“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Ela denunciou. A Justiça agiu. O ciclo de violência se encerrou

Sexta, 7 de agosto de 2026

Ela denunciou. A Justiça agiu. O ciclo de violência se encerrou








por TT — publicado 07/08/2026

Em alguns momentos da vida, uma decisão separa duas histórias possíveis. Ana*, 34 anos, mãe, escolheu viver. Ameaças, agressões e medo. O silêncio parecia mais seguro do que denunciar, mas havia uma lembrança que nunca saía de sua cabeça. 

A mãe de Ana nunca procurou ajuda. Nunca registrou ocorrência. Nunca pediu medida protetiva. Foi assassinada com dezenas de facadas. "Eu perdi minha mãe com 72 facadas. Eu não queria ser mais uma vítima nas estatísticas. Talvez hoje eu estivesse em um caixão debaixo da terra", relata.

Quando decidiu procurar a Justiça, Ana não buscava apenas um documento. Procurava a chance de continuar viva. E encontrou.  

O dia em que tudo mudou 

Um dia, Ana criou coragem e decidiu enfrentar o medo. Saiu de casa, foi até a delegacia e pediu ajuda. "Avaliei os riscos e deferi imediatamente as medidas protetivas de urgência para garantir sua segurança", conta a juíza  Gislaine Campos. O agressor foi proibido de manter contato, aproximar-se dela e frequentar seu local de trabalho.

sábado, 18 de julho de 2026

Mulheres gaúchas apresentam manifesto em defesa de Manuela d’Ávila

Sábado, 18 de julho de 2026

Foto: Isabelle Rieger

Mulheres gaúchas apresentam manifesto em defesa de Manuela d’Ávila

16 de julho de 2026

Diante dos recorrentes ataques de ódio contra a pré-candidatura de Manuela d’Ávila (PSOL-RS) ao Senado pelo Rio Grande do Sul, mulheres gaúchas de diferentes partidos e movimentos sociais do campo progressista apresentaram um manifesto contra a violência sofrida por Manu.

Esse é um importante movimento em defesa de Manu, mas também de todas as mulheres que ousam enfrentar a velha política e criar um Brasil de justiça social e esperança para todos e todas.

Leia o manifesto na íntegra a seguir:

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Ligue 180 adota protocolo de violência digital contra mulher e amplia pressão sobre plataformas

Quinta, 25 de junho de 2026

VIOLÊNCIA DIGITAL

Ligue 180 adota protocolo de violência digital contra mulher e amplia pressão sobre plataformas

Denúncias no ambiente virtual cresceram 188% em um ano; medida busca fortalecer acolhimento e prevenção

Brasil de Fato — Brasília (DF)

Representantes do Ministério das Mulheres e da Secom apresentam medidas para fortalecer o atendimento a casos ocorridos na internet e ampliar a proteção de mulheres. | Crédito: Flávia Quirino/Brasil de Fato DF

A partir desta segunda-feira (22), o Ligue 180, principal canal do governo federal para orientação e acolhimento de mulheres em situação de violência, passa a contar com protocolo específico para atendimento de casos de violência digital. A medida faz parte da campanha “O Digital é Nosso Lugar”, desenvolvida pelo Ministério das Mulheres em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), e busca adequar o serviço às novas formas de violência que têm se multiplicado nas redes sociais e plataformas digitais.

O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa pela ministra Márcia Lopes, e ocorre pouco mais de um mês após a publicação do Decreto nº 12.976, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A norma estabelece diretrizes para proteção de mulheres no ambiente digital e cria obrigações para as plataformas, como a remoção de conteúdos íntimos divulgados sem consentimento e medidas para conter ataques coordenados.

Os números ajudam a dimensionar a urgência do tema. Dados do Ministério das Mulheres apontam que as ocorrências registradas pelo Ligue 180 em que o ambiente digital foi identificado como cenário da violência saltaram de 5.795 para 16.725 entre os cinco primeiros meses de 2025 e 2026, um crescimento de 188,6%. Em consequência, o ambiente virtual passou da sétima para a quinta posição entre os locais mais frequentes de ocorrência de violência denunciados ao serviço.

terça-feira, 11 de março de 2025

Nove em cada dez agressões contra mulher foram presenciadas por alguém

Terça, 11 de março de 2025

21,4 milhões de brasileiras sofreram violência no último ano

Violência contra a mulher, criança e adolescente. Violência doméstica. Foto: Freepick
© Freepick

© Freepick
Letycia Bond - Repórter da Agência Brasil
São Paulo

Nove em cada dez agressões cometidas contra mulheres nos últimos 12 meses, o equivalente a 91,8%, foram testemunhadas por outras pessoas. A maioria (86,7%) pertencente ao círculo social ou à família da vítima.

