Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

segunda-feira, 29 de março de 2021

'Onde Deus possa me ouvir', canta Negodai, poeta e cantar de Brasília (Gama)

 Segunda, 29 de março de 2021

Se você estiver usando celular é possível que o vídeo acima não esteja aparecendo na sua tela. Clique no link abaixo que o vídeo abrirá.

https://youtu.be/tIwcIvc9zIU

Publicado no Youtube por


"Mas, a vida anda louca As pessoas andam tristes"

  Esses versos nunca foram tão verdadeiros. Onde Deus possa me ouvir, composição de Vander Lee, interpretada por mim. Espero que gostem. Se inscreva no canal, siga o perfil do Instagram, comente, compartilhe, curta.

Aqui existiu uma selva


domingo, 28 de março de 2021

CASO CRUZ VERMELHA: Ex-prefeito de Campina Grande (Paraíba) é denunciado ; OSs, sinônimo de corrupção na privataria da saúde?

Domingo, 28 de março de 2021

Romero Rodrigues é investigado na Operação Calvário suspeito de receber R$ 150 mil; operação investiga desvio de R$ 1,1 bilhão da Saúde da Paraíba

Do Ataque aos Cofres Públicos, com informações do Portal Correio e G1

cruzvermelha_novo

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) protocolou nesta quarta-feira (24) uma denúncia contra o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), no âmbito da Operação Calvário.

Para os promotores, Romero recebeu R$ 150 mil para a campanha de reeleição para a prefeitura em um acordo com o empresário da Cruz Vermelha, Daniel Gomes da Silva. Daniel é delator na operação e por essa contribuição, responde em liberdade.

Vacinas: "Só sairemos desta situação com o fim das patentes"

Domingo, 28 de março de 2021


O IHU
Instituto Humanitas Unisinos

A batalha pela suspensão das patentes das vacinas agita a Europa e preocupa meio mundo, principalmente os países economicamente mais frágeis, obrigados a assistir às constantes brigas por transparência e questões de exportação sem, no entanto, ter a força para intervir realmente.

A reportagem é de Mario Di Vito, publicada em Il Manifesto, 26-03-2021. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Emergency e a Oxfam (unidas na People’s Vaccine Alliance), enfatizando que os países de baixa renda só serão capazes de vacinar 3% da população em meados do ano e 20% até o fim de 2021, voltam a pedir que os governos rompam os monopólios da indústria farmacêutica para garantir “uma produção extensa de vacinas seguras e eficazes”.

DIREITOS HUMANOS. Detento morre de covid intubado na UTI em MG, mas atestado de óbito não cita a doença

Domingo, 28 de março de 2021

Subnotificação de casos de contágio e morte por covid são corriqueiros em MG, dizem especialistas - Agência Brasil

Para advogada que acompanha realidade do Estado, subnotificação de morte por covid-19 é a regra nos presídios de Minas

Do Brasil de Fato
Elisangela Colodeti e Naiana Andrade
Belo Horizonte | 28 de Março de 2021

Um detento sob responsabilidade do sistema prisional de Minas Gerais foi internado em estado grave com registro clínico e todos os sintomas de uma infecção por covid-19, teve que ser levado à UTI e ser intubado na unidade hospitalar, morreu no dia 25 deste mês, e seu atestado de óbito - emitido por um hospital público - não registra o novo coronavírus como causa da morte ou faz qualquer menção à doença. 

O caso possui uma divergência em dois documentos oficiais que pode ser o primeiro forte indício de uma realidade que já vem sem sendo apontada por especialistas: a subnotificação de casos de morte por covid nos presídios de Minas Gerais.

Paulo Domingos Ribeiro Santos, de 31 anos, foi internado no Hospital Universitário Clemente de Faria, pertencente à Universidade Estadual de Montes Claros (MG), no dia 04 de março, com registro de infecção por coronavírus no protocolo clínico. 21 dias depois, no atestado de óbito, a causa da morte foi descrita como “choque séptico refratário, sepse de foco pulmonar, pneumonia viral”.

sábado, 27 de março de 2021

Custo de produção da ButanVac é baixo e Brasil ainda pode exportar a vacina, afirma imunologista

 Sábado, 7 de março de 2021


Da Agência Sputnik Brasil

Por Victor Labaki Agostinho


O custo de produção de uma vacina brasileira chega a ser entre dez a 20 vezes menor do que um imunizante comprado no exterior, e o Brasil ainda poderia exportar doses do imunizante para outros países, segundo especialista ouvido pela Sputnik Brasil.

O Instituto Butantan, ligado ao governo do estado de São Paulo, anunciou nesta sexta-feira (26) que está desenvolvendo uma vacina totalmente brasileira contra o novo coronavírus.

Batizado de ButanVac, o imunizante já teria passado pelas fases pré-clínicas de testes, feitas em cédulas de laboratório e em animais, e supostamente obteve bons resultados.

