Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 2 de maio de 2026

Estado genocida —Israel mantém presos brasileiro e palestino integrantes da flotilha de ajuda humanitária a Gaza

Sábado, 2 de maio de 2026

Estado genocida

Israel mantém presos brasileiro e palestino integrantes da flotilha de ajuda humanitária a Gaza

Demais ativistas do grupo foram levados para a Grécia após serem interceptados por militares israelenses
Brasil de Fato — São Paulo (SP)
Postado no BdF em 1.maio.2026




Global Sumud Flotilha busca abrir corredor humanitário em Gaza | Crédito: Divulgação

O governo israelense anunciou nesta sexta-feira (1º) que o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, integrantes da flotilha de ajuda humanitária a Gaza, capturados na quinta-feira (30) junto com outros 175 ativistas, vão permanecer presos e serão levados a Israel para serem interrogados.

Em uma mensagem publicada na rede social X, o ministério israelense afirmou que Thiago Ávila é “suspeito de atividade ilegal”. E disse que Abu Keshek é “suspeito de filiação a uma organização terrorista”. Ambos “serão levados a Israel para serem interrogados”

Os demais ativistas capturados por Israel desembarcaram nesta sexta-feira (1º) em um porto no sudeste da ilha de Creta, na Grécia. Eles foram escoltados pela guarda costeira grega e conduzidos a quatro ônibus. Não se sabe o destino dos detidos.

sexta-feira, 27 de março de 2026

Ativista brasiliense detido no Panamá já retornou ao Brasil

Sexta, 27 de março de 2026


Thiago Ávila estava voltando a Brasília, em um voo Cuba/Panamá/Brasil e na conexão, às 8h17 (horário local), do dia 25, no aeroporto internacional de Tocumen, foi detido por autoridades panamenhas. De acordo com informações divulgadas por sua equipe de comunicação, ele foi levado para interrogatório e permaneceu por mais de seis horas sob custódia e incomunicável. Procurado por esse blog, o Itamaraty informou que a embaixada brasileira no Panamá prestou assistência consular a Thiago, mas não comentou esta postura que aquele país vem adotando com relação a brasileiros com atuação politica.

Por Chico Sant’Anna

Chegou a Brasília na madrugada dessa quinta-feira o brasiliense, Thiago Ávila, ativista humanitário brasileiro e coordenador internacional da Coalizão da Flotilha da Liberdade de Gaza. Thiago retornava de outra missão humanitária, desta vez em ajuda a Cuba, mas foi detido por mais de seis horas, no aeroporto da cidade do Panamá. Esta é a segunda vez que autoridades policiais panamenhas detêm brasileiros com atividade política. Há poucos dias, aconteceu com o ex-ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, que se dirigia a um seminário na Guatemala. Tanto agora, quanto da vez anterior, analista entendem que as autoridades panamenhas estariam atuando em parceria com agências de inteligência dos Estados Unidos.

Leia mais no Gama Livre

terça-feira, 17 de junho de 2025

Ativistas preparam "missão maior" à Faixa de Gaza, diz Thiago Ávila

Terça, 17 de junho de 2025

"Violência não vai nos parar", diz brasileiro em entrevista exclusiva

São Paulo (SP), 13/06/2025. O ativista Thiago Ávila durante a sua chegada no aeroporto de Guarulhos, após ser preso e deportado pelo exército israelense ao tentar desembarcar em Gaza. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil

Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 17/06/2025
São Paulo

Integrante da Flotilha da Liberdade, que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza quando foi interceptada pelas forças de segurança israelenses há cerca de uma semana, o brasileiro Thiago Ávila informou que o grupo de ativistas prepara uma nova missão para assistência aos palestinos da região.  

"Vamos continuar tentando romper o cerco ilegal de Israel sobre Gaza, levar alimentos e medicamentos e abrir um corredor humanitário dos povos. Para nós, enquanto tiver crianças morrendo de fome em Gaza, essa é a missão fundamental. Já temos um novo barco chamado Handala, ele está quase pronto para ir", disse o ativista em entrevista exclusiva à Agência Brasil.

"Estamos tentando arrumar novos barcos para uma missão maior desta vez. Queremos que seja sempre assim: se Israel atacar uma missão nossa, que saiba que a próxima missão será maior. E que eles entendam que a violência não vai nos parar", completou.

Na entrevista, ele falou sobre a truculência das forças israelenses desde a interceptação do barco em águas internacionais até o que classificou de sequestro dos 12 ativistas estrangeiros que estavam a bordo. Ele denunciou ainda situações de violência e abuso de poder às quais a população da Faixa de Gaza é submetida de forma constante.

“Tudo o que a gente queria era não ser assassinado naquele momento. Nos mantiveram por mais de 20 horas sequestrados dentro do nosso próprio navio, eles estavam fortemente armados”, contou.