Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Lavagem do Bonfim, porque hoje é a segunda quinta-feira de janeiro

Quinta, 11 de janeiro de 2024
Esta postagem é a republicação de postagem da
quinta-feira, dia 16 de janeiro de 2014

Por Taciano, editor do Blog Gama Livre
Bons e saudosos tempos aqueles que, morador da Rua Benjamin Constant, que fica quase ao pé da Igreja do Bonfim, eu não perdia essa festa. A Lavagem do Bonfim é sempre na segunda quinta-feira do mês de janeiro. No domingo seguinte à lavagem é o último dia das comemorações. E na madrugada de domingo para segunda ocorre a Mudança da Ribeira. As barracas são transferidas para a Ribeira, onde acontece uma festa pagã, e que era tradicionalmente considerada o início do Carnaval Baiano. É a Segunda-Feira Gorda da Ribeira. Aí só dava samba de roda, charangas, bandinhas, alguns trios elétricos, e capoeira. E muita zoeira. E eu lá. Era bom, era bom demais.

Salve Senhor do Bonfim! Salve Oxalá!

É preciso muita energia para cobrir andando, sambando, pulando, os quase oito quilômetros entre a Igreja da Conceição da Praia e a Igreja de Oxalá (Senhor do Bonfim). E, normalmente, é sob um sol intenso e um calor de lascar. Bom que a brisa do mar e Oxalá ajudam.


Vídeo postado no Youtube pelo Canal:

Hino do Senhor do Bonfim
Glória a ti neste dia de Glória
Glória a ti redentor que há cem anos
Nossos pais conduziste à vitória
Pelos mares e campos baianos.

Dessa sagrada colina
Mansão da misericórdia
Dai-nos a Graça Divina
Da Justiça e da Concórdia

Glória a ti nessa altura sagrada
És o eterno farol, és o guia
És, Senhor, sentinela avançada
És a guarda imortal da Bahia.

Dessa sagrada colina
Mansão da Misericórdia
Dai-nos a Graça Divina
Da Justiça e da Concórdia

Aos teus pés que nos deste o Direito
Aos teus pés que nos deste a Verdade
Trata e exulta num férvido preito
A alma em festa da nossa cidade.

Dessa sagrada colina
Mansão da Misericórdia
Dai-nos a Graça Divina
Da Justiça e da Concórdia.
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Olha só, na imagem mais abaixo,  o trajeto que os baianos, e não só baianos, percorrem da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, ao lado do Elevador Lacerda, até a Igreja do Bonfim.

Clique na imagem para melhor visualizá-la. O trajeto do cortejo da Lavagem do Bonfim está assinalado de vermelho no mapa abaixo.


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Leia também:

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Lavagem do Bonfim, porque hoje é a segunda quinta-feira de janeiro na Bahia. Pena que a pandemia de covid impediu o cortejo, o lindo cortejo da Lavagem do Bonfim

Quinta, 13 de janeiro de 2022

Lavagem do Bonfim, porque hoje é a segunda quinta-feira de janeiro na Bahia

Essa postagem tem por base postagem aqui do Blog Gama Livre em 2014

Bons e saudosos tempos aqueles que, morador da Rua Benjamin Constant, que fica quase ao pé da Igreja do Bonfim, eu não perdia essa festa. A verdade que eu, baiano baiano de verdade, não perdia era qualquer festa de largo em Salvador. A Lavagem do Bonfim é sempre na segunda quinta-feira do mês de janeiro. No domingo seguinte à lavagem é o último dia das comemorações. E na madrugada de domingo para segunda ocorre a "Mudança da Ribeira". As barracas são transferidas para a Ribeira, onde acontece uma festa pagã, e que era tradicionalmente considerada o início do Carnaval Baiano. É a Segunda-Feira Gorda da Ribeira. Aí só dava samba de roda, charangas, bandinhas, alguns trios elétricos, e capoeira. E muita zoeira. E eu lá. Era bom, era bom demais. Bons tempos que marcaram  a vida deste blogueiro. 