Em entrevista à Sputnik Brasil, o especialista em bioquímica e imunologia, Marco Antonio Stephano, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), disse que "é essencial o Brasil conseguir dominar a tecnologia e ter capacidade de produção" de uma vacina nacional contra a COVID-19.

sexta-feira, 26 de março de 2021

O ocaso de Moro, o ‘juiz ladrão’ nas palavras de Glauber Braga

Sexta, 26 de março de 2021


O ocaso de Moro, o ‘juiz ladrão’ nas palavras de Glauber Braga

Não há nada de novo no front, pois simplesmente foi exposto o chorume que vinha sendo mantido debaixo dos altos e peludos tapetes vermelhos do poder judiciário. Tudo o que vem sendo posto a nu pelos dois últimos julgamentos da 2ª turma do STF (a parcialidade mórbida do ex-juiz Sergio Moro) e reconhecido pelo anterior despacho do lerdo ministro Edson Fachin (a incompetência da 17ª Vara de Curitiba para julgar o ex-presidente Lula) era segredo de polichinelo. As decisões não alteram o status político de Lula, que já havia recuperado a liberdade e a cidadania. Vale para o registro histórico o duplo reconhecimento, pelo STF, de que o ex-presidente havia sido submetido a um julgamento político, como de há muito vinha denunciando a comunidade jurídica internacional. 

Nunca será demais lembrar que o habeas corpus julgado pela 2ª turma na última terça-feira, concluindo pelo óbvio, a parcialidade de um juiz de piso trazido à notoriedade por uma imprensa primária e partidarizada, estava dormindo nos escaninhos da concupiscência corporativa havia três anos! Três anos para julgar um habeas corpus! —a mais importante ação jurídica conhecida para a defesa dos direitos do cidadão ameaçado por ilegalidade ou abuso de poder. Exatamente em face dessa sua natureza, seu exame deve ter precedência sobre qualquer outro feito, exatamente porque sempre estará tratando do bem mais precioso de que um homem ou uma mulher pode usufruir, depois da vida: a liberdade, o direito de ir e vir. Por isso mesmo o habeas corpus é a primeira garantia que as ditaduras cancelam e os governos autoritários procuram esvaziar.

Evandro Lins e Silva, o grande juiz, advogado dos que tinham a liberdade ameaçada, contava como Raymundo Faoro, presidente do Conselho Federal da Ordem do Advogados, que tanto orgulhou nossa categoria, convencera o general Ernesto Geisel a acabar com a tortura. Teria dito ao ditador: “Basta restabelecer o habeas corpus”.

Pois nos idos gloriosos da malsinada Lava Jato, quando o STF negou a liberdade de Lula, alguns ministros reclamavam do que chamavam “excesso” de impetração de habeas corpus. Democrático é o regime no qual as vítimas de arbítrio podem postular em sua defesa essa medida, e confiam em juízes dispostos a concedê-la, sem medo, como Evandro Lins e Silva, Hermes Lima e Victor Nunes Leal, ícones sem sucessão no STF, concediam aos que, na última ditadura, pediam o amparo da justiça para se livrarem da tortura, da prisão e do “desaparecimento”, pena infligida a centenas de brasileiros e brasileiras que lutavam pela liberdade e pela soberania do solo em que haviam nascido.

Voltando: esse momentoso pedido de habeas corpus foi impetrado em 2018! Consumiu três anos nas mãos de juízes ocupadíssimos com outros afazeres, enquanto um cidadão —não interessa seu nome nem sua biografia— jazia em um presídio, e lá permaneceria por quase dois anos. Enquanto os autos se empoeiravam, o processo eleitoral era abusivamente comprometido com a exclusão, do pleito presidencial, do candidato que então liderava as pesquisas de intenção de votos. Num julgamento de outro pedido, aquele cujo acórdão foi ditado pela insubordinação do comandante do exército, que morrerá impune, a ministra Rosa Weber declarou conhecer do direito arguido pela defesa do ex-presidente, mas, por “colegialidade” (entenda-se votar com a maioria), negava o pedido. E o fez, e a seguir foi para casa, por certo moralmente tranquila, “com a consciência do dever cumprido”. Assim caminha nossa justiça.

O ministro Fachin, no julgamento do habeas corpus que concluiu pela parcialidade do agora ex-juiz, declara sem peias, e sem corar, que todas as peças arguidas pelos votos dos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski —provas materiais contundentes na denúncia dos abusos do mau juiz— estavam nos autos, à disposição dos julgadores, desde o ingresso do pedido no STF. Isso já seria suficiente para retificar seu voto anterior (se o manteve, não é certamente por falta de conhecimento jurídico, nem de sensibilidade). Mas, ao contrário do que pretendeu ao suplementar seu voto, é transparente a diferença entre o diálogo do advogado com o juiz, no interesse da causa, e o conluio deste com o Ministério Público, para manipulação do processo. 

Não foi surpresa o voto tatibitate do novo ministro, representante do bolsonarismo no STF. Sabe-se que a sabujice é a primeira filha da incapacidade. O inepto não tem autonomia de voo. É presa das circunstâncias e objeto dos favores que deve aos seus senhores. O novo ministro amortizou, com seu voto, o preço de sua nomeação. Cumpriu seu papel como esperava o credor, real beneficiário do juiz corrupto. Ficará no Supremo por mais quase 30 anos e assumirá a presidência da Corte, que adota a estranha política do revezamento automático no cargo. Mas, se não quiser passar mais vergonha ante a nação, e seus colegas, tem ainda à frente, depois desse voto, a porta honrosa da renúncia.

