“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 10 de outubro de 2023

Hasta siempre Comandante Che Guevara. 56 anos da execução do Che que, depois de preso e amarrado em 8 de outubro de 1967, foi assassinado no dia seguinte por ordem dos Estados Unidos, na aldeia de La Higuera, na Bolívia. Tributo a um herói da América Latina

Terça, 10 de outubro de 2023

"Muitos me chamarão de aventureiro e o sou, só que de um tipo diferente: dos que entregam a pele para provar suas verdades" (da última carta do Che aos seus pais)

 
Até sempre, Comandante
Monumento a Che na Plaza de La Revolucion Ernesto Guevara, em Santa Clara, Cuba.
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Outubro
8
Os três
      Em 1967, mil e setecentos soldados encurralaram Che Guevara e seus pouquíssimos guerrilheiros na Bolívia, na Quebrada de Yuro,  prisioneiro, foi assassinado no dia seguinte.
      Em 1919, Emiliano Zapata tinha sido crivado de balas no México.
      Em 1934, mataram Augusto César Sandino na Nicarágua.
      Os três tinham a mesma idade, estavam a ponto de fazer quarenta anos.
      Os três caíram a tiros, a traição, em emboscadas.
      Os três, latino-americanos do século XX, compartilharam o mapa do tempo.
      E os três foram castigados por se negarem a repetir a história.

Eduardo Galeano, no livro “Os filhos dos dias”, 2ª edição, folha 320, L&PM Editores.
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Outubro
9
Eu vi ele e vi que ele me via
Em 1967, quando Che Guevara jazia na escola de La Higuera, assassinado por ordem dos generais bolivianos e por seus mandantes distantes, uma mulher contou o que havia visto. Ela era uma a mais, camponesa entre muitos camponeses que entraram na escola e caminharam, lentamente, ao redor do morto:

— A gente passava por ali e ele olhava para a gente —disse.

— A gente passava e ele olhava. Ele sempre olhava para a gente. Era muito simpático.

Eduardo Galeano, no livro “Os filhos dos dias”, 2ª edição, folha 321, L&PM Editores.
 
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"Muitos me chamarão de aventureiro e o sou, só que de um tipo diferente: dos que entregam a pele para provar suas verdades" (da última carta do Che aos seus pais)

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"Deixe-me dizer, com o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor..." (Guevara)
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Che. Música de Geraldo Vandré 

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"Hasta siempre Comandante" — Silvio Rodriguez (com discurso del Che)



Discurso Che




BALDERRAMA, MERCEDES SOSA ARGENTINOS



Obs.: Postagem reproduzida —com pequena adaptação necessária no total de anos da execução do Che —de outra postagem de 8 de outubro de 2022

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Leia também: 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Hasta siempre Comandante Che Guevara. 51 anos da execução do Che que, depois de preso e amarrado, foi assassinado por ordem dos Estados Unidos, na aldeia de La Higuera, na Bolívia. Tributo a um herói da América Latina

Segunda, 8 de outubro de 2018
"Muitos me chamarão de aventureiro e o sou, só que de um tipo diferente: dos que entregam a pele para provar suas verdades" (da última carta do Che aos seus pais)
 
Até sempre, Comandante
Monumento a Che na Plaza de La Revolucion Ernesto Guevara, em Santa Clara, Cuba.
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Outubro
8
Os três
      Em 1967, mil e setecentos soldados encurralaram Che Guevara e seus pouquíssimos guerrilheiros na Bolívia, na Quebrada de Yuro,  prisioneiro, foi assassinado no dia seguinte.
      Em 1919, Emiliano Zapata tinha sido crivado de balas no México.

      Em 1934, mataram Augusto César Sandino na Nicarágua.

      Os três tinham a mesma idade, estavam a ponto de fazer quarenta anos.

      Os três caíram a tiros, a traição, em emboscadas.

      Os três, latino-americanos do século XX, compartilharam o mapa do tempo.

      E os três foram castigados por se negarem a repetir a história.

Eduardo Galeano, no livro “Os filhos dos dias”, 2ª edição, folha 320, editora L&PM.
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Outubro
9
Eu vi ele e vi que ele me via
Em 1967, quando Che Guevara jazia na escola de La Higuera, assassinado por ordem dos generais bolivianos e por seus mandantes distantes, uma mulher contou o que havia visto. Ela era uma a mais, camponesa entre muitos camponeses que entraram na escola e caminharam, lentamente, ao redor do morto:

— A gente passava por ali e ele olhava para a gente —disse.

— A gente passava e ele olhava. Ele sempre olhava para a gente. Era muito simpático.

