Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

quarta-feira, 13 de maio de 2026

📱 Publicidade infantil nas redes: o alerta do novo monitoramento NBCAL

Quarta, 13 de maio de 2026

 
 
Cabeçalho | Tá na Mesa - Idec - Sua porção semanal de alimentação saudável e sustentável

Enquanto navegamos pelas redes sociais, somos impactados por estratégias de marketing focadas na alimentação infantil. O novo monitoramento da Norma Brasileira de Comercialização de Produtos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL) mostra como a publicidade digital desafia a proteção da amamentação e o direito à informação das famílias.

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Como a publicidade digital desafia a proteção da amamentação

A alimentação na primeira infância deveria ser cercada de cuidado, informação clara e de qualidade e apoio às famílias. Mas o que o relatório do Monitoramento NBCAL 2025 mostra é que o ambiente digital vem se tornando um espaço cada vez mais agressivo e contrário à proteção da amamentação.

Nós acompanhamos de perto essa discussão porque defender a amamentação também é defender a saúde pública, os direitos das pessoas consumidoras e uma infância mais protegida. E os dados mais recentes do monitoramento realizado pela Rede Internacional pelo Direito de Amamentar (IBFAN Brasil) ajudam a entender por que esse debate continua tão urgente.

1. As redes sociais viraram o principal espaço de irregularidades

Um dos dados que mais chama atenção no relatório é o crescimento das violações da NBCAL nas redes sociais. Em 2022, elas representavam 5% das infrações observadas. Em 2025, esse número saltou para 30,1%.

O Instagram concentra quase 80% dessas ocorrências. E não estamos falando apenas de anúncios tradicionais: muitas vezes, a publicidade aparece disfarçada de dica, rotina materna, indicação “espontânea” ou conteúdo de influenciadores.

Esse cenário preocupa porque os algoritmos funcionam justamente ampliando o alcance desse tipo de conteúdo. Quando alguém interage com uma postagem sobre fórmulas infantis, mamadeiras ou chupetas, a tendência é que mais conteúdos semelhantes passem a aparecer no feed desse usuário. O relatório aponta que essa dinâmica transforma a publicidade em algo contínuo, automático e difícil de escapar.

2. Influenciadores também fazem parte da estratégia

Outro ponto importante do monitoramento é o papel dos criadores de conteúdo digitais. Cerca de 26,7% das infrações em redes sociais estavam em perfis de influenciadores.

Muitas vezes, a publicidade acontece por meio da chamada “promoção cruzada”: quando marcas promovem produtos liberados para crianças maiores, mas utilizam embalagens, nomes e identidades visuais muito parecidas com fórmulas destinadas a bebês menores de um ano, cuja promoção é proibida.

Na prática, isso cria um ambiente de marketing indireto que pode confundir famílias e enfraquecer políticas de incentivo ao aleitamento materno.

3. O problema não está só nas redes

O relatório também encontrou violações em lojas físicas, websites de vendas, rótulos e materiais educativos. Foram identificadas 156 infrações confirmadas em 2025.

Nos websites de vendas, por exemplo, mais da metade das violações envolviam bicos, chupetas e mamadeiras, cuja promoção comercial é proibida pela legislação.

Já em materiais educativos, apareceram conteúdos produzidos por empresas e divulgados como orientação ou informação, mesmo quando promoviam produtos abrangidos pela NBCAL. Isso é especialmente delicado porque mistura publicidade com educação, dificultando que as famílias identifiquem interesses comerciais por trás das mensagens.

4. A fiscalização ainda enfrenta muitos desafios

O monitoramento reforça que o ambiente digital exige atualização constante das estratégias de fiscalização. Marketplaces, anúncios patrocinados, influenciadores e publicidade em vídeos curtos e voláteis criam novas formas de divulgação que, muitas vezes, escapam das regras pensadas para o comércio tradicional.

Ao mesmo tempo, o relatório mostra que a mobilização da sociedade civil continua fundamental. Em 2025, foram elaboradas 89 notificações educativas para empresas e perfis responsáveis pelas infrações. Parte delas respondeu afirmando que iria adequar suas práticas.

5. Defender a amamentação também é defender informação de qualidade

Quando falamos sobre amamentação, não estamos falando apenas de uma escolha individual. Estamos falando de um ambiente inteiro de influência comercial, publicidade e disputa por atenção.

Por isso, fortalecer políticas públicas, ampliar a fiscalização e garantir informação clara para as famílias é tão importante.

Nós seguimos acompanhando esse cenário e apoiando iniciativas que protegem o aleitamento materno e o direito das pessoas consumidoras à informação adequada.

