Quinta, 14 de maio de 2026
BdF Explica
Para além da Lei Áurea: a repressão e o legado da Revolta dos Malês na Bahia
Episódio do BdF Explica trata do fuzilamento de quatro homens que lideraram a luta pela liberdade do povo negro
Do Brasil de Fato — São Paulo (SP)
14.maio.2026
Em 14 de maio de 1835, o Campo da Pólvora, em Salvador (BA), foi palco de um dos episódios mais severos da repressão imperial portuguesa no Brasil. Naquela data, quatro líderes negros da Revolta dos Malês foram executados por um pelotão de fuzilamento, em um desfecho imposto pelo Estado contra aqueles que lutaram pela liberdade.
Embora a história oficial associe a abolição da escravidão apenas à sanção da Lei Áurea em 13 de maio de 1888, pesquisadores e movimentos populares ressaltam que o fim do regime escravocrata foi precedido por décadas de confrontos e resistência popular.
A execução de 1835 é um lembrete de que, um dia após a data que celebra a assinatura da princesa Isabel, o Brasil ainda punia com rigor a autonomia do povo negro.
Para compreender o contexto das execuções de maio, é necessário voltar para a noite de 24 de 1835. Naquela ocasião, cerca de 600 africanos, entre escravizados e libertos, protagonizaram a Revolta dos Malês, considerada a maior rebelião urbana de pessoas escravizadas na história das Américas.
A denominação “malê” deriva do iorubá e significa “muçulmano”. O movimento possuía um componente estratégico fundamental: o letramento. Diferentemente da percepção dos senhores de engenho e das autoridades da época, grande parte dos revoltosos era alfabetizada em árabe.
Essa habilidade permitiu que os líderes articulassem o levante por meio de bilhetes com mensagens, orações e planos de guerra que circulavam pela cidade sem serem decifrados pela repressão. O objetivo central era derrubar o governo escravocrata, extinguir a imposição do catolicismo e fundar uma administração baseada nos preceitos islâmicos na Bahia. Para saber o final da história, clique no vídeo acima.
A denominação “malê” deriva do iorubá e significa “muçulmano”. O movimento possuía um componente estratégico fundamental: o letramento. Diferentemente da percepção dos senhores de engenho e das autoridades da época, grande parte dos revoltosos era alfabetizada em árabe.
Essa habilidade permitiu que os líderes articulassem o levante por meio de bilhetes com mensagens, orações e planos de guerra que circulavam pela cidade sem serem decifrados pela repressão. O objetivo central era derrubar o governo escravocrata, extinguir a imposição do catolicismo e fundar uma administração baseada nos preceitos islâmicos na Bahia. Para saber o final da história, clique no vídeo acima.
Editado por: Thaís Ferraz
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