Eduardo Galeano, no livro “Os filhos dos dias”, 2ª edição, folha 321, editora L&PM.
 
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"Muitos me chamarão de aventureiro e o sou, só que de um tipo diferente: dos que entregam a pele para provar suas verdades" (da última carta do Che aos seus pais)
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"Deixe-me dizer, com o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor..." (Guevara)
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Geraldo Vandré 

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"Hasta siempre Comandante"- Silvio Rodriguez (Con discursos del Che)


Reprodução de postagem de 8 de outubro de 2017

domingo, 8 de outubro de 2017

Hasta siempre Comandante Che Guevara. 50 anos da execução do Che que, depois de preso e amarrado, foi assassinado por ordem dos Estados Unidos, na aldeia de La Higuera, na Bolívia. Tributo a um herói da América Latina

Domingo, 8 de outubro de 2017
"Muitos me chamarão de aventureiro e o sou, só que de um tipo diferente: dos que entregam a pele para provar suas verdades" (da última carta do Che aos seus pais)
 
Até sempre, Comandante

Monumento a Che na Plaza de La Revolucion Ernesto Guevara, em Santa Clara, Cuba.
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Outubro
8
Os três
      Em 1967, mil e setecentos soldados encurralaram Che Guevara e seus pouquíssimos guerrilheiros na Bolívia, na Quebrada de Yuro,  prisioneiro, foi assassinado no dia seguinte.
      Em 1919, Emiliano Zapata tinha sido crivado de balas no México.

      Em 1934, mataram Augusto César Sandino na Nicarágua.

      Os três tinham a mesma idade, estavam a ponto de fazer quarenta anos.

      Os três caíram a tiros, a traição, em emboscadas.

      Os três, latino-americanos do século XX, compartilharam o mapa do tempo.

      E os três foram castigados por se negarem a repetir a história.



Eduardo Galeano, no livro “Os filhos dos dias”, 2ª edição, folha 320, editora L&PM.
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Outubro
9
Eu vi ele e vi que ele me via
Em 1967, quando Che Guevara jazia na escola de La Higuera, assassinado por ordem dos generais bolivianos e por seus mandantes distantes, uma mulher contou o que havia visto. Ela era uma a mais, camponesa entre muitos camponeses que entraram na escola e caminharam, lentamente, ao redor do morto:

— A gente passava por ali e ele olhava para a gente —disse.

— A gente passava e ele olhava. Ele sempre olhava para a gente. Era muito simpático.

Eduardo Galeano, no livro “Os filhos dos dias”, 2ª edição, folha 321, editora L&PM.
 
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"Muitos me chamarão de aventureiro e o sou, só que de um tipo diferente: dos que entregam a pele para provar suas verdades" (da última carta do Che aos seus pais)
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"Deixe-me dizer, com o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor..." (Guevara)
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Geraldo Vandré 

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"Hasta siempre Comandante"- Silvio Rodriguez (Con discursos del Che)

sábado, 8 de outubro de 2016

Hasta siempre Comandante Che Guevara. 49 anos da execução do Che que, depois de preso e amarrado, foi assassinado por ordem dos Estados Unidos, na aldeia de La Higuera, na Bolívia. Tributo a um herói da América Latina

Sábado, 8 de outubro de 2016
"Muitos me chamarão de aventureiro e o sou, só que de um tipo diferente: dos que entregam a pele para provar suas verdades" (da última carta do Che aos seus pais)
 
Até sempre, Comandante!

 

Monumento a Che na Plaza de La Revolucion Ernesto Guevara, em Santa Clara, Cuba.
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Outubro

8
Os três
      Em 1967, mil e setecentos soldados encurralaram Che Guevara e seus pouquíssimos guerrilheiros na Bolívia, na Quebrada de Yuro,  prisioneiro, foi assassinado no dia seguinte.
      Em 1919, Emiliano Zapata tinha sido crivado de balas no México.

      Em 1934, mataram Augusto César Sandino na Nicarágua.

      Os três tinham a mesma idade, estavam a ponto de fazer quarenta anos.

      Os três caíram a tiros, a traição, em emboscadas.

      Os três, latino-americanos do século XX, compartilharam o mapa do tempo.

      E os três foram castigados por se negarem a repetir a história.


