Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Estudo clínico da OMS vai testar mais três medicamentos para COVID-19

Quarta, 11 de agosto de 2021

Da ONU Brasil

Estudo clínico da OMS vai testar mais três medicamentos para COVID-19

11 agosto 2021

  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a próxima fase do estudo Solidariedade: o Solidariedade PLUS, que envolverá pacientes hospitalizados para testar três novos medicamentos contra COVID-19.
  • Os tratamentos testados - artesunato, imatinibe e infliximabe - foram selecionadas por um painel de especialistas independentes por seu potencial na redução do risco de morte em pacientes com COVID-19
  • O estudo envolve milhares de pesquisadores em mais de 600 hospitais em 52 países, 16 países a mais do que a primeira fase de testes. Uma colaboração global sem precedentes para pesquisa e desenvolvimento em COVID-19.
Legenda: Os medicamentos já são usados para outras doenças e serão testados em pacientes hospitalizados com COVID-19
Foto: © Pexel/Pixabay

Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a próxima fase do estudo Solidariedade: o Solidariedade PLUS, que irá testar três novos medicamentos em pacientes hospitalizados com COVID-19.

Essas terapias - artesunato, imatinibe e infliximabe - foram selecionadas por um painel de especialistas independentes por seu potencial na redução do risco de morte em pacientes hospitalizados com COVID-19. Já estão sendo usadas para outras indicações: artesunato é usado para malária grave; imatinibe para certos tipos de câncer; e infliximabe para doenças do sistema imunológico, como doença de Crohn e artrite reumatoide.

Esses medicamentos foram doados para teste por seus fabricantes.

“Encontrar uma terapêutica mais eficaz e acessível para os pacientes com COVID-19 continua sendo uma necessidade crítica e a OMS tem orgulho de liderar esse esforço global”, afirmou o diretor-geral da Organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Gostaria de agradecer aos governos participantes, empresas farmacêuticas, hospitais, médicos e pacientes, que se uniram para fazer isso em verdadeira solidariedade global.”

O ensaio Solidariedade PLUS é um estudo de plataforma que representa a maior colaboração global entre os estados-Membros da OMS. Envolve milhares de pesquisadores em mais de 600 hospitais em 52 países, 16 países a mais do que a primeira fase de testes. Isso permite que o estudo avalie vários tratamentos ao mesmo tempo usando um único protocolo, recrutando milhares de pacientes para gerar estimativas robustas sobre o efeito que um medicamento pode ter sobre a mortalidade - até mesmo os efeitos moderados. Também permite que novos tratamentos sejam adicionados e tratamentos ineficazes sejam abandonados ao longo do estudo.

Legenda: 52 países participam da nova fase do estudo
Foto: © OMS

Anteriormente, quatro medicamentos foram avaliados pelo ensaio. Os resultados mostraram que remdesivir, hidroxicloroquina, lopinavir e interferon tiveram pouco ou nenhum efeito em pacientes hospitalizados com COVID-19.

Por meio do Solidariedade PLUS, pesquisadores de todo o mundo estão tendo a oportunidade de usar sua experiência e recursos para contribuir com a pesquisa global sobre a COVID-19.

Sobre os medicamentos

Artesunato - Produzido pelo Ipca, é usado no tratamento da malária. No ensaio, será administrado por via intravenosa durante sete dias, usando a dose padrão recomendada para o tratamento da malária grave.

O artesunato é um derivado da artemisinina, um medicamento antimalárico extraído da erva Artemisia annua. A artemisinina e seus derivados têm sido amplamente utilizados no tratamento da malária e de outras doenças parasitárias por mais de 30 anos e são considerados muito seguros. O Grupo Consultivo de Terapêutica para COVID-19 da OMS recomendou a avaliação das propriedades anti-inflamatórias deste medicamento.

Imatinibe - Produzido pela Novartis, é usado para tratar certos tipos de câncer. No ensaio, será administrado por via oral, uma vez ao dia, durante 14 dias. A dose usada é a de manutenção padrão, que está na extremidade inferior da dose que os pacientes com doenças hematológicas malignas recebem por períodos prolongados.

O imatinibe é um inibidor da tirosina-quinase, formulado como um medicamento de quimioterapia oral usado para tratar certos tipos de câncer. Dados experimentais e clínicos iniciais sugerem que a droga reverte o extravasamento capilar pulmonar (pulmonary capillary leak). Um ensaio clínico randomizado realizado na Holanda relatou que o imatinibe pode conferir benefício clínico em pacientes hospitalizados com COVID-19, na ausência de problemas de segurança.

Infliximabe - Produzido pela Johnson & Johnson, é usado no tratamento de doenças do sistema imunológico. No ensaio, será administrado por via intravenosa em dose única. A dose usada é a dose padrão que os pacientes com doença de Crohn recebem por longos períodos.

O infliximabe é um inibidor do TNF-alfa, um anticorpo monoclonal quimérico que reconhece o TNF-alfa humano. Produtos biológicos anti-TNF foram aprovados para o tratamento de certas condições inflamatórias autoimunes por mais de 20 anos, demonstrando eficácia e segurança favoráveis na restrição da inflamação de amplo espectro, incluindo em populações idosas que são clinicamente mais vulneráveis à COVID-19.

Para mais informações sobre o ensaio, clique aqui.

Para mais informações sobre as atividades de pesquisa da OMS durante a pandemia, visite o site R&D Blueprint.

Menos mal. Câmara exclui "distritão" da PEC da reforma eleitoral; acompanhe

Quarta, 11 de agosto de 2021

Câmara exclui "distritão" da PEC da reforma eleitoral; acompanhe

11/08/2021 - 23:08  

A Câmara dos Deputados aprovou destaque do Psol e retirou da PEC da reforma eleitoral (Proposta de Emenda à Constituição 125/11) o sistema "distritão" nas eleições de 2022 para deputados. PT, Novo e PL apresentaram destaques no mesmo sentido. Foram 423 votos contra 35.

A votação foi viabilizada após acordo entre a maioria dos partidos sobre pontos polêmicos do texto aprovado na comissão que analisou a PEC, sob relatoria da deputada Renata Abreu (Podemos-SP).