Apesar disso, quase metade das vítimas (47,4%) decidiu não denunciar o caso nem procurar ajuda de instituições ou de pessoas próximas.

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Homem que esfaqueou ex-companheira e namorado é condenado após mais de 20 anos foragido

Quinta, 17 de outubro de 2024

O réu foi condenado a 20 anos e 7 meses de reclusão e não poderá recorrer em liberdade 

Do MPDF

A Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri do Recanto das Emas obteve, nesta quarta-feira, 16 de outubro, a condenação de Francisco Eugeni Vieira da Mota pela dupla tentativa de homicídio qualificado contra a ex-companheira e o namorado dela.  A pena foi fixada em 20 anos e 7 meses de reclusão em regime inicial fechado. O crime ocorreu em 1997, mas o réu permaneceu foragido por mais de 20 anos, até ser preso no Estado do Pará. 

A decisão do Tribunal do Júri acolheu a qualificadora de motivo torpe,  proposta pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) na denúncia, uma vez que o réu atacou a vítima porque ela não quis reatar o namoro que mantiveram. A qualificadora de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima também foi aplicada, visto que o crime foi cometido de madrugada, quando as vítimas dormiam, em ação de surpresa.

quinta-feira, 7 de março de 2024

“As instituições devem se unir para evitar a violência contra a mulher”, diz Presidente do TJDF ao Metrópoles

Quinta, 7 de março de 2024
Do TJDF

Audiodescrição: print de tela com a publicação do Metrópoles. Foto do presidente Cruz Macedo gesticulando.

“Denúncia é a diferença entre a vida e a morte”. As palavras do Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Desembargador Cruz Macedo, ao se referir à escalada da violência que culmina com o feminicídio, deram título à entrevista concedida pelo magistrado ao site de notícias Metrópoles, em sua coluna Grande Angular, assinada pelas jornalistas Lilian Tahan e Isadora Teixeira. Além da punição aos feminicidas, o Presidente Cruz Macedo ainda falou sobre igualdade de gênero e as condenações pelos atos terroristas do dia 8 de janeiro de 2023.

Segundo o Desembargador, a denúncia de um episódio de violência doméstica pode salvar a vida de uma mulher. “O crime de feminicídio tem uma escalada. Começa com maus-tratos, passa por lesão, agressão mais forte e, por fim, chega à morte. A denúncia é a diferença entre a vida e a morte”, disse. O magistrado falou ainda sobre números de medidas protetivas de urgência concedidas no DF e afirmou que o TJDFT é o tribunal do país que decide mais rapidamente sobre casos de proteção às vítimas, segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

O Desembargador Cruz Macedo afirmou que, dos feminicidas, “os que estão vivos, estão presos”, e que as instituições devem se unir para educar a sociedade a fim de evitar violência contra a mulher. “O mais importante é evitar o crime. É uma tragédia: a mulher é morta, o autor do crime vai para a cadeira ou morre e os filhos ficam abandonados”, disse.

O Presidente Cruz Macedo frisou na entrevista que o TJDFT “não terá dificuldade” de cumprir a nova regra do CNJ que determina a paridade de gênero no segundo grau, onde atuam Desembargadores. Afirmou que 26% dos cargos de Desembargador do TJDFT são ocupados por mulheres e que há “muitas Juízas já próximas de ascender ao Tribunal”, afirmou.

Sobre as condenações pelos atos terroristas do dia 8/1/2023, o Presidente Cruz Macedo disse que a resposta do Supremo Tribunal Federal tem que ser “rigorosa, efetiva e pedagógica”. A corte já condenou 116 pessoas pelo ataque à democracia, com penas que chegam a 17 anos de prisão.

Por fim, o magistrado falou sobre o fim do mandato que se aproxima. Cruz Macedo deixará a Presidência do TJDFT em abril, após dois anos de mandato. Ele tem 21 anos de experiência na Corte e voltará à rotina de julgamentos sem as atribuições do cargo de presidente.

Confira a entrevista na íntegra.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

NOTA DE REPÚDIO ÀS AGRESSÕES OCORRIDAS CONTRA PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM NO HRG; LUTE COMO UMA ENFERMEIRA!