O vídeo, produzido pela Prefeitura de Salvador, é lindo. É da lavagem do Bonfim de 2014, mas vale a pena ver a beleza que é essa festa popular da Bahia.


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Olha só  o trajeto que os baianos, e não só baianos, percorrem da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, ao lado do Elevador Lacerda, até a Igreja do Bonfim na Festa da Lavagem da Igreja de Oxalá.

Clique na imagem abaixo para melhor visualizá-la. O trajeto está assinalado com a linha vermelha.

Salve Senhor do Bonfim! Salve Oxalá!

É preciso muita energia para cobrir os quase oito quilômetros entre um ponto e outro sob um sol intenso e um calor de lascar. Bom que a brisa do mar e Oxalá ajudam.

E como Oxalá é Senhor do Bonfim, um vídeo pra Oxalá.


Bons tempos, quando ainda nos meus 11 anos (até uns 19) morei pertinho da Igreja de Oxalá!! E curtia não apenas a última sexta-feira de cada ano, mas também a Festa do Bonfim, que acontecia, e acontece, em janeiro, com a "lavagem" da igreja na segunda quinta-feira do primeiro mês do ano. E mesmo depois de ir morar juntinho ao mar de Amaralina, próximo portanto, a uma das moradas de Yemanjá, não perdia as festas de largo —como até hoje se chama—. Sim, eram festas e de  muito ritmo afro-baiano. Ou baiano-afro, que dá no mesmo, pois o importante é que o batuque é irresistível.

Axé, Meu Pai Senhor do Bonfim.!!! 

Axé, Oxalá!!!
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Curta a seguir um vídeo com o excelente Alexandre Leão cantando o Hino do Senhor do Bonfim. Vídeo postado no Youtube ontem (12/1/2022).

Alexandre Leão canta o Hino ao Senhor do Bonfim (Artur de Salles e João Antônio Wanderley)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Lavagem do Bonfim, porque hoje é a segunda quinta-feira de janeiro na Bahia

Segunda quinta-feira, 16 do mês de janeiro de 2020

Essa postagem tem por base postagem aqui do Gama Livre em 2014

Bons e saudosos tempos aqueles que, morador da Rua Benjamin Constant, que fica quase ao pé da Igreja do Bonfim, eu não perdia essa festa. A verdade que eu, baiano baiano de verdade, não perdia era qualquer festa de largo em Salvador. A Lavagem do Bonfim é sempre na segunda quinta-feira do mês de janeiro. No domingo seguinte à lavagem é o último dia das comemorações. E na madrugada de domingo para segunda ocorre a "Mudança da Ribeira". As barracas são transferidas para a Ribeira, onde acontece uma festa pagã, e que era tradicionalmente considerada o início do Carnaval Baiano. É a Segunda-Feira Gorda da Ribeira. Aí só dava samba de roda, charangas, bandinhas, alguns trios elétricos, e capoeira. E muita zoeira. E eu lá. Era bom, era bom demais. Bons tempos que marcaram  a vida deste blogueiro. 

O vídeo, produzido pela Prefeitura de Salvador, é lindo. É da lavagem do Bonfim de 2014, mas vale a pena ver a beleza que é essa festa popular da Bahia.


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Olha só  o trajeto que os baianos, e não só baianos, percorrem da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, ao lado do Elevador Lacerda, até a Igreja do Bonfim.

Clique na imagem abaixo para melhor visualizá-la. O trajeto está assinalado com a linha vermelha.

Salve Senhor do Bonfim! Salve Oxalá!

É preciso muita energia para cobrir os quase oito quilômetros entre um ponto e outro sob um sol intenso e um calor de lascar. Bom que a brisa do mar e Oxalá ajudam.

E como Oxalá é Senhor do Bonfim, um vídeo pra Oxalá.