O "distritão" é um apelido para o sistema de eleição majoritário, segundo o qual apenas os mais votados são eleitos. Esse sistema é usado na escolha de cargos do Executivo (presidente da República, governador e prefeito) e também para senador.

Mais informações a seguir

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Do monopólio do povo brasileiro para o monopólio do capital financeiro

Quarta, 11 de agosto de 2021

Do
            monopólio do povo brasileiro para o monopólio do capital
            financeiro

Em 30 de junho de 2021, o economista aposentado e membro da Diretoria da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET), Claudio da Costa Oliveira escreveu “A Shell poderá até vir a ocupar o espaço da Petrobrás no Brasil”, no AEPET Direto. Transcrevemos um trecho do artigo:

“No Brasil, ao que tudo indica, a Banca elegeu a Shell, no biombo da Raízen, para ocupar espaço a ser tomado da Petrobrás. Entre seus acionistas a Shell conta com destacados membros da Banca, como Franklin Templeton, J.P.Morgan, Fidelity Investments e Boston Capital. A Shell deve ter se mostrado à Banca como a mais promissora em rapidez e volume de dividendos, na exploração do butim brasileiro. Este trabalho vem sendo desenvolvido há vários anos”.


Certíssimo estava e está Claudio Oliveira. Com dados de 06/08/2021, listamos os dez maiores acionistas da Royal Dutch Shell, empresa fundada em Londres, em 1907, que chega ao Brasil em 1913, e tem, atualmente, sua sede em Haia (Países Baixos, antiga Holanda):

1. Fischer Asset Management;

2. Hotchkis & Wiley Capital Management;

3. Fidelity Management & Research Company;

4. Franklin Advisers;

5. Wellington Management;

6. Arrowstreet Capital;

7. Capital Research & Management;

8. Pzena Investment Management;

9. Northern Trust Investment; e

10. Millennium Management.


Porém, se algum acionista já não mais ocupa a posição de dez antes, é pela incrível mobilidade com que atuam, nas bolsas de valores e fora delas, em todo mundo, este capitais apátridas, com endereço nos paraísos fiscais.


A citada Raízen teve lançada suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e assim foi noticiada, pelo InfoMoney, em 05/08/2021:

“A ação da Raízen (RAIZ4), joint venture entre Shell e Cosan (CSAN3), teve uma estreia volátil na Bolsa brasileira nesta quinta-feira (5). Na máxima do dia, o ativo RAIZ4 chegou a subir 2,70%, a R$ 7,60, mas o papel virou para perdas, também acompanhando o noticiário doméstico mais negativo, e fechou em baixa de 2,16%, a R$ 7,24. A companhia precificou sua oferta inicial de ações a R$ 7,40 por papel na última terça-feira, que movimentou R$ 6,9 bilhões, no maior IPO do ano na Bolsa brasileira”.


Certamente a atilado leitor deve estar cogitando: será boa aplicação comprar este papel pelos R$ 7,24? Diríamos, e as posições da Shell são um exemplo, que o risco é alto, melhor ainda, altíssimo.


Não mais está o Boston Capital na posição dos dez grandes na Shell. Porque alguma troca possibilitou um ganho maior do que os lucros que a Shell auferiria para seus investidores. Amanhã surge um negócio nas Filipinas ou em Angola que compense para Shell se desfazer por R$ 6,00 das ações da Raízen e este nosso leitor amargará o prejuízo que, no entanto, para Shell promoverá lucro ainda maior do que o monopólio brasileiro permitiria.


Este doloroso e realista exemplo é o que nos espera com a alienação de empresas e recursos naturais brasileiros para fundos de capitais apátridas, protegidos pelo anonimato e dos tributos, nos quase cem paraísos fiscais existentes no planeta, dos quais cerca de um terço com estreitas ligações com as finanças inglesas.


Algumas mudanças ocorridas neste século ainda não foram percebidas, principalmente pelos que ainda estão combatendo o comunismo, no espírito pré-1970, da guerra fria.


De início devemos distinguir quem eram os capitais que promoveram as crises do petróleo, as campanhas “ecológicas” contra a industrialização e dominaram o sistema financeiro com as desregulações dos anos 1980, começando pelo Reino Unido de Margaret Thatcher e pelos Estados Unidos da América (EUA) de Ronald Reagan.


Denominávamos banca, o sistema financeiro internacional, com aqueles “capitais tradicionais” que foram acumulados por dezenas ou centenas de anos, pela escravidão, espoliação de colônias, especulações financeiras e imobiliárias, utilizando os sistemas fundiários, mercantis e financeiros, e até mesmo com as indústrias. Sendo exemplos, os judeus venezianos, que se denominaram família Warburg germano-estadunidense, os anglo-escoceses Stuart (hoje Windsor), os Orange, dos Países Baixos, os judeus Rothschild, os holandeses-estadunidenses Vanderbilt, os franco-huguenotes estadunidenses Du Pont, os estadunidenses Rockefeller, os anglo-estadunidenses Astor, os sauditas Saud. E, igualmente, famílias mais recentes, como as estadunidenses Koch, Walton, Bush e Morgan, a italiana Agnelli, a sueca Wallenberg, os Brenninkmeijer dos Países Baixos, entre outros bilionários, sempre em dólares estadunidenses (USD).


Com as desregulações, invadiram o sistema financeiro internacional, a partir dos anos 1990, os “capitais marginais”, quais sejam, os que têm origem no tráfico de drogas, no comércio de pessoas e órgãos humanos, no contrabando de armas e produtos cuja venda é proibida ou dificultada, na prostituição e outras atividades ilegais. Na verdade, estas atividades se transformam em legais, como a venda de armas e munições, quando os capitais marginais passam a participar dos governos. Por isso preferimos a denominação “marginal”, que está à “margem da sociedade”, do que ilícito, que um governo de milicianos e traficantes pode legalizar.


