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(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 17 de junho de 2025

Ativistas preparam "missão maior" à Faixa de Gaza, diz Thiago Ávila

Terça, 17 de junho de 2025

"Violência não vai nos parar", diz brasileiro em entrevista exclusiva

São Paulo (SP), 13/06/2025. O ativista Thiago Ávila durante a sua chegada no aeroporto de Guarulhos, após ser preso e deportado pelo exército israelense ao tentar desembarcar em Gaza. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil

Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 17/06/2025
São Paulo

Integrante da Flotilha da Liberdade, que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza quando foi interceptada pelas forças de segurança israelenses há cerca de uma semana, o brasileiro Thiago Ávila informou que o grupo de ativistas prepara uma nova missão para assistência aos palestinos da região.  

"Vamos continuar tentando romper o cerco ilegal de Israel sobre Gaza, levar alimentos e medicamentos e abrir um corredor humanitário dos povos. Para nós, enquanto tiver crianças morrendo de fome em Gaza, essa é a missão fundamental. Já temos um novo barco chamado Handala, ele está quase pronto para ir", disse o ativista em entrevista exclusiva à Agência Brasil.

"Estamos tentando arrumar novos barcos para uma missão maior desta vez. Queremos que seja sempre assim: se Israel atacar uma missão nossa, que saiba que a próxima missão será maior. E que eles entendam que a violência não vai nos parar", completou.

Na entrevista, ele falou sobre a truculência das forças israelenses desde a interceptação do barco em águas internacionais até o que classificou de sequestro dos 12 ativistas estrangeiros que estavam a bordo. Ele denunciou ainda situações de violência e abuso de poder às quais a população da Faixa de Gaza é submetida de forma constante.

“Tudo o que a gente queria era não ser assassinado naquele momento. Nos mantiveram por mais de 20 horas sequestrados dentro do nosso próprio navio, eles estavam fortemente armados”, contou.