Quinta, 15 de setembro de 2016
Imagem: Valter Campanato/ABr
Apesar da evolução nas últimas décadas, o Brasil ainda tem 40% de
sua população sem acesso adequado à água e 60% sem acesso a esgotamento
sanitário
Do site Saúde Popular
por Redação ONU Brasil
As quebras ou não renovações dos contratos ocorreram por falhas das
empresas em atingir metas de universalização, além de problemas com
transparência e dificuldade de monitoramento do serviço pelo setor
público.
O Brasil tem 40% de sua população sem acesso adequado à água e 60%
sem acesso a esgotamento sanitário. Apesar da evolução nas últimas
décadas, o quadro permanece preocupante e, para solucioná-lo, são
necessários mais investimentos públicos continuados, enquanto a
privatização desses serviços já se mostrou inadequada em diversos
países, disse o relator especial das Nações Unidas sobre o tema, o
brasileiro Leo Heller.
A empresa privada não investe o suficiente e adota política de
exclusão de populações mais pobres, impondo tarifas mais altas. Além
disso, não atingem as metas dos contratos, declarou Heller, lembrando
que o próprio Banco Mundial, antes defensor das privatizações no
saneamento, já reconheceu que as privatizações não são uma panaceia para
todos os problemas.