No século XXI a “Banca” foi renomeada “Gestores de Ativos”, que não foi apenas nova expressão, mas a mudança de ações e estratégias.  Para “banca” o lucro máximo e monopolista já era objetivo importante, para os “gestores de ativos” a transformação da sociedade é fundamental. Não basta conquistar as finanças e a economia, é necessário alterar e controlar os Estados Nacionais e as mentes, as percepções e idealizações das pessoas.


Com participação crescente no volume de transações, os “capitais marginais” passaram a influenciar as diretrizes e estratégias do sistema. E tendo hábito de agir nas sombras, apagar seu rastro era quase intuitivo. Daí a multiplicidade de paraísos fiscais que aparecem a partir do final dos anos 1980, mesma época do Consenso de Washington e da Constituição Brasileira.


E a “questão nacional”, que fora um divisor político, desaparece da disputa, dos princípios partidários, dos discursos eleitorais. Sem a questão nacional, um paraíso fiscal passa a caber em quatro estados dos EUA, entra nas salas das melhores famílias, com a decência que não existe para os capitais das corrupções, da prostituição, de crimes de diversas naturezas.


Para crise de 2008-2010, registrada como "crise dos subprimes" estadunidenses, temos a compreensão que foi o primeiro embate que ultrapassou as fronteiras do sistema financeiro internacional, e expôs as divergências entre “tradicionais” e “marginais”. Mas não se tratava de divergência de fins, nem mesmo, acreditamos, dos meios; era a disputa sobre quem mandará, a luta pelo poder.


Os capitais tradicionais trabalharam sempre com a dívida, com imobilizações. Têm, por conseguinte, menor liquidez que os marginais, que só se aceitam pagamento à vista. Quem irá comprar droga às prestações ou armas para desconto de duplicatas em 30 ou 60 dias? Este dinheiro “cash” está permitindo grande protagonismo dos “marginais” e sua condução na estratégia de prioridades e dos ganhos.


Este domínio também pode ser avaliado pela mudança de valores, pela apatia social, pela cumplicidade com ilícitos como as votações no Brasil, os benefícios das famílias militares e as do poder judiciário sem correspondência no restante inerme da população.


Então se tem o desfocar da ação. Comunista, assim como corrupto, pelas décadas de combate pela banca e pelo capitalismo industrial ganharam instintiva rejeição da população. Ora, a corrupção é mostrada a cada dia na ação dos “gestores de ativos”. Recentemente o Congresso foi subornado para aprovar a “remuneração de todos os depósitos que durmam de um dia para outro nas instituições financeiras”. E não é só isto, que já constitui o escândalo dos bancos auferirem receitas públicas com o seu dinheiro. Quem paga este remuneração é seu imposto, pois sai do Tesouro Federal, e sob a forma de dívida, isto é, em títulos emitidos pelo Governo.


Veja, caro leitor: seu dinheiro que está depositado em conta bancária, rende um “overnight” para o banco, e irá constituir dívida para o País, consequentemente para você, aumentando o endividamento do Brasil, que justifica o aumento da taxa de juros, que você pagará também. E isto é lícito! Claro que o velhaco e sagaz capital marginal é bem capaz deste projeto; com aplauso dos “capitais tradicionais”, é óbvio. E o que você fez? Nem mesmo soube que foi um senador do Partido dos Trabalhadores (PT) o escolhido pelo capital para apresentar esta proposta.


O que pretendem então? Que você considere todos iguais, que descreia na política e não se revolte quando um roedor arrivista apunhale o probo e nacionalista Roberto Requião, fechando-lhe as portas do partido por ele fundado no governo militar, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB).


E, para convencê-lo que o errado é certo, e vice-versa, além do domínio das mídias, do convencional jornal impresso às “lives” virtuais, os capitais tradicionais e marginais têm amplo domínio das instituições internacionais de seus interesses: Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (WB), Organização Mundial do Comércio (OMC), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Fórum Econômico Mundial entre outras.


Portanto, caro leitor, preste um pouco mais de atenção e confira seu bolso. O inimigo do povo é este capital apátrida, com endereço nos paraísos fiscais, que teve como representante no Brasil, entre outros: Gustavo Franco, Armínio Fraga, Henrique Meirelles, Antonio Palocci, Joaquim Levy e Paulo Guedes.


Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado

Transcrito do Pravda.ru, em português

A PEDAGOGIA COLONIAL ASSALTA, CORROMPE E DISSOLVE A NAÇÃO

Quarta, 11 de agosto de 2021


Pedro Augusto Pinho*

No outono de 1994, o economista e político estadunidense, algumas vezes candidato à presidência dos Estados Unidos da América (EUA), Lyndon LaRouche publicou o ensaio “How Bertrand Russell Became an Evil Man”, na revista Fidelio (volume III, nº 3).

Este e artigo posterior (“The Wells of Doom”, Executive Intelligence Review, 19/12/1997) foram traduzidos por Gildo Magalhães e Yara Nogueira Müller para o Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIA), compondo o livro “O Governo Mundial” (MSIA, RJ, 1999).

No Prólogo, escreve LaRouche que “a chispa de gênio da criança pré-escolar se expressa de um modo socrático pela pergunta: “por quê?”.

Mas o “hábito de indagar” foi substituído “pela fé embrutecedora”, os “frutos da mera generalização” de experiências individuais e coletivas, a “autodegradação moral” denominada “senso prático ou comum”. E acrescenta: o “formalismo mata a alma”.

E, exemplifica a ausência do exercício socrático com a enorme farsa que foi o uso pelos EUA das “duas únicas bombas de fissão nuclear que tinham em seu arsenal” nas cidades japonesas: Hiroshima e Nagasaki.

“O Governo dos EUA mentiu quando disse que isto foi necessário para salvar as vidas de cerca de um milhão de soldados estadunidenses. Porém, antes que se lançassem as bombas, o imperador do Japão, por intermediação do Vaticano (cardeal Montini, futuro Paulo VI, com Max Corvo, oficial do serviço secreto – US-O.S.S.), já estava negociando a rendição ao governo Truman, nos mesmos termos em que foi aceita após o lançamento das bombas”.

Robert Lewis, copiloto do “Enola Gay”, bombardeiro B-29, confessou a Robert Rhodes (The Making of the Atomic Bomb, Simon and Schuster, NY, 1986): “mesmo que viva cem anos nunca poderei apagar da minha mente aqueles minutos”.

