Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 10 de julho de 2025

Sem novidades —Adotada por bolsonaristas, estratégia de pedir sanções dos EUA reproduz padrão de extrema direita latino-americana

Quinta, 10 de julho de 2025

Movimentos semelhantes são conduzidos pela oposição em países como Cuba e Venezuela

Brasil de Fato — Caravas (Venezuela) 
10 de julho de 2025
Lorenzo Santiago

Em meio ao julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado no Brasil — processo que tem entre os réus o ex-presidente Jair Bolsonaro —, seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deixou o cargo no país natal e viajou aos Estados Unidos para pedir sanções contra o país e contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes. A iniciativa revela a pouca criatividade da família e reproduz moldes já adotados por setores da extrema direita em países como Cuba e Venezuela, que já sofrem bloqueios dos EUA.

Na Venezuela, o movimento já dura 10 anos e começou ainda durante a gestão de Barack Obama. Em 2015, o democrata classificou a Venezuela como uma “ameaça incomum para a segurança interna dos Estados Unidos” a partir de uma ordem executiva. A medida veio em resposta a protestos violentos realizados um ano antes e promovidos pela oposição venezuelana sob as lideranças do fundador do partido opositor Vontade Popular, Leopoldo López, e da ex-deputada ultraliberal María Corina Machado. Naquele momento, a Casa Branca sancionou os primeiros funcionários do governo chavista.