou a concessão de adicional de periculosidade para todos os pilotos de trens da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal, o Metrô-DF. A Corte aceitou as argumentações da parlamentar que denunciou a ilegalidade da empresa ao não pagar a gratificação a esses servidores.

ONU Direitos Humanos e CIDH condenam uso excessivo da força durante as manifestações sociais e durante ações de segurança no Brasil

Sexta, 26 de maio de 2017

Da OEA
Santiago, Chile / Buenos Aires, Argentina – A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) condenam o uso excessivo da força por parte da Polícia Militar para reprimir protestos e manifestações no Brasil. Do mesmo modo, condenam a violência policial em operativos de segurança no espaço urbano e no marco do conflito de terras.

Hoje o Brasil acorda de Luto. É dia de vergonha nacional

Sexta, 26 de maio de 2017
Por Wemer Hesbom*

Como Defensor Público no DF, atuei no direito penal por alguns anos, e detenho um mínimo de conhecimento jurídico, suficiente para concluir pela manifesta e injustificável injustiça da prisão do Reverendo Caio Fábio (com o qual não tenho qualquer ligação pessoal, para minha infelicidade).

Em 2011, ele foi condenado pela [IN]Justiça Eleitoral por calúnia eleitoral, como incurso nas penas do art. 324, § 1º, c.c. o art. 327, inc. I, ambos do Código Eleitoral, na forma do art. 71 do Código Penal, à pena de 4 anos de detenção e 40 dias-multa. A condenação, nesse ponto, restou integralmente mantida pelo TRE e negou-se seguimento aos recursos às instâncias extraordinárias.

Em português claro: ele foi condenado por, supostamente, divulgar informação "sabidamente" falsa de que políticos da elite – como Fernando Henrique Cardoso (então candidato à reeleição), Mário covas, José Serra e Sérgio Vieira Motta – teriam contas nas Ilhas Cayman com milhões de dólares depositados. Ou seja: em 1998, Caio Fábio tentou alertar o país sobre a roubalheira da elite política brasileira, mas o tiro saiu pela culatra, possivelmente porque as instituições investigativas não tinham a autonomia de hoje. Resultado: como sempre, sobrou para o “mais fraco”.
O absurdo da condenação é tão grande, que ele, embora primário e de bons antecedentes criminais, com um histórico de serviços sociais relevantíssimos para o país, recebeu pena em seu grau máximo, contrariando tudo o que a jurisprudência vem decidindo há décadas.

Como se não bastasse, deixou-se de substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, como preceitua o art. 44 do Código Penal.

Pior que a condenação, em si, ou a prisão, estou certo, é alguém que dedicou (e continuará dedicando, estou certo) a vida ao País – a ponto de arriscar-se com denúncias tão graves (hoje confirmadas de forma generalizada), sem nunca ter tido qualquer pretensão política ou financeira –, de repente ver-se dividindo cela com bandidos da pior espécie, como os políticos da operação lava-jato e tantas outras.

Reverendo Caio Fábio, como cidadão brasileiro peço que você perdoe o Brasil!
-------------------------------------
Dispositivos legais aplicáveis ao caso:

Código Eleitoral

Art. 324. Caluniar alguém, na propaganda eleitoral, ou visando fins de propaganda, imputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena detenção de seis meses a dois anos, e pagamento de 10 a 40 dias-multa.

§ 1° Nas mesmas penas incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

Art. 327. As penas cominadas nos artigos. 324, 325 e 326, aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido:

I - contra o Presidente da República ou chefe de governo estrangeiro;

Código penal:

Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços.

Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando:

I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo;(Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998)

II – o réu não for reincidente em crime doloso; (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998)

III – a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente.

*Wemer Hesbom, trabalha na Defensoria de Petições Iniciais e de Direitos Humanos no Gama, Distrito Federal.

Ministério Público pede prorrogação da prisão de acusados da Panatenaico

Sexta, 26 de maio de 2017
Se o pedido for aceito pela Justiça Federal, a prisão temporária de cinco dias pode ser estendida por igual período
 
Por CB. Poder Foto: Reprodução/Divulgação/ Minervino Junior/CB/D.A PRESS 
Blog do Sombra
 
O Ministério Público Federal pediu à Justiça a prorrogação da prisão temporária dos 10 detentos acusados de envolvimento na Operação Panatenaico, entre eles os ex-governadores Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR), além do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB). Se o pedido for aceito pela Justiça Federal, a prisão temporária de cinco dias pode ser estendida por igual período. Nesse caso, os investigados só deixarão a cadeia na próxima quinta-feira.