E se o pretexto foi falso, qual a razão do crime?

Afirma LaRouche: Bertrand Russell (Bulletin of the Atomic Scientists, 01/09/1946) “expõe os motivos pelos quais ele, Churchill et alii continuariam usando a ameaça geopolítica das bombas nucleares: chantagear Moscou, para que se submetesse a um acordo cujo propósito, como explicitou Russell, era transformar a recém-criada ONU no tipo de ditadura “unimundista”, pela qual os seus utópicos federalistas mundiais têm trabalhado ao longo de todo este século”. A globalização neoliberal, enfim obtida nos anos 1980 com as desregulações e o Consenso de Washington, que vem sugando e concentrando recursos em gestores de ativos apátridas, disseminando desemprego, fome e miséria, e promovendo pandemias para diminuição populacional da Terra.

Temos outro exemplo, que aqui trazemos por envolver um probo e competente profissional brasileiro.

A farsa começa em 2001 com o auto ataque estadunidense que dá início à “guerra contra o terror”. A este respeito recomendo a leitura de “11 de setembro de 2001, uma Terrível Farsa” de Thierry Meyssan (Editora Usina do Livro, BH, 2003) que recebeu a seguinte avaliação: “revela a terrível farsa da versão oficial do governo americano sobre os acontecimentos de 11 de setembro de 2001. Fundamentado em farto material documental e investigativo, o autor faz uma descrição precisa dos ataques, evidenciando a impossibilidade da queda de um Boeing sobre o Pentágono naquele fatídico dia. De fato, não existem registros fotográficos do suposto avião que teria atingido a sede militar dos Estados Unidos. As fotografias mostram, ao contrário, que o edifício foi atingido por um objeto certamente menor que um Boeing” (Daniele Negreiros de Araújo, Casimiro de Abreu, RJ).

O episódio “Operação Liberdade do Iraque”, na publicidade estadunidense, se insere no contexto da “Guerra Global contra o Terrorismo”.

Pretendiam os EUA uma coligação de países, para dar ideia de uma ação global e, certamente, menos dispendiosa, contra o Iraque, detentor de grandes reservas de petróleo, cujo governo se afastara dos EUA após a guerra contra o Kuwait e a Guerra do Golfo (1990-1991).

Para tanto, pretendia que a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), organização internacional criada em 1997, atestasse o perigo para humanidade das armas químicas, de destruição em massa, em posse do país governado por Saddam Hussein.

O general estadunidense Wesley Clark, ex-comandante da OTAN, escreveu no livro “Winning Modern Wars” (“Vencendo Guerras Modernas”, de 2003), conversas com oficiais de alta patente do Pentágono após as farsas de 11 de setembro. Desdobrar-se-iam na invasão de sete países do Oriente Médio, em cinco anos. Ele relata: “enquanto eu caminhava pelo Pentágono em novembro de 2001, um dos oficiais graduados das forças armadas” confidenciou: “Nós ainda estamos seguindo com os planos para o Iraque”. E foi além, declarando que isso tudo era parte de uma campanha de cinco anos, “havia planos para atacar mais sete países, começando pelo Iraque, quais sejam, a Síria, o Líbano, a Líbia, o Irã, a Somália e o Sudão”.

A credibilidade estadunidense não era alta, pois apenas o Reino Unido, sua Austrália, e a Polônia aceitaram participar do conflito. Lembremos que a Polônia foi governada de 1990 a 1995 pelo sindicalista Lech Wałęsa, uma criação ocidental para que muito contribuiu o Cardeal Karol Wojtyła (Papa João Paulo II), mas derrotado nas eleições seguintes, tendo obtido, em 2000, menos de 1% dos votos.

Do lado da OPAQ, temos a personalidade insubornável e austera do embaixador José Maurício de Figueiredo Bustani, eleito para ser o primeiro diretor-geral da Organização no período 1997-2000, e reeleito, por unanimidade, para o período 2001-2005. O embaixador dos EUA, John R. Bolton, em total sintonia com o então presidente George W. Bush, chegou a ameaçar o embaixador Bustani pessoalmente.

Leiamos o que escreveu Eliane Cantanhêde, na sexta-feira, 05 de julho de 2002, para o jornal Folha de S.Paulo:

“Depois de ser destituído da direção geral da Opaq (Organização para a Proscrição das Armas Químicas) pelos Estados Unidos, o embaixador brasileiro José Maurício Bustani está sendo novamente punido: ontem, o Itamaraty suspendeu seu posto provisório e o chamou de volta a Brasília. A decisão foi tomada numa conversa entre o presidente Fernando Henrique Cardoso e o ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, no Palácio do Planalto, terça-feira, dia da comemoração do pentacampeonato mundial de futebol”.

“Bustani foi eleito para a direção geral da Opaq e depois destituído, igualmente por voto, por pressão dos EUA. Ele alega que caiu em desgraça por defender a inclusão no organismo de inimigos tradicionais dos EUA, como Líbia e Iraque. Acusa os EUA de forçar uma guinada na Opaq para favorecer indústrias químicas”.

Efetivamente, como relata o Embaixador, em dezembro de 2002, “O Brasil e a OPAQ: diplomacia e defesa do sistema multilateral sob ataque” (scielo.br/j/ea/a/ksCCYMDFtVHgpVKSPRWNc7m/?lang=pt):

“Parecia evidente que um tratado multilateral como a Convenção para a Proibição das Armas Químicas (CPAQ) somente poderia favorecer, com o tempo, uma transparência maior dos movimentos internacionais de agentes químicos sujeitos aos mecanismos de verificação da Convenção. Mais importante ainda, a Convenção obriga as autoridades nacionais e outras agências nacionais de implementação a manterem contatos regulares e diretos com suas contra partes em outros Estados membros, de modo a poder conciliar dados e identificar possíveis problemas em seus mecanismos nacionais de monitoramento e troca de informações. Uma semelhante compilação de dados com respeito à implementação de qualquer convenção não seria possível por qualquer país individualmente, fora de um mecanismo jurídico multilateral adequado. Recém-nomeado para a chefia da OPAQ, em 1997, cabia-me a responsabilidade de fazer vingar o primeiro tratado abrangente, não discriminatório e efetivamente verificável por meio de mecanismos internacionais. Nenhum outro tratado multilateral, no campo do desarmamento e da segurança, trazia em seu bojo tantas qualidades e possibilidades e tantos novos recursos de implementação”.

