Domingo, 14 de outubro de 2018
Do GGN
O jornal de todos os Brasis
Luis Nassif Online
Por Marcelo Falak
Bolsonaro, um líder construído em busca de um novo projeto de poder militar
Defesa irrestrita da última ditadura (1964-1985). Apologia à tortura. Adoração à posse de armas e promessas de mão dura contra o crime organizado, o que inclui premiar os efetivos que venham a matar deliquentes. Um general, Hamilton Mourão, como companheiro de chapa. Anúncios que vários membros das forças armadas farão parte de seu gabinete. O que dizer de Jair Bolsonaro é pura ideologia? Não, por trás de tudo isso está a estratégia da liderança das Forças Armadas de construir seu próprio presidente, encarregado de impor o que ele chama de "nova democracia". Isso consistirá em um programa político ultraconservador e um programa econômico ultraliberal, com os condimentos de uma participação ativa dos militares na vida política e a missão de erradicar a esquerda que "engana a sociedade".
Assim contou a Ambito.com uma alta autoridade das Forças Armadas brasileiras, que desempenha um papel institucional importante e estava envolvido no processo meticuloso de construção política que começou há quatro anos e levou às eleições deste domingo (7). O seu anonimato foi uma condição, pois, caso contrário, a exposição aqui poderia pôr fim à sua carreira.