Eduardo Galeano, no livro “Os filhos dos dias”, 2ª edição, folha 320, editora L&PM.
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Outubro
9
Eu vi ele e vi que ele me via

Em 1967, quando Che Guevara jazia na escola de La Higuera, assassinado por ordem dos generais bolivianos e por seus mandantes distantes, uma mulher contou o que havia visto. Ela era uma a mais, camponesa entre muitos camponeses que entraram na escola e caminharam, lentamente, ao redor do morto:

— A gente passava por ali e ele olhava para a gente —disse.
— A gente passava e ele olhava. Ele sempre olhava para a gente. Era muito simpático.
Eduardo Galeano, no livro “Os filhos dos dias”, 2ª edição, folha 321, editora L&PM.
 

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"Muitos me chamarão de aventureiro e o sou, só que de um tipo diferente: dos que entregam a pele para provar suas verdades" (da última carta do Che aos seus pais)
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"Deixe-me dizer, com o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor..." (Guevara)
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Geraldo Vandré 

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"Hasta siempre Comandante"- Silvio Rodriguez (Con discursos del Che)

Balderrama — Mercedes Sosa

 

 

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Hasta siempre Comandante Che Guevara. 48 anos da execução do Che que, depois de preso e amarrado, foi assassinado por ordem dos Estados Unidos, na aldeia de La Higuera, na Bolívia. Tributo a um herói da América Latina


Sexta, 9 de outubro de 2015
Até sempre, Comandante!
 
Monumento a Che na Plaza de La Revolucion Ernesto Guevara, em Santa Clara, Cuba.
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Outubro
8
Os três
      Em 1967, mil e setecentos soldados encurralaram Che Guevara e seus pouquíssimos guerrilheiros na Bolívia, na Quebrada de Yuro,  prisioneiro, foi assassinado no dia seguinte.
      Em 1919, Emiliano Zapata tinha sido crivado de balas no México.
      Em 1934, mataram Augusto César Sandino na Nicarágua.
      Os três tinham a mesma idade, estavam a ponto de fazer quarenta anos.
      Os três caíram a tiros, a traição, em emboscadas.
      Os três, latino-americanos do século XX, compartilharam o mapa do tempo.
      E os três foram castigados por se negarem a repetir a história.

Eduardo Galeano, no livro “Os filhos dos dias”, 2ª edição, folha 320, editora L&PM.
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Outubro
9
Eu vi ele e vi que ele me via
Em 1967, quando Che Guevara jazia na escola de La Higuera, assassinado por ordem dos generais bolivianos e por seus mandantes distantes, uma mulher contou o que havia visto. Ela era uma a mais, camponesa entre muitos camponeses que entraram na escola e caminharam, lentamente, ao redor do morto:
— A gente passava por ali e ele olhava para a gente —disse.
— A gente passava e ele olhava. Ele sempre olhava para a gente. Era muito simpático.
Eduardo Galeano, no livro “Os filhos dos dias”, 2ª edição, folha 321, editora L&PM.
 

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"Muitos me chamarão de aventureiro e o sou, só que de um tipo diferente: dos que entregam a pele para provar suas verdades" (da última carta do Che aos seus pais)
***

"Deixe-me dizer, com o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor..." (Guevara)
***
Geraldo Vandré

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"Hasta siempre Comandante"- Silvio Rodriguez (Con discursos del Che)




quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Os três

Outubro
8
Os três
      Em 1967, mil e setecentos soldados encurralaram Che Guevara e seus pouquíssimos guerrilheiros na Bolívia, na Quebrada de Yuro,  prisioneiro, foi assassinado no dia seguinte.
      Em 1919, Emiliano Zapata tinha sido crivado de balas no México.
      Em 1934, mataram Augusto César Sandino na Nicarágua.
      Os três tinham a mesma idade, estavam a ponto de fazer quarenta anos.
      Os três caíram a tiros, a traição, em emboscadas.
      Os três, latino-americanos do século XX, compartilharam o mapa do tempo.
      E os três foram castigados por se negarem a repetir a história.

Eduardo Galeano, no livro “Os filhos dos dias”, 2ª edição, folha 320, editora L&PM.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Che Guevara, assassinado em 9 de outubro de 1967

Quinta, 9 de outubro de 2014
Outubro
9
Eu vi ele e vi que ele me via
Em 1967, quando Che Guevara jazia na escola de La Higuera, assassinado por ordem dos generais bolivianos e por seu mandantes distantes, uma mulher contou o que havia visto. Ela era uma a mais, camponesa entre muitos camponeses que entraram na escola e caminharam, lentamente, ao redor do morto:
— A gente passava por ali e ele olhava para a gente —disse— A gente passava e ele olhava. Ele sempre olhava para a gente. Era muito simpático.
Outubro
8
 Os três
Em 1967, mil e setecentos soldados encurralaram Che Guevara e seus pouquinhos guerrilheiros na Bolíviia, na Quebrada de Yuro. Che, prisioneiro, foi assassinado no dia seguinte.
Em 1919, Emiliano Zapata tinha sido crivado de balas no México.
Em 1934, mataram Augusto César Sandino na Nicarágua.
Os três tinham a mesma idade, estava a ponto de fazer quarenta anos.
Os três caíram a tiros, a traição, em emboscadas.
Os três, latino-americanos do século XX, compartilharam o mapa e o tempo. E os três foram castigados por se negarem a repetir a história.
Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias (Um calendário histórico sobre a humanidade), 2ª Edição, L&PM Editores, 2012, páginas 320 e 321.