“Diante da pressão da opinião pública e da imprensa em geral, o silêncio de Brasília e a ineficácia e a inconsequência dos termos das chamadas “instruções” oficiais sobre o assunto, que os arquivos do Itamaraty e dos postos no exterior protegerão para a posteridade, foram agravados pela embaraçosa situação a que fui exposto quando, em programa da televisão britânica, ouvi de John Bolton, mola mestra de minha destituição, que “even the government of Brazil, from where Mr. Bustani comes, has said that this (a iniciativa de destituir-me) is an entirely appropriate multilateral action”… (até o governo do Brasil, de onde vem o senhor Bustani, disse que esta (uma iniciativa de destituir-me) é uma ação multilateral inteiramente apropriada”…).

Aliás, em encontro mantido com o representante permanente dos Estados Unidos junto à OPAQ, Donald Mahley, quando insisti em que não havia dúvida a respeito do apoio do presidente de meu país à minha manutenção à frente da OPAQ, respondeu-me ele que eu deveria então “pedir a meu presidente que passasse esta instrução ao meu chanceler”.

O triunfo do capitalismo financeiro sobre o capitalismo industrial, a partir das crises do petróleo dos anos 1970, mudou radicalmente as relações e objetivos da sociedade humana. Não que fosse consciente ou fruto de qualquer opção. Foi imposto como uma religião, e também teve apoio da teologia neopentecostal da prosperidade.

Estudando a história sob a ótica do poder, poderíamos até considerar que o interregno das duas últimas décadas do século XIX e 1960, das grandes conquistas tecnológicas e da ampla industrialização, foi atípico do poder predominante fundiário-mercantil-financeiro. E cada vez mais monetizado.

Este poder se fortalece na corrupção, do bolso e das mentes. Por isso que se apossou das comunicações e das pedagogias. Este sistema é incompatível com os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), com os propósitos educacionais de Anísio Teixeira, Paulo Freire e Darcy Ribeiro, com os projetos de industrialização, de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e Ernesto Geisel e, como afirma com clareza o megaespeculador George Soros, tem no nacionalismo seu maior inimigo.

O que chamei de “banca”, o sistema financeiro internacional até 2000, hoje, com a imensa participação dos capitais ilícitos, deu-nos um novo cartão de visita: gestor de ativos. Entidades que tem suas sedes efetivas em paraísos fiscais, trabalham para dissolução dos Estados Nacionais e suas substituições por escritórios dos gestores de ativos, a moeda universal, uma só lei, um só idioma. O que a Inglaterra obteve no século XIX para seu império onde o sol nunca se punha se generaliza para um sistema.

Não mais países, ideologias humanitárias. Combater o comunismo, ou as esquerdas ou o que seja, são as fantasias para aprofundar o poder dos gestores. Colocar o mundo cada vez mais reduzido, menos diversificado, de riqueza mais concentrada e menos populoso. O grande inimigo do capital financeiro, tenho escrito há alguns anos, é a demografia, o crescimento populacional. A pandemia do covid no Brasil não foi apenas um caso de corrupção e omissões, foi a execução do objetivo de reduzir a população: menos nascimentos e mais mortes.

A República Popular da China (RPC), que é dos poucos Estados Nacionais a combater os gestores de ativos, já eliminou a restrição do filho único. Com três filhos a RPC voltará a crescer. As guerras e as pandemias são objetivos dos gestores. E, também neste aspecto, o Embaixador Bustani acertou: aos fabricantes de armas não interessa a paz e quem trabalhe por ela. Ou teria sido mais outra ironia a concessão antecipada do Prêmio Nobel da Paz ao belicoso Barack Obama ou uma homenagem a seu vice-presidente Joe Biden, representante de um estado paraíso fiscal nos EUA?

*Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.

Há nexo em privatizar a Eletrobras?

Quarta, 11 de agosto de 2021


Paulo Metri*

Antes de entrar no tema especifico, enfatizo que um investimento do Estado pode ser extremamente atraente para a sociedade, o que nem sempre ocorre com investimentos privados.

Em anos passados, o Estado foi obrigado a investir na construção de unidades de geração elétrica, basicamente de hidroelétricas, para evitar novos “blackouts”. Na época, não se usava o termo “apagões”.

A iniciativa privada não queria investir em empreendimentos que requeressem altos valores no início do fluxo de caixa e tivessem grande prazo de maturação. É bom lembrar que, se maiores e mais frequentes apagões ocorressem, estes seriam um gargalo para a industrialização e o desenvolvimento brasileiro.

Desta forma, criticar, hoje, o tamanho do setor elétrico estatal é desonesto, pois ele tem o tamanho que foi necessário para ocorrer o desejado desenvolvimento econômico. Além disso, é uma empresa econômica e socialmente eficiente.

Para mostrar a importância da geração elétrica, apoio-me na frase de Lenin proferida em 1919: “O socialismo significa os sovietes mais a eletricidade”. Nesta época, surgia a segunda revolução industrial. Se o carvão, a máquina a vapor e o ferro caracterizaram a primeira fase desta revolução, a segunda foi caracterizada pelo petróleo, a eletricidade e o aço. A frase de Lenin salientava a importância da eletricidade para mover novos motores e equipamentos diversos, impulsionando a economia.

Ouço, com frequência, que a sociedade brasileira pode ser bem atendida através da Eletrobras privatizada e as agências reguladoras e outros órgãos governamentais que interferem nas suas decisões, como ANEEL, ANA, ONS e EPE. Esta é, em grande parte, uma inverdade. As agências e alguns órgãos de governo, que serviriam para induzir o setor privado a tomar decisões benéficas à sociedade, em geral, fracassaram rotundamente.

