Segunda, 11 de março de 2024

"Atacar o padre Júlio Lancellotti é atacar os movimentos populares", disse Gilmar Mauro (à esq.), do MST - Priscila Ramos
Após CPI tirar foco de ONGs e mirar padre Julio, vereadores e integrantes da Igreja denunciam manobra da extrema direita
Redação
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 11 de março de 2024 às 21:49
Movimentos sociais, vereadores do campo progressista e integrantes da Igreja Católica lotaram na noite desta segunda-feira (11) no Auditório Prestes Maia, da Câmara de São Paulo, em um ato de apoio "incondicional" ao padre Júlio Lancellotti.
Os participantes denunciaram o que chamaram de "perseguição" da extrema direita ao religioso, que é alvo de uma proposta de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de iniciativa do vereador Rubinho Nunes (União), ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL).
"Não é o padre Júlio quem está sendo acusado, mas sim toda a igreja que defende os pobres. Atacar o padre Júlio Lancellotti é atacar os movimentos populares", afirmou Gilmar Mauro, da coordenação nacional do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Representando a paróquia de São Miguel Arcanjo, à qual pertence padre Júlio, o padre Tarcísio Marques Mesquita diz que os integrantes da comunidade na zona leste de São Paulo (SP) estão preocupados com a saúde do religioso. "Nós enquanto comunidade não aceitamos essa situação, que é injusta e hipócrita", pontuou.