Bons tempos, quando ainda nos meus 11 anos (até uns 19) morei pertinho da Igreja de Oxalá!! E curtia não apenas a última sexta-feira de cada ano, mas também a Festa do Bonfim, que acontecia, e acontece, em janeiro, com a "lavagem" da igreja na segunda quinta-feira do primeiro mês do ano. E mesmo depois de ir morar juntinho ao mar de Amaralina próximo, portanto, a uma das moradas de Yemanjá, não perdia as festas de largo —como até hoje se chama—. Sim, eram festas e de  muito ritmo afro-baiano. Ou baiano-afro, que dá no mesmo, pois o importante é que o batuque é irresistível.

Axé, Meu Pai Senhor do Bonfim.!!! 

Axé, Oxalá!!!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Festa de Oxalá na Bahia. Veja fotos da Lavagem do Bonfim

Quinta, 15 de janeiro de 2015
Festa do Bonfim. Fotos da Tribuna da Bahia.

Fotos: Romildo de Jesus

Fotos: Mateus Pereira

Fotos: iG Bahia

Fotos: Carol Garcia

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sábado, 15 de janeiro de 2011

A Lavagem, o jegue e o Senhor

Sábado, 15 de janeiro de 2011 
Por Ivan de Carvalho
Li, sem surpresa, mas com deleite, o comentário escrito pelo grande amigo e competente colega Alex Ferraz, publicado ontem na Tribuna da Bahia, e intitulado “A nova revolução dos bichos”.

Como diria Karl Marx, como a História, “A Revolução dos Bichos”, criada pela imaginação do escritor-profeta George Orwell sobre o modo stalinista de governar, aconteceu pela primeira vez como realidade e agora, na versão de Alex, se repete como farsa. Mas farsa só para não contradizer Marx. Porque o relato de Alex Ferraz retrata a pura realidade.

É verdade que se trata de um relato hilário. Mas não seria, sem deixar de ser trágico e hediondo, hilário, para quem tivesse um pouco de discernimento, o modo stalinista de governar? Tão hilário – assim como tão terrível – quanto o modo hitlerista de governar.

Alex Ferraz protesta contra a terrível decisão contra-cultural – solicitada e adotada a pretexto de proteger os animais – que atingiu a lavagem do Bonfim de proibirem o jegue e alguns outros animais de quatro patas (cavalos e burros sim, com inexplicável omissão sobre os cachorros e fora de questão as pessoas, que, sem o privilégio das quatro patas, têm apenas dois pés). E, reportando a revolta, que se instalou entre os bichos, contagiando outras espécies, dá conta de justas ações de protesto programadas.

É claro que houve, em relação aos jegues da Lavagem do Bonfim e animais assemelhados (burros e cavalos) uma dramática queda de status. De astros de uma festa supostamente abençoada por Deus e mundialmente conhecida foram rebaixados a escravos. Não podem desfilar garbosos puxando as enfeitadas carroças e aparecendo em filmes e fotografias nas televisões e jornais, mas vão puxar outras carroças, sem nenhuma graça e cheias de cana de açúcar, ou carregar cangalhas ou ainda servir de montaria sob o sol escaldante do sertão, bem pior que o da Cidade Baixa. E sem a proximidade do Senhor do Bonfim para “dar uma força”.

Afinal, quando Jesus, em sua pregação de três anos na Terra, aproximava-se do momento da cruz, ele atingiu a máxima popularidade. Aclamado pelas ruas de Jerusalém como profeta ou mesmo como o Messias, escolheu que faria o seu desfile de rei no Domingo de Ramos montado em um jumentinho que nunca antes fora montado por alguém. Não se chamava o quadrúpede Rocinante, nem Bucéfalo, nem Incitatus, nem Pégaso. Era apenas um jegue sem nome, mas entrou para a história, o mais famoso quadrúpede da história do planeta.

Fico pensando... se isso fosse na Salvador de hoje, Jesus teria de fazer o percurso a pé. Ou em uma moto, para glória e marketing da Honda, Susiki, Yamaha ou outra marca.
 