A ANP, que tinha criado um mecanismo obrigatório de compras locais mínimas, “flexibilizou” este mecanismo. A ANATEL regula o setor de telecomunicações, que tem uma das maiores tarifas de celular do mundo. A ANEEL, quando veio à tona a cobrança errada, a mais, de consumidores de energia elétrica, por parte das empresas distribuidoras, durante mais de dez anos, apressou-se em dizer que não haveria como as empresas devolverem este dinheiro.

O que se entrega ao se privatizar a Eletrobras é, na verdade, a água daquele rio onde existe uma unidade geradora desta empresa. Esta água tem diversos possíveis aproveitamentos e usos, além da geração elétrica, que estarão comprometidos. O primeiro deles é saciar a sede de humanos e animais. Lembramos que a satisfação da sede humana é considerada um direito de cada ser. Depois, existem também os usos para a higiene humana, a cocção de alimentos e saneamento. Também, são usos a irrigação de plantações, o transporte de pessoas e bens pelo rio e a piscicultura no rio.

Por possuir o controle da água ser muito estratégico, em países com grande participação da hidroeletricidade, como Noruega, Suécia, Canadá e Estados Unidos, o setor é possuído pelo Estado, sendo que, no caso estadunidense, expoente do neoliberalismo, ele é possuído pelo Exercito deste país.

Outro aspecto que está sendo esquecido neste debate é que, com a privatização da Eletrobras, vão transformar um monopólio estatal em monopólio privado. Um monopólio privado corresponde, na maioria das vezes, ao pior dos mundos, enquanto o monopólio estatal pode até ser o melhor dos mundos, se existir controle social da empresa. No caso da Eletrobras, ela certamente não se beneficiou por ter o domínio do mercado. Entretanto, se ela for privatizada, a sociedade será penalizada com preços abusivos da energia elétrica. Aconteceu isto com o setor do petróleo, pois privatizaram vários ativos da Petrobras e a gasolina, o diesel e o gás de cozinha só faz crescer.

Há ainda outros critérios de análise da privatização versus a continuação da Eletrobras como estatal. Por exemplo, a empresa como estatal pode, diferentemente da empresa privada, seguir políticas públicas, acarretadoras de desenvolvimento, sem perda de suas atividades principais, que são a geração e o transporte de eletricidade. Algumas das políticas públicas são, como exemplo: (1) a compra no pais de máquinas, equipamentos e insumos, (2) a contratação de pesquisas e desenvolvimentos em Centros de Pesquisa e Empresas locais, (3) a contratação de empresa de Engenharia e Construtora nacionais.

Uma irracionalidade está sendo cometida com esta privatização. A existência da Eletrobras pode ser considerada como uma política de Estado, respeitada por todos os governos desde 1953 e, nela, milhões de cidadãos viram seus tributos pagos sendo investidos. Entretanto, um dos piores conjuntos de congressistas desde a proclamação da República resolve vendê-la na “bacia das almas”. Só vejo uma razão explicativa para a aberração que esta privatização consiste. Ela permite que muita propina seja distribuída, com o desfazimento de patrimônio da sociedade.

Fonte: AEPET — Associação dos Engenheiros da Petrobrás 

Câmara aprova cassação do mandato da deputada Flordelis

Quarta, 11 de agosto de 2021


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Só a matéria abaixo tem como fonte a 'Agência Câmara Notícias' 

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas. Dep. FlordelisPSD - RJ
Flordelis se defendeu das acusações durante discurso em Plenário

O Plenário da Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira (11) cassar o mandato da deputada Flordelis (PSD-RJ), acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019, em Niterói (RJ). Foram 437 votos favoráveis, 7 contrários e 12 abstenções.

Para cassar o mandato, são necessários os votos de pelo menos 257 deputados (
maioria absoluta) em votação aberta e nominal. Além de perder o cargo, a deputada ficará inelegível por determinação da Lei da Ficha Limpa. O suplente que assume o mandato de Flordelis é Jones Moura (PSD).

A cassação foi aprovada na forma do parecer do relator do processo no Conselho de Ética, deputado Alexandre Leite (DEM-SP), que consta do Projeto de Resolução 57/21, já promulgado.

O relator afirmou que a deputada Flordelis usou o mandato para coagir testemunhas e ocultar provas. Ele ressaltou que a análise do 
Conselho de Ética se limitou a fatos considerados antiéticos, sem entrar no mérito de quem é o culpado da morte do pastor Anderson do Carmo.

O relatório, segundo ele, comprova o uso indevido do mandato pela deputada. “O que se extrai desse processo no âmbito de Conselho de Ética são os fatos antiéticos, como o uso do mandato para coação de testemunha e para ocultação de provas”, disse Alexandre Leite.

Defesa
A deputada Flordelis foi pessoalmente ao Plenário se defender. Ela reafirmou a inocência. “Caso eu saia daqui hoje, saio de cabeça erguida porque sei que sou inocente, todos saberão que sou inocente, a minha inocência será provada e vou continuar lutando para garantir a minha liberdade, a liberdade dos meus filhos e da minha família, que está sendo injustiçada”, declarou.

Flordelis afirmou que os deputados se arrependerão do resultado. “Quando o tribunal do júri me absolver, vocês vão se arrepender de ter cassado uma pessoa que não foi julgada”, disse Flordelis.

Assista ao vivo

Mais informações a seguir

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Freguesa, olha o peixe perto de ficar podre!!! Em Santa Maria e no Riacho Fundo, no DF, Procon lacra depósito de pescados vencidos e sem registros

Quarta, 11 de agosto de 2021

Do Procon DF

Operação conjunta entre órgãos do DF fiscaliza dois depósitos de peixes e derivados. 770Kg de pescados são apreendidos

Na manhã desta quarta-feira, 11, o Procon interditou um depósito de pescados localizado em Santa Maria, no Distrito Federal. A operação Aquaris envolveu a Polícia Civil do DF, por meio da Corf, a Secretaria de Agricultura, o Instituto Brasília Ambiental e a Receita do DF, com objetivo de reprimir o comércio ilegal de pescados e frutos do mar, em dois depósitos localizados em Santa Maria e no Riacho Fundo.

