Sábado, 10 de janeiro de 2015
Do Blog Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti
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| O martírio de Alexandre Ulianov motivou... |
Ao nascerem, tanto o marxismo quanto o anarquismo prometiam conduzir a humanidade a um estágio superior de civilização.
A proposta de ambos era a de um melhor aproveitamento do potencial
produtivo existente, direcionando-o para a promoção da felicidade
coletiva, ao invés de desperdiçá-lo em desigualdade e parasitismo.
A hipótese anarquista nunca foi testada: não houve país em que cidadãos
livres organizassem, por tempo suficiente para extrairmos conclusões, a
economia e a sociedade sem a tutela do estado.
A hipótese marxista não foi testada da forma como seus enunciadores
previam: em países cujas forças produtivas estivessem plenamente
desenvolvidas.
Nas duas nações ditas socialistas que realmente contam, a revolução teve de cumprir uma etapa anterior,
qual seja a de acumulação primitiva do capital, já que se tratava de
países ainda desprovidos da infra-estrutura básica de uma economia
moderna.
Acabaram tendo de exigir esforços extremos dos trabalhadores; e, como
eles não se dispunham livremente a isto, a URSS e a China, cedendo ao
imperativo da sobrevivência, coagiram-nos a dar essa quota de sacrifício.