Sem surpresa para quem a conhece, e eu a conheci por intermédio de Paulo Bonavides, constitucionalista de primeira cepa, a ministra Cármem Lúcia reviu seu voto, e o placar de 3x2, marcado para favorecer a impunidade, foi o resultado que decretou, em sentença irrecorrível, a parcialidade do juiz beleguim, que se valeu da toga e da cumplicidade de seus pares (sob os aplausos de um imprensa quase toda acumpliciada) para cometer uma pletora de crimes contra o direito e a justiça.

Mas três anos já se haviam passado (repita-se sempre!) sem que o judiciário e o ministério público, o conselho da magistratura e a grande imprensa, hoje entalada, tivessem olhos para ver os abusos de autoridade e os escândalos que se praticavam em Curitiba em nome do combate à corrupção. Como se corrupção não fosse a violação lei, o abuso de poder exercido por um juiz, a quebra do devido processo legal, o cerceamento do direito de defesa, a invasão dos escritórios dos advogados de defesa, a violência e as arbitrariedades cometidas contra os acusados. Como se corrupção não fosse a pública tentativa dos procuradores de Curitiba de criar uma fundação particularíssima com os recursos das multas aplicadas à Petrobras (com a desleal ajuda deles), e pagas nos EUA!

Enquanto o poder judiciário repousava em seu sono conivente, o país, a democracia, o direito foram violentados. Tivemos as manipulações judiciais que prepararam o terreno para a deposição de Dilma Rousseff e a ascensão do vice infiel; tivemos as eleições maculadas de 2018 quando o eleitorado foi impedido de votar no candidato de sua preferência. A indústria da construção naval foi desmontada, a construção civil e a indústria do petróleo levadas à bancarrota. Esse é o saldo da “obra benemérita” do juiz defenestrado do pódio dos “salvadores da pátria”.

E os procuradores da Lava Jato?

Fez-se justiça, ainda que tardia, a uma de suas vítimas, por sem dúvida a mais notória da república de Curitiba. Mas seus crimes, como os dos procuradores seus cúmplices, voltarão para debaixo dos tapetes vermelhos? Quem devolverá a vida a Luiz Carlos Cancellier, reitor da UFSC levado ao suicídio após uma coleção de arbítrios comandados por uma delegada formada nessa escola de abusos e sensacionalismo?

Este artigo é uma homenagem que presto a um dos mais brilhantes —ademais que aguerrido—parlamentares brasileiros, o deputado federal Glauber de Medeiros Braga.

Na sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, no dia 2/07/2019 —portanto, antes das descobertas do ministro Gilmar Mendes—, presente o ex-juiz Moro chamado a depor, Glauber, dedo em riste, exclamou: “O senhor é um juiz ladrão!” E repetiu a invectiva, hoje uma condenação judicial, sem temer as ameaças físicas dos milicianos de paletó e gravata que entulhavam a sala. E continuou: “A História não absolverá o senhor. Da História, o senhor não pode se esconder. E o senhor vai estar, sim, nos livros da história. Vai estar nos livros da história como um juiz que se corrompeu, como um juiz ladrão. É isso que vai estar nos livros da História.” (Cf. https://www.poder360.com.br/congresso/deputado-chama-moro-de-juiz-ladrao-e-ministro-vai-embora-da-camara/).

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Muita dor – No momento em que concluo estas notas chega a temida notícia do falecimento de Haroldo Lima, levado pela pandemia que a irresponsabilidade de um genocida, o ainda presidente da república, fez alastrar-se em nosso país. Perde a última batalha de sua vida no dia em que o Brasil atingiu a trágica marca de 300 mil mortes pela Covid, superando em muito o número de vítimas das bombas atômicas que os EUA fizeram explodir sobre a população civil de um Japão que já perdera a guerra. 

Haroldo Lima, um paladino da paz, é um dos melhores brasileiros de nossos tempos, e lutou a vida toda, desde a juventude, por um Brasil soberano, de mulheres e homens livres, irmanados na igualdade social. Enfrentou a ditadura por todos os meios que então lhe pareceram necessários, conheceu a repressão, a tortura e a prisão com coragem, desprendimento e fidelidade aos seus compromissos políticos e aos seus companheiros de lutas. Jamais baixou a guarda. Sua vida honra seus amigos. 


Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia

Justiça nega suspensão de toque de recolher por inadequação da via processual

Sexta, 26 de março de 2021

Do TJDF

A juíza da 8ª Vara da Fazenda Pública do DF negou o pedido para que fossem suspensos os artigos 15 e 16 do Decreto 41.913/2021, que dispõem sobre o toque de recolher no Distrito Federal, das 22h às 5h. A magistrada destacou que o pedido não tem por objeto a defesa do patrimônio público e indeferiu a ação popular sem a análise do mérito.

Na decisão, a julgadora registra que “o pedido formulado demonstra indiscutivelmente que a pretensão da presente ação é restrita à suspensão dos dois artigos do decreto mencionado que estabelecem o recolhimento noturnos após as 22 horas para tentar conter a pandemia do coronavírus que está em níveis alarmantes e altamente preocupantes ao singelo e simplista argumento de que o estado de sítio só pode ser decretado pelo Presidente da República (como se esse fosse o caso da norma impugnada)".

