Sexta, 7 de agosto de 2026
Ela denunciou. A Justiça agiu. O ciclo de violência se encerrou

A mãe de Ana nunca procurou ajuda. Nunca registrou ocorrência. Nunca pediu medida protetiva. Foi assassinada com dezenas de facadas. "Eu perdi minha mãe com 72 facadas. Eu não queria ser mais uma vítima nas estatísticas. Talvez hoje eu estivesse em um caixão debaixo da terra", relata.
Quando decidiu procurar a Justiça, Ana não buscava apenas um documento. Procurava a chance de continuar viva. E encontrou.
O dia em que tudo mudou
Um dia, Ana criou coragem e decidiu enfrentar o medo. Saiu de casa, foi até a delegacia e pediu ajuda. "Avaliei os riscos e deferi imediatamente as medidas protetivas de urgência para garantir sua segurança", conta a juíza Gislaine Campos. O agressor foi proibido de manter contato, aproximar-se dela e frequentar seu local de trabalho.