Em uma das 'sesmarias' do Gama, a coisa tá feia!!!

Sexta, 26 de maio de 2017

Algum caso muito podre numa das 'sesmarias' dessas bandas de cá. Tão podre que pode fazer explodir publicamente o tumor, caso rumoroso de nepotismo, apadrinhamento e vingança.  

Acompanhemos o Diário Oficial e os mensageiros dessas bandas Sul de Brasília. 

O reizinho pode se machucar antes de chegar mais perto do rei. Será que ele ouvirá?

Ocaso do interino

Sexta, 26 de maio de 2017
Esse presidente não pode mais ser o comandante supremo de nossas Forças Armadas.

Por



O governo, se assim podemos chamá-lo, acabou. Há um intruso na Presidência da República e é preciso removê-lo antes que a peçonha contamine o que ainda resta de estabilidade do sistema político, abalado pela degenerescência dos poderes republicanos, e nesta listagem se somam os poderes extra constitucionais, o poder econômico – corrupto e corruptor – e a grande mídia, que manipula a informação  e desinforma a sociedade ao sabor de seus interesses específicos, mercantis,  sempre apartados dos interesses do país e de seu povo.

Da última quarta-feira (24/5) pode-se dizer, não obstante as aparências, que nada de novo, ou não esperado, ou temido, foi registrado. Funcionou o velho script: povo nas ruas e violência policial, a velha e cediça arma de que sempre se valem os governos autoritários – por definição ilegítimos –, para conter a expressão do sentimento popular. Nesse sentido, as cenas brasilienses repetem, como farsa, aquelas que ficaram para a História como o réquiem da ditadura: forças militares, comandadas por um grotesco gal. Newton Cruz, a cavalo, tentando reprimir o grito nacional pelas Diretas-Já, que, por sinal, não por coincidência histórica, volta à ordem do dia.

Os tais poderes que constituem o ‘sistema’ que nos governa, encangados, recusam-se, em sua miopia, a ver o que é um quadro óbvio para qualquer observador que enxergue para além de um palmo adiante do nariz: há algo de novo nas entranhas do processo social brasileiro, algo que os sismógrafos registram sem identificar o significado do fenômeno. Esse algo novo começou a saltar à flor da terra em 2013 e cresce a cada dia, anunciando uma ruptura social em gestação. Um de seus sintomas é a mudança de qualidade das intervenções populares, alimentada agora por um sentimento de desespero, desesperança e desilusão, com tudo (as instituições) e com todos (seus líderes). Desesperança que se soma ao generalizado sentimento de orfandade, levando à desmoralização dos políticos, do sistema político e da política, para o que tanto concorrem um Congresso deplorável, um Executivo fora da lei, um Judiciário que viola a Constituição e um sistema de comunicação encardidamente reacionário.

A alteração do ânimo popular é alimentado por razões objetivas que se agravam sem cessar, enquanto as chamadas classes dominantes e seus delegados no Congresso e no Planalto traficam à tripa forra: desemprego, recessão, corrupção larvar percorrendo todos os poderes da República, redução de direitos sociais e trabalhistas, cassação de aposentadorias dos mais pobres e dos que mais trabalham, restrições à prestação da saúde pública gratuita, desmontagem da economia nacional. Enquanto isso – embora gravíssimo, trata-se de apenas de um dado, não isolado – o ainda ocupante do Planalto se reúne na garagem de sua residência oficial, nas caladas da noite (expressão do procurador Rodrigo Janot) com um gângster acuado pela Polícia, para traficar formas e modos de obstrução da justiça! E outros negócios nada republicanos.

Eis o caminho mais curto para alimentar no povo  a descrença na democracia, qual a praticamos. Eis o caminho mais curto para a emergência das rupturas constitucionais ou de ‘salvadores da pátria’.

Nos momentos em que tais sentimentos se fizeram majoritários, a pátria pagou alto preço.

E a grande imprensa – que age como sujeito nesse processo, agora e como sempre – se revela surpresa quando o povo, assim agredido, sai às ruas, e exerce seu papel de sujeito histórico, e protesta!

Até aqui, dizíamos, a História se repetia sem sobressaltos, seguindo um cardápio já conhecido. Eis que o intruso que ainda habita o Planalto – acuado moralmente – resolve, irresponsavelmente, trazer para o proscênio as Forças Armadas que, como é de seu dever constitucional, permaneciam até aqui silentes e aquarteladas. Ao trazer as forças militares, equipadas com armas de fogo de grosso calibre (fuzis e metralhadoras) para o confronto com as massas populares, o presidente ilegítimo pôs em risco a estabilidade constitucional-democrática.

