Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Ministra do TSE pede abertura de investigação que pode resultar no cancelamento dos registros do PP, PT e PMDB

Terça, 9 de agosto de 2016
André Richter - da Agência Brasil
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Maria Thereza de Assis Moura pediu hoje (9) abertura de investigação eleitoral contra o PP, PT e PMDB. O pedido foi baseado nas delações premiadas de investigados na Operação Lava Jato. Se comprovadas as acusações de recebimento de propina disfarçada de doações eleitorais declaradas oficialmente, as legendas podem ter o registro na Justiça Eleitoral cancelado e ficarão impedidas de disputar as eleições.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Empresário diz em delação que doações legais ao PT foram pagamento de propina

Sexta, 22 de julho de 2016
Daniel Isaia - Correspondente da Agência Brasil
O engenheiro Zwi Skornicki, preso na 23ª fase da Operação Lava Jato, disse hoje (21) que as empresas Keppel Fels e Technip fizeram doações eleitorais registradas ao Partido dos Trabalhadores (PT) como parte da propina acertada por contrato firmado com a Petrobras para construção da plataforma P-56. Skornicki prestou depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, em acordo de delação premiada celebrado com o Ministério Público Federal (MPF).

A afirmação foi feita quando Moro perguntou a Skornicki como eram feitos os repasses de dinheiro ao PT. “Na P-56, como houve doações legais da propina, teve a participação do Frédéric Delormel [presidente da Technip], que organizou como fazer essas doações legais ao partido”, relatou o engenheiro, que é representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Caso Lava Jato: 31.ª fase da Lava Jato investiga cartel, corrupção e lavagem na construção de Centro de Pesquisas da Petrobras no RJ; ex-tesoureito do PT, já preso, é um dos alvos

Segunda, 4 de julho de 2016
'O povo brasileiro já não aguenta mais agentes políticos que flertam, namoram ou mesmo se casam com a corrupção.'
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Do MPF — 'Caso Lava Jato'
Esquema envolveu pagamento de mais de R$ 39 milhões em vantagens indevidas para empresa participante do certame, Diretoria de Serviços e PT 
04/07/2016
Na 31.ª fase da Operação da Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira, 04 de julho, são cumpridas medidas cautelares pedidas pelo Ministério Público Federal com a finalidade de obter provas adicionais de crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro oriundo de contratos da Petrobras, em especial do contrato celebrado pelo Consórcio Novo Cenpes para a construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES), no Rio de Janeiro/RJ.

No total foram expedidos 22 mandados de busca e apreensão, 01 mandado de prisão preventiva, 04 mandados de prisão temporária e 07 mandados de condução coercitiva. Os alvos desta fase são grandes empresas construtoras, incluindo alguns de seus executivos e sócios, e Paulo Adalberto Alves Ferreira [ex-tesoureiro do PT], preso recentemente na operação denominada “Custo Brasil”.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Desvios teriam custeado despesas de Paulo Bernardo e do PT, diz MPF

Quinta, 23 de junho de 2016
Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil
O ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo teve, segundo o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal, despesas pessoais e de campanhas eleitorais pagas pelo esquema de corrupção investigado pela Operação Custo Brasil, deflagrada hoje (23). As investigações apontam que um escritório de advocacia ligado ao ex-ministro recebeu cerca de R$ 7 milhões. Desse total, a estimativa é que 80% do dinheiro custearam gastos do ex-ministro.

O MPF e a PF avaliam que foram desviados mais de R$ 100 milhões do sistema de gestão de crédito consignado do Ministério do Planejamento entre 2010 e 2015. De acordo com as investigações, agentes públicos e políticos recebiam pagamentos ilegais a partir do contrato feito com a empresa Consist, responsável por gerir o crédito consignado – empréstimos com desconto em folha – para servidores públicos federais. O inquérito aponta que, desse montante, 70% eram desviados para empresas de fachada. A cada empréstimo consignado firmado, deveriam ser cobrados R$ 0,30 para custear os serviços da empresa, mas as investigações mostraram que estavam sendo cobrados cerca de R$ 1 de cada contrato.