Nos locais, foram encontradas diversas irregularidades, como pescados de origem desconhecida, produtos vencidos e mercadorias prontas para venda contendo informações falsas, por exemplo, em relação às datas de fabricação e validade.

A fiscalização foi realizada simultaneamente em duas agroindústrias que manipulavam e fracionavam pescados de forma irregular, e foi deflagrada após um trabalho de investigação, decorrente de denúncia recebida pela Secretaria de Agricultura/Dipova, de processamento clandestino de pescados.

Brasil com fome: pandemia e desmonte do Estado agravam drama dos trabalhadores

Quarta, 11 de agosto de 2021
Com desemprego e preços dos alimentos nas alturas, necessidades da população são cada vez mais básicas

Pedro Stropasolas e Daniel Giovanaz
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 11 de Agosto de 2021



Cerca de 60 milhões de brasileiros dependeram de doações para sobreviver durante a pandemia - Pedro Stropasolas

“Ou pago o aluguel, ou faço alguma coisa em relação à alimentação das crianças. Eu vou na feira, cato, peço, porque não tem como.”

O relato de Jaqueline Lima Félix, de 22 anos, sintetiza o desespero de milhões de famílias em meio à pandemia de covid-19.

Desempregada desde 2019 e com dois filhos para sustentar, Jaqueline recebe um auxílio emergencial de R$ 375.

A casa onde ela vive com os filhos tem um cômodo único – o banheiro fica do lado de fora. Assim que paga o aluguel, sobram apenas R$ 125, insuficientes para a alimentação dos três. 

Conforme dados do grupo de pesquisa Alimento para Justiça: Poder, Política e Desigualdades Alimentares na Bioeconomia, com sede na Freie Universität Berlin, na Alemanha, 125,6 milhões de brasileiros sofreram com insegurança alimentar durante a pandemia. O número equivale a 59,3% da população do país e se baseia em pesquisa realizada entre agosto e dezembro de 2020. 

“Um pacote de fralda, um fardo de leite, custa R$ 50. Não cabe no orçamento do auxílio”, lamenta a trabalhadora, que já foi faxineira e atendente no comércio, mas desistiu de procurar emprego.

“A gente acorda sem esperança de ter um pão, um café da manhã, um arroz. E sem saber se vai ter para comer no dia seguinte.”

Para sair do aluguel, que considera abusivo, Jaqueline está construindo um barraco na ocupação Carolina Maria de Jesus, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) na zona leste de São Paulo (SP).

Jaqueline vive de doações da igreja e só faz duas refeições ao dia: café da manhã, ao acordar, e um almoço tardio, que se confunde com a janta.

A tábua de salvação da família são as cozinhas solidárias organizadas durante a pandemia pelo MTST. Por meio de doações, integrantes do movimento preparam e distribuem refeições grátis diariamente em cerca de 20 unidades em 11 estados brasileiros.

Jaqueline e os filhos só fazem duas refeições ao dia / Pedro Stropasolas

HISTÓRIA! Artigo Campanha da legalidade: episódio de luta para defender a Constituição e a democracia

Quarta, 11 de agosto de 2021

Brizola montou nos porões do Palácio do Piratini, sede do governo gaúcho, a Rede da Legalidade, onde convocou os batalhões do exército e o povo às ruas para barrar o golpe - Reprodução


A história desse episódio começou no dia 25 de agosto, quando Jânio Quadros surpreendeu e renunciou à Presidência

Marco Aurélio dos Santos
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 11 de Agosto de 2021

Entre o final de agosto e início de setembro de 1961, Leonel Brizola liderou a campanha da Legalidade. A história desse importante episódio começou no dia 25 de agosto, quando Jânio Quadros surpreendeu o país e renunciou à Presidência. A renúncia estimulou os setores golpistas a atuarem para impedir a posse do então vice-presidente da República, João Goulart.


Jango estava realizando uma viagem para diversos países do “bloco comunista”, num contexto de Guerra Fria e polarização ideológica. A comitiva deixou o Brasil no final de julho e no dia da renúncia de Jânio Quadros a missão comercial ainda estava na China.

A crise que se seguiu foi tão grande que o Brasil quase entrou em guerra civil. Tropas contrárias à posse de Jango, visto erroneamente como esquerdista/comunista, foram mobilizadas e as forças do trabalhismo, com Brizola à frente, reagiram. Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, mobilizou a população, montou um verdadeiro bunker no Palácio Piratini e criou, com a ajuda de muitos partidários, um canal de comunicação chamado “Rede da Legalidade”. Armas foram distribuídas para a população, que se aglomerou em Porto Alegre, em frente à sede do governo riograndense. A luta que se travou era pelo respeito à Constituição e pela defesa da ordem democrática e isso significava que João Goulart deveria assumir a presidência.

Imagem clássica de Leonel Brizola no exilio no Uruguai / https://www.4oito.com.br/

No dia 30 de agosto, Brizola teria proferido um discurso histórico, dizendo, entre outras palavras de ordem, que “o primeiro tiro a ser disparado não será nosso. No segundo, porém, não erraremos o alvo, pois somos bons atiradores”. A histórica frase é um exemplo claro que demonstra que, em vários momentos da história do Brasil, a democracia esteve ameaçada e teve de ser defendida com o povo nas ruas.

A Legalidade venceu e João Goulart assumiu a presidência no dia 7 de setembro, tendo de governar com poderes restritos após a aprovação da emenda parlamentarista. Aqui, então, iniciava-se outra História que iria desembocar no retorno ao presidencialismo em janeiro de 1963 e no fatídico 31 de março de 1964.

*Marco Aurélio dos Santos é historiador.

**Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato.

Edição: Vivian Virissimo

TJDF: Turma mantém adicional de insalubridade a servidores nos afastamentos previstos em lei

Quarta, 11 de agosto de 2021

Do TJDF

Os servidores da carreira socioeducativa do Distrito Federal fazem jus ao pagamento de adicional de insalubridade nas hipóteses de afastamento elencadas como efetivo exercício, previstas na Lei Complementar 840/2011. O entendimento é da 7ª Turma Cível do TJDFT, que manteve a sentença que determinou que o Distrito Federal se abstenha de realizar descontos do referido adicional.