Este artigo foi publicado na Tribuna da Bahia deste sábado.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Político pode. Jegue não

Quinta, 13 de janeiro de 2011
Acontece neste momento em Salvador, na Bahia, a secular festa da Lavagem do Bonfim. Vivi muitos anos da minha juventude no Bonfim e na Avenida Dendezeiros, próximo, portanto, da bela igreja de Oxalá —Senhor do Bonfim e Oxalá é um só no sincretismo baiano.

Não perdia nenhuma festa em homenagem à Sentinela Avançada da Bahia. E também estava presente nas festas da Ribeira, de Santa Bárbara, de Nossa Senhora da Conceição, do Rio Vermelho (Iemanjá), da Boa Viagem (Bom Jesus dos Navegantes), da Lapinha e tantas outras.

Da igreja de Nossa Senhora da Conceição o cortejo de milhares de pessoas percorre cerca de oito quilômetros até subir a Colina Sagrada do Bonfim.

Até o ano passado havia no cortejo muitas carroças puxadas por enfeitados jegues e cavalos. Este ano a festa se realiza sem jegues e outros eqüinos. Decisão de um juiz atendendo ação judicial movida pela OAB baiana e mais três ONGs de defesa dos animais. Alegaram maus-tratos que os animais sofreriam.

E o jegue, que segundo Luiz Gonzaga é nosso irmão, deixa de participar da festa, depois de mais de duzentos anos de presença. Enquanto isso continuam ocorrendo na Bahia (e em todo o Brasil) os perversos e torturadores rodeios, alguns dos quais com a presença de governadores e juízes.

Como dizia um velho político baiano, Otávio Mangabeira, que foi vereador, deputado federal, governador da Bahia, ministro do Exterior: "Pense num absurdo, na Bahia tem precedente."

Saem os jegues, mas continuam os políticos.

 
Hino do Senhor do Bonfim
Glória a ti neste dia de Glória
Glória a ti redentor que há cem anos
Nossos pais conduziste à vitória
Pelos mares e campos baianos.

Dessa sagrada colina
Mansão da misericórdia
Dai-nos a Graça Divina
Da Justiça e da Concórdia

Glória a ti nessa altura sagrada
És o eterno farol, és o guia
És, Senhor, sentinela avançada
És a guarda imortal da Bahia.

Dessa sagrada colina
Mansão da Misericórdia
Dai-nos a Graça Divina
Da Justiça e da Concórdia

Aos teus pés que nos deste o Direito
Aos teus pés que nos deste a Verdade
Trata e exulta num férvido preito
A alma em festa da nossa cidade.

Dessa sagrada colina
Mansão da Misericórdia
Dai-nos a Graça Divina
Da Justiça e da Concórdia.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Se tirarem o jegue, tirem os outros animais

Domingo, 9 de janeiro de 2011
Na próxima quinta (12/1), que é a segunda quinta-feira de janeiro, ocorre a famosa Lavagem da Igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador. Um cortejo de milhares e milhares de baianos e turistas se desloca da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, próxima ao Elevador Lacerda, e percorre cerca de oito quilômetros. Muita fé, alegria e também muito batuque.

Na Lavagem deste ano a seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil e mais três ONGs de defesa dos animais tentam na Justiça, mais uma vez, proibir a participação de jegues e outros eqüinos no cortejo. Alegam sofrimento e estresse dos animais.

Deveria se proibir também a participação de outros animais, especialmente os políticos. Essa proibição não seria para proteger tais animais. Seria para proteger a população de tamanha demagogia.

sábado, 8 de janeiro de 2011

O jegue na lavagem do Bonfim

Sábado, 8 de janeiro de 2011
De jegues, bois
e frangos
Entidades ecológicas e OAB juntas para tentar, de novo, impedir o jegue na Lavagem do Bonfim [Salvador/Bahia]. Pura demagogia. Caso contrário, por que não se preocupam em salvar milhões de bois, vacas e frangos torturados, assassinados e que acabam virando churrasco? Ah, qual é!
(De Alex Ferraz, na Tribuna da Bahia de hoje)
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