Covid-19: força-tarefa oficia DF Legal sobre ações de desocupação

Sexta, 26 de março de 2021

Publicado no site do MPDF nesta sexta (26/3)

Para o MPDFT, necessidade de proteger grupos vulneráveis durante a pandemia deve ser levada em conta

A força-tarefa do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) que fiscaliza as ações de combate à pandemia de Covid-19 requisitou à Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) informações sobre ações de desocupação de áreas públicas. O ofício foi enviado ao secretário Cristiano Mangueira de Sousa nesta terça-feira, 23 de março.

Os integrantes da força-tarefa querem ter acesso a informações sobre o planejamento de ações de desocupação para os meses de março e abril, além de relatórios sobre as desocupações já realizadas. Requisitaram também o planejamento para eventuais iniciativas coordenadas entre diferentes secretarias de Estado.

A expectativa da força-tarefa é que as ações de desocupação levem em conta o momento da pandemia e a necessidade de proteger as parcelas mais vulneráveis da população. O prazo para resposta é de cinco dias após o recebimento.

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Leia também: 

Justiça proíbe GDF de promover desocupação de área próxima ao CCBB durante a pandemia; mas . . .

#FIQUEEMCASA. Mudança em registros por Bolsonaro não freia a covid e Brasil chega a 303 mil mortos

Sexta, 26 de março de 2021

A média móvel de novos contaminados também está no patamar mais alto do histórico da pandemia - Vinícius Quintão/FMUSP


“Após o fracasso de 2020, derrota é ainda mais nítida de 2021”, diz pesquisador da Fiocruz

Um dia depois de o governo federal tentar reduzir artificialmente os números de mortes por covid, ao exigir novos critérios para a contabilidade dos dados, o balanço de óbitos e novos casos desta quinta-feira (25) foi impreciso e parcial. De acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), foram notificados 2.787 mortos nas últimas 24 horas. O total oficial de vítimas do coronavírus no Brasil é de 303.462 desde o início do surto, em março do ano passado.

Já o balanço de novos casos não sofreu com a ação do governo federal. Hoje foi o dia com maior número de novos infectados registrado em todo o histórico da pandemia no país. Foram 100.736 novos contaminados, totalizando 12.320.169. Desde o fim do ano passado, a covid-19 circula de forma agressiva e sem controle no país.

Argentina abandona Grupo de Lima: vitória de Maduro e derrota para Biden e Bolsonaro

 Sexta, 26 de março de 2021




Beto Almeida
A partir de hoje, a Argentina não fará mais parte do denominado Grupo de Lima,  uma aliança da direita regional, integrada por 14 países, neles incluídos  Brasil, Colômbia, Paraguai e Chile.  Após questionar suas últimas declarações  e negar-se a firmar estes documentos, o Governo de Alberto Fernandez renunciou ao Grupo de Lima por considerar que as ações  nele impulsionadas “não conduziram a nada”, ressaltando que tinham como objetivo “isolar o Governo da Venezuela e aos seus representantes".

Bolsonaro mente sobre cancelamento de lockdown de Páscoa na Alemanha

Sexta, 26 de março de 2021 

Presidente disse que Merkel cancelou confinamento mais rígido na Semana Santa "porque efeitos de fechar tudo seriam mais graves que o vírus". Mas recuo ocorreu por dificuldades de planejamento e cronograma apertado.

Bolsonaro e Merkel em 2019. Governo alemão não segue agenda negacionista do brasileiro

Em meio a seguidos recordes de mortes por covid-19 no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro comentou nesta quinta-feira (25/03) o anúncio da chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, de cancelar um lockdown rígido no país europeu previsto para a Semana Santa.

Falando a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente mentiu sobre as razões do cancelamento, encaixando de maneira distorcida o episódio em sua própria agenda negacionista da pandemia e de oposição a medidas rígidas de confinamento.

"A Angela Merkel, ia ter um lockdown rigoroso lá e ela cancelou, pediu desculpas. Ela falou lá, segundo a imprensa, que os efeitos de fechar tudo são muito mais graves do que os efeitos do vírus, palavras delas, não é minha não", disse Bolsonaro.

No entanto, a chanceler Merkel nunca disse que os efeitos de um fechamento geral seriam mais graves que os do vírus. Na quarta-feira, ao anunciar o cancelamento do lockdown de Páscoa, Merkel afirmou que a forma como a medida havia sido anunciada "foi um erro", mas citou que o recuo ocorreu por causa de dificuldades burocráticas, pelo curto espaço de tempo para implementar as medidas e pela natureza vaga do anúncio original. "Infelizmente, não planejamos suficientemente", disse a chanceler.

"A ideia de uma paralisação na Páscoa foi elaborada com as melhores intenções, porque precisamos urgentemente desacelerar e reverter a terceira onda da pandemia", disse a líder alemã. "No entanto, a ideia foi um erro. Havia boas razões para optar por ela, mas ela não pode ser implementada suficientemente bem nesse curto período de tempo", completou. Merkel não minimizou o vírus nem apontou que os efeitos econômicos seriam piores.

quinta-feira, 25 de março de 2021

Covid-19: 300 mil mortes. Até quando? Até quantos?

Quinta, 25 de março de 2021
Do Blog Brasília por Chico Sant'Anna


Covid-19:

300 mil mortes no Brasil;

5.553 mortes em Brasília;

Até quando? Até quantos?

Faltam vacinas, faltam UTIs, faltam suprimentos para as hospitalização, falta oxigênio, falta unidades de saúde, faltam vagas nos cemitérios;

Sobra arrogância, soberba, mentiras, incompetência.