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Comandante Che Guevara — Silvio Rodriguez


 Che Guevara na ONU


Balderrama — Mercedes Sosa

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Após 46 anos de seu assassinato, o Comandante Che Guevara ainda vive

Terça, 8 de outubro de 2013
Capturado em 8 de outubro de 1967 na aldeia de La Higuera, Bolívia, o revolucionário do mundo Ernesto Rafael Guevara de La Serna, o Che, foi assassinado no dia seguinte. Mas ainda vive!

Tudo Muda
Mercedes Sosa

La Cancion del elegido Homenaje al Che
 



 Discurso del Che Guevara "La esperanza de un mundo mejor" 




Comandante Che Guevara, por Victor Jara


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O legado de Che

Sexta, 9 de outubro de 2009
Por João Pedro Stedile*

Em 8 de outubro cumpre-se o aniversário do assassinato de Che Guevara pelo exército boliviano. Após sua prisão, em 8 de outubro de 1967, foi executado friamente, por ordens da CIA. Seria ''muito perigoso'' mantê-lo vivo, pois poderia gerar ainda mais revoltas populares em todo o continente.

Decididamente, a contribuição de Che, por suas idéias e exemplo, não se resume a teses de estratégias militares ou de tomada de poder político. Nem devemos vê-lo como um super-homem que defendia todos os injustiçados e tampouco exorcizá-lo, reduzindo-o a um mito.

Analisando sua obra falada, escrita e vivida, podemos identificar em toda a trajetória um profundo humanismo. O ser humano era o centro de todas as suas preocupações. Isso pode-se ver no jovem Che, retratado de forma brilhante por Walter Salles no filme Diários de Motocicleta, até seus últimos dias nas montanhas da Bolívia, com o cuidado que tinha com seus companheiros de guerrilha.

A indignação contra qualquer injustiça social, em qualquer parte do mundo, escreveu ele a uma parente distante, seria o que mais o motivava a lutar. O espírito de sacrifício, não medindo esforços em quaisquer circunstâncias, não se resumiu às ações militares, mas também e sobretudo no exemplo prático. Mesmo como ministro de Estado, dirigente da Revolução Cubana, fazia trabalho solidário na construção de moradias populares, no corte da cana, como um cidadão comum.

Che praticou como ninguém a máxima de ser o primeiro no trabalho e o último no lazer. Defendia com suas teses e prática o princípio de que os problemas do povo somente se resolveriam se todo o povo se envolvesse, com trabalho e dedicação. Ou seja, uma revolução social se caracterizava fundamentalmente pelo fato de o povo assumir seu próprio destino, participar de todas as decisões políticas da sociedade.

Sempre defendeu a integração completa dos dirigentes com a população. Evitando populismos demagógicos. E assim mesclava a força das massas organizadas com o papel dos dirigentes, dos militantes, praticando aquilo que Gramsci já havia discorrido como a função do intelectual orgânico coletivo.

Teve uma vida simples e despojada. Nunca se apegou a bens materiais. Denunciava o fetiche do consumismo, defendia com ardor a necessidade de elevar permanentemente o nível de conhecimento e de cultura de todo o povo. Por isso, Cuba foi o primeiro país a eliminar o analfabetismo e, na América Latina, a alcançar o maior índice de ensino superior. O conhecimento e a cultura eram para ele os principais valores e bens a serem cultivados. Daí também, dentro do processo revolucionário cubano, era quem mais ajudava a organizar a formação de militantes e quadros. Uma formação não apenas baseada em cursinhos de teoria clássica, mas mesclando sempre a teoria com a necessária prática cotidiana.

Acreditar no Che, reverenciar o Che hoje é acima de tudo cultivar esses valores da prática revolucionária que ele nos deixou como legado.

A burguesia queria matar o Che. Levou seu corpo, mas imortalizou seu exemplo. Che vive! Viva o Che!

* Integrante da coordenação nacional do MST e da Via Campesina.

Artigo publicado no site do MST