Para quem se preocupa com a democracia (uma florzinha frágil que precisa ser regada todo dia, no dizer de Otávio Mangabeira) e para quem, até por isso, zela pela imagem de nossas Forças Armadas, é deplorável vê-las, por ordem de um presidente militantemente ilegítimo, combatendo, não inimigos avançando sobre nossas fronteiras, mas concidadãos, trabalhadores e assalariados, desempregados ou ameaçados de desemprego, cujos direitos de expressão deveriam proteger. Tudo isso para substituir a inepta, violenta, despreparada Policia Militar do Distrito Federal!

O fato de o decreto infame já haver sido revogado, antes de amenizar o crime, torna-o mais grave, pelo reconhecimento de sua absoluta dispensabilidade.

Esse presidente não pode mais ser o comandante supremo de nossas Forças Armadas.

A crise é política e para ela a solução só encontra um curso: a legalidade democrática, a sustentação das instituições, preparando o país para eleições livres e democráticas em 2018, aquelas em condições de ‘passar o país a limpo’.

O Congresso Nacional continuará como o espaço constitucional das alternativas políticas. Mas esse Congresso –a pior composição desde 1946! –, carente de legitimidade, carece, igualmente, de autonomia, o que devolve o poder ao povo e às ruas. A mobilização popular, que não pode cessar, é legítimo instrumento de autodefesa de um povo sem representação.

Nesse sentido se impõem o avanço e ampliação da mobilização e uma proposta unificadora para a saída para crise. Refiro-me à ampliação das políticas de frente, com os partidos de esquerda e as centrais sindicais no centro, mas caminhando para além deles, reunindo todas as forças sociais, independentemente de opção ideológica, que estejam contra o atual governo, e dispostas a lutar pela sua imediata derrogação, sustando os malefícios que ainda pode cometer.  Como um dos muitos bons frutos das vitoriosas Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo,     essa Frente ampla, amplíssima, como aquela que implodiu o Colégio Eleitoral de 1984 montado pela ditadura para eleger seu delfim, é o único instrumento com o qual pode contar a nação para impor ao Congresso o fim das reformas antissociais e antinacionais e a convocação de eleições diretas, já.

Sustentado na mobilização popular, ou seja, com povo nas ruas e os sindicatos preparados para a greve geral, essa Frente – e apenas ela –  poderá impedir a conciliação, por cima, já em curso, cujo objetivo declarado é manter a infâmia  de eleições indiretas, ilegítimas já na origem, pois levadas a cabo por um Congresso sem representação. Essa eleição indireta, defendida pela base parlamentar governista e pela grande imprensa, é o instrumento da classe dominante para assegurar que, trocando de presidente, tudo permaneça como está, e isto é tudo o que não interessa ao povo e à nação. O Globo, como o ministro Gilmar Mendes, não disfarça. Na edição desta quinta- feira (25/5) nos brinda com esta pérola: “Agora é encontrar logo um novo presidente para fazer exatamente o que Temer fazia – sem os encontros com Joesley”.

O antídoto democrático é a convocação de eleições diretas, concomitantemente com a reforma política que assegure, pelo menos, a votação em listas e o financiamento público das campanhas eleitorais, pois realizar eleições sob as atuais regras é assegurar a sobrevivência da miséria política.

O governo acabou. Enterre-se seu cadáver, que jaz insepulto.
Roberto Amaral

Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia

Está desmanchando a equipe do Temer. A presidente do BNDES, Maria Silva Bastos, pede demissão "por razões pessoais", mas ninguém acredita nisso

Sexta, 26 de maio de 2017

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Brasília - A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, fala à imprensa (Elza Fiuza/Agência Brasil)
Brasília - A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, fala à imprensa Elza Fiúza/Arquivo Agência Brasil
A presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, pediu demissão nesta sexta-feira (26). Em nota divulgada há pouco, ela alegou "razões pessoais" para deixar o cargo. A decisão foi comunicada ao presidente Michel Temer pela própria Maria Sílvia.

Em Brasília: Neste sábado (27/5) acontece a 1ª Mostra de Curtas em Saúde Mental

Sexta, 26 de maio de 2017
Será das 15 às 18 horas no Museu Nacional da República.