PF deixa a sede do PT em São Paulo, após quase oito horas de buscas

Quinta, 23 de junho de 2016
Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil
Os carros da Polícia Federal deixaram a sede do PT, na capital paulista, às 12h40, após o cumprimento de mandado de busca e apreensão que durou quase oito horas. Um carro da PF e um do Ministério Público saíram da garagem do prédio.

A ação, parte da Operação Custo Brasil, começou às 6h de hoje (23) na sede do Partido dos Trabalhadores, localizada na Rua Silveira Martins, região central, que ficou interditada para o trânsito de veículos – apenas pedestres podiam transitar pelo local.

Polícia Federal faz buscas na sede do PT em São Paulo

Quinta, 23 de junho de 2016
Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Polícia Federal faz buscas na sede do PT em São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Policiais federais ocupam prédio onde funciona a sede do PT em São Paulo. A Rua Silveira Martins está interditada para o trânsito de veículos    —Rovena Rosa/Agência Brasil
A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão como parte da Operação Custo Brasil desde as 6h de hoje (23) na sede do Partido dos Trabalhadores (PT), na capital paulista. Por volta das 8h30, a equipe de policiais continuava no interior do prédio, na Rua Silveira Martins, região central.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

José Carlos Bumlai: PT usou laranjas para pegar dinheiro do Schahin, afirma amigo de Lula

Terça, 15 de dezembro de 2015 
O pecuarista foi preso no dia 24 de novembro, na Operação Passe Livre

Estadão conteúdo/Foto: Reprodução - 15/12/2015
Segundo José Carlos Bumlai, preso na Operação Passe Livre, empréstimos destinavam-se à formação de "caixa dois" para campanhas eleitorais do partido...

sábado, 17 de outubro de 2015

Ex-vereador do PT investigado na Lava Jato cumprirá prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica

Sábado, 17 de outubro de 2015
André Richter - Repórter da Agência Brasil
O ex-vereador de Americana (SP) Alexandre Romano (PT), preso em agosto na Operação Lava Jato, passou a cumprir prisão domiciliar hoje (17). A decisão foi proferida pela Justiça Federal em São Paulo. As justificativas não foram divulgadas, porque a decisão foi tomada sob segredo de Justiça. Romano estava preso em Curitiba e foi libertado após receber uma tornozeleira eletrônica.
A prisão do ex-vereador foi determinada pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância da Justiça. No entanto, o caso de Romano foi enviado à Jsutiça de São Paulo, por determinação do Supremo TRibunal Federal (STF).
No mês passado, a Corte decidiu retirar o processo de Moro, por tratar de fatos ocorridos em São Paulo. 
A prisão do ex-vereador fez parte da 18ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco II. Romano foi apontado como operador de empresas de fachada que simulavam a prestação de serviços que movimentaram valores que superam R$ 50 milhões, a partir de contratos de crédito consignado junto ao Ministério do Planejamento

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Lava-Jato: Ricardo Pessoa, dono da UTC, confessa ter depositado propina diretamente na conta do PT


Quinta, 3 de setembro de 2015
"Mais clara impossível, eu depositava oficialmente na conta do Partido dos Trabalhadores. Nunca paguei nada ao Duque, estava pagando a Vaccari" (Ricardo Pessoa ao ser indagado pelo juiz Sérgio Moro se a contribuição ao PT era mesmo parte do acerto da propina, se essa relação ficava clara)
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Da Tribuna da Bahia 
Pessoa diz que Duque sempre o encaminhou ao tesoureiro João Vaccari
O empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, afirmou em depoimento à Justiça ter depositado dinheiro de propina da Petrobras diretamente na conta do Partido dos Trabalhadores (PT).

