“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Supremo Tribunal Federal divulga conteúdo dos áudios da JBS

Quarta, 6 de setembro de 2017
Debora Brito e Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) liberou há pouco a íntegra dos áudios entregues por advogados da JBS à Procuradoria-Geral da República (PGR). O conteúdo das gravações traz evidências de informações que foram omitidas pelos delatores durante as investigações no âmbito da Operação Lava Jato.


A suspeita de omissão foi divulgada na última segunda-feira (4) pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Em pronunciamento, Janot informou que o fato pode levar à revisão ou até mesmo anulação do acordo de delação premiada que foi firmado com Joesley Batista e outros executivos da JBS. A suspensão dos benefícios, no entanto, não deve invalidar as provas já coletadas no processo, segundo o procurador.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Meu amor bandido

Segunda, 19 de junho de 2017
Da Tribuna da Imprensa Sindical
Sebastião Nery
Ticiana Villas Boas e Joesley Batista / Arquivo Google.
Rio de Janeiro – Era um país inteiro reverenciando um açougueiro cheio de dinheiro. Distribuía carne enlatada, carne empacotada, carne iluminada por uma moça linda que trocou um Jornal Nacional pela Friboi. E ele se tornou o aidodói do empresariado. Todos queriam ser o boiadeiro de Goiás. E os políticos encheram-no de dinheiro. Dinheiro dos bancos públicos, dinheiro dos bilhões de impostos que sonegava, dinheiro dos bancos que comprava, dinheiro das negociatas que promovia dentro e fora do país. Até a Procuradoria Geral da República, que devia vigiá-lo, caiu-lhe nos encantos. Abençoou uma delação premiada que premiava seus crimes. O São Francisco de cabelos brancos assinou embaixo de seus crimes. O sereno ministro do Supremo também endossou suas negociatas. E a poderosa e monopolista televisão logo virou aliada de seus piores pecados. Até que um dia o pais acorda e descobre o óbvio: de quem ele estava roubando para distribuir tanto? Onde ficava o cofre que ele assaltou? Ora, ora, era tudo dinheiro público. Tudo dinheiro do país. Tudo dinheiro do povo. Caíra a máscara do mais esperto e audacioso bandido nacional. E ele fugiu em avião de luxo com proteção da justiça. Mas era pouco para a sua audácia. Convocou uma espalhafatosa entrevista e saiu denunciando, um a um, seus parceiros, os sócios de suas falcatruas. Agora a nação está de olho aberto para ver se os poderes podem, se a justiça é justa, se o bandido vai devolver o dinheiro roubado e parar na cadeia.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Corrente erra ao considerar ilegal gravação de Temer sem autorização de juiz

Segunda, 5 de junho de 2017
Da Ponte
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo

Ministro do STF aceitou os áudios como possíveis provas ao abrir inquérito, mas validade será analisada no processo
Ministro Edson Fachin durante sessão do STF.
Foto: Carlos Moura/SCO/STF

“Essa (…) gravação, totalmente ilegal, pois não tinha autorização judicial, agora está sendo defendida [pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson] Fachin como sendo uma prova legal de obstrução da Justiça.” – Trecho de corrente sobre delação de Joesley Batista, dono da JBS, que circula pelo WhatsApp.
FalsoEm março deste ano, o empresário Joesley Batista, dono da JBS, gravou, por conta própria, conversas com o presidente Michel Temer (PMDB), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Os diálogos foram usados para dar início às negociações de um acordo de delação premiada e foram entregues à Procuradoria-Geral da República (PGR) no mês seguinte. A divulgação da delação ocorreu em 17 de maio, quando o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, publicou reportagem sobre o conteúdo dos áudios comprometedores.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Marcos Pereira recebeu propina já como ministro de Temer

Sexta, 19 de maio de 2017
Joesley Batista contou em sua delação que Marcos Pereira, ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, recebeu 6 milhões de reais de propina da JB.
 
O Antagonista/Foto: José Cruz/Agência Brasil
Blog do Sombra
A intermediação teria sido feita pelo vice-presidente da Caixa Antônio Carlos, indicado do PRB, partido do qual Pereira é presidente licenciado.

Ao todo, desde o início do ano passado, foram repassados 4,2 milhões de reais, acrescentou o delator. Em 24 de março deste ano, Joesley pagou, em sua residência, 700 mil reais a Marcos Pereira.