Segunda, 20 de dezembro de 2021
Foto Taciano Carvalho/ Arquivo Blog Gama Livre

Antes do Blog Gama Livre publicar a Nota de repúdio do FComGama —Fórum Comunitário e de Entidades do Gama— às agressões ocorridas contra profissional de enfermagem no HRG", informamos sobre o ato ocorrido nesta segunda-feira, hoje (20/12) às 10 horas, no Hospital Regional do Gama, DF.

O ato contou com a presença do pessoal da enfermagem que trabalha no HRG, mas também com o apoio e presença de servidores de outras categorias que atuam no hospital. 
 
Contou o ato também com a presença de representantes das entidades de classe da Enfermagem (SindEnfermeiro, que organizou o ato; Associação Brasileira de Enfermagem Seção Distrito Federal —ABEn-DF  e Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal —COREN DF). Presente também ao ato, a Comissão de Saúde da OAB, na pessoa da Dra, Alexandra, Comissão de Direitos Humanos da CLDF e ainda coletivos dos movimentos sociais, como a Coletiva SUS e a Resistência Feminista, além de representação do Conselho Regional de Saúde do Gama. A equipe aderiu ao ato, todos muito revoltados e em postura coletiva de denúncia à agressão praticada pelo médico Giuliano Trombetta, em solidariedade à enfermeira Ana Paula.

Imagens do ato desta segunda (20/12/2021) no HRG. As quatro fotos seguintes são de Marcelo Tobias.





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Clique na imagem abaixo, ou no link em azul, e você será levado ao vídeo da reportagem do DFTV1 desta segunda (20/12) sobre o ato no HRG.


A seguir o Blog Gama Livre reproduz a Nota de Repúdio divulgada hoje pelo FComGama —Fórum Comunitário e de Entidades do Gama.


NOTA DE REPÚDIO ÀS AGRESSÕES OCORRIDAS CONTRA PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM NO HRG

A comunidade do Gama repudia veementemente as agressões verbal e física sofridas por uma enfermeira do Hospital Regional do Gama (HRG), durante o exercício do cuidado beira leito de um paciente, no dia 16 de dezembro de 2021.

Estando submetida à sobrecarga de trabalho decorrente do subdimensionamento de pessoal, em um cenário em que cada profissional de enfermagem precisa se desdobrar de forma adoecedora para dar conta da demanda de pacientes, a enfermeira —ao buscar otimizar o processo de trabalho a partir do diálogo entre a equipe— foi xingada e agredida fisicamente, humilhada diante de várias testemunhas por um médico. No último período, a enfermagem tem denunciado com frequência casos de agressão e assédio de diversas naturezas, uma reação à realidade que, infelizmente, perpassa historicamente a categoria. 

A enfermagem é uma categoria com 84% de seu contingente formado por mulheres e, historicamente, evolui na ciência e autonomia da profissão através da atuação dessas profissionais na assistência, gestão, docência e política, tanto na rede pública quanto privada de saúde, sendo fundamental no funcionamento de serviços e na formação de novos profissionais. Contudo, mesmo sendo indispensável no cuidado à população, a enfermagem é constantemente vítima de violência, uma prática que assume cunho machista em razão da composição da categoria; desvalorização e desrespeito. 

Sendo uma profissão científica e autônoma, que não estabelece com nenhuma outra categoria profissional qualquer relação de subalternidade, a enfermagem batalha diariamente nos locais de trabalho pela qualidade do cuidado em saúde e pelo respeito e valorização a profissionais que se dedicam ao trabalho e ao aprimoramento de sua prática profissional, mesmo diante da ausência de direitos básicos —como piso salarial e jornada mínima de trabalho.

Enfermeiras, técnicas e auxiliares de enfermagem são submetidas a muitas situações deletérias em razão do seu contexto de trabalho, é inadmissível que a isto esteja acrescida a violência direta por qualquer outra pessoa, sobretudo quando carregada de machismo. A comunidade do Gama reconhece o trabalho e o valor dessa categoria e está junto da enfermagem para que situações como essa sejam denunciadas, punidas e combatidas. 

Apoiaremos a categoria de enfermagem na próxima segunda-feira, dia 20 de dezembro, em ato de repúdio e denúncia à violência sofrida pela categoria e de apoio à enfermeira agredida no exercício de seu trabalho, que ocorrerá às 10 horas, no HRG. Para isso, convocamos toda a comunidade! 

Lute como uma enfermeira!


*FÓRUM COMUNITÁRIO E DE ENTIDADES DO GAMA*