Acompanhe o monitoramento da NBCAL realizado pela IBFAN.

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DIREITOS DA PESSOA CONSUMIDORA

🍫 Nova lei muda regras para chocolates

Uma nova lei vai exigir percentual mínimo de cacau e mais transparência nos rótulos de chocolates vendidos no Brasil. A medida também proíbe embalagens e elementos visuais que possam induzir consumidores ao erro, fortalecendo o direito à informação e pressionando a indústria por produtos mais claros e padronizados. Xepa Ativismo

SAÚDE E ALIMENTAÇÃO

💉 Canetas emagrecedoras exigem cuidado

O uso das chamadas “canetas emagrecedoras” cresceu nas redes sociais, mas especialistas alertam para os riscos da automedicação e do uso sem acompanhamento profissional. A busca por resultados rápidos pode trazer impactos físicos e emocionais, reforçando que o emagrecimento saudável envolve alimentação, atividade física e cuidado contínuo com a saúde. O Globo

CULTURA ALIMENTAR

🌽 Merenda escolar pode fortalecer territórios

Uma nova regra do governo federal pode ampliar a compra de alimentos produzidos por povos e comunidades tradicionais para a alimentação escolar. A proposta busca valorizar culturas alimentares locais, fortalecer a agricultura dos territórios e aproximar a merenda da realidade das comunidades indígenas e quilombolas. O Joio e o Trigo

Cultura Alimentar
Cultura Alimentar

Marina F. Rea

Médica sanitarista, doutora pela USP, foi pesquisadora e coordenou ações de amamentação na OMS/Genebra, hoje aposentada. Uma das fundadoras da rede IBFAN (International Baby Food Action Network), coordenadora nacional 2025-2026.

É absolutamente necessário monitorar as violações do código brasileiro, nossa NBCAL, em particular as práticas abusivas do marketing digital, cada vez mais presentes e fora de controle. O relatório MONITORAMENTO 2025 alerta para a necessidade de reforçar a fiscalização, pois produtos PROIBIDOS pela nossa Norma estão cada vez mais presentes, como as fórmulas infantis (0-12 meses), mamadeiras, bicos e chupetas. Por se tratar de uma Lei – a lei 11265/2006 – a proibição dessa publicidade nas plataformas digitais de venda (e-commerce, etc) e nas mídias sociais parece-nos POSSÍVEL, dependendo de uma decisão clara das autoridades de governo.

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Tá na Época
Tá na Época

O aconchego nutritivo do inhame

Muito presente nas preparações brasileiras, especialmente nos meses mais frescos, o inhame é um ingrediente versátil e fácil de incluir na rotina. Com textura cremosa e sabor suave, ele combina bem com sopas, purês, refogados e caldos, ajudando a trazer mais variedade para as refeições do dia a dia.

Na cozinha, uma dica prática é cozinhar uma quantidade maior e armazenar já em porções na geladeira ou no congelador. Assim, o preparo das refeições fica mais rápido durante a semana. O inhame também pode ser usado em vitaminas, massas e receitas assadas.

O sabor cítrico da tangerina na temporada de outono

Conhecida como tangerina, mexerica ou bergamota, dependendo da região do Brasil, essa fruta é uma das mais tradicionais do outono. Com aroma marcante e sabor equilibrado entre doce e ácido, ela é prática para o dia a dia e combina bem com lanches, sucos e outras preparações simples.

Para conservar melhor, vale manter as frutas em local fresco e arejado. Os gomos também podem ser congelados para uso em vitaminas e sobremesas, ajudando a evitar desperdícios e trazendo mais frescor para a alimentação cotidiana.

Caderno de Receita

Bolo de banana com gengibre
Macio, aromático e perfeito para os dias mais frescos, o bolo de banana com gengibre combina o sabor adocicado da fruta com o toque marcante do gengibre. Simples e acolhedor, é uma ótima opção para o café ou lanche da tarde, além de ajudar a aproveitar bananas maduras e evitar desperdícios na cozinha.

 

Mandioqueijo
Crocante por fora e macio por dentro, o mandioqueijo é uma preparação prática que valoriza a mandioca em combinações simples e saborosas. Ótimo para lanches ou cafés da tarde, ele mostra como ingredientes tradicionais podem render receitas caseiras reconfortantes e cheias de sabor no dia a dia.

 

Couve-flor assada com páprica
Dourada, aromática e cheia de sabor, a couve-flor assada com páprica transforma um ingrediente simples em uma preparação prática e versátil. Com textura macia e toque levemente crocante, é uma ótima opção para trazer mais variedade e cor às refeições.


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