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Lava Jato: Esquema de corrupção na Petrobras foi iniciado por José Dirceu, diz MPF

Segunda, 3 de julho de 2015
Dirceu recebia pagamentos do esquema desde a época em que foi ministro. “José Dirceu foi beneficiário. Queremos mostrar que ele e Fernando Moura [outro preso hoje] foram os agentes responsáveis pela instituição do esquema Petrobras desde o tempo do governo Lula. Desde aquela época [da Casa Civil], passando pelo mensalão, pela condenação [pelo Supremo Tribunal Federal], pelo período em que ele ficou na prisão. Sempre com pagamentos. Esses são os motivos com os quais estão baseadas a prisão”
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Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil
 
O ex-ministro José Dirceu, preso hoje (3), preventivamente, na 17ª fase da Operação Lava Jato é apontado, pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF), como criador e beneficiário do esquema de corrução na Petrobras. Segundo os investigadores, Dirceu, na época em que era ministro da Casa Civil, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nomeou Renato Duque para Diretoria de Serviços da estatal, onde foi iniciado o esquema de superfaturamento de contratos da Petrobras.
“É evidente que José Dirceu tem um papel importante na indicação de pessoas para a Petrobras. Creio que chegamos a um dos líderes principais, que instituiu o esquema Petrobras e que, durante o período como ministro, aceitou que o esquema existisse e se beneficiou do esquema também”, disse o procurador federal Carlos Fernando Lima.
Segundo ele, Dirceu recebia pagamentos do esquema desde a época em que foi ministro. “José Dirceu foi beneficiário. Queremos mostrar que ele e Fernando Moura [outro preso hoje] foram os agentes responsáveis pela instituição do esquema Petrobras desde o tempo do governo Lula. Desde aquela época [da Casa Civil], passando pelo mensalão, pela condenação [pelo Supremo Tribunal Federal], pelo período em que ele ficou na prisão. Sempre com pagamentos. Esses são os motivos com os quais estão baseadas a prisão”, explicou Fernando Lima.
Ao lado de Dirceu, Fernando Moura é apontado pela força-tarefa da Lava Jato como um dos principais “líderes” do esquema de corrupção. Foi ele quem levou o nome de Renato Duque a José Dirceu.
De acordo com Fernando Lima, a prisão de Dirceu foi decretada porque, apesar de cumprir prisão domiciliar – em decorrência da condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão –, ele continuava agindo e recebendo recursos. Além disso, acrescentou o procurador, o irmão de Dirceu, também preso hoje, esteve em várias empresas investigadas fazendo cobrança de pagamento. 
Segundo o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula, a 17ª fase da Lava Jato tem como “essência” a corrupção. Ela abrange, além das empreiteiras já investigadas, empresas de prestação de serviços de limpeza e informática para a Petrobras.
O delegado federal Marco Antonio Ancelmo acrescentou que em todo o período de investigação da força-tarefa da Lava Jato, a empresa JD consultoria, de José Dirceu, não comprovou efetivamente a prestação de serviços, apesar da apresentação de notas fiscais emitidas como justificativa para pagamentos feitos por empreiteiras com contratos com a Petrobras.
“A empresa JD consultoria era, praticamente, uma central de pixulecos [termo usado pelos envolvidos no esquema em referência ao pagamento de propina]. Por todo tempo que essa investigação funcionou, não há uma comprovação que essa empresa tenha efetivamente prestado o serviço”, disse o delegado. “Mesmo com todo tempo e todas as notas que foram divulgadas acerca da JD, não ficou comprovado nenhum serviço prestado pela empresa”. A 17ª Fase da Operação Lava Jato é denominada Pixuleco, em alusão ao termo.
Preso em Brasília, José Dirceu foi levado para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e depende de liberação do STF para que seja transferido para Curitiba, onde estão concentradas as ações da Lava Jato.
Perguntado se o ex-presidente Lula poderá vir a ser alvo das investigações, o procurador afirmou que nenhuma hipótese pode ser descartada. “Não se descarta nenhuma hipótese de investigação. Não vamos dizer que estamos investigando ninguém da gestão anterior, ninguém da atual gestão.”
A defesa de José Dirceu informou que irá se manifestar após ter acesso aos documentos que motivaram a prisão. Nas últimas semanas, Dirceu apresentou pedidos de habeas corpus preventivo para evitar uma prisão, mas os pedidos foram negados pela Justiça Federal. Na ocasião, o advogado Roberto Podval argumentou que a eventual prisão do ex-ministro não se justificava, pois ele está colaborando com as investigações desde o momento em que passou a ser investigado na Lava Jato, alegando que José Dirceu é alvo de uma “sanha persecutória”.

Saiba Mais

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Leia também:  

Saiba Mais em Dirceu liderou esquema na Petrobras e recebeu dinheiro mesmo preso