Especialistas já anteveem a triste taxa de 500 mil mortes para daqui a cem dias. Isso mesmo. Meio milhão de brasilienses mortos em pouco mais de três meses.

Indignado, Impotente, inseguro, insatisfeito, o brasileiro, o brasiliense, chora seus entes que partiram

Leia a íntegra

Justiça proíbe GDF de promover desocupação de área próxima ao CCBB durante a pandemia; mas . . .

Quinta, 25 de março de 2021

Do TJDF

A juíza da 8ª Vara da Fazenda Pública do DF determinou que o Distrito Federal se abstenha de realizar qualquer ato de demolição, desocupação, despejo e remoção na ocupação do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), na L4 Norte, durante a pandemia provocada pela Covid-19. A decisão liminar foi publicada nesta quinta-feira, 25/03.

Na ação civil pública, a Defensoria Pública do Distrito Federal narra que o DF Legal retomou, nos últimos dias, o processo de remoção de cerca de 30 famílias que estão na área próxima ao CCBB. A desocupação, segundo a autora, coloca em risco as pessoas que estão no local e que já se encontram em situação de extrema vulnerabilidade. A Defensoria lembra que a lei Distrital nº 6657/2020, de agosto de 2020, veda as remoções e ordens de despejo durante a pandemia. Assim, pede a concessão de liminar para proibir o GDF de promover desocupações, despejos e remoções na ocupação do CCBB, durante a epidemia. 

Ao analisar o pedido, a magistrada destacou: “Não há nos autos comprovação de regularidade da ocupação e o processo de desocupação iniciou-se no ano passado, porém o país enfrenta situação atípica de pandemia não se justificando a operação neste período, por isso, será deferido o pedido”. Diante disso, deferiu a tutela provisória para determinar ao Governo do Distrito Federal que se abstenha de promover qualquer ato de demolição, desocupações, despejos e remoções na ocupação do CCBB, durante a pandemia do coronavírus.

Cabe recurso.

PJe: 0701705-34.2021.8.07.0018

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Leia também:

Nota do Psol DF pela libertação imediata de Thiago Ávila! Lutar não é crime! (Atualização: Thiago foi libertado)


BOLSONARO, UM POÇO DE VIRTUDES

Quinta, 25 de março de 2021


Aldemario Araujo Castro

Professor
Advogado
Mestre em Direito
Procurador da Fazenda Nacion
al

Brasília, 25 de março de 2021


Convivemos, nos últimos meses, com uma escalada de críticas ao Presidente Jair Messias Bolsonaro. São vistos, ouvidos e lidos uma série de ataques infundados dirigidos ao mito, nosso comandante em chefe. Afinal, nas palavras do líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros, vivenciamos uma “situação confortável”.

Bolsonaro como artista de primeira linha. No dia 18 de março de 2021, o Presidente Jair afirmou: “O apelo que eu faço a quem é contra, sem problemas. Se você começar a sentir um negócio esquisito lá, você segue a receita do ministro Mandetta. Você vai para casa, e quando você estiver lá… (sons de pessoa sufocando) com falta de ar, aí você vai para o hospital”. A performance artística foi um daqueles raros momentos de representação primorosa. Kikito e Oscar não estão à altura para premiar a aula que foi dada.

Bolsonaro competente e eficiente. Admirado nos quatro cantos do globo, o Presidente Bolsonaro demonstrou como é um gestor competente e eficiente ao comandar a fabricação e distribuição de comprimidos de cloroquina. Segundo a imprensa, “Documentos mostram que Saúde usou Fiocruz para produzir 4 milhões de comprimidos de cloroquina” (folha.uol.com.br) e “Governo distribuiu 90% do estoque da cloroquina feita pelo Exército/Laboratório militar produziu 3,229 milhões de remédios, enviados aos 26 Estados e ao DF e a hospitais das Forças Armadas” (noticias.r7.com). E o efetivo uso do medicamento? Isso aí deve ser perguntado aos governadores e prefeitos.

Bolsonaro implacável no combate à corrupção. “OCDE adota medida inédita contra o Brasil após sinais de retrocesso no combate à corrupção no país” (https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56406033). Com certeza, houve um equívoco na confecção da ata da reunião que tomou a decisão pela criação de um grupo permanente de monitoramento sobre a matéria no Brasil. Afinal, o Messias é o dirigente, no cenário internacional, mais enérgico no combate aos malfeitos na esfera pública, inclusive aqueles protagonizados pelos filhos (01, 02, 03, 04, 05, etc) e por milicianos.

Bolsonaro e o elevado apreço pela ciência. No dia 22 de janeiro de 2021, o mito afirmou que “não há nada comprovado cientificamente sobre essa vacina aí”. A vacina em questão era a Coronavac. A “vachina” como foi identificada em outra ocasião.

Bolsonaro e seu prestígio internacional. O estadista Messias Bolsonaro foi o tema de inúmeras matérias e editoriais dos principais e mais tradicionais jornais no plano internacional. Figuram entre eles: a) Financial Times; b) Washington Post; c) New York Times; d) The Guardian; e) Le Monde; f) La Jornada; g) The Economist; h) Der Spiegel e i) El País.