O artigo 165 da Lei Complementar 840/2011 considera como efetivo exercício férias, licenças maternidade, paternidade, médica, odontológica e para o serviço militar obrigatório. O abono de ponto, o período entre a demissão e a data de publicação do ato de reintegração e a participação em tribunal do júri ou outros serviços obrigatórios por lei também são considerados como efetivo exercício. Além disso, não podem ser descontados os adicionais de insalubridade para os dias em que o servidor for doar de sangue, realizar exames médicos preventivos ou periódicos voltados ao controle de câncer, se alistar como eleitor ou requisitar de transferência do domicílio eleitoral e as ausências para casamento e falecimento.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Golpistas derrotados. Proposta do voto impresso não obtém 308 votos favoráveis e será arquivada

Terça, 10 de agosto de 2021

Proposta do voto impresso não obtém 308 votos favoráveis e será arquivada

10/08/2021 - 22:01  

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas. Presidente da Câmara, dep. Arthur Lira PP - AL
Presidente da Câmara, Arthur Lira, comanda a sessão do Plenário

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, nesta terça feira (10), a PEC do Voto Impresso (Proposta de Emenda à Constituição 135/19). Foram 229 votos favoráveis e 218 contrários. Como não foram obtidos os 308 votos favoráveis necessários, o texto será arquivado.

A proposta determina a impressão de “cédulas físicas conferíveis pelo eleitor” independentemente do meio empregado para o registro dos votos em eleições, plebiscitos e referendos.

Na semana passada, a comissão especial derrotou o texto do relator, deputado Filipe Barros (PSL-PR), e também rejeitou o texto original, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF).

A decisão de levar a PEC ao Plenário foi tomada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, com o objetivo de encerrar a disputa política em torno do tema.

Mais informações a seguir

Assista ao vivo

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias 

Cheiro de mais uma podridão no ar. É a Operação Quadro Negro do MPDFT e PCDF que apuram supostos desvios de verbas do Pdaf

Terça, 10 de agosto de 2021

Equipe de promotores do MPDFT trabalha na análise das prestações de contas, das rotinas, dos normativos e das despesas do programa

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) e das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos Difusos (Proreg), em conjunto com a Delegacia de Repressão à Corrupção (PCDF), deflagraram, na manhã desta terça-feira, 10 de agosto, a Operação Quadro Negro. O objetivo é apurar supostos desvios de recursos públicos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf) da Secretaria de Educação ocorridos entre os anos de 2018 e 2020.

Indícios apontam possível emissão de notas fiscais frias por empresas integrantes de esquema criminoso, que recebiam verbas do Pdaf sem fornecer bens ou prestar serviços. As diligências visam a obtenção de elementos probatórios que irão subsidiar as investigações em andamento e identificar os demais envolvidos nos desvios de verbas públicas do programa.

Os promotores de Justiça que trabalham na análise das prestações de contas chamam a atenção dos possíveis envolvidos em atos ilegais  na gestão do Pdaf para o fato de que o MPDFT pode avaliar o cabimento de acordos previstos em lei.

Estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em empresas e residências de empresários localizadas na Asa Norte, na Asa Sul, no Guará, em Samambaia, em Sobradinho e em Taguatinga, e também na Diretoria de Prestação de Contas (Dipresc/Suag) da Secretaria de Educação e na Coordenação Regional de Ensino de Plano Piloto.

As investigações ainda estão em curso, razão pela qual não haverá atendimento à imprensa.

Fonte: MPDF

Manuelas

 

Eduardo Galeano, no livro ‘Os filhos dos dias’
 2ª edição, 2012, página 256, L&PM Editores.

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Chefe da ONU pede "novo contrato social" que ponha fim às desigualdades enfrentadas por povos indígenas

Segunda, 09 agosto 2021

Da ONU Brasil
Ao marcar o Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo, celebrado em 9 de agosto, o secretário-geral da ONU pediu o fim das “marginalização, discriminação e exclusão avassaladoras” que afetam essas comunidades.

Ainda que alguns países tenham começado a retificar seu “legado hediondo” de discriminação contra os indígenas, António Guterres reforçou que mais ações ainda são necessárias. O chefe da ONU instou os países a agir por um "novo contrato social".

Também no marco da data, um especialista independente alertou que os esforços de recuperação da pandemia de COVID-19 estão tendo alguns impactos negativos sobre as comunidades indígenas. Ele destacou o direto à autodeterminação dos povos indígenas e reforçou a necessidade de consulta adequada às comunidades para projetos em seus territórios. 

MPF reitera que denúncia contra ex-agentes da ditadura pela morte de metalúrgico deve ser aceita pela Justiça

Segunda, 9 de agosto de 2021

Arte: Secom/MPF

Para o órgão, ao rejeitar denúncia e impedir punição do crime, TRF3 violou garantia da dignidade humana prevista na Constituição

O Ministério Público Federal (MPF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) manifestação em mais um recurso que questiona a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) de rejeitar a denúncia de homicídio triplamente qualificado e falsidade ideológica contra ex-agentes da ditadura militar responsáveis pela morte do metalúrgico Manoel Fiel Filho, em 1976. A Justiça Federal em primeira instância e o TRF3 consideraram que os crimes estariam abarcados pela Lei de Anistia (Lei 6.683/1979). Para o MPF, no entanto, ao impedir a punição de agentes responsáveis por graves violações de direitos humanos, a decisão vai contra a garantia da dignidade humana, prevista no art. 1º, inciso III, da Constituição, além das normas que determinam obrigatoriedade de observância das decisões proferidas pelas cortes internacionais às quais o Brasil esteja vinculado por força de tratados ou convenções.

Preso quando distribuía jornais do Partido Comunista Brasileiro, Manoel Fiel Filho foi torturado e morto nas dependências do Destacamento de Operações de Informações (Doi-Codi) do II Exército, em São Paulo. O laudo da morte indicava suicídio, a exemplo do que ocorreu com o jornalista Vladmir Herzog.