Terça, 23 de junho de 2026
DO BRASIL DE VARGAS E DA CUBA DE FIDEL A BURKELE-NOBOA-MILEI-KAST-
O sociólogo e filósofo cubano Aurelio Alonso Tejada (1939), vice-diretor da revista Casa de las Américas, escreveu, com a emoção de quem é traído, sua declaração de oposicionista ao governo de Miguel Diaz-Canel: “Desde ontem passei a ser opositor”, enumerando suas oito razões.
E conclui: "Ninguém que ocupe um cargo de direção pode ter interesses no setor privado. Não é compatível. Isso é conflito de interesses. Pode haver setor privado, mas com luta de classes e que a classe trabalhadora seja a que dirija".
Naquele longínquo ano novo de 1959, quando muitos dos leitores nem eram nascidos, fica difícil entender a ruptura trazida pela Revolução Cubana do liberalismo econômico e político que dominava o mundo ocidental e da “guerra fria” movida pelo ocidente contra o oriente.