Bolsonaro, o paladino da vacina. “Quero tranquilizar o povo brasileiro e afirmar que as vacinas estão garantidas”, foi a frase proferida, no dia 23 de março de 2021, pelo inoxidável Chefe de Governo. “A da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para a população. A China, lamentavelmente, já existe um descrédito muito grande por parte da população, até porque, como muitos dizem, esse vírus teria nascido por lá” (dia 21 de outubro de 2020). “Ninguém vai tomar a sua vacina na marra não, tá ok? Procura outro. E eu, que sou governo, o dinheiro não é meu, é do povo, não vai comprar a vacina também não, tá ok? Procura outro para pagar a tua vacina aí” (dia 29 de outubro de 2020, dirigindo-se ao Governador de São Paulo). “A pandemia realmente está chegando ao fim, os números têm mostrado isso, estamos com pequena ascensão agora, chama-se pequeno repique, que pode acontecer, mas a pressa da vacina não se justifica porque você mexe com a vida das pessoas” (dia 17 de dezembro de 2020). “Se você virar um chi... virar um jacaré, é problema de você, pô. Não vou falar outro bicho, porque vão pensar que eu vou falar besteira aqui, né? Se você virar super homem, se nascer barba em alguma mulher aí ou algum homem começar a falar fino, eles não têm nada a ver com isso. Ou, o que é pior, mexer no sistema imunológico das pessoas” (dia 18 de dezembro de 2020).

Bolsonaro, um dos mais envolventes motivadores e incentivadores. “Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando?”, frase dita no dia 4 de março de 2021.

Bolsonaro como pacifista. "Assistimos há pouco aí um grande candidato a chefia de Estado dizer que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, ele levanta barreiras comerciais contra o Brasil. E como é que podemos fazer frente a tudo isso? Apenas a diplomacia não dá, não é, Ernesto? Quando acaba a saliva, tem que ter pólvora, senão, não funciona. Não precisa nem usar pólvora, mas tem que saber que tem. Esse é o mundo. Ninguém tem o que nós temos." (dia 10 de novembro de 2020). "Pessoal, temos que buscar mudanças, não teremos outra oportunidade. Vem a turminha falar 'queremos um centro', nem ódio pra lá nem ódio pra cá. Ódio é coisa de marica, pô. Meu tempo de bullying na escola era porrada" (dia 10 de novembro de 2020).

Bolsonaro e sua gentileza impecável. “Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, [dizendo] 'vai comprar vacina'. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo” (dia 4 de março de 2021).

Bolsonaro como sociólogo insuperável. “Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas. Olha que prato cheio para a imprensa. Prato cheio para a urubuzada que está ali atrás. Temos que enfrentar de peito aberto, lutar. Que geração é essa nossa?” (dia 10 de novembro de 2020).

Bolsonaro e sua incrível empatia e sensibilidade. No dia 28 de abril de 2020, o indefectível líder afirmou, diante de pergunta ressaltando o número de mortos pela covid-19 no Brasil: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”.

Bolsonaro e a profunda compreensão, justa e humana, acerca dos problemas de segurança pública. “[O policial] entra, resolve o problema e, se matar 10, 15 ou 20, com 10 ou 30 tiros cada um, ele tem que ser condecorado, e não processado”. Essa reflexão, uma pérola na história do estudo da segurança pública, foi externada em 2018.

Bolsonaro como um jurista de escol. No dia 11 de março de 2021, o notável Chefe de Estado mostrou seus infinitos dotes de jurista. Afirmou, com propriedade ímpar: “Até quando nós vamos resistir a isso daí? Aqui no DF toma-se medida por decreto de estado de sítio. De 22h às 5h da manhã ninguém pode andar. Só eu poderia tomar medida dessa e, assim mesmo, ouvindo o Congresso Nacional”.

Bolsonaro como um profundo e arguto analista da realidade. Ele, no dia 5 de janeiro de 2021, identificou com precisão cirúrgica um dos grandes responsáveis pelas mazelas do Brasil. Disse que o novo coronavírus foi “potencializado pela mídia que nós temos, pela mídia sem caráter que nós temos”. Em outras ocasiões, foram arrolados nessa categoria: a) os governadores; b) os prefeitos; c) a esquerda (no singular, como uma massa uniforme de malfeitores) e d) os opositores comunistas (como Moro, Mandeta, Dória, Fernando Henrique Cardoso, entre outros).


Bolsonaro e seu lado médico-cientista. “É impressionante, eu converso com muita gente idosa, né… ‘Estou tomando regularmente ivermectina, e eu e minha família, ninguém se contaminou’. Então, parece que ivermectina é preventiva e quando você contrai, ela serve para curar a doença também” (dia 19 de março de 2021). “Tem que se evitar o entubamento da pessoa. E como se evita? Numa primeira fase, é a tal da hidroxicloroquina, invermictina, annita, vitamina D, entre outras coisas. Quando o médico fala que não, você tem o direito de procurar outro. E ponto final” (dia 10 de dezembro de 2020).

Bolsonaro e a mais avançada visão acerca da laicidade do Estado. Em 2017, o presidente mais espiritualizado do Brasil afirmou: “Somos um país cristão. Não existe essa historinha de Estado laico, não. O Estado é cristão. Vamos fazer o Brasil para as maiorias. As minorias têm que se curvar às maiorias. As minorias se adequam ou simplesmente desaparecem”. Trata-se, sem dúvida, da visão mais avançada e apropriada para o conceito de Estado laico.