Fonte:
https://www.facebook.com/events/315733332190335/

A expressão do Eu é pura atitude libertária e terapêutica, sobretudo em se tratando dos transtornos psíquicos e todo o seu amplo entorno ao abrir portas, provocar reações e legitimar a existência. Neste sentido, instituições dedicadas à Saúde Mental trazem em sua grade de atividades, entre outras linguagens e plataformas, a produção de curtas metragens.

CNDH (Conselho Nacional de Direitos Humanos) levanta hipótese de vingança de policiais em massacre de Pau D’Arco, Pará

Sexta, 26 de maio de 2017
Da Pública
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo

Para Darci Frigo, entrevistado pela Pública, mortes na Santa Lúcia podem ser retaliação à morte de segurança; é a segunda maior chacina do campo brasileiro nos últimos vinte anos
O presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), Darci Frigo, contestou a versão apresentada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) do Pará sobre a morte de dez posseiros na fazenda Santa Lúcia, em de Pau D’Arco (PA), na última quarta-feira (24). “A pergunta que a gente se faz é se não foi uma ação de vingança tendo em vista a morte do segurança da fazenda há poucos dias no local”, disse Frigo em entrevista à Pública nesta quinta-feira.

Ele se refere à morte do segurança Marcos Batista Montenegro, baleado no último dia 30 de abril quando patrulhava a fazenda ocupada. Os tiros teriam sido disparados pelos posseiros. No dia da chacina, os policiais civis e militares, liderados pela Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) de Redenção, foram à ocupação para cumprir 16 mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados ao assassinato do segurança. Segundo a Segup, eles teriam sido recebidos a tiros pelos posseiros. Dos dez mortos, sete eram da mesma família: o casal Jane Julia de Oliveira e Antonio Pereira Milhomem, seus três filhos e dois sobrinhos.

Pedido de cassação de distritais réus da Drácon é arquivado pela CLDF

Sexta, 26 de maio de 2017
Para o comando da Casa, como a Justiça decidiu pelo não afastamento dos cinco parlamentares, não caberia à Câmara fazê-lo.
 
Por Suzano Almeida/Daniel Ferreira/Metrópoles
Blog do Sombra
 
A portas fechadas, a Mesa Diretora da Câmara Legislativa decidiu arquivar, nesta sexta-feira (26/5), os pedidos de investigação e cassação dos mandatos dos deputados distritais réus na Operação Drácon. Por maioria, o colegiado que comanda a Casa entendeu que, como a Justiça decidiu pelo não afastamento dos cinco parlamentares, não caberia à CLDF fazê-lo. É a segunda vez que o pedido foi rejeitado.
 
Os deputados Raimundo Ribeiro (PPS), Julio Cesar (PRB), Bispo Renato Andrade (PR), Celina Leão (PPS) e Cristiano Araújo (PSD) são acusados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) de terem aprovado emendas parlamentares para a área de saúde em troca de propina. Ao todo, teriam liberado R$ 30 milhões em recursos, que foram utilizados para pagar prestadores de serviço de UTI na rede pública.
 
“Entendemos que não havia fato novo e, por isso, arquivamos os pedidos. Nosso entendimento é que, ao aceitar a denúncia, a Justiça optou por não afastá-los. Portanto, nós não o fizemos aqui na Casa também”, explicou o vice-presidente Wellington Luiz (PMDB), que foi acompanhado pelo votos de Robério Negreiros (PSDB) e Telma Rufino (Pros).

Único a votar pelo prosseguimento, o presidente Joe Valle (PDT) afirmou que a Câmara Legislativa, apesar da decisão, tomou posição e deu uma satisfação à sociedade.

Em delação, Joesley cita esquema envolvendo o Mineirão para favorecer Pimentel

Sexta, 26 de maio de 2017
Léo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil
Belo Horizonte - Minas Arena, Estádio Governador Magalhães Pinto-Mineirão (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Minas Arena, Estádio Governador Magalhães Pinto-Mineirão Tomaz Silva/Agência Brasil
O empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, disse em seu acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) que teria repassado R$30 milhões em propina para o governador mineiro Fernando Pimentel (PT). A transação teria ocorrido em outubro de 2014 e envolveria o estádio Mineirão. Na época, Pimentel era candidato ao governo de Minas Gerais e vence a eleição.

Operação Poço Seco, nova fase da Lava Jato, investiga fraudes financeiras na Petrobras

Sexta, 26 de maio de 2017
A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão, de prisão preventiva, de prisão temporária e de condução coercitiva

Aécio Amado – Repórter da Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (26) a 41ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Poço Seco, que tem como alvo operações financeiras feitas a partir da aquisição pela Petrobras de direitos de exploração de petróleo no Benin, no oeste África.