Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Ela denunciou. A Justiça agiu. O ciclo de violência se encerrou

Sexta, 7 de agosto de 2026

Ela denunciou. A Justiça agiu. O ciclo de violência se encerrou








por TT — publicado 07/08/2026

Em alguns momentos da vida, uma decisão separa duas histórias possíveis. Ana*, 34 anos, mãe, escolheu viver. Ameaças, agressões e medo. O silêncio parecia mais seguro do que denunciar, mas havia uma lembrança que nunca saía de sua cabeça. 

A mãe de Ana nunca procurou ajuda. Nunca registrou ocorrência. Nunca pediu medida protetiva. Foi assassinada com dezenas de facadas. "Eu perdi minha mãe com 72 facadas. Eu não queria ser mais uma vítima nas estatísticas. Talvez hoje eu estivesse em um caixão debaixo da terra", relata.

Quando decidiu procurar a Justiça, Ana não buscava apenas um documento. Procurava a chance de continuar viva. E encontrou.  

O dia em que tudo mudou 

Um dia, Ana criou coragem e decidiu enfrentar o medo. Saiu de casa, foi até a delegacia e pediu ajuda. "Avaliei os riscos e deferi imediatamente as medidas protetivas de urgência para garantir sua segurança", conta a juízaGislaine Campos. O agressor foi proibido de manter contato, aproximar-se dela e frequentar seu local de trabalho.