Bolsonaro como um incansável combatente contra todos os tipos de discriminação. Essas falas afastam qualquer dúvida acerca da presença de preconceitos ou intolerâncias no pensamento do Mestre: “Eu jamais ia estuprar você [deputada Maria do Rosário] porque você não merece” (2003 e 2014). “Por isso o cara paga menos para a mulher (porque ela engravida)” (2014). “Foram quatro homens. A quinta eu dei uma fraquejada, e veio uma mulher” (2017). “Para mim é a morte. Digo mais: prefiro que morra [um filho] num acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo” (2011). “O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um couro, ele muda o comportamento dele. Tá certo?” (2010). “90% desses meninos adotados [por um casal gay] vão ser homossexuais e vão ser garotos de programa com toda certeza” (2012). “Não existe homofobia no Brasil. A maioria dos que morrem, 90% dos homossexuais que morrem, morre em locais de consumo de drogas, em local de prostituição, ou executado pelo próprio parceiro” (2013). “O cara vem pedir dinheiro para mim para ajudar os aidéticos. A maioria é por compartilhamento de seringa ou homossexualismo. Não vou ajudar porra nenhuma! Vou ajudar o garoto que é decente” (2011). “Ele [um índio] devia ir comer um capim ali fora para manter as suas origens” (2008). “Fui num quilombola [sic] em Eldorado Paulista. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Acho que nem para procriadores servem mais” (2017). “Isso não pode continuar existindo. Tudo é coitadismo. Coitado do negro, coitado da mulher, coitado do gay, coitado do nordestino, coitado do piauiense. Vamos acabar com isso” (2018). “A escória do mundo [imigrantes] está chegando ao Brasil como se nós não tivéssemos problema demais para resolver” (2015).

Bolsonaro humilde (reconhece suas limitações). No dia 5 de janeiro de 2021, o Capitão deixou claro que o Brasil está “quebrado” e que “não consegue fazer nada”. Nada de superioridade. Nada parecido com um salvador da Pátria. Nada próximo a alguém que se acha o remédio para todos os males.

Bolsonaro como a voz do povo, o intérprete mais que autorizado do sentimento popular. Em 2016, o farol que nos ilumina asseverou: “O erro da ditadura foi torturar e não matar”. Num momento anterior, em 1999, ficou claro que vocalizava o pensamento do povo: “Ele merecia isso: pau-de-arara. Funciona. Eu sou favorável à tortura. Tu sabe disso. E o povo é favorável a isso também”.

A liderança de Jair Bolsonaro é um privilégio. Nenhum outro país na face da Terra conta com um líder inteligente, culto, equilibrado, conciliador, agregador, polido, sensível, competente, amante da democracia e dos direitos humanos e tantos outras virtudes. Dezenas de páginas seriam consumidas somente na listagem dessas características virtuosas festejadas por aliados e invejadas por opositores.

Nota do Psol DF pela libertação imediata de Thiago Ávila! Lutar não é crime! (Atualização: Thiago foi libertado)

 Quinta, 25 de março de 2021

Apesar de Thiago Ávila ter acabado de ser libertado, vale a pena ler a Nota do Psol DF, transcrita adiante.

Nota do Psol DF

O PSOL-DF vem por meio desta nota repudiar a prisão arbitrária e ilegal do nosso companheiro Thiago Avila, que ocorreu hoje durante mais um despejo na ocupação próxima ao CCBB. A ordem de prisão foi dada de forma ilegal por Alexandre do Nascimento Bittencourt, Subsecretário de Operações do DF Legal.

Neste momento Thiago se encontra na 1ª DP. Prestamos toda a solidariedade e estamos acompanhando o caso pelo mandato do deputado distrital Fábio Felix e pela bancada federal do PSOL, pela líder Talíria Petrone. Exigimos a sua libertação imediata e que o subsecretário responda por abuso de autoridade.

A ordem de prisão aconteceu no contexto da absurda operação de retirada da ocupação do CCBB. Em pleno colapso da saúde pública no DF, o DF Legal e o Governo do Distrito Federal insistem nessa operação arbitrária de despejo de famílias que ficarão sem suas casas.

Também vemos com grande preocupação essa prisão ocorrer depois da prisão dos quatro manifestantes da semana passada. Sendo que o Pilha segue até hoje preso. Não vamos tolerar essa perseguição a ativistas. Lutar não é crime!

Pode ser uma imagem de texto que diz "NOTA PSOL DF PELA LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE THIAGO AVILA! LUTAR NÃO É CRIME! PSOL DF"

Conselho Nacional de Saúde (CNS) e Conselho de Saúde do DF realizaram nesta quinta (25/3) na Praça dos Três Poderes, Brasília, ato em solidariedade às 300 mil vidas perdidas por Covid-19 no Brasil

Quinta, 25 de março de 2021 


O Conselho Nacional de Saúde (CNS), junto ao Conselho de Saúde do Distrito Federal, realizou na manhã desta quinta (25/03) um ato simbólico na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Em um grupo pequeno e mantendo as medidas de segurança sanitária, os representantes do CNS e CS/DF se solidarizaram às famílias das 300 mil vidas perdidas vítimas da Covid-19. Os representantes do Controle Social na saúde cobraram ações efetivas do governo, que vem negligenciando a pandemia.

