Quarta, 14 de junho de 2023
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Entre os casos emblemáticos citados estão os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips
Pesquisa investigou 1.171 casos registrados; boa parte dos episódios foi na Amazônia Legal
Felipe Mendes
Brasil de Fato | Rio de Janeiro | 14 de Junho de 2023
Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (14) mostra que defensoras e defensores de direitos humanos foram vítimas de 1.171 casos de violência no Brasil, incluindo homicídios, nos quatro anos de governo de Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o estudo “Na Linha de Frente: violência contra defensores e defensoras de direitos humanos no Brasil”, elaborado pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global, entre 2019 e 2022, luta territorial e ambiental foram as maiores motivações das violências. A Amazônia Legal foi a região do país com maior número de assassinatos e ameaças.
Em entrevista ao Brasil de Fato, a diretora adjunta da Justiça Global, Daniele Duarte, destacou que o Brasil “é um país altamente hostil para quem defende direitos humanos”. No caso da Amazônia, ela destacou que a região tem um grupo grande de defensores e um olhar de empresas e organizações criminosas e ilegais para aquele espaço.
“É um espaço rico em biodiversidade, e também alta impunidade nos casos de violência nesse território. No período da pesquisa, período do governo do ex-presidente Bolsonaro, a gente viu um aumento do interesse de organizações e empresas nesse território, em áreas como mineração e desmatamento e até de organizações criminosas”, destacou.
Defensores e defensoras de povos indígenas foram alvos de grande parte dos casos. Foram 346, incluindo 50 assassinatos e 172 ameaças nos últimos quatro anos, quando o governo então chefiado por Bolsonaro adotou uma política anti-indígena que viabilizou o aumento da invasão e exploração de territórios tradicionais garimpo, desmatamento e agronegócio.