Em nota, o CNS se manifestou. “Pessoas de todas as idades vieram a óbito fruto da irresponsabilidade do governo federal que, mesmo um ano após a pandemia, segue em um cenário de negacionismo e incertezas, causando dor e sofrimento a uma população historicamente conhecida pela braveza e alegria de viver, resistindo em um país com tantos desafios sociais”.

Para Fernando Pigatto, presidente do CNS, que acompanhou o ato à distância, é necessário firmar um pacto de união nacional que inclua o controle social, a comunidade científica e as lideranças políticas de todos os partidos, para que seja possível reverter a situação atual.



“Precisamos de R$ 168,7 bilhões para o SUS em 2021. Precisamos de vacinação para todos e todas, de auxílio emergencial de no mínimo R$600 e de uma coordenação nacional. Desde que começou a pandemia, vemos a desorganização do governo para gerir as ações de saúde pública, colocando nas costas dos estados e municípios a responsabilidade para administrar o caos. O Estado precisa ser responsabilizado pelos crimes que está cometendo. Em memória das mais de 300 mil vidas perdidas estamos de luto e na luta”, disse.

O valor mencionado por Pigatto é fruto da soma do piso de 2020 para a Saúde mais a verba emergencial da pandemia, uma demanda em monitoramento e análise perene feita pela Comissão de Orçamento e Financiamento do CNS.

Jeovânia Rodrigues, presidenta do Conselho de Saúde do DF afirmou que “o sentimento é de dor e de pesar por essas perdas. Esse cortejo simboliza o luto de um volume inimaginável de pessoas que foram embora. Muitas dessas mortes eram evitáveis se tivéssemos postura e conduta articulada no governo federal. Há um profundo negacionismo que é a marca de tantas perdas para Covid em todo o Brasil”, criticou.


Dayse Amarilio, presidenta do sindicato dos enfermeiros do DF, lembrou da situação dos profissionais de saúde. “A situação que meus colegas estão vivendo está cada vez mais difícil. Esse ato buscou trazer o luto de pesar e de tristeza, mas também o luto como lutadores que somos para que tenhamos um país melhor diante desse cenário sem liderança. O país são pessoas. E podemos fazer o Brasil ficar melhor”. Representantes do Sindicato dos Odontologistas do DF também participaram do ato.


Fonte: Ascom CNS — Conselho Nacional de Saúde

Novo relatório da ONU sobre conservação das florestas “ressalta e evidencia tudo o que é negado por Bolsonaro”, diz líder indígena

 Quinta, 25 de março de 2021

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A médica indígena Myrna Cunningham falou sobre o relatório que aponta os povos tradicionais como os “melhores guardiões da floresta”. Para ela, o Brasil vai na contramão do mundo em relação ao clima: “pelo que representa para a Amazônia, é assustador”


Da Pública.org

25 de março de 2021

Anna Beatriz Anjos

“Definitivamente o Brasil é uma situação preocupante para todos os povos indígenas do mundo, não só da América Latina” 

“A violação de direitos indígenas já garantidos pela Constituição e pelo marco jurídico internacional afeta tudo o que se refere às mudanças climáticas” 

“São milhões de pessoas no mundo que pensam ser superiores aos indígenas, negros e outros grupos e que querem impor sua visão de mundo, cultura e modelo econômico” 

Os povos indígenas são quem tem evitado de maneira mais efetiva o desmatamento das florestas da América Latina e Caribe nos últimos anos, principalmente quando seus territórios tradicionais são demarcados e protegidos. É o que constata o novo relatório “Povos indígenas e comunidades tradicionais e a governança florestal”, da Organização das Nações Unidas (ONU), lançado nesta quinta-feira (25) e produzido a partir da revisão de mais de 300 estudos acadêmicos.

A Agência Pública conversou com a médica indígena Myrna Cunningham, presidente do Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e do Caribe (Filac), que elaborou o documento junto à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). 

Cunningham, natural da Nicarágua e indígena do povo Miskito, explicou que as principais descobertas do relatório têm base na ciência. Pesquisas apontam que, entre 2000 e 2012, a taxa de desmatamento em florestas dentro de terras indígenas demarcadas foi 2,8 vezes menor do que fora dessas áreas na Amazônia boliviana, 2,5 vezes menor na parte brasileira e duas vezes menor na porção colombiana.

A médica reconhece que o Brasil enfrenta um período de ameaça aos direitos indígenas devido ao governo de Jair Bolsonaro, que em mais de dois anos não demarcou nenhuma terra indígena e travou pelo menos 70% dos processos em andamento. Ela diz, no entanto, que o relatório deve ser útil para colocar na mesa evidências que podem ajudar os povos indígenas brasileiros. “Acredito que o relatório ressalta e evidencia tudo o que é negado pelo presidente”, afirma.

Cunningham avalia também que a situação do Brasil é reflexo de movimentos de supremacia branca, que têm ressurgido em vários lugares do mundo nos últimos anos, com destaque para os Estados Unidos. “Vocês estão em um dos lugares onde isso se reflete de forma tão descarada e sem vergonha”, destaca. “Não é uma situação única, mas, pela dimensão do Brasil e pelo que representa para a Amazônia, é assustador.”